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Mudanças no Tesouro Direto: isso ajudará na popularização ?

Numa tentativa de popularizar e trazer mais investidores para esta modalidade, o governo federal apresentou uma série de mudanças para o Tesouro Direto. Mudanças relativamente simples que podem ajudar na mudança do perfil de investimento do brasileiro.

Será ?

A primeira mudança é em relação ao modelo de recompra dos títulos. Até então ela ocorria apenas às quartas-feiras, e a partir de agora ocorrerá todos os dias. Nos dias úteis ocorrerá das 18h às 5h dia seguinte, enquanto nos finais de semana e feriados (sim, acredite !), será oferecida o dia inteiro. O valor da recompra ocorrerá sempre com os últimos preços de fechamento disponíveis.

É uma mudança radical, que trará uma enxurrada de liquidez ao mercado. Não que uma recompra semanal, como ocorria, inviabilizasse o investimento … Mas com recompra diária (e põe diária nisso) a coisa muda completamente de figura.

Veremos mais volatilidade nas cotações por causa deste “excesso” de liquidez ? Só o tempo dirá …

Ponto positivo para o Tesouro ! 🙂

A segunda mudança é em relação aos nomes dos títulos. Antes formados por um conjunto de letras (LFT, NTN-F, NTN-B, LTN), agora teremos nomes que mais parecem frases. Frases … que explicam detalhadamente qual a característica daquele título.

Por exemplo, a LFT, que é atrelada à SELIC, passará a ser chamada de “Tesouro SELIC 20xx”. Os outros títulos serão: Tesouro Prefixado 20xx (antiga LTN), Tesouro Prefixado com juros semestrais 20xx (NTN-F), Tesouro IPCA 20xx (NTN-B principal) e Tesouro IPCA com juros semestrais 20xx (NTN-B).

Sobre esta mudança … Olha, eu sinceramente não vejo como ela poderia “beneficiar” o mercado propriamente dito. Ok … admito que facilitará a compreensão de qual a forma de rentabilidade daquele título em questão, mas não será isso que popularizará a ferramenta de investimento.

O que impede uma maior difusão entre a população é a forma com que o investimento ocorre. Como é necessário o uso de uma corretora, muitos “possíveis” interessados já deixam a alternativa de escanteio. Além, é claro, da barreira mais forte de todas: o fator “gerente”. Por quê ? Experimente falar com seu gerente sobre as alternativas de investimento, veja se ele falará algo sobre Tesouro Direto. Du-vi-do !

Ele lhe oferecerá fundos de renda fixa do banco, CDB, títulos de capitalização (mesmo não sendo um investimento …), etc etc etc, mas dificilmente chegará a citar o Tesouro Direto. O motivo é simples: o banco fatura pouco com este tipo de investimento e ele não faz parte dos itens a serem ofertados pelos funcionários do banco a título de atingir a cota de produtos vendidos aos clientes.

Sim, simples e direto. Tenho certeza que até mesmo no Banco do Brasil e na Caixa Econômica é assim que a coisa funciona. (até mesmo porque a caixa tira mais proveito quando convence o cliente a investir na poupança …)

Ponto neutro para o Tesouro ! 😯

Infelizmente não serão mudanças deste tipo que trarão o investidor pessoa física para esta modalidade de investimento. São necessárias muitas outras atitudes, tanto por parte do governo federal quanto da população, para que isso vire realidade.

As mudanças têm prazos diferentes para entrar em ação. Em relação ao nome, é imediata. Já a da recompra diária passa a valer apenas a partir do dia 30 de março.

O assunto lhe interessa ? Leia o livro “Títulos Públicos sem segredo“, ele certamente te ajudará. 😉

E aproveitando o tema …
Usar títulos do Tesouro Direto para o colchão de segurança é válido ?