Clube do Pai Rico
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Zé, o que é esse tal de Long & Short ?

Um tipo de operação “mágica”, onde não há chance de erro … é dessa forma que vejo muitos se referindo ao Long & Short. E isso me dá medo. 😯

Bom, antes de qualquer coisa: o que é o L&S ?

O L&S é uma estratégia simples, que como o próprio nome diz, conta com uma operação de compra (Long) e outra de venda (Short). A ideia é a de vender uma ação com maiores chances de queda, e comprar outra, com chances de subir.

O “diferencial” da coisa é: a compra da ação (o Long) será feita com o dinheiro obtido na venda (o Short). Sim, o L&S é uma operação que em tese não exige que o investidor injete dinheiro na operação. É uma operação de pura alavancagem, onde tudo ocorre com o dinheiro dos outros.

Em tese …

Lembra de um post antiiiigo aqui do Clube, onde falo sobre como se ganhar em um mercado em queda ? Sim, muito antigo … Mas que continua funcionando da mesma forma e obedecendo às mesmas regras. 😉

Para se realizar uma venda, com ações que não são nossas, precisamos alugar o papel de nosso interesse. O papel que acreditamos que venha a cair. (ou que não suba tanto … já vou detalhar essa parte)

Ao se realizar o aluguel, é preciso deixar uma garantia junto à Bolsa. A tal da margem que volta e meia eu cito em meus posts sobre Opções. Lembra ?

No Long & Short a ação que será comprada na estratégia serve como garantia daquela que será vendida e fornecerá o dinheiro a ser usado na compra da ação que será usada na garantia da venda que fornecerá o dinheiro a ser usado na compra da ação que será usada na garantia da venda que fornecerá o dinheiro … Tá, você entendeu. 😀

O Long & Short é uma operação que se auto alimenta. O dinheiro da compra vem da ação ação que terá a compra como garantia.

Como um cobre o outro (a venda é coberta pela compra, e a compra é feita com o dinheiro da venda), a pessoa que realiza o L&S não precisaria injetar nada de dinheiro do próprio bolso na operação.

Mas lembra que falei que em tese seria assim ? Sim … em tese. Para fazermos o aluguel da ação, precisamos deixar uma margem de garantia. Margem essa que será superior ao valor obtido com a venda ! Sim … você precisa deixar 100% (a cotação da ação) + um intervalo de margem, referente à ação escolhida para se vender. E esse intervalo de margem pode chegar a 20%, 30%, 40% do valor da própria ação.

De novo, aquele post antigo detalha isso melhor.

Então, não … o Long & Short não pode ser criado sem que tenhamos algum dinheiro injetado na operação. Você precisará ter ao menos o intervalo de margem em questão. Mas não para por aí …

Quando colocamos uma ação na margem, ela sofre um deságio. O mesmo valor de intervalo de margem que falamos acima, que é acrescentado ao valor a ser depositado na margem, é retirado do “bolo” quando colocamos uma ação para garantir a operação.

Por isso que sempre indico que a garantia, a margem, das operações (especialmente as com Opções que fazem parte do Double PUT Double CALL) sejam feitas com CDB, Tesouro SELIC ou dinheiro vivo.

Sim … acabei com o seu sonho de que não é preciso injetar capital na operação. Até mesmo porquê você precisará fazê-lo duas vezes: a mais na ação a ser vendida, e para cobrir a ação comprada que será usada como garantia da operação.

Ok … De qualquer forma a operação não deixa de ser alavancada. 😀

Qual é a lógica por trás do Long & Short ?

A ideia é a de vender uma ação que tem chances de cair. Ou que pelo menos não suba tanto … (ou mais do que a outra ação) E comprar uma que vá subir. Ou que pelo menos não caia tanto … (ou mais do que a outra ação)

Com essa dinâmica, a ação que compramos, subindo mais do a que foi vendida, nos gera um ganho de capital na hora que formos desmontar a operação como um todo. Se as duas subirem, precisamos que a da compra suba mais. Se as duas caírem, precisamos que a da venda caia mais.

Simples assim. 🙂

Matemática básica. 😉

O lucro virá, como disse, da diferença entre as duas na hora de desmontar a operação.

Exemplo: compra a ação da empresa A por R$10 e vendo a ação da empresa B por R$50. Para deixar a coisa equilibrada, e isso é passo obrigatório na estratégia, precisamos comprar 5x a ação A para cada ação B vendida.

Se vendi 1.000 B, recebi R$50 mil. Com isso preciso comprar 5.000 A, chegando nos mesmos R$50.000. O valor (financeiro) da compra e da venda precisam ser iguais.

Digamos que a ação A suba para R$12, enquanto a B permanece nos mesmos R$50. Desmontando a operação (vende A e recompra B), teremos R$60 mil da venda de A e  -R$50 mil da recompra de B. Sobram R$10 mil e esse é o seu lucro. 🙂

Digamos que A suba para R$13, e B para R$66, na hora de desmontar receberemos R$65 mil com a venda de A e gastaremos R$66 mil com a recompra de B. Perdemos R$1 mil …

Digamos que A permaneça nos R$10 e B caia para R$40. Desmontando a operação, venderemos A por R$50 mil e recompraremos B por R$40 mil. Os mesmos R$10 mil de lucro ! 😀

Viu como é simples ? Precisamos apenas que a parte comprada suba mais do que a parte vendida, ou que a parte vendida caia mais do que a parte comprada. 😉

O que acha da estratégia Zé ?

Interessante.

O problema, a meu ver, é que preciso acertar “duas vezes” … Tenho que escolher uma que suba mais do que a outra, ou uma que caia mais do que a outra.

Vejo mais uma vantagem por conta da alavancagem que ela pode oferecer, do que pela “facilidade” em acertar o desfecho da operação.

Se já fiz ? Não, nunca fiz. 🙂

Quando operava na venda de ações alugadas (aquela operação que me fez quebrar e foi o ponto da minha virada e que me levou a criar o método Double PUT Double CALL), eu usava CDB na margem. E isso me permitia alavancar do mesmo jeito. 😉

Nunca cheguei a cogitar a possibilidade de fazer a coisa “casada” com uma outra compra. Como disse, a necessidade de acertar duas vezes não me parece trazer vantagem …

Mas esse sou eu. Vejo que muitos conseguem obter lucro com a estratégia Long & Short e eles merecem os meus parabéns ! 😀

Agora, me conte: você já fez L&S ? Já pensou em fazer ?