Clube do Pai Rico
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O livro “Axiomas de Zurique” é só balela ?

Pergunta:

Boa Tarde. É que terminei de ler alguns livros iniciais sobre finanças. Gostaria de indicação de leitura intermediária sobre investimentos, pois tenho muitas dúvidas? Você recomenda “Axiomas de Zurique”? Quase sempre indicam, mas já vi gente dizendo que é só balela o livro.

Estou meio perdido com isso

Resposta:

Bom dia Darleson,

Eu acredito que o Axiomas se enquadre na lista de livros iniciais. 😉

Sobre ser “balela“, ou não, olha … isso dependerá MUITO de pessoa para pessoa.

Dependerá do quê ? Do nível de aprendizado que a pessoa está. Do tipo de orientação que ela recebeu durante sua formação. Do tipo de escola de análise que ela segue. Do quão “aberta” está a cabeça dela ao fazer a leitura.

Pode ser que nem tudo o que você vier a ler faça sentido para você. Pode ser que nem tudo que seja lido seja encarado como “correto”. Pode ser que o que você venha a ler até mesmo lhe pareça óbvio. Mas, dependerá, única e exclusivamente do leitor …

EU acho que a leitura faz sentido para quem está começando. Não, não que seja algo para que seu conteúdo seja seguido a ferro e fogo, mas que possa servir para reflexão e crescimento do leitor como investidor.

Por exemplo, eu quando li, me senti na obrigação de criar a minha própria relação de axiomas. Isso ocorreu há muito, muito tempo … mas o engraçado é que de lá pra cá, as coisas pouco mudaram:

Realizar lucros o mais rápido possível;
Comprar do vendedor e Vender no comprador;
Vender caro e Comprar barato;
Lucro bom é lucro no bolso;
Operar o mínimo possível de ações ao mesmo tempo, de preferência 1 só

Detalhei cada um destes itens em um post específico (que foi republicado em 2011, quando o site sofreu grandes mudanças estruturais)Tenha seus próprios axiomas

Então, se é “balela“, ou não … só você poderá dizer. EU indico a leitura. EU pude aproveitar o conteúdo nele presente.

Pode até ser que eu seja suspeito para falar do assunto, já que gosto de ler livros de assuntos variados e que acabam trazendo insights para a minha realidade, mesmo eles não tendo uma relação direta com as coisas que faço e penso. E neste caso, é um livro ligado ao tema investimentos. Então … 😉

Dica: não ignore por completo, bem como não siga à risca, o que os outros pensam e falam. Escute-os, observe-os, tente entender os motivos que levaram a pessoa a pensar e encarar aquilo de tal maneira. Se dizem ser “balela“, tente perguntar a eles o porquê de terem achado isso. Pode ser apenas que a realidade deles não os permita enxergar o conteúdo do livro como “ideal” para suas necessidades.

Exemplo ? Fale para uma pessoa que o Zé consegue obter até 5% ao mês com a estratégia dele em Bolsa, usando Opções. A maioria poderá não acreditar, até mesmo rir … Por quê ? Porquê a realidade deles não permite que eles consigam enxergar aquilo como sendo possível, como sendo realístico. Depois faça o mesmo comentário com alguém que já conhece a minha estratégia de investimento. Verás que a reação será completamente diferente. 😀

Fale com alguém que investe em Bolsa através da análise fundamentalista que você precisa encerrar uma operação no momento em que ela passa a apresentar prejuízo, o tão famoso STOP … Ele simplesmente irá te ignorar ! Não faz parte da realidade dele.

Portanto: se puder, leia. Ao concluir, crie a sua própria lista de axiomas. Crie os teus próprios axiomas.

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !

Arrume a sua cama

 
Um livro pequeno, de fácil leitura, repleto de clichês …

É, eu sei que essa apresentação não é das mais tentadoras. Mas é realista. 😉

Sim, é um livro de autoajuda. Ao pé da letra.

Mas, convenhamos … muitas vezes, a pessoa tem tudo o que é preciso para fazer com que as coisas que precisam acontecer, aconteçam. Normalmente falta apenas uma coisa: que ELA se ajude.

É … Muita gente enrola, coloca a culpa nos outros, e permanece do mesmo e exato jeito que está. Nada muda. Nada acontece. Tudo fica sempre na mesma. E, como disse, muitas vezes ela possui todas as condições necessárias para mudar esse cenário. O problema é que ela não se ajuda, só fica lamentando, e não sai do lugar. 🙁

Nestes casos (e de novo: não são poucos), uma palavra/frase de apoio/orientação é o que falta para que a mágica aconteça.

E se você acha que este pode ser o seu caso, talvez a leitura de “Arrume a sua cama” possa lhe ajudar.

Nele, o almirante da Marinha americana, William H. McRaven, compartilha com os leitores alguns eventos (especialmente da etapa de treinamento) de sua vida como SEAL (uma espécie de força especial da Marinha dos EUA), onde atuou durante 37 anos. Imagina o quanto de força de vontade, foco, determinação e superação é necessário para estar lá. 🙂

Eu, sinceramente, esperava um pouco mais da leitura. Mas acredito que ele conseguiu passar a mensagem que gostaria. A parte do “arrume a sua cama”, eu só fui entender/captar nas últimas linhas do livro. E faz TODO o sentido !

De novo, se você sente que falta um “empurrão” para começar a fazer as coisas que precisam ser feitas, e que te permitirão crescer e evoluir (especialmente na sua carreira), pode ser uma leitura interessante. 😉

 

Nota do Site:
3 Moedas

Arrume a sua cama
William H. McRaven

Editora: Academia
Ano: 2019
Edição: 1
Número de páginas: 128
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Livro ||| Dez bons conselhos de meu pai

1 – Estude:

Se há um investimento que jamais traz perdas, é aquele feito em conhecimento. Não estudar pode condená-lo ao fracasso.

2 – Viva:

Devemos trabalhar para viver melhor. O bom planejamento financeiro deve começar pela ideia de equilíbrio.

3 – Antecipe-se:

Aproveitar as oportunidades no inicio da carreira, mesmo que impliquem um pequeno sacrifício, evita grandes sacrifícios no futuro.

4 – Desconfie:

Por mais que um produto esteja em promoção, o vendedor sempre estará ganhando.

5 – Preserve:

Quem lida de maneira desequilibrada com o dinheiro está criando problemas para a própria vida e para a das pessoas com que convive.

6 – Simplifique:

Comunique-se com clareza e procure ouvir e compreender seus interlocutores para também ser compreendido.

7 – Aproveite:

Não desperdice dinheiro com o que não lhe trará prazer. Você precisa de muito menos do que imagina.

8 – Coopere:

Temos muito mais a ganhar com uma postura humana e dedicada à equipe.

9 – Supere-se:

Seu maior adversário é você mesmo. Se mudar sua atitude em relação aos desafios, você aumentará a chance de vencê-los.

10 – Celebre:

Celebrar alimenta a motivação para manter projetos de prazo mais longo. O prazer de viver será a inspiração de novos planos.

 

Estes são os 10 conselhos dados pelos pais do Cerbasi. Sim, pais. No plural.

Estranhou ? Por quê ? Na nossa vida, somos cercados de pessoas que amamos e respeitamos. Pessoas que nos orientam e que cuidam de nós. Em alguns casos, apenas os pais biológicos. Em outros, pessoas que encontramos durante a nossa longa jornada e que passam a fazer parte dela.

No caso do Cerbasi são 4 os pais: seu pai, seu avô, seu tio e seu treinador da equipe de natação. Cada um agregando de sua maneira, compartilhando suas próprias experiências, sua forma de ver mundo, sua maneira de ver e viver a vida.

E sim, a pluralidade (quando vem de bons exemplos) auxilia muito no crescimento de um individuo. 🙂

Você certamente encontrará uma lista própria de “pais” que te ajudaram a chegar até aqui. Pessoas que te ajudaram a trilhar o seu caminho, que te permitiram evoluir e crescer. Cada um da sua maneira. Cada um contribuindo com o que podia oferecer.

No livro cada uma das 10 lições é apresentada na forma de memórias/lembranças da vida do Gustavo. Sempre tentando repassar aquela lição para o leitor. E concordo que as 10 que foram apresentadas, são fundamentais para qualquer um que deseje chegar “lá”. Onde quer que seja o SEU “lá”. 😉

E como é a diversidade de opiniões e experiências que nos faz ir adiante, aprender um pouco mais com outras pessoas (os pais dele) pode nos ajudar a dar mais um passo. Sim, leitura indicada e aprovada ! 😀

ps: reparou como muitos dos itens da lista são frequentemente abordados aqui no site ? 🙂

 

Nota do Site:
5 Moedas

Dez bons conselhos de meu pai
Gustavo Cerbasi

Editora: Sextante
Ano: 2020
Edição: 1
Número de páginas: 176
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Como anda o sell in may and go away em 2021 ? (setembro)

Como dizem os mais velhos: “O jogo só termina após o apito final”

Pois bem … Quem foi que vinha dizendo que o Sell in may and go away estava morto ? 😀

É … Era um das frases que eu mais “ouvia”. 🙄

A fintwit em peso comemorava o fracasso de um dos eventos de calendário mais “tradicionais” do mercado. Advinha qual é o lado que essa turma opera ? Ou melhor: que só opera. 😉

Lembra do nosso ponto de partida para 2021 ? 118.894 pontos

E como fechou o Ibovespa no dia 30 de setembro ?

Na região dos 111 mil pontos.

Isso mesmo: quase 9 mil pontos abaixo do ponto de partida. Perto de 8% de queda em relação ao início da observação.

Qual foi o motivo para terem declarada a estratégia como morta ? A arrancada de maio. Saiu da região dos 119k e foi até a dos 131k ! Puxada das boas. Né ? (máxima do dia 7 de junho)

Pronto … naquele momento ~todos deram o Sell in may como morto. “Todos”, menos o chato do Zé que sempre lembrava à turma de um pequeno detalhe: a regra diz para se vender em maio e voltar em outubro. Pois então …

Se a regra diz que é para olhar o período maio/outubro, não temos como dizer que deu errado com a coisa ainda no meio do caminho.

É a mesma coisa que olhar candle do diário com o pregão ainda aberto ! 😉

Mas como serão os (possíveis) próximos passos ?

Olhe o gráfico acima. Veja como temos dois pontos claros: suporte na região dos 110k e resistência nos 114.500 pontos. Duas regiões onde (provavelmente) haverá briga. E briga das boas.

Agora … olhe no semanal o que essa região dos 114.500 pode significar:

Sim … Se aquele principio de pivot de alta que vimos no gráfico acima (fundo, topo, fundo mais alto que o anterior), se concretizar com o rompimento da região dos 114.500 pontos, a coisa pode ficar bem interessante. Pois além do pivot montado, confirmaria essa belezura acima !! 😀

Mas … calma. Um passo de cada vez.

Precisamos primeiro que hajam essas confirmações. 😉

Já no mensal …

… não temos muita coisa.

Mas aquele semanal já é algo bem interessante.

Portanto, fiquemos de olho.

E claro, lembrando que este é último mês do Sell in may. 😉

A virada

 

Quem já estava na lida em 2008, quando ocorreu a crise do subprime, vai se lembrar de quão grande foi a crise vivenciada naquele momento. E mais, se lembrará de que não foi apenas com o mercado imobiliário como muitos focam …

Praticamente tudo e todos foram afetados por ela. Uns mais … outros nem tanto.

Vimos muita coisa acontecer. Mas o risco da indústria automobilística americana ir para o beleléu, acho que pouca gente imaginava ser possível. Justo ela, que sempre foi um dos sinônimos da força da economia dos Estados Unidos ?

Mas foi o que vimos …

Mas, foi o que vimos ?

Ou será que a crise de 2008 apenas agravou aquilo que já era ruim e vinha se arrastando ?

Pois é, a situação já não era boa. Os desdobramentos da crise apenas acentuaram e trouxeram à tona aquilo que muitos insistiam em não enxergar. E com a GM não foi diferente …

Sim, a GM quebrou. E quebrou bonito. De tão feia que foi a coisa, ela precisou ser “estatizada”. É … para você ver. 😯

O governo americano precisou injetar bilhões de dinheiro dos contribuintes para tentar salvar uma empresa privada. Uma das TBTF.

E como o governo era o dono da coisa toda, coube a ele escolher quem tiraria a empresa da lama. Chamaram Ed Whitacre, ex CEO da AT&T. Um dos responsáveis por fazer com que a empresa se torna-se tão grande. Ela só foi a maior companhia telefônica e a maior operadora de TV a cabo do mundo … (se tiver curiosidade de saber um pouco mais sobre a AT&T)

A GM “foi” estatizada ?

Olha … Pelo o cenário encontrado em sua chegada, acredito que Ed Whitacre pensou o mesmo que eu. Quando ele chegou na GM ela já se comportava como uma repartição pública há tempos. Muita gente fazendo pouca coisa … Muita gente não fazendo nada … Muita gente “trabalhando”, sem saber o que realmente devia e precisava fazer … Muita gente recebendo altas somas sem trazer um retorno proporcional à empresa … Muita gente jogando a responsabilidade de suas funções para outros … etc etc etc

Isso, sem contar com a gigantesca burocracia (sim, eu me segurei) interna da empresa. Tudo levava mais tempo para acontecer. Tudo precisava passar pela aprovação de n pessoas. Tudo ficava parado, esperando que alguém desse o ok. 🙄

Entendeu o motivo da minha pergunta ?

Para tentar reverter a situação, Ed tentava entender o que acontecia ali. E muitas vezes não obtinha resposta alguma de quem mais precisava entrega-las: os altos executivos da empresa.

É, a bagunça era 100% generalizada.

Mas o legal, é que quem mais ajudou Ed a virar o placar, foram justamente os trabalhadores que realmente vestiam a camisa da GM. Aqueles que tinham orgulho de lá trabalhar. Aqueles que, mesmo diante do quadro, faziam o que era possível para entregar algum resultado. Conversando com eles, na hora do almoço, no elevador, nas visitas aos laboratórios, onde quer que fosse, Ed ia descobrindo e entendendo o que era possível se fazer para melhorar as coisas.

Projetar, fabricar e vender os melhores veículos do mundo” tornou-se a missão da GM.

Se eles conseguiram chegar lá ? Não sei … Só sei que isso guiou a empresa em sua jornada de recuperação. 😉

Se você gosta de histórias de recuperação, se curte carros, se busca aprender com as experiências dos outros, a leitura de “A virada” é mais do que indicada. 😀

 

Nota do Site:
5 Moedas

A virada
Ed Whitacre | Leslie Cauley

Editora: Campus
Ano: 2013
Edição: 1
Número de páginas: 280
Acabamento: Brochura
Formato: Médio