Clube do Pai Rico
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IPOs: Todo cuidado é pouco

Por Maurício Katayama

Depois do magnífico IPO da Redecard, notei que o apetite por esse tipo de operação aumentou consideravelmente.

Entretanto gente, é necessário considerar alguns pontos antes de se lançar nessa empreitada.

Primeiro, analisar um IPO não é fácil. Como a empresa não tem antecedentes de negociação na bolsa, a Análise Técnica não poderá ajudar. É necessário antes de mais nada fazer uma boa análise fundamentalista, colher e analisar a maior quantidade de dados possível da empresa, para não entrar numa furada. Antes de botar seu dinheiro num IPO você tem que ler o prospecto – que costuma ter mais de 500 páginas.

Às vezes tenho a impressão que a pessoa tem preguiça de ler o prospecto e fazer a pesquisa, então prefere delegar a tarefa para outra pessoa e simplesmente perguntar num fórum ou blog: “e aí, o investimento é bom ou não?” com a desculpa de que o “guru” que está consultando é mais experiente.

Só que tem um perigo nisso: você nunca sabe quais as reais intenções de um cara que faz análises e comentários sobre a bolsa nos blogs e nos fórums (inclusive eu). E se o sujeito estiver querendo manipular os novatos incautos? Outra coisa é que muitos “gurus” não são tão gurus assim, eles chutam as coisas e esperam que dê certo.

Eu ignoro solenemente a opinião dos “gurus” e prefiro fazer eu mesmo as minhas análises, não me dou a desculpa de ”aquele cara é mais experiente que eu, vou fazer porque ele falou”. Operando assim eu acabo não lendo o prospecto, não caçando informações, não sabendo ler o balanço de uma empresa… ou seja, acabo não aprendendo e ficando sempre na dependência daquela dica ”quente” do cara da internet, que nem sei se é confiável ou não.

Eu vou analisar alguns IPOs disponíveis na Bovespa, e colocarei aqui as minhas impressões que achar relevantes. Mas não deixe que isso arrefeça sua capacidade de aprender a analisar os IPOs, não deixe de fazer as pesquisas e checar por si mesmo. Além disso, eu também não sou tão bom assim, e erro pra caramba. Se você me seguir, vai cair nos mesmos buracos que eu caio, mas o problema é que não vai saber de onde veio o buraco e como sair de lá.

Sobre a pergunta “e aí, esse IPO é bom ou não?” isso não é nada fácil de responder e nunca se tem absoluta certeza da resposta. IPO é como entrar em um túnel escuro, é investimento de alto risco. Reparem que nem mesmo os analistas das corretoras gostam de se pronunciar a respeito.

A idéia de que todo IPO é bom é uma grande furada. Empresas promissoras como Friboi e Ecodiesel tiveram péssima estréia na bolsa, quem entrou nesses IPOs perdeu muito dinheiro. Por isso fica o alerta: não é porque a empresa é boa que se garante o lucro em uma operação como estas.

O que eu recomendo? Deixe a preguiça de lado. Busque notícias a respeito desta empresa. Pesquise. Baixe o prospecto e leia, ou pelo menos folheie as partes mais interessantes. Eu leio a estratégia da empresa para o futuro, o que será feito com o dinheiro captado na IPO, qual o histórico de lucros e o balanço da empresa, o endividamento, quem é o dono da empresa, quais os pontos fracos e os riscos envolvidos no negócio.

Avalie também se está disposto mesmo a arriscar seu dinheiro nesta operação e qual o limite máximo de perda que suporta. O que fará se as coisas derem errado e a ação despencar na estréia? Defina uma porcentagem máxima de perda (stop loss) e pule fora se chegar lá. Defina também uma estratégia de saída em caso de ganhos: você vai ficar com as ações ou pretende vendê-las a curto prazo? Defina uma margem de lucro, e pule fora quando chegar lá. Ou seja, só entre num negócio após definir um plano de saída.

Livros ||| Profecias do Pai Rico

O livro fala sobre o possível crash que está por vir nos planos de previdência privada Norte Americanos, e com isso a possibilidade de um crash mundial.

A causa deste crash seria a aposentadoria em massa dos baby boomers, a geração que nasceu logo após a segunda grande guerra, e estaria próxima da época de se aposentar.

Profecias do Pai Rico
ROBERT T. KIYOSAKI, SHARON L. LECHTER

Editora: Campus
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 254
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Sinopse:
“Será que algum dia você conseguirá aposentar-se?” berrava a capa da revista Time, de 29 de julho de 2002. Com os acontecimentos dramáticos então recentes – a forte queda do mercado de ações e a desordem reinante nas empresas – o bote salva-vidas de milhões de trabalhadores de uma hora para a outra começou a fazer água, por causa dos furos em seus planos de previdência privada. O pai rico de Robert Kiyosaki previu essa situação desastrosa mais de duas décadas atrás.. Em A Profecia do Pai Rico ele mostra como todos seremos afetados pelas falhas no financiamento das aposentadorias, não importa a idade e o local de residência. Mas, depois de expor as razões que acarretarão o desastre iminente, também revela não só as melhores maneiras para salvaguardar as próprias economias, mas também como efetivamente prosperar com os eventos vindouros.

Livros ||| Os Segredos da Bolsa

Leia a sinopse do Submarino:

Sinopse:
Os caminhos para obter uma carteira de ações de baixo risco e alta lucratividade são a essência de Os Segredos da Bolsa. Provando que o mercado não opera de maneira eficiente – os valores das ações não refletem o risco e a lucratividade potencial de uma empresa -, Robert Haugen mostra como prever os retornos de uma carteira de ações.
Com um texto irônico e de profundo embasamento teórico, o livro ainda aborda temas como desempenho retroativo de ações e modelos de fator de risco e de retorno esperado.
Ideal para investidores, administradores de fundos de pensão e analistas financeiros, a edição brasileira conta com um apêndice que detalha aspectos específicos de nosso mercado.

Os Segredos da Bolsa
ROBERT A. HAUGEN

Editora: Makron Books
Ano: 2000
Edição: 1
Número de páginas: 176
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Colunistas ||| Enfim, apareceu o risco !

O mês de agosto brindou o mercado de capitais brasileiro com um tremendo solavanco, decorrente da onda de pânico que surgiu do colapso parcial do sistema de crédito imobiliário norte-americano. Para quem não entendeu o que aconteceu, uma breve explicação: os norte-americanos perceberam que a euforia imobiliária (bolha imobiliária, para os íntimos) elevou os preços artificialmente, a coisa ultrapassou os limites razoáveis e os preços finalmente começaram a descer; muita gente havia se endividado para comprar imóveis e lucrar com eles, e diante da impossibilidade de lucros não estão conseguindo pagar suas dívidas. “Muita gente” refere-se a pessoas físicas e grandes fundos de investimento, sendo que estes começaram um forte movimento de venda de outros ativos de risco, como ações de empresas, para equilibrar as perdas de suas carteiras de investimento.

Basicamente, o que aconteceu foi uma grande liquidação de preços de ações, em parte porque acredita-se que muitas empresas não irão lucrar tanto quanto se previa (muitos americanos quebrando = menos consumo = menos lucro), em parte porque, lucrando ou não, investidores decidiram vender papéis de risco e, para vender rapidamente, apelaram pela redução de preços.

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Colunistas ||| Quanto está o jogo ?

Em um movimentado aeroporto do estado americano do Texas, uma passageira que acaba de desembarcar de um vôo doméstico da Delta Airlines constata, desolada, após meia hora de angustiante espera ao lado da esteira de bagagens, que sua mala se extraviou. Ela vai até um telefone e liga, gratuitamente, para o serviço de ajuda da empresa.

– Delta Airlines, may I help you (posso ajudá-la)? -, pergunta uma simpática e jovial voz feminina.

Seria tudo normal não fosse o fato de que a dona da voz agradável se encontra na cidade de Bangalore, no centro-sul da Índia, a 13 mil quilômetros e 12 fusos horários de distância do Texas.

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