Clube do Pai Rico
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O código de uma Opção traz todas as informações necessárias para sua identificação ?

Pergunta:

Exemplo:

PETRG19 – Opção da Petrobras PN, do tipo CALL, com vencimento em julho, com strike em R$18,96.

Tudo isso saiu daqueles 7 caracteres …

Como vc sabe que é a “PN”?
E como sabe que o strike é exatamente “18,96”?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Edvaldo ? 🙂

Para ambientalizar todo mundo, a pergunta surgiu no post “Você sabe quais são os códigos de vencimento das opções ?“.

Bom … como posso dizer … não, nem todas as informações saíram daqueles caracteres. 🙁

Do código “PETRD270(vou usar essa de exemplo para poder ilustrar melhor), sabemos imediatamente que se trata de uma Opção de Petrobras, do tipo CALL, com vencimento em julho. Graças ao número 270, conseguimos identificar a opção na relação disponibilizada pela B3, obtendo o restante das informações: strike R$26,25 e vencendo em 2019.

E isso nos leva a uma discussão que já tive com alguns amigos …

A B3 precisa rever as regras de formação do código das Opções. E rápido !

São alguns pontos que seriam interessantes de serem revisados:

  • Onde identificamos que se trata de uma ON ou de uma PN ?
  • Onde identificamos que se trata de uma Opção que vence em 2019, em 2020 ou em 2021 ?

Ah Zé … tu podes ver isso tudo na tabela disponibilizada por eles !

Sim, posso. Mas se eles podem colocar essa informação extra, por que não fazer isso ?

Por exemplo: poderiam incluir o já tradicional 3 ou 4 no código, da mesma forma que é feita com a ação. PETRD270 é uma PN ? Então seria PETR4D270. Incluiria apenas o número, antes do parâmetro referente ao vencimento, e isso identificaria de imediato se é uma ON ou uma PN.

Mas Zé, isso pode ser facilmente identificado pelo investidor ao ver o “nome” do ativo que está sendo negociado …

Sim, olhe a imagem abaixo: (mais especificamente na barra de título do box de cotação)

Vendo isso, não tem como errar. Mas não são todos que usam ferramentas que apresentam as informações tão completas como o Broadcast …

Sei de MUITOS casos onde a pessoa operou com uma Opção, pensando que era “outra”. No caso, trabalhou com uma Opção de Petrobras, imaginando ser de PETR4, e na verdade era de PETR3 …  Culpa do investidor desatento ? Sim, culpa do investidor desatento. Ele poderia ter ido ao site da B3 para confirmar se o código era mesmo da PETR4. Mas se é possível entregar a informação diretamente, com a inclusão de apenas mais 1 dígito … Por que não ?

Você pode reparar que olhando um pouco mais abaixo na imagem, no lado direito, temos também a data de vencimento da Opção. Então não precisaria também … né ? De novo: nem todas as ferramentas de cotação/homebroker apresentam isso de forma tão simples, direta e completa.

Esse é um problema mais recente: o mercado de Opções vem ganhando liquidez para prazos cada vez maiores. Até pouco tempo, só tínhamos liquidez para Opções com vencimento no próximo vencimento. E olha que isso acontecia de 2 em 2 meses, diferente do vencimento mensal atual. Pensar em ter liquidez em 2019 para Opções de 2020, e em alguns casos até mesmo para 2021 ? Nem pensar …

A solução também poderia ser simples: incluindo os dois dígitos do ano, após a letra do vencimento. Exemplo: PETRD270, viraria PETRD19270.

A pessoa ainda precisaria “procurar” pelo strike … Mas ao menos, mais informações estariam disponíveis no ticker.

PETR4D19270. Nem é tão complicado … vai. 😀

Eu não tô querendo complicar … só estou querendo atualizar, adaptar as coisas para a nova situação que vivemos. 😉

Como disse, até pouco tempo atrás, nós tínhamos vencimentos bimestrais, com o strike pulando … Era assim: PETRD26, PETRD28, PETRD30. Próximo vencimento ? PETRF26, PETRF28, PETRF30.

Sim ! De dois em dois meses (como ocorre com o futuro do índice), com strikes apenas em preços pares !! Quando eu operava com Telemar, na estratégia de “Renda Fixa com Opções“, era assim que funcionava. Você não precisava se preocupar com o ano de vencimento daquela Opção … Você mal e mal tinha Opções da série “seguinte” (no caso, a H) disponíveis !

Você praticamente não precisava pesquisar os strikes. Na maioria das vezes o número do código era o strike direto. (até estranhávamos quando não era, hehehe)

Só que hoje as coisas não são mais assim. Ainda bem ! 😀

Em Petrobras, temos 4 strikes dentro do “mesmo real”. (R$26,00 – R$26,25 – R$26,50 – R$26,75)

Temos Opções disponíveis para dezembro de 2020 ! 😀

De novo: o investidor PRECISA saber exatamente o que está fazendo, o que deseja negociar. Mas não custa nada entregar mais alguns itens de “segurança” que possam ajudá-lo a evitar um erro. Concorda ?

E sim, como você deve estar imaginando, são os investidores mais novos, os que começam a operar, que mais estão propensos a cometer esse tipo de erro. 🙁

É mais informação a ser aprendida ? É. Mas convenhamos .. Para quem aprende a identificar a Opção através do código PETRD270, aprender a identificar o que é a PETR4D19270 não precisará de nenhum esforço extra. Concorda ?

É apenas uma ideia. É apenas um pensamento sendo colocado em discussão, visando facilitar as coisas para todos. 😉

Quem nunca foi “seco” em uma Opção, achando que era outra ? Seja por conta do ON ou PN, seja por conta do ano de vencimento …

O que seria o barbell de Taleb ?

O post abaixo foi publicado em abril de 2015.

Leia e depois me diga: houve alguma mudança considerável de lá pra cá ?

—–

Como falei em meus comentários sobre o excelente “A lógica do cisne negro“, se fosse para resumir, resumidamente, todo o seu conteúdo, eu usaria somente uma palavra: barbell.

Mas o que seria o barbell ?

Uma estratégia simples, segura, que busca obter um retorno (relativamente) baixo na grande maioria do tempo, mas que em determinadas oportunidades teria a chance de nos surpreender. 🙂

A sugestão dada por Taleb é a mais simples possível: compre 90% do seu patrimônio em títulos do tesouro e os 10% restantes em opções. Desta forma você estaria seguro, por causa da “isenção de risco” do investimento no Tesouro, garantindo um retorno lento e constante, mas sujeito a certas “explosões” de retorno em momentos específicos do mercado.

Refleti bastante sobre como implementar esta estratégia aqui no Brasil … E confesso que não sei se teríamos muitas chances a nosso favor não …

Por quê ? Simples: nosso mercado de opções é muito focado no curto prazo. Dificilmente encontramos opções com mais de 3 vencimentos de distância (e até mesmo isso já é raro, nas mais líquidas). Para que a estratégia pudesse tirar proveito da imprevisibilidade, de verdade, o ideal seria que usássemos opções mais distantes, que poderiam (ao menos) ter a chance de serem impactadas por um movimento mais forte.

Se usarmos opções de prazo mais curto teríamos um gasto constante com a compra destas opções, o que drenaria o capital aplicada na renda fixa. A ideia de comprar uma opção distante (tanto em preço quanto em tempo) serve para evitar este custo recorrente.

Mas só isso ?

Então é só isso ? Comprar títulos e opções ? Posso dizer que sim, desde que você tenha em mente que por “opções” me refiro a PUTs e CALLs …

Claro ! Se você quer tirar proveito de eventos inesperados em bolsa, precisa estar preparado para aproveitar tantos os de alta quanto os de baixa. E sim, a maioria das pessoas pensa somente na compra de CALL (para tirar proveito das altas) para esta situação.

A posição em renda fixa estará lá, firme e forte, rendendo um pouco a cada mês que a operação estiver viva. Enquanto isso o valor das opções irá variar, ao sabor das gregas. 😉

A expectativa de quem adota esta estratégia é de que no decorrer da operação um movimento muito forte aconteça, algo parecido com o que aconteceu com a PETR4 no ano passado … Onde vimos ela subir 100% de março à setembro, para depois vermos ela perder quase 70% de seu valor até março deste ano.

Quem adotou a estratégia barbell, conseguindo encontrar opções distantes (no tempo e no valor), pode ver a validade desta ferramenta. 🙂

E você, já usou a estratégia barbell em algum momento ? Ou ainda melhor, consegue enxergar outras possibilidades para montarmos ela ?

Boa notícia na Bolsa !!!! A liquidação financeira será D+2 !!

Como você bem sabe, hoje, quando você compra ou vende uma ação, o processo de liquidação (financeira) ocorre em D+3. Ilustrando para ficar mais simples: se você dá a ordem de compra de uma ação numa segunda-feira, e ela é executada, o dinheiro sairá da sua conta em D+3. Ou seja, na quinta-feira. (2ª = D+0; 3ª = D+1; 4ª = D+2 e 5ª = D+3)

O mesmo ocorre quando você faz a venda de uma ação, com você recebendo o dinheiro em D+3. Sempre em D+3.

No passado, esse poderia ser considerado um prazo justo. Havia a necessidade de troca (física) de informações entre corretoras e isso tomava tempo. Hoje, com tudo digitalizado e ocorrendo de forma virtual … Tem motivo ?

Não, não tem.

Tanto não tem, que a B3 vem há alguns anos trabalhando na mudança desse prazo. 😀

Para você ter uma ideia, quando lancei o Minha 1x na Bolsa, no final de 2017, a B3 já tinha como meta a implementação do novo prazo de liquidação financeira até março de 2018. E no curso eu informei que havia o plano, mas que a data ainda não era “definitiva”. Lembra ?

Pois então … Cá estamos, março de 2019 … Um ano depois do “prazo” estabelecido anteriormente, e nada da mudança proposta. 🙁

Mas como sou brasileiro, e não desisto nunca, entrei em contato com a B3 através do twitter:


E não é que eles me responderam com a data que a mudança entra em prática !!???? 😀


Sim !!! 27 de maio de 2019 é o dia em que veremos uma das maiores mudanças estruturais da Bolsa dos últimos anos. (a última, pra mim, foi o encerramento do pregão viva voz)

A partir da última semana do mês de maio, os negócios terão como prazo de liquidação financeira, D+2. Usando o exemplo que dei no início, uma compra feita na segunda-feira, precisará ser paga na quarta. (2ª = D+0; 3ª = D+1 e 4ª = D+2)

Só quem vive mercado, e em alguns casos os que realmente vivem do mercado, para entender essa significativa diferença. 😉

Lembra que um dos pilares de muitas estratégias é o fator “liquidez” da ferramenta ? Numa emergência, D+3 é uma eternidade … D+2, é um prazo um pouco mais interessante. 😀

É uma excelente notícia !! Concorda ?

Ah ! Isso é apenas para a negociação com Ações !! Com Opções permanece tudo igual, D+1. OK ? (mais um dos motivos para eu gostar tanto do uso de Opções como gerador de Fluxo de Caixa para o patrimônio)

Você sabe quais são os códigos de vencimento das opções ?

Em todo esse tempo que me vejo envolvido com o investimento em Opções, tem um ponto que parece “atormentar” de forma generalizada quem opera com elas: os códigos de vencimento.

Para quem não sabe, as opções possuem um código específico para identificar qual é o seu mês de vencimento. 🙂

No próprio ticker da opção (aquela “sopa de letrinhas”), existe uma letra que é responsável por essa função. E mais, esta mesma letra é capaz de identificar se uma opção é do tipo CALL ou do tipo PUT. 😀

É a 5ª letra do ticker. As quatro primeiras identifica a qual ação aquela opção é ligada, a 5ª ao vencimento (e o tipo daquela opção), e os números restantes referentes ao strike dela. Tudo padronizado e que nos ajuda a identificar uma opção somente ao bater o olho. 😉

Exemplo:

PETRG19 – Opção da Petrobras PN, do tipo CALL, com vencimento em julho, com strike em R$18,96.

Tudo isso saiu daqueles 7 caracteres … 🙂

Com o tempo você vai se habituando com os códigos e eles passam a ler lidos de forma natural, quase como se fosse uma palavra de sua própria língua, de seu próprio idioma “mãe”. 😉

Mas até lá … como saber quem é quem ? Como identificar quando aquela opção vai vencer ? Como saber se a opção que estou de olho é uma opção de compra ou uma de venda ?

É … você precisa colar, não tem jeito. Sim: colar. Você precisará fazer uso de uma “tabelinha” que te ajude nesta hora, um lembrete, um material de apoio para consulta. 😀

Pensando nisso, resolvi compartilhar com você alguns dos slides que são usados na aula onde os códigos são apresentados para os alunos do Double PUT Double CALL.

Usando o exemplo acima, vemos que o 5º caractere do ticker é a letra “G“. Olhando para os dois slides abaixo, podemos encontrar a letra no 1º, referente às opções do tipo CALL. Ainda neste slide podemos ver que ele corresponde ao mês de julho, ao vencimento do mês de julho.

E sim, é tão simples quanto parece ser. 🙂

E se fosse a PETRW19 ? Basta olhar os 2 slides, encontrar a letra e com isso determinar o tipo e o mês de vencimento da Opção. No caso ela é uma opção do tipo PUT, com vencimento em novembro.

 

 

Se você quiser as versões em alta resolução, para imprimir e deixar ao seu lado na hora de operar, faça o download aqui:

códigos das opções do tipo CALL
códigos das opções do tipo PUT

E claro, se quiser se aprofundar no tema Opções, indico que você conheça o meu curso, o Double PUT Double CALL. 😉

Será um prazer lhe ajudar nesta jornada de aprendizado e evolução ! 😀

Vender um pouco todos os meses para baixar meu preço médio. Vale a pena ?

Pergunta:

Ola, tenho uma dúvida e talvez poderá me ajudar. Tenho algumas ações do BBAS3 com preço médio de R$18,00. As vezes faço lançamento das opções OTM. No entanto, como o mercado subiu muito, fico com medo de ser exercício a R$50,00 e ter que pagar um belo IR. Acha que posso fazer vendas abaixo de 20 mil por mês e recomprar no outro dia? Fiz as contas e dessa forma vou subir meu preço médio para uns R$40,00 em poucos meses.

Resposta:

Opa ! Tudo certo Sarvio ? 🙂

Sim, você pode fazer isso. Você pode usar o limite de vendas mensais de R$20 mil para trazer o teu preço médio para um valor mais próximo do atual. 😉

O “único risco” é você precisar recomprar por um preço muito mais alto hoje, do que o da venda que fez ontem. Se bem, que precisaria ser uma alta considerável – literalmente da noite pro dia – para anular o benefício que você obteve com essa ginástica. 😀

Essa é uma estratégia bem comum, mesmo para quem não faz o lançamento coberto de Opções. Eu havia falado sobre a ideia no post “Como pagar menos Imposto de Renda no investimento em ações ?“, e foi interessante ver como muitos leitores puderam aproveitar as sugestões lá apresentadas.

Sobre o teu medo de lançar uma OTM, e ser exercido, você poderia adiar esse exercício, e ainda faturar um $$ extra. Bastaria rolar a posição vendida para um próximo vencimento !! Falei sobre isso no post (clássico !!)“Renda Fixa” com opções – CALL“. Você poderia adiar o exercício por alguns meses, permitindo trazer o preço médio da sua carteira para um valor mais próximo do praticado no mercado, enquanto vai rolando, se for pego de surpresa em um dos lançamentos.

Ah ! Não custa lembrar que o IR sobre o lucro obtido nos lançamentos continuará sendo pago normalmente. Opções não participam da isenção de R$20 mil/mês. 😉

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !