Clube do Pai Rico

Solicite o seu agora mesmo!

“Li Pai Rico Pai Pobre e minha vida virou uma bagunça …”

Pergunta:

Prezado Zé, em primeiro lugar, obrigada pelo blog.

Estou lhe escrevendo aqui, pq não sei em qual post devo fazer essa pergunta. \”Junto\” dinheiro há algum tempo, desde que descobri meu objetivo de viajar para o Chile. Contudo, viajei e voltei e nunca mais parei de juntar dinheiro (to nessa desde 2012). Criei nesse meio tempo, outro objetivo, de ter dinheiro rápido para dar entrada de 50 mil num apê. Agora com esse dinheiro em mãos não quero mais dar entrada em apê, e quero me aposentar aos 45 anos (detalhe, tenho 33, rsrsrs). Desmembrei minha \”poupança\” percebendo que tava perdendo oportunidade de ganhar mais com os rendimentos, e apliquei uma parte em LCI e o restante está na poupança. Peguei o restante da poupança e dividi o valor em vários \”minis\” objetivos… Daí descobri o livro do Pai Rico Pai Pobre e Independência financeira, e minha vida virou uma bagunça, porque não sei nada de investimentos, não sei mais o que fazer com o dinheiro e não sei como fazer para alcançar meus objetivos.

Tenho algumas conquistas: peguei o boi pelo chifre e estou no controle do meu “Controle do Fluxo de Caixa” desde dezembro; tenho certeza que preciso tirar o dinheiro da poupança e colocar em algum investimento mais rentável; não faço ideia de como começar a perseguir o sonho de me aposentar aos 45 anos; tenho esse dinheiro e sinto que falta um rumo certo a ser tomado.

Enfim,
Obrigada por me ler. Se puder responder, serei grata.

Resposta:

Bom dia Sônia,

Antes de qualquer coisa: meus parabéns ! Conseguir assumir o controle do fluxo de caixa é tarefa árdua e um dos principais motivos para tantas pessoas terem problemas financeiros. 🙂

Uma coisa que costumo ver com muita frequência são as pessoas dizerem como a leitura do Pai Rico Pai Pobre afetou suas vidas. Comentários de todos os tipos. Mas … é a primeira que vejo alguém dizer que ele “bagunçou a vida” de alguém … 🙁

Entendo perfeitamente o significado deste termo para você. Não foi num tom pejorativo. Muito pelo contrário, certamente foi num sentindo de “mexeu comigo, com minhas convicções mais básicas, contrastando com tudo aquilo que sempre acreditei ser o certo e que deveria ser feito”. Acertei ? Ao menos é nesse sentido que imagino que a bagunça tenha de fato acontecido. 😉

Pai Rico Pai Pobre, e outros livros da série, têm esse poder de mudança. Ao menos para a grande maioria das pessoas que o leu. E pelo o que posso ver … fez isso com você também. 😀

O seu relato é bem comum, no sentido de como um primeiro passo pode afetar a vida financeira de uma pessoa.

Veja: você decidiu criar uma reserva para dar de entrada em um imóvel. Viu o bolo crescer, crescer e crescer, até o momento em que pensou: “caramba … será que eu preciso mesmo fazer isso com o dinheiro ? será que eu não posso usá-lo de outra forma ? será que ele não pode me proporcionar muito mais do que apenas servir de entrada em um imóvel?”

O resultado visível e palpável, como é o caso, nos proporciona um sentimento que na maioria das vezes foge de quem mais tem necessidade dele. Do poder de controle que temos sobre nossas finanças.

Por exemplo, quando você vai até um shopping e faz compras por puro impulso, de forma “descontrolada”. Tudo parcelado, em trocentas vezes para caber no orçamento. Experimente criar uma regra (e respeitá-la) de não fazer mais isso. Comprometa-se a só comprar aquela roupa, aquele sapato, aquela bolsa, aquele celular, aquela TV, etc etc etc, somente depois de conseguir acumular o dinheiro para fazer a compra à vista.

Você verá que muitas das coisas que você “precisava” comprar passarão a ser consideradas como desnecessárias. Com o dinheiro em mãos, após um período de acumulação, a vontade que te levava a enxergar a necessidade da compra, passará a ser vista como desejo de compra. E entre desejo e necessidade temos milhas e milhas de distância …

Continue lendo …

Aluguel de ações

O estudo acompanhará o desempenho da ITUB4, BBDC4, PETR4 e da VALE5 – carros chefe do Ibovespa. Esta informação poderá ser usada tanto por quem opera na ponta de compra quanto para quem opera na ponta de venda … 😉

Este é um dado que acompanho diariamente, serve para que eu veja o “peso” extra que existe sobre estas ações. Normalmente – veja bem, normalmente … – um aumento na posição alugada pode significar um movimento de queda no papel. E o contrário também é verdadeiro, uma cobertura pode significar um movimento de alta.

Vamos lá !

Comentário: Se esperávamos por um momento de observação, que pudesse nos trazer uma correção … parece que ele chegou.

Com o índice andando no fio da navalha (nos 66k, objetivo de um movimento iniciado em janeiro de 2016), indicadores acima da região de “esticado” (mas nem tanto assim …), e uma pausa pro café, pode ser que agora venha alguma coisa. 🙂

Observaremos a região dos 65.800 pontos. A perda dela pode servir de gatilho para uma correção um pouco mais interessante.

O interessante, é que mesmo se houver a perda dos 65.800, se não perdermos os 64k … nada muda. A região dos 64.000 pontos é o principal ponto de defesa da atual tendência de alta. Então, uma quedinha de 1.800 pontos (perto de 5%), se perder os 65.800 … ok. Mas ali nos 64k a coisa pega e as defesas serão fortemente testadas.

Não, não tô dizendo que é isso que vai acontecer. Estou dizendo que é isso que estou de olho e que norteará as minhas decisões. 😉

Lá fora parece querer ajudar para que isso aconteça. Europa, de maneira geral, em queda de 0,75% e futuro dos EUA com 0,5%. Petróleo praticamente estável …

Vamos ver no que isso vai dar …

Capital Externo na Bolsa

Dia 24 de janeiro de 2017:
Entrada de R$ 852,859 milhões

Acumulado do mês de janeiro de 2017 (até o dia 24):
+ R$ 4,821 bilhões

No ano de 2017, o saldo está positivo em de R$ 4,821 bilhões.

As regras da cobrança de juros no cartão mudaram. E agora, problema solucionado ?

O final do ano passado aqui no Clube foi marcado por amplas discussões, tendo como tema central os cartões de crédito e suas belas taxas de juros. Se a sua memória não anda tão boa, dê uma olhada nos textos que publicamos:

– Qual é a justificativa para cobrarem 436% de juros no rotativo do cartão ?
Viu o anúncio do pacote econômico do Temer ?
Nubank: teremos que fechar as portas se o BC confirmar a mudança !

Muito se falou a respeito da tentativa de imposição de regras que forçassem a redução dos juros cobrados pelas empresas e bancos que oferecem o serviço. Usaram a carta da livre concorrência e das regras de mercado para apontar o erro … Mas quando a coisa acontece há tempos, e nada de bom é feito na tentativa de corrigir um erro, por que não solicitar apoio lá de cima ?

Foi o que aconteceu. O presidente Temer apresentou um pacote de medidas que incluíam mudanças nas regras praticadas pelo mercado. Muito se esperneou, muito se reclamou e as medidas inicialmente propostas foram “esquecidas”. Mas a necessidade de mudança continuou ali … e uma luz no fim do túnel surgiu: nem 8 nem 80, sugeriram algo diferente.

Limite de 30 dias para o crédito rotativo do cartão

A solicitação era pela redução das taxas do rotativo. Não vieram “diretamente” … mas pode ser que o resultado final acabe sendo parecido.

O governo, ao invés de forças uma redução na taxa de juros cobrada pelos cartões de crédito, aprovou uma resolução que obriga as instituições financeiras, tendo como prazo final o dia 03 de abril, a limitar o tempo de uso do crédito rotativo pelo cliente.

Isso … Se você não paga uma fatura do cartão de crédito, você passa a usar o crédito rotativo deles. A partir da mudança aprovada ontem, você só poderá usar esse tipo de crédito pelo período máximo de 30 dias. Depois desse prazo, a instituição financeira será obrigada oferecer uma alternativa ao cliente.

O que diz a resolução: “o saldo devedor não liquidado integralmente no vencimento da fatura somente poderá ser objeto de financiamento na modalidade de crédito rotativo até o vencimento da fatura subsequente. No vencimento, se ainda houver saldo devedor relativo ao montante objeto de crédito rotativo, este poderá ser financiado mediante linha de crédito parcelado, a ser oferecida pela instituição financeira, em condições mais vantajosas ou liquidado integralmente pelo cliente”.

Continue lendo …