Clube do Pai Rico

Qual é o melhor título do Tesouro Direto para quem busca um “gerador de renda” ?

Pergunta:

Olá,

Qual o melhor rendimento entre um Titulo publico Tesouro IPCA (NTN-B Princ) versus Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais ?

Entendo que o NTN-B Principal só terei resgate na data do vencimento e o semestral terei crédito dos juros na minha conta a cada 6 meses, é isso?

Sendo assim, é correto dizer que se preciso de uma renda extra o melhor é o Semestral, porém se posso deixar o dinheiro até o vencimento, o ideal é o Principal?

Minha maior preocupação é comprar titulo acima de 2035 e nesse meio tempo precisar de uma renda extra…..

Resposta:

Bom dia Kleberson,

À primeira vista, podemos atribuir esse papel de “título gerador de renda” ao Tesouro Selic com Juros Semestrais e de “acumulação” ao Tesouro Selic (antiga NTN-B Principal).

Porém, não necessariamente devemos adquirir os títulos com cupom (juros semestrais) se queremos uma renda regular – até mesmo porque o cupom é pago semestralmente, o que pode ser um intervalo de tempo muito grande para quem quer ter um fluxo de caixa.

Sempre é bom lembrarmos que, no Tesouro Direto, podemos vender frações de até 1% do título, então é perfeitamente possível investir em um título sem cupom e ir vendendo aos poucos, quando se precisa de dinheiro (mais ou menos como se faz com um CDB pós-fixado).

Os títulos com cupom têm algumas desvantagens, como a tributação antecipada (e, em alguns momentos, com alíquotas altas) e o “risco de reinvestimento”, que é o risco de não conseguir reinvestir o valor recebido de cupom em condições iguais ou melhores que as do título que o gerou. Esses fatores acabam não sendo tão relevantes para quem vai usar o cupom como fluxo de caixa pessoal, mas é algo que sempre acaba “contando contra” os títulos com cupom.

Os títulos com cupom acabam não sendo tão bons para aqueles que querem fazer acumulação, mas o inverso não é necessariamente verdadeiro. Investidores que queiram um fluxo de caixa podem investir em títulos sem cupom, contanto que esses títulos sejam fracionáveis e que haja liquidez. No caso do Tesouro Direto, a liquidez é assegurada pelo próprio Tesouro Nacional, então não há, ao menos em princípio, nenhum problema em “abrir mão” do cupom.

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André Massaro é criador do curso Investidor em Renda Fixa, professor de finanças do Instituto Educacional BM&FBOVESPA, autor do blog “Você e o Dinheiro” do Portal EXAME (Editora Abril), apresentador do canal “Seu Dinheiro na TV” do Portal EXAME (Editora Abril), consultor de Economia e Finanças da Rádio Jovem Pan, autor publicado de três livros sobre finanças pessoais e investimentos.