Clube do Pai Rico
Solicite o seu agora mesmo!

O Zé mentiu sobre a venda coberta de opções !

Nunca imaginei que algo que tivesse sido dito por mim ganharia tanta repercussão … Antes somente aqui no próprio Clube, porém agora a discussão começa a ultrapassar as fronteiras. A discussão sobre o quanto ganho (ou deixo de ganhar) em minhas operações, e a eficácia da operação de venda coberta de opções começa a povoar os espaços de outros sites sobre finanças/educação financeira. Quanto orgulho !! 😀

Um dos principais pilares para os que defendem a impossibilidade de fazer o que faço em minhas operações surgiu no começo do mês de abril, com o ótimo – e surpreendente artigo – do amigo Paulo Portinho, autor do livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios“. Ótimo porque ele conseguiu fazer uma simulação para vermos o resultado do uso da venda coberta entre 2005 e 2010, e surpreendente por causa de seu resultado. Com a simulação chegou-se a conclusão de que a venda coberta é uma péssima alternativa, na realidade horrível. Quem a usou no período analisado obteve um resultado incrível: -3,58% ao ano. Sim, pela simulação o investidor teria perdido dinheiro, numa velocidade alarmante … Para efeito de comparação quem fez Buy & Hold (comprou a ação e foi reinvestindo os dividendos) no mesmo período ganhou quase 20% ao ano, enquanto quem aplicou na renda fixa obteve pouco mais de 10% ao ano. Indico a leitura do artigo, dividido em 4 partes: 1, 2, 3 e 4.

Xi … a casa caiu pr’ocê Zé !

É … muitos estão pensando justamente isso. Muitos estão rindo disso. Muitos estão levantando bandeiras e gritando palavras de ordem por causa … tá … nem tanto. 🙂

Nos últimos tempos, muitos têm vindo aqui perguntar (ou seria … desacreditar ?) como posso estar obtendo o retorno que alego obter, historicamente, se a venda coberta nos faz perder dinheiro. Haverá explicação para isso ? Claro !

Como o próprio Portinho falou no início do artigo, fazer simulações envolvendo operações com opções é quase impossível, trabalho digno de Hércules, e mesmo assim suado. Portanto para realizar sua simulação ele precisou fazer algumas … “hipóteses”. E justamente elas é que acabam não trazendo a realidade dos fatos.

Antes de continuar, quero deixar uma coisa clara: isso não é um ataque ao artigo, ficou show de bola Paulo ! Você conseguiu fazer algo que nunca vi ninguém fazendo. Porém um item, que é impossível de se levar em consideração faz toda a diferença: tornar a operação “100% automática” tirou da estratégia um de seus fatores mais importantes, o fator humano, a tomada de decisão do operador. (conforme eu já havia comentado no próprio artigo …)

Para realizar a simulação foi preciso colocar pontos de entrada automáticos na operação. Lançar e lançar a opção, sem alternativas. Não importa se o mercado sobe, se ele desce, se está próximo de um topo ou de um fundo. Somente vender. E isso traz o risco de vender a opção justamente num fundo … para logo após ver o mercado subir … explodir …

O fator operador

Sempre que falo sobre minhas operações de venda, deixo uma coisa bem clara: que vendo somente quando uma oportunidade de venda aparece na minha frente. Não vendo por vender, por ter que vender, para fazer dinheiro todos os meses. Vendo somente quando uma oportunidade de venda surge.

Um exemplo ? Ainda não realizei uma venda na série E. É … que coisa não ? A PETR4 me parece num fundo … por que venderei se a minha análise aponta para uma recuperação nas cotações em breve ? Para ver o valor da ação subir e consequentemente a venda coberta se transformar em prejuízo ? Não … Vendo somente quando surge uma sinalização de queda. E essa é a vantagem que tenho para o método automatizado adotado pela simulação. (que obviamente não poderia ser diferente, uma simulação exige que seja automática, senão perde seu propósito)

Quem sabe se na simulação fossem incluídas as minhas “regras operacionais” o resultado não seria diferente ? Dando à “simulação” um poder de decisão, dando a alternativa de vender ou não, se a oportunidade de venda existir.

Claro, o índice de acerto de nenhum operador será de 100%, porém se bem treinado, com um método operacional “calibrado” ele poderá ter um índice de acertos superior a 50%. E é isso que acontece em minhas operações …

Do início do ano passado até hoje, que é o período que venho usando a venda coberta de opções – não custa nada lembrar que essa venda é alavancada, posição dobrada; já obtive quase 100% de retorno. Muitos dirão que é impossível, que estou mentindo, exigirão ver meu histórico operacional … Pra quê ? Não devo nada a ninguém, somente a mim mesmo. Só posso oferecer isso a vocês, minha palavra e minhas experiências.

Se bem que os que me acompanham no twitter (onde digo os momentos em que monto e desmonto minhas operações) sabem exatamente o que tenho feito …

O uso da rolagem

Além do fator decisão, que me ajuda a vender “só em momentos de reversão”, também faço uso da rolagem. Rolo uma operação para o mês seguinte se as características da operação não mudaram, se o panorama continua favorável, se o horizonte de queda ainda está lá. Se “vai cair mesmo” a rolagem me dá mais um mês para ver se preciso encerrar a operação ou se poderei permanecer aguardando a queda.

Além do tempo ela me dá uma graninha extra também … e como esse é o combustível para a operação …

Você não precisa deixar as opções serem exercidas 100% das vezes, como proposto pela simulação. Em alguns casos – como os que falei, você pode rolar, protegendo a sua operação e trazendo um aumento no lucro dela.

Não é porque eu faço que você também deve fazer !

Mas um dos principais motivos para esse post (além de esclarecer as coisas) foi o fato de ter gente “querendo fazer a venda coberta porque o Zé vem conseguindo uns 5% ao mês com ela”. Só por isso, só porque eu faço e ganho, tem gente achando que é “batata”. Lembra que eu falei que a diferença para a simulação – venda automática – e o meu método é o fator decisão ? E o que me dá esse poder de decisão ? A análise gráfica.

Resumindo, consigo mudar uma operação que – em teoria – deveria dar 3,5% de prejuízo ao ano, para uma que me dá isso ou mais de retorno positivo, todos os meses, por causa da estratégia que uso, do meu método. Consigo obter lucro de algo que “devia dar prejuízo” por causa da minha experiência, por causa de todas as patadas que já levei do mercado, por causa de tudo o que já passei nele.

Experiência nos dá alguma vantagem, sabia ? Então por quê alguém que “nunca operou” espera conseguir obter um resultado semelhante … ? Se tiver experiência, se tiver conhecimento, poderá sim obter o mesmo nível de rentabilidade que venho obtendo, até mais ! (por que não ?)

Mas certamente, alguém que não sabe direito o que está fazendo, que deseja fazer só porque viu alguém fazendo – e ganhando, tem grandes chances de apresentar um retorno próximo ao teórico …

Entendeu porque reforço tanto, por quê bato tanto na tecla “estude, estude e estude” ? Para que vocês possam obter experiência, para que tenham ao seu lado o fator operador, para que tenham alguma vantagem nesse mercado tão louco e viciante. 🙂
tc)