Clube do Pai Rico
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Pense: você precisa, MESMO, de um 2º carro ?

Nunca foi tão fácil comprar um carro, seja por uma redução de impostos (IPI), ou pela facilidade de obtenção de crédito (o governo “convidou” seus bancos à oferecerem crédito, às vezes até mesmo para quem – em teoria – não poderia recebê-lo). Ok, quem sabe em 2009 tenhamos tido uma situação semelhante, só não estou muito bem lembrado se a parte do crédito estava que nem hoje. (especialmente a taxa de juros ofertada)

Não temos como negar o fato de que o brasileiro – em geral – é um apaixonado por carros, competindo até mesmo com o futebol. O fato já foi amplamente explorado por diversas campanhas publicitárias que retratava a realidade de muita gente.

Mas … será que um segundo carro é realmente necessário ? Será que ele fará alguma diferença em sua vida ? Certo, alguma eu sei que fará, mas será que fará a diferença que este segundo carro lhe custará ?

Tenho a certeza de que a sua resposta será sim, mas não custa nada perguntar … Você já fez um cálculo para ver o custo que este segundo carro impõe ao seu orçamento ? Levou em consideração todos os pontos ? O que acha de fazermos um exercício em conjunto, na tentativa de levantar “todos” estes gastos ? Vamos lá !

1- Custo do carro em si; (seja novo ou usado; sem esquecer da depreciação do valor do automóvel !!)

2- Combustível; (estacionamento, podemos também incluir o pedágio neste item ou quer quer criemos um novo ?)

3- Manutenção; (troca de óleo, lavação, troca de pneus velhos, revisões, consertos de pequenos amassados/arranhões, etc …)

4- Seguro;

5- IPVA; (incluindo multas … valeu pela lembrança leoh ! 🙂 )

6- Custo de oportunidade; (afinal se não tivesse comprado o carro poderia usar o dinheiro em alguma outra coisa, de preferência em algum investimento, hehehe 🙂 )

7- Custo da vaga de garagem extra (opa !!! Não havia pensado neste item até agora ?)

Bom … que eu consiga me lembrar, estes são os custos atrelados a um carro. Mais algum ? (use o espaço de comentários para sugeri-los, pode ser ?)

Na maioria das vezes as pessoas pensam somente no custo do carro em si, fazem algumas contas básicas para ver se há a possibilidade de compra. (se for comprado à vista, existe o dinheiro em caixa?, se for financiado, a parcela se encaixa em meu orçamento ?) E se esquecem de outros custos, básicos, como combustível !!! Seguro ? Na maioria dos casos é uma raridade … Manutenção ? “Troco o óleo e olhe lá !” IPVA ? Já viu como estão os pátios do Detran/PM ? Lotados de carros e motos apreendidos pelo não pagamento do imposto. Custo de oportunidade ? “É … se não tivesse comprado o carro dava para ter feito muita festa …” 😯

Mas um ponto que pouquíssimas pessoas levam em consideração é o custo da vaga extra de garagem. Já fez um levantamento, em sua região, de quanto custa uma vaga de garagem ? Se for de aluguel, provavelmente ficará na faixa dos R$ 200~300 … Mas e se for comprada ? Aqui em Floripa elas custam, em média … R$ 60.000,00 !!! (é … um espaço de 12m² custa quase o preço de um apartamento inteiro !) Já está fazendo as contas de como isso afetaria o seu orçamento ? (essa grana, na poupança, renderia quase R$350,00/mês …)

Eu tomei uma decisão importante …

E já faz algum tempo. 🙂

Desde que vim morar no centro (enquanto estava na praia, 35km do centro, ainda mantinha o segundo carro, mas para “emergências”), onde posso fazer praticamente tudo a pé, mas se precisar posso pegar um táxi ou um amarelinho (ônibus executivo, com ar condicionado, som ambiente/TV, poltronas confortáveis, onde ninguém vai em pé, que para em qualquer ponto solicitado – não precisando ser um ponto de ônibus), estou com apenas 1 carro em casa. É mais do que suficiente ! Ele deve passar – ao menos – 80% do tempo na garagem. Pra quê teria um outro carro então ? 😯

Já sei … você argumentará que o segundo carro é necessário, pois você trabalha em um lugar e sua esposa (seu marido) em outro, ou que os horários são diferentes … Mas será que é tããão diferente assim ? Será que não haveria um ponto em comum aos dois, em que apenas uma parte do caminho fosse percorrida de outra forma, ou que apenas alguns minutos a mais (ou a menos) fizessem que os dois saíssem juntos ?

Sim, eu sei que é uma “comodidade”, que não adianta nada trabalhar, trabalhar, trabalhar e ficar “sofrendo” pela ausência do carro extra. Mas … será que você tem realmente a capacidade financeira de arcar com este outro carro ? Seu orçamento apresenta um Fluxo de Caixa positivo ? E esta sobra é na faixa dos 50% de seus ganhos ? (sim, exagerei um pouquinho, hehehe)

Pare. Pense. Reflita. Você precisa – de verdade – de um segundo carro ?

ps: esse post foi originalmente publicado em 2012, quando ainda não tínhamos serviços de transporte como UBER e 99 … Portanto, você deve imaginar como a decisão ficou ainda mais difícil de ser tomada agora, não é mesmo ? 😉

Formando o seu colchão de segurança

Amigos, um dos principais pontos para quem deseja ter tranquilidade na hora de investir é a formação de um colchão de segurança.

Mas o que é o colchão de segurança ?

Nada mais é do que uma reserva que todos devem ter para casos de emergência: Perda do emprego, alguma doença inesperada (que venha a trazer mais gastos do que o plano de saúde – para quem tem – possa cobrir) … são emergências reais, ok ? Nada de achar que aquela promoção de fim de estação é uma emergência …

Bom, o dinheiro reservado para isto deve ser o equivalente ao que você gasta mensalmente num período de 3 ou 6 meses. Sim, você pega o seu gasto mensal médio e multiplica por 3 ou 6. Por que 3 ou 6 ? Isso vai de cada um … Eu aconselho a todos que me perguntam a formação de um colchão que seja suficiente para te garantir 6 meses de tranquilidade, mas existem outras pessoas que indicam somente 3 meses.

Um outro detalhe: Viu que é o quanto você gasta, e não o quanto você ganha ? 🙂

Uma coisa é bem diferente da outra, e se você costuma fazer a lição de casa, o seu gasto é bem menor do que o que recebe mensalmente. 😉

Como guardar este dinheiro ?

Infelizmente tem gente que defende que seja dinheiro parado na conta corrente (não sei porque … mas tem), mas o mais indicado é que você aplique este dinheiro em algum investimento seguro – poupança ou renda fixa – para que ele não se desvalorize e ainda vá crescendo um pouco com o passar do tempo. Sempre que o valor reservado for superior ao seu gasto em 6 meses, você poderá sacar o excedente e destinar a algum outro investimento.

O “problema” é que a tranquilidade que este recurso te traz é tão grande que você não irá tirar o dinheiro. Deixará lá para que ele te traga cada vez mais segurança, ampliando aos poucos o tempo que te cobre todos os gastos.

“Mas já tenho pouco para investir … se colocar dinheiro nisso não terei nada !”

Sim, sei que parece difícil … mas e se você começar seus investimentos sem ter nenhuma reserva … o que acontecerá caso a sua fonte de renda seque ? Irá tirar o dinheiro aplicado em ações, por exemplo, mesmo perdendo ?

Dinheiro de investimento é dinheiro de investimento. Ele deve ficar lá enquanto o que foi planejado estiver acontecendo. Você não pode interromper um investimento por um caso emergencial …

Mas o pior mesmo não seria nem isso … a pior coisa que a falta de uma reserva te traz é o medo de perder dinheiro. Sim, todos temos este medo, mas quando você não tem mais de onde tirar dinheiro, ganhar com o investimento se torna uma “obrigação” e isso põe uma pressão extra – como se já não existisse nada … – em cima do investidor.

Uma estratégia para quem está começando a investir, e consequentemente montar seu colchão de segurança, é primeiramente montar o colchão – disto você não pode escapar; mas um colchão menor … Se é difícil para você ter uma sobra de caixa para montar sua carteira de investimentos, inicie montando um colchão de 3 meses. Depois vá destinando 50% do excesso para o colchão e os outros 50% para o investimento escolhido.

Com isso você estará se protegendo e iniciando seus investimentos ! 🙂

Mas veja que você não deixou de montar seu colchão de segurança … você já tem ao menos um colchonete, hehehe. 😉

E quando eu precisar do dinheiro ?

O bom de deixar o dinheiro em poupança ou em um investimento de renda fixa (CDB, fundo …) é que ele é rapidamente transformado em dinheiro. Em outros investimentos você corre o risco de não ter como pegar o dinheiro quando realmente precisar …

O dinheiro do colchão está lá para ser usado ! Mas somente em casos de emergência ! Nunca se esqueça disso !

Você deve usa-lo enquanto for necessário, e a partir do momento que as coisas melhorarem não deixe de devolver o dinheiro dele … 😉

Neste ponto existem duas alternativas: Devolver o dinheiro que foi usado ou devolver o dinheiro que foi usado reajustado. Acredito que para quem venha a usa-lo em emergências reais a devolução reajustada não seja necessária … mas isso vai de cada um.

Uma dúvida muito frequente:

Irei destinar 100% do meu capital para investimento em renda fixa, ainda preciso do colchão de segurança ?

Eu indico que sim. Não importa qual seja o tipo de investimento que você escolha, o uso do colchão é indicado. Lembre-se ele está lá para te trazer tranquilidade … e isso não tem preço. 😉

Para quem está começando, o colchão tem outra função: Ele dá tempo para que o iniciante vá aprofundando seus estudos. Acontece com muitos que estão começando de ouvir uma dica “quente” de um “super” investimento … Para quem está começando isso pode ser sedutor. Mas se você tem o compromisso de montar primeiro seu colchão de segurança, você terá tempo para estudar as diferentes opções de investimento, e certamente já terá aprendido que não existem estas “dicas” … 😉

Amigos, sintam-se a vontade para deixar seus comentários, dúvidas e questionamentos, ok ? O espaço é de vocês. 🙂

Leia também:

Colchão de Segurança – Quem precisa de um ?
Devo quitar minhas dívidas ou formar meu colchão de segurança ?
Usar títulos do Tesouro Direto para o colchão de segurança é válido ?

Por que somente a dor nos move ?

O cérebro humano é formidável !

Uma máquina tão complexa que nós ainda não fazemos ideia de como realmente funciona. E, creio eu, estamos longe de descobrir …

Centenas de milhares (ou alguns muitos milhões) de anos de evolução. Nesse “meio tempo” passamos por inúmeras provações, inúmeros problemas, inúmeros dilemas. Tudo isso foi moldando a forma com que ele trabalha, com que ele funciona.

Se formos olhar, somos jovens, muito jovens. Somos praticamente bebês numa escala evolucionária. Passamos a nos preocupar com o futuro há poucos milhares de anos … Até então, o que importava era somente o agora, sobreviver ao dia de hoje.

Graças à necessidade de sobrevivência, nossos cérebros foram forjados para agir de forma instintiva, na maioria das vezes buscando proteção. Foram milhões de anos vivendo assim … Tudo para evitar que morrêssemos na boca de um leão.

Mas recentemente conseguimos nos “livrar” deste problema. Nossas preocupações passaram a ser outras, começamos a plantar, a criar animais, a gerar um estoque de alimentos/suprimentos para atender as nossas necessidades. Começamos a ter um excesso de produção, pudemos trocar este excesso com os nossos vizinhos, e esse foi o início da civilização $$$ como conhecemos hoje.

Sim, deixamos a preocupação de sermos mortos pelo leão no passado … mas nossos cérebros ainda “não sabem” que esse não é mais um perigo real a ser enfrentando hoje.

Onde tu queres chegar Zé ?

O Clube já existe há 15 anos. Vi e vivi muita coisa neste período. Vi períodos de bonança e de depressão nos mercados. Vi pessoas comemorando com a bebida que brilha, vi outros afogando suas mágoas num copo de caninha.

Mas sabe o que mais eu vi nestes momentos ? O nosso cérebro agindo da exata mesma forma que o dos nossos antepassados …

Vi as pessoas agindo por conta do MEDO e não da ESPERANÇA/PLANEJAMENTO.

Acredite: observando o comportamento de vocês, percebo um claro aumento na procura por informação e conhecimento, somente nos momentos “ruins”. Muitos de vocês (ou melhor, de nós !) só partiram em busca de uma nova informação que pudesse ajudar de alguma forma, após um problema já ter se tornado concreto.

É … é o nosso cérebro “medroso” reagindo ao problema e não antevendo e se preparando para ele. 🙁

Me impressiono quando chegamos em um momento como o atual, onde a Bolsa sobe, de A a Zinco. Tudo sobe. Tudo explode. TUDO. Você compra e sai no lucro, não importa o que seja. Não é preciso se preparar, analisar, estudar … Basta ir lá, comprar o que pintar na sua tela, jogar um dardo numa folha com o nome das empresas, e comprar a que ele acertar.

Basta chegarmos nesta situação para que nós, seres humanos, deixemos de procurar por mais informação, mais conhecimento.

Pra que me preocupar ? Faço isso aqui, que é bem simples, e dá certo ! Estudar ? Pra quê … ?

É impressionante e assustador ao mesmo tempo …

As pessoas simplesmente desistem de buscar o crescimento, a evolução, nos momentos em que tudo passa a conspirar a seu favor.

Já nos momentos em que tudo é mais cinza, quando ouvimos lamentos por todos os cantos, o desespero é completo. Qualquer migalha de informação, qualquer orientação, qualquer novidade é bem-vinda. A busca por algo que possa nos “salvar” nos faz mover pedras e montanhas. Nosso objetivo é sair do fundo do poço, não importa o custo disso.

As pessoas partem em busca de leitura, vídeos, livros, aulas, cursos … Tudo na tentativa de encontrar uma solução para um problema.

Caramba !!! Por que não usar esta mesma gana para ir atrás dos mesmos recursos, leitura, vídeos, aulas, cursos, quando as coisas estão tranquilas, estão favoráveis !? A sua cabeça trabalha melhor quando não existe uma pressão externa, como a financeira pode trazer.

Por que não aproveitar o bom momento, especialmente com a sobra de capital que os ganhos “inexplicáveis” proporcionam, para investir em Educação ? Separe parte dos ganhos para investir em seu crescimento, como profissional, como investidor. Acredite: essa é a melhor hora para você fazer isso.

Por que se apertar justo quando as coisas estão mais difíceis, quando tudo é mais complicado ?

É difícil lutar contra seus instintos … ? Sim, como falei, foram milhões de anos moldando nossos cérebros para agir desta forma. Mas te garanto: os que aprenderam a se antecipar, não precisando apenas reagir aos problemas, mas sim estando preparados para quando eles chegassem, se destacaram. Sobreviveram e progrediram. Sobreviveram e cresceram. Sobreviveram, deixaram descendentes e puderam aproveitar um pouco melhor essa nossa breve viagem. 😉

Aproveito e te convido a conhecer o Minha 1x na Bolsa e ao Double PUT Double CALL, cursos que criei justamente para poder te auxiliar nesta jornada. Informações e experiência que poderão te ajudar no momento de apuros, mas que farão maravilhas quando tudo estiver agindo de forma favorável. 😀

Todos contra os rentistas !!!

Agora você entende o problema que é o rentismo. Imagine que nesse grupo aí, um resolvesse cobrar juros (cobrar sem ter produzido)? O ciclo parava no meio e embananava tudo. Temos de combater o rentismo, o Brasil é para de quem trabalha.

 

(esta foi uma mensagem deixada em um comentário de um post aqui do Clube)

Então ninguém poderia se aposentar ?

Não conte pra ninguém, mas as aposentadorias são pagas desta forma … A pessoa acumula um determinado capital durante sua vida de trabalho (seja de forma particular ou através do INSS), essa grana fica lá acumulando e rendendo, até chegar o momento da aposentadoria, onde a pessoa vai sobreviver com a grana originada dos rendimentos do que foi acumulado …

É … TODOS os aposentados sobrevivem como rentistas. Legal né ?

Ops … quer dizer … deveriam sobreviver. Não é o que vem acontecendo na pirâmide que forma o sistema previdenciário brasileiro.

Quer você queira acreditar, ou não, mas aqui no Brasil, as aposentadorias são pagas com a grana obtida com as contribuições de quem ainda está na ativa. É … quem está trabalhando está custeando quem está aposentado.

Pior: além de serem os da ativa que custeiam os aposentados, o sistema previdenciário brasileiro tem um déficit aproximado de R$300 bilhões anuais. Então, todos juntos cobrimos o rombo das aposentadorias …

É um discurso muito bonito esse de “malditos rentistas que apenas mamam nas tetas do governo !!“. Na verdade, é o (des)governo que mama nas tetas dos rentistas, que colocam seu dinheiro, suas poupanças, suas economias, em títulos do tesouro, na expectativa de rendimentos futuros, para bancar os gastos (exagerados …) do governo.

Sabia que se não houvessem “rentistas” o governo não teria como arcar com os gastos ? É … ele precisa recorrer aos empréstimos (que é o que acontece na hora em que alguém troca um título do tesouro por dinheiro) para “fechar as contas”.

Quer acabar com a “vida fácil dos rentistas” ? Comecemos então pela racionalização dos gastos governamentais !!

Mas voltando ao papo “fora rentistas”, qual seria a tua sugestão para que as aposentadorias fossem pagas então ? Como disse, num sistema previdenciário sério, as aposentadorias são pagas com os rendimentos do que o trabalhador acumulou durante sua etapa “produtiva”. Todos os meses ele deposita um determinado valor (seja em uma conta própria, seja através do INSS), onde o valor vai aumentando e rendendo. Lááá na hora de se aposentar, a pessoa para de contribuir e passa a “comer” parte do bolo todos os meses.

O ideal é que retire apenas o rendimento real daquele bolo, deixando o original lá, rendendo. Ops … não pode render, eu me esqueci disso …

Sabe o que aconteceria neste caso ? Sabe o que aconteceria se essa “utopia” sugerida existisse ? Ninguém mais poderia se aposentar. Todos precisariam trabalhar eternamente, afinal de contas o Brasil é para quem trabalha. Não é mesmo ?

O que as pessoas que defendem essa ideia maluca de “fora rentistas” precisam entender, de uma vez por todas, é que TODOS NÓS somos rentistas. TODOS !

Esqueça aquela ideia idiota que te falaram, que quem come os recursos do “governo” (que não é do governo, é seu e meu) são os bancos. Não, não são os bancos !! Quem recebe essa grana somos todos nós que temos algum tipo de aplicação, e sim … a tua aposentadoria é uma destas aplicações.

Ou, como disse, deveria ser …

Todo fundo de pensão aplica o dinheiro de seus integrantes em títulos do tesouro, para poder pagar suas aposentadorias. Estes aposentados são os rentistas demoníacos que você se refere ?

Ou existem os maus rentistas e os bons ?

Sério … esqueça esse papinho de que os rentistas são o problema do país. Quem eles são ? São os que mamam nas tetas do governo … os que têm regalias mil …

De novo: se o Brasil é para quem trabalha, abaixo os rentistas, devemos apoiar a ideia de que ninguém mais deva se aposentar e todos deveriam trabalhar até o último dia de suas vidas ?

Zé, desistiu de montar o COE do Clube ?

Não, não desisti. 🙂

COE ? Se você não lembra, ou simplesmente não sabe do que estou falando, sugiro dar uma olhada no post onde falei sobre a nossa proposta de criarmos um COE, extremamente simples, para sentirmos na pele os efeitos reais de uma operação de risco zero. Falei sobre ele aqui: “Vamos fazer um COE do Clube ?

A ideia é termos em mãos uma operação que não apresenta risco de perdas para o capital originalmente aplicado nela, tendo apenas a chance de colhermos os possíveis frutos por ela gerados. 😉

Uma ideia excelente, não é mesmo ? 😀

Sim, é possível. Plenamente possível por sinal … E é justamente isso que eu quero demonstrar com o exercício em questão. Sem precisarmos recorrer a um produto de uma instituição bancária, montando o nosso próprio COE. 🙂

No post onde fiz a proposta, pedi para que vocês enviassem sugestões de como trabalharíamos o nosso COE. Além disso, falei sobre o uso do Tesouro Direto como item base da operação.

Seria uma forma de vermos na prática alguns instrumentos de investimento (renda fixa e variável), com o uso de um Tesouro SELIC, e de opções para obtermos o ganho da operação. Como falei no post, o problema do Tesouro SELIC seria o tamanho mínimo da movimentação …

Mas vendo os comentários de vocês, e pensando um pouco melhor, posso ter encontrado uma “solução” para o “problema”: resgatamos o valor a ser aplicado nas opções de “meses em meses” (até o rendimento atingir o necessário para o resgate no TD), e esse valor resgatado ser dividido em “4, 5, 6 vezes”, dividir pelo tempo que foi preciso para obtê-lo.

O que acham ?

Isso permitiria que montássemos o COE com um valor relativamente pequeno. Pois se não agirmos desta forma, precisaremos partir para um CDB de bancos específicos (que permitem baixos valores de aplicação), ou precisaremos aumentar o montante a ser investido para ter um retorno grande o suficiente para que a valorização mensal atinja o mínimo do Tesouro SELIC.

Claro … Não podemos nos esquecer também do peso das taxas operacionais envolvidas na criação das operações com opções. Seria preciso usarmos uma corretora que ofereça taxas BEM amigáveis. 😉

Então, como se trata de um exercício em grupo, colaborativo, lhes pergunto: concordam ? 😀

Tesouro SELIC, acessível a todos, resgatando o valor de meses em meses (assim que o rendimento chegar nos ~R$90 necessários), para um valor inicial de R$5 mil ?

Posso bater o martelo ? 🙂