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Dois textos do Mestre Nathal para se pensar …

Para quem não conhece, o Nathal foi o cara que me abriu os olhos em relação ao mercado, depois de um curso dele consegui “sair da Matrix” e enxerguei o mercado com meus próprios olhos e não através da simulação que ele cria para nos ludibriar.

Convido a todos para lerem os dois textos a seguir. “Coincidentemente” pensamos de forma muito parecida. Boa leitura ! Mas acima de tudo: Boa reflexão ! 🙂

Equilíbrio

Vamos experimentar uma mudança macroeconômica importante.

Ontem o Banco Central Europeu disse que vai pagar a conta dos bancos, promover liquidez, e dar crédito ilimitado a eles.

O que isso quer dizer afinal?

Bem, vejamos como é a situação.

Os bancos têm em seus balanços ativos que são notas promissórias, títulos dos governos, e outros papagaios que não têm penas, são todos papagaios cabeludos.
Como papagaio não é dinheiro, e sim uma promessa de pagamento no futuro, e os bancos estão enfrentando o calote de hipotecas e também a possibilidade de calote de títulos de países como Grécia, Espanha, Portugal, Itália, eles não tem dinheiro para devolver aos depositantes e outros credores.

Mas isso não é o mais importante desse conto de fadas. Eles também não encontram mais dinheiro para comprar mais títulos dos governos e rolar as dívidas, não só dos já problemáticos, mas do resto também.

Isso está causando uma parada na economia, ou pelo menos uma retração econômica, já que antes de resolverem ligar as maquinas de impressão de dinheiro, a escolha era aumentar impostos e cortar gastos. Isso não mudou – a população ainda irá pagar a conta – mas agora a ameaça da deflação de preços está descartada. O dinheiro irá jorrar nos caixas dos bancos.

O que se espera?

Bem com o caixa dos bancos supridos eles poderão rolar os títulos para os Estados socialistas perdulários, e continuar pagando os juros para quem depositou e aplicou seu dinheiro com os bancos.

Tudo volta ao normal, mas há um pedágio a ser pago, pela população é claro. Vão fazer as “reformas estruturais”, ou seja, aumentar impostos, cortar gastos e todo o resto. Será que as pessoas vão reclamar desse “passa moleque”?

O perigo

No primeiro momento o mercado vai experimentar um alívio. Os preços vão se recuperar e as economias iniciarem uma retomada. O perigo é o mercado, e a economia real, perceberem que se vai haver retomada econômica e os preços vão subir a inflação então tome conta do processo e saia do controle.

Em minha modesta opinião isso é praticamente certo. Vamos ter um aumento de inflação generalizado, e que por sinal é o objetivo final dessa mudança macroeconômica.
Com inflação os governos podem aumentar a arrecadação com o imposto inflacionário e surrupiar parte dos ganhos salariais da população e empresas, outro dos objetivos da mudança promovida.

Desta forma o perigo que corremos é a inflação sair do controle e os governos se virem obrigados a aumentar as taxas de juros, criando assim uma recessão na tentativa de controlar os preços, criando a possibilidade de deflação de preços novamente.

Isso sim é viver perigosamente.

Bem, temos sempre de olhar o copo meio cheio

Os últimos dias de bolsa me levam a crer que a minha confiança numa retomada econômica, através da enxurrada de dinheiro prometida pela França e Alemanha, está acabada.

Não é possível uma recuperação de bolsa de valores de 20% nos mercados da Europa e EUA, em apenas cinco dias. Isso não vai ter sustentação.

Para aquele dinheiro fazer efeito será preciso colocá-lo para rolar nas economias. É escolha dos bancos emprestarem e criarem negócios. Ou seja, transformar o dinheiro pego dos governos e bancos centrais, e transformá-lo em mais dinheiro fiduciário.
É claro que queremos ter esperanças, todos trabalham para que o melhor aconteça, mas os eventos no mundo e os números econômicos dizem o contrário.

As TVs especializadas colocam diversas opiniões para que possamos julgar e escolher um lado, mas acreditar no melhor, vistas as evidências gráficas ou dados econômicos, é quase como acreditar em contos de fadas.

Estão me dizendo sem cessar que os EUA não vão ter sua economia em recessão. Pior do que está, dizem, não pode ficar.

Olhe para os gráficos e veja que não estamos nem perto dos preços considerados problemas. Há muito que cair ainda.

Seria bom que nem um lado nem o outro da torcida tivesse inteira razão. O mercado então pararia de crescer, mas também não cairia, e poderíamos ter tempo de ver as coisas entrando nos eixos.

Mas 20% em cinco dias? Posso afirmar quase com certeza de que as coisas vão piorar nas próximas semanas. Na verdade o mercado está apoiando suas esperanças em fatos do passado. O mundo mudou, e parece claro que enfiar dinheiro nos bancos não teve nenhum efeito pratico que não fosse jogar o preço do petróleo e o resto das commodities lá no céu. E por sinal esses preços resistem agora em cair.

O presidente americano é um presidente fraco neste momento. As pessoas depois de 3 anos não estão vendo empregos pela frente. A cada dia que passa menos deles aparecem.

As empresas vão começar a mostrar seus balanços, e pelo jeito vão ser decepcionantes.

As dívidas soberanas para serem equacionadas, e voltarem a ter possibilidade de rolagem, necessitam de ajustes fiscais rigorosos, o que certamente nos levará a desaquecimento econômico.

A única coisa certa por enquanto é que os governos garantiram que os bancos não quebrarão, ou seja, os poderosos estão salvos, o resto… Paga a conta.

Enquanto isso as pessoas estão morrendo em revoltas sem o menor sentido. Matam os cristãos apenas porque são minoria. E quem mata é o exercito do país, que supostamente tem de defender a população.

Está parecendo que estou vendo um programa do canal Discovery sobre o apocalipse.

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