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PETR4 entrando em mares nunca antes navegados !

Neste momento, a PETR4 se encontra próxima de uma região diferente … Neste momento, ela está muito próxima do seu ATH (All Time High = máxima histórica)

E para quem trabalha com gráficos, isso traz uma novidade: não existem mais pontos de resistência. Sim, perdemos a baliza. 🙄

Lembra que eu gosto de trabalhar com suportes e resistências ? Que suportes são as regiões onde o mercado considerou que o papel estava barato, e que portanto era momento de comprar, e as resistências são as regiões onde o mercado considerou que o papel estava caro, e que portanto era momento de vender ?

Pois então … Renovado o ATH, perdemos essa referência.

Aqui, na minha plataforma (Broadcast), o ATH de PETR4 aconteceu em maio/2008, aos R$31,71. O número foi bem acima disso, perto dos R$50 … Mas como os valores distribuídos em dividendos e JCP são descontados das cotações, o valor “atualizado” passou a ser esse, R$31,71.

Então, a partir dos R$31,71 perdemos um pedaço do mapa e passaremos a navegar em águas nunca antes exploradas.

Como fazer a partir de então ?

Lembra que eu sempre falo que não devemos tomar nenhuma decisão operacional baseada em apenas um único indicador ou ferramenta ? Pois então …

Se conseguirmos mesmo romper o ATH, passando a não existir mais um possível ponto de resistência, contaremos com todos os outros indicadores e ferramentas que costumamos usar em nossas análises. 😉

Como disse, perderemos apenas uma parte do todo. Um pedaço da borda superior do mapa. 😀

Além disso, em algum momento o movimento de alta apresentará “cansaço”, e com isso poderá formar um novo ATH. Trazendo neste momento novos pontos de resistência para o mapa.

Mas o mais importante: nunca usamos uma única informação. (e olha que considero suportes e resistências como sendo 90% do todo …)

É o conjunto de indicadores e ferramentas de análise que nos traz a informação usada na tomada de decisão. E é assim que a coisa continuará.

Seja bem-vindo a um novo mundo a ser explorado. 😀

Todo começo de ano é a mesma coisa …

Já virou hábito do brasileiro, chega janeiro e o povo tasca a reclamar da concentração de contas pesadas justamente no começo do ano. Justamente quando “… estamos sem dinheiro …”, mas precisa mesmo ser assim ?

Claro … não vou nem comentar o fato de estarem “sem dinheiro“, pois o 13º acabou de ser dado. (farei de conta que não sei que ele ou foi usado para gastar e gastar e gastar nas festas de final de ano, ou foi para a quitação de dívidas que surgiram durante o ano que passou)

Mas então, de que forma proceder para não sermos “pegos de surpresa” (mesmo todos sendo sabedores que no começo do ano temos IPTU, IPVA, material escolar, etc) pelos gastos do começo do ano ? Simples !! Planejamento é a resposta. 🙂

Não é nenhuma surpresa

Antes de mais nada: vamos acabar com essa história de que é uma conta inesperada, que nos pegou de surpresa. Todos sabem, e estão mais do que acostumados, que o mês de janeiro é caracterizado por estes gastos padrão, normalmente altos – eu sei -, que tanto incomodam a população.

E o pior é que esta é uma tarefa simples ! Não será preciso nenhum cálculo matemático complexo, somente uma folha de papel, uma caneta e o seu comprometimento. Só !

Coloque nesta folha quais são as contas que deverão ser pagas no início do ano, normalmente temos o IPTU, IPVA e o material escolar. Coloque do lado de cada uma delas o valor que “te pegou de surpresa este ano”, afinal você não tem como saber o valor a ser pago em 2013, a única informação que temos é a dos anos já pagos.

Com o valor em mãos a coisa fica fácil, muito fácil ! Pegue-o e divida por 12, coincidentemente o número de meses do ano. Pronto, agora você já sabe o valor que precisará separar mensalmente de seu orçamento para que não seja pego de “surpresa” todos os anos. Pegue o valor (x/12) e deposite todos os meses em uma caderneta de poupança. (sim, o mais simples de todos para não criar dificuldade alguma …)

“Tá, mas esse não será o valor que pagarei no ano que vem !!”

Exato ! Lembra que falei que realmente não temos como saber o valor exato dos pagamentos a serem efetuados no próximo ano ? Mas quer ver como chegaremos bem próximos disso ?

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Livros ||| Imposto de Renda no Mercado de Ações

Conforme o mercado vai amadurecendo, mais material informativo de qualidade vai surgindo. Pense em nosso mercado editorial há 10 anos, quais eram suas opções de leitura para aprender mais (ou alguma coisa) sobre um tipo de investimento ? Quase zero …

Temas mais específicos então … Mas as coisas mudam, ainda bem. 😀

Já faz um bom tempo que li o único livro que havia sobre o tema tributação para o mercado de ações, o Imposto de Renda nas Bolsas de Valores para Pessoas Físicas, e foi muito bom. Foi, até ler o “Imposto de Renda no Mercado de Ações” (Novatec, 2012) e ver que havia uma forma de tornar ainda mais completo o que já havia considerado completo. 🙂

Detalhado ?

Pense em algo bem detalhado, exemplificado, esmiuçado … Algo que te apresente tim tim por tim tim um tema … é este livro. Sério, fiquei impressionado com o quão bem detalhado, e explicado, foi o tema imposto de renda em ações neste livro. 😯

Desde a parte de cálculo de preço médio de aquisição, como calcular, quando, se deve calcular, tudo; até a parte venda e aferição de lucro e consequente tributação. Se você pensa que sabe os detalhes dos detalhes, reveja seus conceitos, hehehe. São muitas páginas detalhando as formas de se calcular o preço de compra, o preço de venda, o lucro, o imposto, de diversas formas de modalidades de investimento do mercado acionário. Afinal, o mercado não é formado apenas por ações. 😉

Você sabia que existe um determinado tipo de operação que é tributado como renda fixa, mesmo envolvendo apenas o uso de opções ? Sim !! Neste tipo de operação – box – você deverá adotar a tabela de tributação referente ao tempo de “vida” do investimento, e não os tradicionais 15% sobre o lucro. Antes de ler este livro, eu nem imaginava que isso era possível. 😀

Outra parte muito interessante é a seção destinada apenas ao tema “o que pode, ou não, ser deduzido do seu lucro como custo de operação“. 🙂

Bom, já deu para perceber que gostei muito deste livro, não é mesmo ? Se você me perguntar qual deve ser a sua leitura sobre o tema imposto em ações, certamente será esse.
 

Nota do Site:
5 Moedas

Imposto de Renda no Mercado de Ações
Murillo Lo Visco

Editora: Novatec
Ano: 2020
Edição: 3
Número de páginas: 312
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

A hora da verdade !

Você é o bombeiro que está no comando de uma missão importante, diante de um incêndio florestal. Suas decisões definirão o sucesso, ou não, da missão. E ainda mais importante, definirão se a sua equipe sobrevirá ou não.

Você é o líder de uma missão que está subindo o K2. Um dos membros da sua equipe está tão cansado que não consegue dar mais um passo sequer. O que fazer ?

Você é o CEO da Gillette, e precisa tomar uma decisão importante: barbeadores de plástico, para lutar contra sua concorrente, ou os metálicos e possivelmente revolucionar o mercado ?

Você é um dos tripulantes de um voo que cai nos Andes, no meio do nada. Estão fora da rota, o que atrapalha/impede que o resgate os encontre. Está sem comida e a esperança diminui a cada dia … O que fazer ?

Você é um General, de um dos exércitos que está batalhando na Guerra Civil Americana. Qual deve ser o seu próximo passo ?

Tá, você já entendeu. 😉

Nossa vida é formada por inúmeras decisões. Umas mais importantes e arriscadas, outra mais práticas e habituais. Mas, tudo que acontece, acontece por conta de uma decisão que tomamos em algum momento de nossas vidas.

Algumas delas acontecem de forma automática, outras necessitam de nossa dedicação e atenção plena. Algumas são tão complexas, que não podem ser tomadas individualmente. Outras, ainda mais importantes, dependem única e exclusivamente de nós mesmos.

O que eu faço, caso ou compro uma bicicleta ? 🙂

Decisões, decisões … decisões.

Existem inúmeros livros que se propõe a nos ajudar nestes momentos. Existem inúmeros cursos que se propõe a nos ajudar nestes momentos. Mas a decisão, no final das contas, cabe apenas a nós mesmos.

Por mais exemplos que tenhamos. Por mais decisões históricas e de destaque que analisemos, cada caso é um caso. Cada decisão pesa, influência, acontece … de forma diferente.

Você pode até usar como base eventos passados em sua tomada de decisão … Mas no final das contas, o que realmente importa é aquele caso específico. Ninguém garante que dois casos semelhantes, com a mesma decisão tomada, terão o mesmo desfecho. Ninguém …

Por isso, quem se propõe a estudar o tema, costuma ler e ler e ler e ler e estudar e estudar e estudar e estudar e simular e simular e simular … Aumentando a base de conhecimento (histórica e de possíveis variações), podem estar se ajudando em um momento futuro, quando surgir a necessidade deles próprios se verem diante de uma tomada de decisão importante.

Mas de novo: sem a garantia de que conseguirão obter um resultado parecido com um caso passado, que seja “igual” ao dele. O momento, os participantes, as condições, etc etc etc, não serão exatamente os mesmo …

Cada caso é um caso. 😉

Bom, falei, falei e falei. Tudo o que falei, justifica ignorarmos eventos históricos, onde importantes decisões foram tomadas ? Claro que não ! Justamente o contrário !! Ver o que ocorreu diante das decisões adotadas naquelas situações, pensando (se possível for) em variações, nos ajuda a evoluir e aprender com os erros/acertos do passado.

Por isso é um tema tão estudado por tantas pessoas. 🙂

E se você está buscando uma leitura que possa te apresentar diversos exemplos de tomadas de decisão, “A hora da verdade” é um livro interessante a ser lido.

Não, não será transformador. Possivelmente não te trará nenhum insight importante. Mas te trará exemplos, de eventos que você possa ou não conhecer. Talvez com alguns detalhes que você ainda conhecia.

Mas não … não será um livro revelador. 🙁

 

Nota do Site:
3 Moedas

A hora da verdade
Michael Useem

Editora: Elsevier
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 264
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Crescer não é fácil …

Não é fácil mesmo !

Ainda mais, quando parece faltar boa vontade para a coisa acontecer. 🙁

Em “Crescer não é fácil“, de José Roberto Mendonça de Barros, somos apresentados a diversos artigos do autor, que haviam sido publicados no Estadão, entre os anos de 2010 e 2012. É … MUITA coisa aconteceu neste período.

Divididos em 4 temas, os artigos nos trazem informações referentes ao que estava acontecendo naquele momento. Sim, passado … Mas, fazendo a leitura hoje, quase 10 anos depois, me lembrei exatamente como as coisas estavam nervosas.

No primeiro capítulo, o foco foi a crise e a economia mundial. No período dos artigos, vivíamos o auge da crise grega. Quem lembra ? O medo e a preocupação faziam parte do dia a dia de quem participava do mercado. Era uma preocupação real. Mas, para quem olha o que aconteceu, poderia parecer “sem motivos …”

Essa é uma das partes mais interessantes de quem apenas olha o passado. Tudo fica mais fácil de ser julgado e analisado, especialmente para quem não precisava tomar nenhuma decisão naquele momento, com as informações que estavam disponíveis na hora.

Como dizem, a profissão de analista de retrovisor é uma das mais fáceis que existe. 😉

Já no segundo capítulo, o Brasil é o foco. A preparação de tudo aquilo que vimos acontecer … 🙄

Desde a “saída” da crise de 2008, até a eleição da Dilma o começo da bagunça que se seguiu.

O terceiro, fala mais especificamente sobre o crescimento propriamente dito do país. Ou melhor, do que nos impede/atrapalha crescer …

E é impressionante como os problemas são sempre os mesmos e sem solução. (se são conhecidos, por que não são realmente “atacados” ?)

– infraestrutura (transporte)
– carga tributária
– mão de obra
– custo da energia elétrica
– burocracia
– custo de capital
– mais algum ? … 🙁

E no quarto, e último capítulo, somos apresentados aquilo que realmente é o nosso carro chefe: o agronegócio !

Pode ver … Sempre que a coisa aperta, é ele quem nos salva.

Somos um país que tem o setor primário como destaque. É ele onde as coisas realmente andam. Não é à toa que somos considerados o celeiro do mundo. 🙂

Talvez seja o caso de realmente aceitarmos isso, e abraçar com vontade a nossa vocação.

Não adianta lutar contra a realidade …

Focaríamos nisso, tirando proveito do que somos realmente bons, tentando corrigir os problemas que impedem que todo o resto deslanche. Já vimos que “atirar para todos os lados” não tem adiantado. Não é mesmo ?

Quem sabe um dia … Quem sabe …

 

Nota do Site:
4 Moedas

Crescer não é fácil
José Roberto Mendonça de Barros

Editora: Elsevier
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 267
Acabamento: Brochura
Formato: Médio