Clube do Pai Rico
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Formando o seu colchão de segurança

Amigos, um dos principais pontos para quem deseja ter tranquilidade na hora de investir é a formação de um colchão de segurança.

Mas o que é o colchão de segurança ?

Nada mais é do que uma reserva que todos devem ter para casos de emergência: Perda do emprego, alguma doença inesperada (que venha a trazer mais gastos do que o plano de saúde – para quem tem – possa cobrir) … são emergências reais, ok ? Nada de achar que aquela promoção de fim de estação é uma emergência …

Bom, o dinheiro reservado para isto deve ser o equivalente ao que você gasta mensalmente num período de 3 ou 6 meses. Sim, você pega o seu gasto mensal médio e multiplica por 3 ou 6. Por que 3 ou 6 ? Isso vai de cada um … Eu aconselho a todos que me perguntam a formação de um colchão que seja suficiente para te garantir 6 meses de tranquilidade, mas existem outras pessoas que indicam somente 3 meses.

Um outro detalhe: Viu que é o quanto você gasta, e não o quanto você ganha ? 🙂

Uma coisa é bem diferente da outra, e se você costuma fazer a lição de casa, o seu gasto é bem menor do que o que recebe mensalmente. 😉

Como guardar este dinheiro ?

Infelizmente tem gente que defende que seja dinheiro parado na conta corrente (não sei porque … mas tem), mas o mais indicado é que você aplique este dinheiro em algum investimento seguro – poupança ou renda fixa – para que ele não se desvalorize e ainda vá crescendo um pouco com o passar do tempo. Sempre que o valor reservado for superior ao seu gasto em 6 meses, você poderá sacar o excedente e destinar a algum outro investimento.

O “problema” é que a tranquilidade que este recurso te traz é tão grande que você não irá tirar o dinheiro. Deixará lá para que ele te traga cada vez mais segurança, ampliando aos poucos o tempo que te cobre todos os gastos.

“Mas já tenho pouco para investir … se colocar dinheiro nisso não terei nada !”

Sim, sei que parece difícil … mas e se você começar seus investimentos sem ter nenhuma reserva … o que acontecerá caso a sua fonte de renda seque ? Irá tirar o dinheiro aplicado em ações, por exemplo, mesmo perdendo ?

Dinheiro de investimento é dinheiro de investimento. Ele deve ficar lá enquanto o que foi planejado estiver acontecendo. Você não pode interromper um investimento por um caso emergencial …

Mas o pior mesmo não seria nem isso … a pior coisa que a falta de uma reserva te traz é o medo de perder dinheiro. Sim, todos temos este medo, mas quando você não tem mais de onde tirar dinheiro, ganhar com o investimento se torna uma “obrigação” e isso põe uma pressão extra – como se já não existisse nada … – em cima do investidor.

Uma estratégia para quem está começando a investir, e consequentemente montar seu colchão de segurança, é primeiramente montar o colchão – disto você não pode escapar; mas um colchão menor … Se é difícil para você ter uma sobra de caixa para montar sua carteira de investimentos, inicie montando um colchão de 3 meses. Depois vá destinando 50% do excesso para o colchão e os outros 50% para o investimento escolhido.

Com isso você estará se protegendo e iniciando seus investimentos ! 🙂

Mas veja que você não deixou de montar seu colchão de segurança … você já tem ao menos um colchonete, hehehe. 😉

E quando eu precisar do dinheiro ?

O bom de deixar o dinheiro em poupança ou em um investimento de renda fixa (CDB, fundo …) é que ele é rapidamente transformado em dinheiro. Em outros investimentos você corre o risco de não ter como pegar o dinheiro quando realmente precisar …

O dinheiro do colchão está lá para ser usado ! Mas somente em casos de emergência ! Nunca se esqueça disso !

Você deve usa-lo enquanto for necessário, e a partir do momento que as coisas melhorarem não deixe de devolver o dinheiro dele … 😉

Neste ponto existem duas alternativas: Devolver o dinheiro que foi usado ou devolver o dinheiro que foi usado reajustado. Acredito que para quem venha a usa-lo em emergências reais a devolução reajustada não seja necessária … mas isso vai de cada um.

Uma dúvida muito frequente:

Irei destinar 100% do meu capital para investimento em renda fixa, ainda preciso do colchão de segurança ?

Eu indico que sim. Não importa qual seja o tipo de investimento que você escolha, o uso do colchão é indicado. Lembre-se ele está lá para te trazer tranquilidade … e isso não tem preço. 😉

Para quem está começando, o colchão tem outra função: Ele dá tempo para que o iniciante vá aprofundando seus estudos. Acontece com muitos que estão começando de ouvir uma dica “quente” de um “super” investimento … Para quem está começando isso pode ser sedutor. Mas se você tem o compromisso de montar primeiro seu colchão de segurança, você terá tempo para estudar as diferentes opções de investimento, e certamente já terá aprendido que não existem estas “dicas” … 😉

Amigos, sintam-se a vontade para deixar seus comentários, dúvidas e questionamentos, ok ? O espaço é de vocês. 🙂

Leia também:

Colchão de Segurança – Quem precisa de um ?
Devo quitar minhas dívidas ou formar meu colchão de segurança ?
Usar títulos do Tesouro Direto para o colchão de segurança é válido ?

Por que somente a dor nos move ?

O cérebro humano é formidável !

Uma máquina tão complexa que nós ainda não fazemos ideia de como realmente funciona. E, creio eu, estamos longe de descobrir …

Centenas de milhares (ou alguns muitos milhões) de anos de evolução. Nesse “meio tempo” passamos por inúmeras provações, inúmeros problemas, inúmeros dilemas. Tudo isso foi moldando a forma com que ele trabalha, com que ele funciona.

Se formos olhar, somos jovens, muito jovens. Somos praticamente bebês numa escala evolucionária. Passamos a nos preocupar com o futuro há poucos milhares de anos … Até então, o que importava era somente o agora, sobreviver ao dia de hoje.

Graças à necessidade de sobrevivência, nossos cérebros foram forjados para agir de forma instintiva, na maioria das vezes buscando proteção. Foram milhões de anos vivendo assim … Tudo para evitar que morrêssemos na boca de um leão.

Mas recentemente conseguimos nos “livrar” deste problema. Nossas preocupações passaram a ser outras, começamos a plantar, a criar animais, a gerar um estoque de alimentos/suprimentos para atender as nossas necessidades. Começamos a ter um excesso de produção, pudemos trocar este excesso com os nossos vizinhos, e esse foi o início da civilização $$$ como conhecemos hoje.

Sim, deixamos a preocupação de sermos mortos pelo leão no passado … mas nossos cérebros ainda “não sabem” que esse não é mais um perigo real a ser enfrentando hoje.

Onde tu queres chegar Zé ?

O Clube já existe há 15 anos. Vi e vivi muita coisa neste período. Vi períodos de bonança e de depressão nos mercados. Vi pessoas comemorando com a bebida que brilha, vi outros afogando suas mágoas num copo de caninha.

Mas sabe o que mais eu vi nestes momentos ? O nosso cérebro agindo da exata mesma forma que o dos nossos antepassados …

Vi as pessoas agindo por conta do MEDO e não da ESPERANÇA/PLANEJAMENTO.

Acredite: observando o comportamento de vocês, percebo um claro aumento na procura por informação e conhecimento, somente nos momentos “ruins”. Muitos de vocês (ou melhor, de nós !) só partiram em busca de uma nova informação que pudesse ajudar de alguma forma, após um problema já ter se tornado concreto.

É … é o nosso cérebro “medroso” reagindo ao problema e não antevendo e se preparando para ele. 🙁

Me impressiono quando chegamos em um momento como o atual, onde a Bolsa sobe, de A a Zinco. Tudo sobe. Tudo explode. TUDO. Você compra e sai no lucro, não importa o que seja. Não é preciso se preparar, analisar, estudar … Basta ir lá, comprar o que pintar na sua tela, jogar um dardo numa folha com o nome das empresas, e comprar a que ele acertar.

Basta chegarmos nesta situação para que nós, seres humanos, deixemos de procurar por mais informação, mais conhecimento.

Pra que me preocupar ? Faço isso aqui, que é bem simples, e dá certo ! Estudar ? Pra quê … ?

É impressionante e assustador ao mesmo tempo …

As pessoas simplesmente desistem de buscar o crescimento, a evolução, nos momentos em que tudo passa a conspirar a seu favor.

Já nos momentos em que tudo é mais cinza, quando ouvimos lamentos por todos os cantos, o desespero é completo. Qualquer migalha de informação, qualquer orientação, qualquer novidade é bem-vinda. A busca por algo que possa nos “salvar” nos faz mover pedras e montanhas. Nosso objetivo é sair do fundo do poço, não importa o custo disso.

As pessoas partem em busca de leitura, vídeos, livros, aulas, cursos … Tudo na tentativa de encontrar uma solução para um problema.

Caramba !!! Por que não usar esta mesma gana para ir atrás dos mesmos recursos, leitura, vídeos, aulas, cursos, quando as coisas estão tranquilas, estão favoráveis !? A sua cabeça trabalha melhor quando não existe uma pressão externa, como a financeira pode trazer.

Por que não aproveitar o bom momento, especialmente com a sobra de capital que os ganhos “inexplicáveis” proporcionam, para investir em Educação ? Separe parte dos ganhos para investir em seu crescimento, como profissional, como investidor. Acredite: essa é a melhor hora para você fazer isso.

Por que se apertar justo quando as coisas estão mais difíceis, quando tudo é mais complicado ?

É difícil lutar contra seus instintos … ? Sim, como falei, foram milhões de anos moldando nossos cérebros para agir desta forma. Mas te garanto: os que aprenderam a se antecipar, não precisando apenas reagir aos problemas, mas sim estando preparados para quando eles chegassem, se destacaram. Sobreviveram e progrediram. Sobreviveram e cresceram. Sobreviveram, deixaram descendentes e puderam aproveitar um pouco melhor essa nossa breve viagem. 😉

Aproveito e te convido a conhecer o Minha 1x na Bolsa e ao Double PUT Double CALL, cursos que criei justamente para poder te auxiliar nesta jornada. Informações e experiência que poderão te ajudar no momento de apuros, mas que farão maravilhas quando tudo estiver agindo de forma favorável. 😀

Todos contra os rentistas !!!

Agora você entende o problema que é o rentismo. Imagine que nesse grupo aí, um resolvesse cobrar juros (cobrar sem ter produzido)? O ciclo parava no meio e embananava tudo. Temos de combater o rentismo, o Brasil é para de quem trabalha.

 

(esta foi uma mensagem deixada em um comentário de um post aqui do Clube)

Então ninguém poderia se aposentar ?

Não conte pra ninguém, mas as aposentadorias são pagas desta forma … A pessoa acumula um determinado capital durante sua vida de trabalho (seja de forma particular ou através do INSS), essa grana fica lá acumulando e rendendo, até chegar o momento da aposentadoria, onde a pessoa vai sobreviver com a grana originada dos rendimentos do que foi acumulado …

É … TODOS os aposentados sobrevivem como rentistas. Legal né ?

Ops … quer dizer … deveriam sobreviver. Não é o que vem acontecendo na pirâmide que forma o sistema previdenciário brasileiro.

Quer você queira acreditar, ou não, mas aqui no Brasil, as aposentadorias são pagas com a grana obtida com as contribuições de quem ainda está na ativa. É … quem está trabalhando está custeando quem está aposentado.

Pior: além de serem os da ativa que custeiam os aposentados, o sistema previdenciário brasileiro tem um déficit aproximado de R$300 bilhões anuais. Então, todos juntos cobrimos o rombo das aposentadorias …

É um discurso muito bonito esse de “malditos rentistas que apenas mamam nas tetas do governo !!“. Na verdade, é o (des)governo que mama nas tetas dos rentistas, que colocam seu dinheiro, suas poupanças, suas economias, em títulos do tesouro, na expectativa de rendimentos futuros, para bancar os gastos (exagerados …) do governo.

Sabia que se não houvessem “rentistas” o governo não teria como arcar com os gastos ? É … ele precisa recorrer aos empréstimos (que é o que acontece na hora em que alguém troca um título do tesouro por dinheiro) para “fechar as contas”.

Quer acabar com a “vida fácil dos rentistas” ? Comecemos então pela racionalização dos gastos governamentais !!

Mas voltando ao papo “fora rentistas”, qual seria a tua sugestão para que as aposentadorias fossem pagas então ? Como disse, num sistema previdenciário sério, as aposentadorias são pagas com os rendimentos do que o trabalhador acumulou durante sua etapa “produtiva”. Todos os meses ele deposita um determinado valor (seja em uma conta própria, seja através do INSS), onde o valor vai aumentando e rendendo. Lááá na hora de se aposentar, a pessoa para de contribuir e passa a “comer” parte do bolo todos os meses.

O ideal é que retire apenas o rendimento real daquele bolo, deixando o original lá, rendendo. Ops … não pode render, eu me esqueci disso …

Sabe o que aconteceria neste caso ? Sabe o que aconteceria se essa “utopia” sugerida existisse ? Ninguém mais poderia se aposentar. Todos precisariam trabalhar eternamente, afinal de contas o Brasil é para quem trabalha. Não é mesmo ?

O que as pessoas que defendem essa ideia maluca de “fora rentistas” precisam entender, de uma vez por todas, é que TODOS NÓS somos rentistas. TODOS !

Esqueça aquela ideia idiota que te falaram, que quem come os recursos do “governo” (que não é do governo, é seu e meu) são os bancos. Não, não são os bancos !! Quem recebe essa grana somos todos nós que temos algum tipo de aplicação, e sim … a tua aposentadoria é uma destas aplicações.

Ou, como disse, deveria ser …

Todo fundo de pensão aplica o dinheiro de seus integrantes em títulos do tesouro, para poder pagar suas aposentadorias. Estes aposentados são os rentistas demoníacos que você se refere ?

Ou existem os maus rentistas e os bons ?

Sério … esqueça esse papinho de que os rentistas são o problema do país. Quem eles são ? São os que mamam nas tetas do governo … os que têm regalias mil …

De novo: se o Brasil é para quem trabalha, abaixo os rentistas, devemos apoiar a ideia de que ninguém mais deva se aposentar e todos deveriam trabalhar até o último dia de suas vidas ?

Zé, desistiu de montar o COE do Clube ?

Não, não desisti. 🙂

COE ? Se você não lembra, ou simplesmente não sabe do que estou falando, sugiro dar uma olhada no post onde falei sobre a nossa proposta de criarmos um COE, extremamente simples, para sentirmos na pele os efeitos reais de uma operação de risco zero. Falei sobre ele aqui: “Vamos fazer um COE do Clube ?

A ideia é termos em mãos uma operação que não apresenta risco de perdas para o capital originalmente aplicado nela, tendo apenas a chance de colhermos os possíveis frutos por ela gerados. 😉

Uma ideia excelente, não é mesmo ? 😀

Sim, é possível. Plenamente possível por sinal … E é justamente isso que eu quero demonstrar com o exercício em questão. Sem precisarmos recorrer a um produto de uma instituição bancária, montando o nosso próprio COE. 🙂

No post onde fiz a proposta, pedi para que vocês enviassem sugestões de como trabalharíamos o nosso COE. Além disso, falei sobre o uso do Tesouro Direto como item base da operação.

Seria uma forma de vermos na prática alguns instrumentos de investimento (renda fixa e variável), com o uso de um Tesouro SELIC, e de opções para obtermos o ganho da operação. Como falei no post, o problema do Tesouro SELIC seria o tamanho mínimo da movimentação …

Mas vendo os comentários de vocês, e pensando um pouco melhor, posso ter encontrado uma “solução” para o “problema”: resgatamos o valor a ser aplicado nas opções de “meses em meses” (até o rendimento atingir o necessário para o resgate no TD), e esse valor resgatado ser dividido em “4, 5, 6 vezes”, dividir pelo tempo que foi preciso para obtê-lo.

O que acham ?

Isso permitiria que montássemos o COE com um valor relativamente pequeno. Pois se não agirmos desta forma, precisaremos partir para um CDB de bancos específicos (que permitem baixos valores de aplicação), ou precisaremos aumentar o montante a ser investido para ter um retorno grande o suficiente para que a valorização mensal atinja o mínimo do Tesouro SELIC.

Claro … Não podemos nos esquecer também do peso das taxas operacionais envolvidas na criação das operações com opções. Seria preciso usarmos uma corretora que ofereça taxas BEM amigáveis. 😉

Então, como se trata de um exercício em grupo, colaborativo, lhes pergunto: concordam ? 😀

Tesouro SELIC, acessível a todos, resgatando o valor de meses em meses (assim que o rendimento chegar nos ~R$90 necessários), para um valor inicial de R$5 mil ?

Posso bater o martelo ? 🙂

Por que as coisas não melhoraram com a queda dos juros ?

Lembra do post que publiquei na semana passada, com a pergunta do Moisés ?

A taxa de juros já caiu, cadê a melhora na economia que tanto falavam que ocorreria ?

Nele eu pedi para que vocês deixassem sua opinião sobre a dúvida, sobre o motivo para aquilo ainda não ter acontecido. Agora é a minha vez. 🙂

Por que os preços não caíram com o corte na taxa de juros ?

Simples: uma coisa não está diretamente ligada a outra. A taxa de juros não “orienta” os preços. Ela normalmente ajuda no consumo, o que dependendo da dose se traduz em inflação. E inflação … é aumento nos preços.

Por isso que falei que não influencia diretamente. Mas de uma forma mais abrangente, altas taxas de juros ajudariam a conter o aumento de preços, por inibir o consumo.

É, a lógica seria mais ou menos a seguinte: quando temos uma inflação galopante, precisamos elevar os juros para tentarmos segurar o avanço dos preços. Essa elevação freia o crescimento da economia e as coisas tendem a “parar”. Com o consumo caindo a pressão nos preços também diminui e isso ajuda a segurar (um pouco) a inflação.

Os produtos que o Moisés apresentou são bem específicos e eles sofrem influência de inúmeros fatores … Combustíveis e gás de cozinha, por exemplo. Cotação do petróleo batendo recorde, com câmbio beijando os R$4. Sim, se isso acontece lá fora, acontece aqui dentro. É um produto negociado mundialmente, e é natural que se sobe lá fora, suba aqui dentro.

“Ah, mas a Petrobras é uma empresa pública, ela não deveria visar o lucro !”

Pode ser que muitas pessoas pensem desta forma. O que eu mais queria é que ela não fosse pública e com isso tivesse reais condições de competir com as grandes lá de fora. Gastaria MUITO menos com a folha (e desmandos governamentais) e isso poderia se traduzir sim em redução dos preços.

A última vez que tentaram segurar na marra, no (des)governo da dilmãe, a empresa teve perdas de bilhões e bilhões de reais. Alguns dizem que foi na casa dos R$40 bilhões … 😯

Alimentos sofrem por conta do período de safra e entressafra. Mais recentemente tivemos a grande colaboração da greve dos caminhoneiros que ajudou a subir ainda mais os preços … 🙁

Mas voltando, não é a taxa de juros que vai fazer isso cair. Ao menos não de imediato …

Pra que serve uma taxa baixa então ?

Como o próprio Moisés falou, ele não viu a queda dos preços, apenas no rendimento das aplicações em renda fixa. Elas caíram para menos da metade do que tínhamos há pouco mais de um ano.

E não, ele não se referia ao seu investimento pessoa física. Era a grana da empresa que estava aplicada na renda fixa. 😉

E aqui encontramos uma outra função da queda dos juros: incentivar as empresas a investirem em produção.

Você consegue enxergar, do ponto de vista de uma empresa, quão cômodo era pegar o dinheiro e aplicar na renda fixa e ganhar 14% ao ano de lucro, sem precisar fazer absolutamente nada ? Só precisava deixar o tempo passar e depois de 12 meses recolher os ganhos da aplicação.

Certamente que você consegue fazer isso … Não era isso que você fazia ? Não fazia nada e o dinheiro caia magicamente na sua conta.

Com muitas empresas acontecia o mesmo. Pegavam o capital disponível e investiam na segurança e tranquilidade da renda fixa. 14% ao ano. Por que se incomodar em investir no aumento de produção ? Pra que contratar novos funcionários ? Por que pensar em expandir a área de abrangência ?

Que nada … muito mais fácil deixar lá, no papai com mamãe da renda fixa. Não é mesmo ?

Claro que é ! De novo: não era exatamente isso que você fazia até agora ? (se é que ainda não faz … e se faz, está perdendo tempo por não dar uma olhada na migração de parte de sua carteira para a Bolsa !)

A queda de juros ajuda nisso. E é por isso que temos aquele aumento da atividade econômica que falei antes. Passa a valer a pena investir no negócio, fazer ele crescer. Isso gera mais empregos, aumenta a lucratividade e a arrecadação.

Um outro lado das taxas mais baixas é que elas permitem que as empresas obtenham crédito por preços mais acessíveis. Falei antes de quem tinha dinheiro para investir na empresa, mas preferia colocar na renda fixa. Quem não tem, e gostaria de investir no crescimento, fazia como ?

Na maioria das vezes não fazia … 🙁

Agora, com as taxas mais baixas, muitas empresas vão em busca de linhas de crédito mais acessíveis que permitirão que elas cresçam. Cresçam, gerem emprego, aumentem a lucratividade, aumentem a arrecadação … 😉

Indo um pouco mais além, esse crescimento, muitas vezes, permite também que as empresas possam fazer uma coisa que tanto queremos … Ele permite que a produção cresça, e muitas vezes esse aumento de produção permite que elas cortem custos, e ao cortar custos … elas podem oferecer produtos mais baratos aos consumidores. 😀

É … a taxa de juros em queda, no nível mais baixo de nossa história, ainda não fez com que tudo isso que eu falei acontecesse. Mas estamos dando os primeiros passos nesta direção. Estamos tentando sair de uma crise sem igual. Foi a maior crise da nossa história. Eu com meus quase 40 anos, NUNCA vi nada parecido. E conversando com os mais velhos, eles também dizem o mesmo.

Mas a taxa mais baixa nos permite ao menos tentar pavimentar essa estrada. Permite com que pensemos na possibilidade de crescer. Nos traz esperança de que isso um dia pode vir a ocorrer.

Se o (des)governo fizer a parte dele, usando o nosso dinheiro do jeito certo, a coisa ganha velocidade e, quem sabe, aquele Brasil, o país do futuro, que tanto ouvimos falar, venha a se tornar real. 🙂

Moisés, obrigado por trazer o tema para ser discutido ! Eu gostaria de te perguntar: essa grana que hoje está na renda fixa, se investida no teu negócio, não poderia trazer uma rentabilidade maior do que a obtida com o investimento ?