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No que deu o último straddle ?

Sei que demorei “um pouco” para publicar a conclusão da operação que montei para a última segunda-feira, o straddle, visando aproveitar a volatilidade gerada pela união de um exercício de opções com um resultado trimestral da Petrobras. 🙂

Como você já leu o post onde falo sobre a montagem da operação, e provavelmente tenha acompanhado lá no twitter, a operação foi montada por R$1,65. (sim, o mesmo valor que ela apresentava no dia anterior)

Como você também deve ter visto, a operação tinha dois propósitos:

1) proteger contra uma possível arrancada da PETR4

(minha operação principal ganha com o papel caindo …)

2) obter lucro, é claro

(porém a coisa é exatamente nessa ordem: proteção >> lucro)

Pois bem …

Veio o resultado: lucro de R$5,3 bilhões (que na verdade são R$4 bilhões, pois houve uma maquiagem marota … anteciparam um resultado que veio só no começo de maio, em um resultado que conta janeiro, fevereiro e março) e a euforia tomou conta de todos. Para você ter uma ideia o aftermarket de NY apresentou alta superior a 8% para a ADR dela ! 😯

Uma arrancada era esperada por muitos, acompanhada de um novo teste nos R$15. Abriu: R$14,65 e esta foi a máxima do dia. Depois só caiu … caiu e caiu.

O straddle chegou a dar lucro, reforçando a teoria de que “só funciona” em cenários de alta. No melhor momento do dia a operação chegou a dar 10¢, e eu lá montado na operação.

Começou a escorregar e o lucro começou a sumir … Zerar levando 5¢ ? Zerar no zero a zero ? Zerar perdendo 5¢ ? Não, até às 13h (encerramento do exercício de maio) eu ficaria com a operação montada, aguardando uma possível puxada. Afinal de contas, como todos já sabem … em exercício de opções vale tudo.

Lembra, a principal função da operação, para mim, naquele momento era a de proteger a carteira, proteger a minha operação “mãe”. Se viesse uma alta (que já vi acontecer em situações parecidas incontáveis vezes) eu teria uma proteção.

Mas não veio a puxada, pelo contrário … o papel caia mais e mais.

O que fazer ? Assumir o prejuízo ?

No momento em que tomei a decisão do que fazer a operação apresentava um prejuízo de quase 20¢. Sim, de lucro passou a prejuízo …

Olhei o que estava acontecendo … não encontrei nenhum sinal de reversão na telinha, e tomei uma decisão muito rara de acontecer comigo: decidi operar a tendência. 😀

Sim, costumo operar basicamente reversões. Acompanhar a tendência ? Não há pior cenário para mim … 😉

Vendi a CALL (que perde conforme o papel vai caindo) e mantive a PUT (que ganha conforme o papel vai caindo), e acredite: sai no 0x0. 😀

Quando tomei a decisão de manter a PUT não imaginei sair no 0x0 não, imaginava obter um prejuízo um pouco menor. Mas a coisa acelerou, o Goldman Sachs (que havia indicado a venda do papel, e seguiu sua orientação – raridade no mercado !) enfio o pé na jaca e vendeu até a mãe. Vendi a PUT + CALL pelos mesmos R$1,65 que gastei na montagem da operação.

Detalhe: mesmo com a queda gigante que se formava, se tivesse deixado o straddle montado teria perdido mais de 10¢ naquele momento em que vendi minha PUT e encerrei a operação particionada. Reforço duplo para a teoria de que “só funciona” com a alta do papel …

Fiquei feliz: a operação cumpriu seu papel, não perdi dinheiro (deixei de ganhar ok … ok … ok …) e consegui manter o sangue frio mantendo-me dentro do planejado. 😀

Quando será o próximo ? 😉