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Venda de PUT “com problemas” … 2

No post anterior, falei sobre formas de lidar com a operação de venda de opções do tipo PUT com “problemas“. Dei 3 sugestões como desmontar a operação que ficou muito ITM e consequentemente mais cara e possivelmente trazendo prejuízo para a carteira de quem adotou a estratégia. Indico a leitura de 3 textos antes de você continuar a leitura deste:

Quer comprar ações com desconto ?
“Renda Fixa” com opções – PUT
Venda de PUT “com problemas” …

Pois bem, leitura feita, conceito compreendido, táticas aprendidas … existe mais alguma coisa para ajudar quem se encontra nesta situação ? E eu respondo: sim. 🙂

No texto anterior citei a possibilidade de rolarmos a posição vendida para o vencimento seguinte, com o mesmo strike. Mas como proceder quando a rolagem é negativa, há falta de liquidez, e você deseja (ou precisa) permanecer na operação ? Sim, você pode precisar ficar nesta operação … ouvi falar em alavancagem ? 😉

Role para a série seguinte, mas para um strike abaixo

Sim, rolar para frente e para baixo é uma possibilidade de manter acessa a chama do “sucesso” da operação, sem precisar exercer o prejuízo (com a compra – zerando a posição – das opções vendidas) e o “prejuízo” deixando que as opções sejam exercidas. Mas isso tem um preço …

Tem um preço, afinal você estará indo para um opção mais barata do que a que tem – vendida – em mãos atualmente. Se conseguir rolar para uma que esteja R$1 abaixo, precisará pagar R$1 para cada opção vendida em sua carteira. Mas a parte boa ? Esta “perda” pode ser apenas temporária …

Vamos aos motivos.


1) Você pode voltar para cima no futuro

Sim, hoje você foi para um strike mais baixo e precisou pagar por isso. Mas o que te impede de num exercício futuro subir um degrau e recuperar o R$1 “perdido” na rolagem para baixo ? Apenas o receio de que a recuperação não ocorra naquela ocasião …

Ok … talvez seja necessário “um pouco” de análise para tomar esta decisão de subir o degrau. O mais interessante é que isso ocorra num momento onde a cotação da ação mãe esteja em recuperação e a liquidez e a rolagem positiva já ocorram no strike superior, aquele que você pensa em migrar.

Concordo que o psicológico poderá afetar esta tomada de decisão, mas esta possibilidade existe e poderá ser usada.

Mas … o lado bom da história é: o R$1 pago de “pedágio” sairá da margem que está depositada na bolsa. Sim, em teoria você “não pagará” por fazer isso, desde que haja dinheiro vivo preso em sua margem. Caso esteja 100% em CDB será necessário solicitar a desvinculação de parte dele para que a conta seja paga. Procedimento tranquilo de ser realizado e que certamente será orientado pelo pessoal da sua corretora.

2) Você está apenas adiantando parte da conta

Outra forma de encarar o custo de ir para um strike inferior é saber que você está apenas “adiantando parte da conta”. Não consegue enxergar como ? Vamos lá !

Se você está vendido em uma opção de strike R$15,00 e parte para uma de R$14,00 pagará R$1 para cada opção vendida, correto ? Antes de fazer essa migração você pagaria R$15,00 na hora do exercício para cada opção que tinha sido vendida e que agora foi exercida. Quando você migrou para a opção com strike nos R$14,00 você passou a pagar R$14,00 para cada opção que tinha sido vendida e que em algum momento será exercida. Como você precisou pagar R$1,00 para ir para baixo, os mesmos R$15,00 originais continuarão existindo. 🙂

Lembre-se que o ideal é entrar na operação já sabedor de que você vai ser exercido … 😉

E então, o que você achou das duas alternativas ?

Aos que se interessaram pelo tema, convido para conhecer o Double PUT Double CALL, o meu curso de Opções. Onde, além de apresentar a teoria delas, compartilho a minha estratégia de investimento em Bolsa. 😉