Clube do Pai Rico
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Minhas opções viraram pó, como proceder em relação ao Imposto de Renda ?

Pergunta:

Ola, estou com uma duvida sobre Imposto de Renda nas opções, uma opção que virou pó eu posso abater do lucro com operações em opções?

Grata, Meire

Resposta:

Bom dia Meire,

Pode sim, afinal de contas, você teve prejuízo com elas. Não ? 😉

A ideia é bem simples: veja quanto pagou pelas opções que micaram e quanto gastou de corretagem. Este valor (a soma dos dois) pode ser abatido do resultado mês. Mas lembre-se … operações normais devem ser somadas com operações normais e daytrades com daytrades … Ok ? 🙂

Ainda em relação à tua dúvida, existem duas “linhas de pensamento”. Em relação ao quê ? A como esta operação deve ser encerrada …

Por exemplo: ela é encerrada ao deixarmos a opção virar pó, e consequentemente sumir de nossa carteira após o dia do vencimento ? Ou para podermos considerar como finalizada precisamos realizar a venda dela a qualquer custo, pelo preço que for possível, até o vencimento ?

Acredite, tem muita gente que acha que a operação só será considerada encerrada, por parte da Receita, se houver uma operação de compra e uma de venda. E não tiro a razão de quem pensa desta forma … Devemos ser extremamente cuidados neste assunto. 😀

Mas … devido às características do mercado de opções … encerrar uma operação por “vias diretas” (através da venda) não é necessário, tampouco pode ser “possível” de ser feito em alguns casos.

Como disse, a opção simplesmente deixa de existir a partir do dia do vencimento. O que caracteriza sua “saída” da carteira. Por ser uma operação com prazo de vida determinado, ela literalmente se encerra no prazo final, no dia do seu vencimento. Além disso, quem opera opções sabe que muitas vezes, por mais que o investidor queira, vender a opção a “qualquer preço” pode simplesmente não ser possível. Quantas vezes você já viu uma opção ficar com ordens de venda de 1¢ por dias e dias até o vencimento encerrá-la ?

Em relação ao fim da “vida” da opção, uma analogia semelhante ocorre com a operação de venda de uma opção. A pessoa pode vender, ela virar pó, e não ter a operação de compra para fechar o trade. Como no dia do vencimento ela deixa de existir, ela deixará de fazer parte da sua carteira, caracterizando o encerramento da operação.

Em suma: você não precisa “encerrar” a operação para considerá-la encerrada na situação descrita por ti, no caso dela virar .

Lhe indico a leitura do livro “Imposto de Renda no Mercado de Ações” para ampliar ainda mais os teus conhecimentos nesta área. 🙂

 

Imposto de Renda no Mercado de Ações

Nota do Site:
5 Moedas

Imposto de Renda no Mercado de Ações
Murillo Lo Visco

Editora: Novatec
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 304
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

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Espero ter lhe ajudado ! 😉

Abraços !

Qual o peso máximo da corretagem sobre meus aportes em ações ?

Pergunta:

Zé, qual deve ser o valor máximo a ser pago de corretagem para não comprometer meus investimentos em ações. Especialmente em relação aos aportes…

Resposta:

Bom dia,

Esse é o tipo de pergunta que não me permite dar uma única resposta. É o tipo da pergunta que faz quem a responde pensar, mas também fará quem a receber. 🙂

Como disse, não existe uma única resposta. Por motivos variados … Vou tentar fazer uma lista deles. Ok ?

1) Pretende operar de que forma ?

A compra das ações será para integrar uma carteira de longo prazo ? Ou pretende comprar ações para realizar operações mais curtas ? Sim … cada um terá uma necessidade diferente.

Claro, o ideal, para todos, é pagar o mínimo possível de corretagem. Não importa se é para comprar uma ação que visa sua aposentadoria ou se é para um daytrade. Mas você consegue enxergar que o peso da corretagem é maior para quem visa o curto prazo ?

Quem opera no curto prazo, está de olho em um “pequeno” retorno, daquele que satisfaça o bolso e permita que o investidor saia da operação o quanto antes. É o tipo de coisa onde uma corretagem que corresponda a 0,5% do valor do capital, ou 0,1%, faz uma ENORME diferença. Literalmente falando … 😉

Para quem opera no curto prazo, e pretende sair na hora em que a operação estiver dando 2% de lucro, por exemplo, a diferença no custo da corretagem pode significar a entrega de metade do lucro, ou apenas uma pequena mordida. Quem opera com uma corretagem de 0,5% do valor do capital, pagará 1% do valor negociado no fim das contas … 0,5% na compra e 0,5% na venda. Quem opera com corretagem equivalente a 0,1%, pagará “apenas” 0,2% do capital envolvido.

A diferença é gritante ! Pode ser justamente a diferença entre conseguir efetuar o trade desejado, ou não …

Já para quem visa o longo prazo, gastar um pouco mais, ou um pouco menos, na hora da entrada, pode acabar não fazendo muita diferença. Quem investe no loooongo prazo está de olho em ganhos mais parrudos. É aquele tipo de operação dos sonhos, onde 100%, 300%, 500% é o alvo. Vê que se vai pagar 1%, ou 0,2% não faz muita diferença no ganho final ? 🙂

O custo da corretagem pesa mais para quem pretende operar no curto prazo …

2) Pagar mais caro lhe dá alguma vantagem ?

Esse é o tipo de pergunta mais complicada de se fazer …

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Ao comprar uma ação viramos sócios da empresa. Mas até onde somos responsáveis por ela ?

Pergunta:

Boa tarde Zé.

Tenho vontade de começar a investir em ações, mas não tenho ainda o conhecimento necessário nem o capital. Como muitos outros busco informações aqui com você, e tenho uma duvida que com certeza deve ser de iniciante. A partir do momento que se compra ações de uma empresa, você se torna sócio da mesma, correto? E com a compra dessas ações você espera que essa empresa suba de valor na bolsa e também tenha lucros pra poder receber os dividendos, estou correto? Mas se essa empresa tiver prejuízo, os acionistas também tem que arcar com essa divida? É logico proporcionalmente ao seu número de ações.

Obrigado

Resposta:

Bom dia Leonardo,

Não sei se é uma dúvida tão de iniciante assim … Sabia ? 🙂

Sim, sua descrição está correta: compramos ações na esperança de que as empresas cresçam, obtenham lucro, distribuam entre os acionistas, e por consequência apresentem uma boa valorização no preço das ações.

Alguns compram com o intuito de ficar com as ações para sempre. Gostariam de viver apenas com os dividendos gerados por elas …

Outros compram na expectativa da valorização, preferindo vendê-las assim que o ganho de capital oferecido pela ação for condizente com o imaginado.

Isso é o que Robert Kiyosaki chama de ganho de capital vs fluxo de caixa. Nos livros ele costuma exemplificar com imóveis, mas no fundo é a mesma coisa. Algumas pessoas compram casas para revenda, assim que apresentam valorização. Outras compram para viver com o aluguel gerado pelo imóvel.

Os dois estão certos, pois em ambas as situações o ganho pode ser obtido. São estratégias diferentes, com expectativas e horizontes diferentes. 😉

Como você bem disse, a empresa precisa lucrar para que haja a distribuição de dividendos. Sem lucros … de onde sairá o dinheiro a ser dividido entre os sócios ? Estamos vivenciando um exemplo muito claro dessa situação com a Petrobras. Até pouco tempo, apresenta lucros pomposos … mas por causa da bela administração do governo petista (que priorizou o petrolão, alavancando exageradamente a empresa, para inflar ainda mais os contratos dela) a coisa desandou.

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Como podemos tentar aproveitar a “turbulência Trump” ?

Você que acompanha o Clube do Pai Rico já sabe que venho falando há alguns dias sobre o meu alvo da semana, o meu principal interesse do momento: a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

Foi uma eleição controversa, onde tudo (e todos) apontavam a vitória de Hillary como líquida e certa. Nunca que um maluco como o Trump teria chance contra a candidata democrata. Tanto não tinha, que venceu. Desde então o #MiMiMi não parou … Tudo e todos reclamando, xingando muito no twitter e fazendo textões no facebook.

Agora já foi … o que nos resta é a dúvida sobre o que vem pela frente. Nos resta a dúvida sobre o que passa pela cabeça desta figura tão excêntrica da cultura americana e, agora, chefe supremo dos EUA. (só para aterrorizar um pouco mais, hehehe)

Sim, eu tenho medo do que pode vir a acontecer. O Tio da peruca não tem papas na língua e fala o que pensa. Provavelmente fale mais do que pensa … e isso é o que me assusta. Mas o que fazer ? 🙁

O que fazer ? Que tal tentar aproveitar ?

Sim tentar aproveitar ! 😀

Há alguns dias venho “alertando” sobre a possibilidade de aumento da volatilidade no momento pós posse. Não que seja no momento pós pós posse. Mas o pós posse como um todo. Não entendeu ? Assim … Não digo exatamente nos minutos após a posse, mas o momento após “evento” posse.

Ou seja, os desdobramentos dos primeiros atos de Trump como presidente.

Mas … conhecendo o Tio da peruca, nada impede que ele fale alguma coisa mais forte durante o evento da posse. E isso pode ser o gatilho para um movimento mais forte.

Pra onde ? Para cima ? Para baixo ? Não sei … Mas a expectativa é de um movimento mais forte. Mais forte, mais volátil … Já começa a ligar o nome à pessoa ? 😉

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Recomprar as ações exercidas no vencimento de opções é considerado daytrade ?

Pergunta:

Saudações,

Parabéns pelo trabalho prestado a comunidade financeira!
Gostaria de sanar uma dúvida quanto a uma operação com opções, pois, neste mercado sou incipiente:

Por exemplo, tenho uma posição de 2k em BBAS3 e realizei a venda coberta de 1k em BBASL62. No dia do exercício, efetuo a compra de 2k de BBAS3 a um preço superior ao strike no qual fui exercido. Neste caso, ocorre uma operação de day trade e, assim, como ficaria a posição no ativo? Nesta situação, ao final teria uma posição de 3k e um novo preço médio, além de um prejuízo a ser registrado na categoria day trade, correto?

Feliz ano novo!

Atenciosamente, Welton

Resposta:

Bom dia Welton,

Muito obrigado !! Quanto mais pessoas impactarmos, mais pessoas se livrarão das algemas que a pressão financeira cria. 😉

Uma dúvida muito comum e que tem uma resposta que vai completamente contra a lógica da coisa, hehehe. 😀

Vamos lá: você tem 2.000 BBAS3 e vende 1.000 BBASL62 (cobertas por suas ações). No dia do exercício, que foi no dia 19/12/2016, você foi exercido nesta venda. Como você disse, a cotação da BBAS3 estava acima do strike dela. Desta forma ficou com 1.000 BBAS3 em carteira.

O recebimento do valor originado deste exercício será creditado em sua conta na quinta-feira seguinte ao vencimento. E esse é o sinal para que a resposta surja … 🙂

Reparou que o exercício da opção ocorre como se fosse uma venda normal ? Pois então … é assim que a coisa flui para a Bolsa. É uma operação “compromissada”, com data marcada para o seu encerramento.

Agora é que vem o detalhe que encerra a “discussão”. No dia do exercício você efetua a compra de outras 2.000 BBAS3, com um preço acima do apresentado pelas ações que já possui em carteira. Com isso ficará com 3.000 BBAS3, e terá como preço médio (x+2y)/3 … Grego ? Não, bem simples na verdade, hehehe. O preço médio será o valor médio das suas 2.000 BBAS3 “originais”, que agora são apenas 1.000, mais duas vezes o preço médio das 2.000 BBAS3 novas. Tudo isso dividido por 3, afinal agora são 3.000 ações que integram a sua carteira.

O resultado final seria um prejuízo na categoria daytrade ? Não ! (um categórico não …)

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