Clube do Pai Rico
Solicite o seu agora mesmo!

Duas “boas” notícias …

Você está preparado para caso isso tenha a pior solução possível … ?

FT: Boom de crédito pode trazer problemas para o Brasil

Londres, 01 – O avanço do crédito vivido atualmente pode trazer problemas para o Brasil, diz o Financial Times na edição de hoje. “O Brasil está passando por um boom de crédito e a velocidade desse crescimento deixou muitos se perguntando quando novos problemas irão aparecer”, afirma o jornal.

A publicação destaca que o porcentual do crédito em relação ao Produção Interno Bruto (PIB) do país subiu de 22% em 2002 para 47% hoje. O nível é bem inferior aos 100% registrados nas economias desenvolvidas e os analistas acreditam que o número subirá para 60% do PIB.

O FT aponta que as famílias que estão tomando financiamento não têm educação financeira e nem experiência com o uso de novos instrumentos. Além disso, os juros praticados pelas modalidades brasileiras são excessivamente altos, muito acima da Selic, de 10,75% ao ano.

Uma das principais preocupações vêm com a rápida expansão do cartão de crédito, cujo número pulou de 28 milhões em 2000 para cerca de 153 milhões neste ano. “Isso lembra a crise de cartões de crédito da Coreia do Sul em 2003, depois que a emissão disparou de 39 milhões em 1998 para 105 milhões em 2002”, afirma o jornal. No final das contas, o governo sul-coreano teve de socorrer as instituições, contabilizando grandes perdas.

“O preocupante é que temos milhões de consumidores vorazes chegando ao mercado sem o menor acesso à informação ou conselho sobre como usar o cartão de crédito”, diz ao FT Sergio Belsito, presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal).

O FT relaciona a crise no Banco PanAmericano à expansão do crédito no País. Segundo o jornal, a instituição cresceu emprestando para uma parte dos milhões de pessoas que emergiram da pobreza para se juntar à crescente classe consumidora do Brasil na última década. “O Banco Central insiste que o PanAmericano é um caso isolado, mas, se outros usaram o mesmo modelo de negócios, certamente alguns deles deveriam estar em dificuldades semelhantes?”, questiona o jornal.

A fraude detectada no PanAmericano indica que o banco vendeu carteiras de crédito, porém continuava registrando-as no balanço.

Alguém saberia dizer quais foram as consequências para os Sul Coreanos dessa crise ?

E claro, é interessante ressaltarmos o nível de educação daquele povo quando comparado com o do brasileiro …

Grau de endividamento da população preocupa Ministério da Justiça

Brasília, 01 – O superendividamento da população é um tema que preocupa o Ministério da Justiça. “Queremos transparência e informação ao consumidor e há setores que nos preocupam”, disse o ministro Luiz Paulo Barreto. Para ele, a situação ganhou mais importância com a chegada de cerca de 30 milhões de pessoas à classe média nos últimos anos. “Ninguém ganha com o superendividamento dos consumidores”, avaliou.

Para evitar problemas no futuro, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, firmou um convênio hoje com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que haja troca de informações e aprimoramento de atividades regulatórias, de fiscalização e de educação de investidores. “Esta é uma preocupação preventiva”, resumiu Barreto. Isso porque, segundo ele, muitos dos que têm ingressado no mundo do consumo não conhecem ainda “as regras do jogo”.

Para Barreto, é preciso que o cliente saiba claramente o quanto paga por um determinado produto comprado a prazo e qual é a fatia da taxa de juros. Também é preciso enfatizar a esse consumidor, de acordo com ele, a possibilidade de se fazer poupança para adquirir um bem, no futuro, com pagamento à vista e solicitar desconto.

As avaliações do ministro vêm justamente no dia em que o jornal Financial Times publica uma matéria enfatizando que o “boom” de crédito pode trazer problemas para o Brasil. De acordo com a publicação a fatia de crédito estava em 22% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2002; hoje está em 47% e a expectativa é a de que o porcentual possa chegar a 60% do PIB. Nas economias desenvolvidas alcança até 100%.

O periódico ressalta que, além da velocidade desse crescimento, falta educação financeira e experiência no uso de novos instrumentos. O FT enfatiza ainda a rápida expansão do mercado de cartão de crédito, que passou de 28 milhões de unidades no Brasil em 2000 para 153 milhões, este ano.