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Por que a Petrobras não abaixa o valor da gasolina ?

logo petrobras

Muita gente vem se fazendo uma pergunta muito interessante nos últimos dias: Se o petróleo está no nível mais baixo dos últimos 11 anos, por qual motivo a Petrobras não abaixa o preço da gasolina cobrado do consumidor ?

É uma pergunta justa, afinal a queda da commoditie impressiona. Viemos de quase $120 (em junho de 2014), para os atuais $33. Sim, você não leu errado … Um barril de petróleo já é comercializado por apenas $33 !! Quais as consequências disso para a empresa, especialmente para o pré-sal ? Isso é papo para outra hora …

Uma queda de quase 75% no valor do barril. Situação semelhante acontece com os preços cobrados pelos derivados do petróleo, como a gasolina. Os preços não param de cair, e o galão (quase 4 litros) já é negociado por $1,30 … (algo perto de R$1,40 o litro)

Praticamente a mesma coisa que temos aqui … não ? 🙁

Mas … nem tudo são flores.

O recorde da gasolina nos EUA é de $4 o galão !

Sim. Há alguns anos, o preço da gasolina dos EUA era “um pouco” maior do que o praticado agora. Aproximadamente 3x o preço atual.

Lhe pergunto: e nós, qual é o recorde no valor do litro de gasolina ? Acertou quem falou o preço atual, próximo dos R$4.

É complicado para nós entendermos como podemos estar no preço mais alto da história, justamente quando o restante do mundo pratica preços cada vez mais baixos. Concorda ?

Mas e se eu disser para você que talvez ainda estejamos no “lucro” ? Como ? É uma história complicada e suja … Mas que faz parte da nossa história recente. Para evitar que a inflação subisse em anos anteriores, o governo federal impediu que a Petrobras reajustasse seus preços enquanto a cotação mundial do petróleo, e seus derivados, galopava rumo ao topo. Justificavam como sendo uma estratégia para não repassar a volatilidade das cotações para a população.

Pura balela … Fizeram isso para segurar a inflação e prolongaram o máximo que puderam. Leia-se “até a eleição presidencial de 2014”. Foram muitos e muitos e muitos meses sem vermos um único reajuste, para não dizer anos. Não podiam arcar com o custo político de um reajuste naquele momento. Você está lembrado das pessoas na rua, lutando pelos R$0,20 no reajuste das passagens de transporte público ? Um reajuste dos combustíveis no decorrer deste tempo teria consequências nada agradáveis para este ponto …

Para não correr risco nenhum, dizendo que a empresa era livre para decidir se precisava, ou não, de um reajuste, mantiveram a rédea curta e impediram um aumento nos preços. O reajuste era necessário, para que a Petrobras pudesse equilibrar as contas (mesmo com a “autossuficiência” tão divulgada pelo barbudo, ela precisava importar uma parte do que consumimos). Mas preferiram drenar o caixa dela “em benefício da população brasileira“.

As perdas são estimadas em R$100 bilhões !!

Acredite se quiser (ou se puder), mas muitos são os analistas que estimam que a Petrobras teve perdas próximas a R$100 bilhões para custear essa brincadeira. Agora você consegue entender um dos motivos para a dívida dela estar beirando os R$500 bilhões ? 😯

Foram anos de perdas acumuladas, com o consumo de combustíveis crescendo (lembre que havia um grande incentivo para o mercado automobilístico e a venda de carros estava a mil) e os preços lá fora também.

Pois bem … Neste momento a empresa vem conseguindo obter algum lucro em relação a cotação externa. Mas o consumo interno encolheu … Então é um lucro, mas não é um lucrooo. Sabe ? O governo ainda não se intrometeu no preço da gasolina, o que era esperado por muitos (pois poderia ajudar a conter a inflação e ajudar na retomada do crescimento), mas os boatos começam a surgir.

Acredito que levariam alguns anos para que a empresa pudesse recuperar o que foi perdido enquanto arcava com o prejuízo. Duvido que consigamos zerar essa conta. Ao menos no curto~médio prazo.

Mas estamos gastando mais do que deveríamos !

Olha … eu sinceramente não sei !! 😯

Pense: se tivéssemos visto um reajuste regular dos combustíveis, acompanhando os mercados externos, não teríamos visto um preço muito mais elevado ? Será que depois de subir, se tivéssemos voltado (o que não é muito comum in terra brasilis, aqui os preços só sobem …), estaríamos com um preço muito diferente do cobrado atualmente ? Olha … tenho minhas dúvidas …

Não estamos vendo o nosso preço cair por um simples motivo: Não subimos. Encare o preço atual como sendo algo próximo do que teríamos caso tivéssemos subido e agora estivéssemos caindo, acompanhando o resto do mundo.

É algo justo ? Pra quem ? População ? Empresa ? Governo ? 🙁

Mas me dia: qual é a sua opinião sobre isso ?

Aluguel de ações

O estudo acompanhará o desempenho da ITUB4, BBDC4, PETR4 e da VALE5 – carros chefe do Ibovespa. Esta informação poderá ser usada tanto por quem opera na ponta de compra quanto para quem opera na ponta de venda … 😉

Este é um dado que acompanho diariamente, serve para que eu veja o “peso” extra que existe sobre estas ações. Normalmente – veja bem, normalmente … – um aumento na posição alugada pode significar um movimento de queda no papel. E o contrário também é verdadeiro, uma cobertura pode significar um movimento de alta.

Vamos lá !

Comentário: 30 minutos. Apenas 30 minutos … Este foi o tempo necessário para que a Bolsa da China acionasse um sistema semelhante ao nosso circuit breaker e encerrasse os negócios do dia com 7% de baixa.

Não preciso que foi o suficiente para trazer o terror aos mercados mundiais, não é mesmo ? Tudo desabou bonito até agora … Petróleo ? Depois de cair 6% ontem, chegou a cair outros 5% durante a madrugada. (agora cai 2%)

Aquele cenário que eu tinha medo que viesse a acontecer parece estar se concretizando …

ibovespa diario 06012016

42.000 pontos ? Essa marca já faz parte do nosso passado … Ao que tudo indica vamos mesmo até a região dos 40.000. Se para ali ? Não faço a mínima ideia ? 😯

O atual período é o mais longo que fico sem realizar uma venda de CALL … E isso não é bom. Devemos ficar à espera da melhor oportunidade surgir na nossa frente. Mas quando se opera reversão, e você está esperando subir, para depois corrigir, em um mercado que só faz cair … #ComoFaz ? 🙂

A mão coça, a vontade de vender é grande … Mas o medo e o respeito pelo Sr Mercado é maior. 😉

Vamos ver até onde isso vai … Ah, me refiro ao índice, até onde ele cai. 😀

Capital Externo na Bolsa

Dia 04 de janeiro de 2016:
Entrada de R$ 122.823 milhões

Acumulado do mês de janeiro de 2016 (até o dia 04):
+ R$ 122.823 milhões

No ano de 2016, o saldo está positivo em de R$ 122.823 milhões.

Boa Noite Investidor, com Alvaro Bandeira

A volta da Aversão ao Risco

Novamente tivemos a volta da aversão ao risco nos principais mercados do mundo. Não bastasse a China, as tensões entre a Arábia Saudita e Irã, ainda tivemos o teste bem sucedido da Coréia do Norte com um bomba de hidrogênio, anunciado para o mundo na madrugada. Os investidores que já estavam tensos nesse início de ano tiveram motivo para realizar posições de risco, respaldada ainda pela acentuada (nova) queda do petróleo no mercado internacional que atingiu o menor valor para o barril em 11 anos, abaixo dos US$ 35,00 por barril. Isso mesmo com os estoques americanos encolhendo na semana para 5,0 milhões de barris.

Em dia de agenda cheia, os EUA anunciaram que a criação de vagas no setor privado em dezembro ficou em 257.000, quando o esperado era 195.000 vagas. Essa divulgação antecede a criação de vagas no conjunto da economia que será anunciado em 08/01. Por lá o déficit da balança comercial em novembro ficou abaixo do esperado em US$ 42,4 bilhões, mas as encomendas à indústria encolheram 0,2% (ex-transportes -0,3%). O índice de atividade de serviços de dezembro também caiu para 54,3 pontos, mas ainda mostrando expansão.

Na Europa, dirigente do BCE disse não ter plano “B” para o BCE, mas o programa está apenas em seu início e aparentemente começando a dar resultados. Já o vice-presidente do FED disse que a incerteza global está novamente aumentando, citando os acontecimentos na China para ilustrar. Segundo Fisher, o petróleo em queda e a valorização do dólar não deve permanecer por muito tempo.

Na sequência dos mercados e, ainda antes de alguns fechamentos, o petróleo WTI negociado em NY mostrava forte contração de 5,12%, com o barril cotado a US$ 34,13. O euro era transacionado em alta para US$ 1,0762 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 2,18%. Nessa situação de maior estresse o ouro mostrava alta de 1,13% nas negociações da Comex e a prata praticamente estável. Commodities agrícolas com comportamento misto, mas mostrando recuperação em relação ao início da manhã.

Por aqui, tivemos a divulgação do IPC-C1 com a inflação das classes mais baixas em alta em dezembro de 0,97%, acumulando em 2015 elevação de 11,52%. Já o fluxo cambial do ano ficou positivo em US$ 9,4 bilhões, o maior desde 2012, mas dezembro foi negativo em US$ 2,1 bilhões, com o fluxo financeiro negativo em US$ 9,3 bilhões. Os bancos encerraram o ano vendidos em dólar no montante de US$ 20,1 bilhões e o Bacen perdeu com as operações de swap cambial R$ 89,7 bilhões no ano de 2015, fato inédito.

No mercado de câmbio, reviravolta. O dólar abriu pressionado e atingiu R$ 4,054 (+1,52%), mas já para o final da tarde era transacionado na casa de R$ 4,00, ainda em leve alta. Os DIs terminaram o dia em queda para todos os vencimentos. Na Bovespa, o primeiro dia de 2016 (04/01), quando a Bovespa perdeu 2,79%, foi de ingresso de recursos de investidores estrangeiros no valor de R$ 122,82 milhões.

No mercado acionário, dia de queda para as principais bolsas europeias, com Londres perdendo 1,04%, Paris com -1,26% e Frankfurt com -0,93%. Madri e Milão com perdas de respectivamente 1,48% e 2,67%. Na Bovespa, faltando ainda cerca de uma hora para encerramento, o índice tinha queda de 0,95%, com o índice quase voltando a perder o patamar de 42000 pontos e destaque negativo para Petrobras e Vale com acentuadas quedas, seguidas pelo setor de siderurgia. Bancos tiveram um dia mais positivo, provavelmente por serem ações mais defensivas. Os mercados ainda aguardavam a divulgação da ata da última reunião do FED.

Boa Noite!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais

Nota: comentários realizados antes do fechamento de mercado de 06/01/2016

 

Dica de hoje: CDB Ganho Mensal com rendimento bruto de 1,1% ao mês depositado mensalmente em sua conta e aplicação mínima a partir de R$1.000,00.

Os fundos de investimento apresentam seus rendimentos com ou sem a taxa de administração ?

Pergunta:

Bom 2016 , com muita saúde !

Tenho uma dúvida a respeito das rentabilidades dos fundos de investimentos, que são apresentadas nos sites das corretoras e nos folhetos de bancos.

…..Uns informam que é a rentabilidade líquida (JÁ descontado a tx. adm e a tx. de performance, menos o IR)

…..Outros dizem que é rentabilidade bruta mesmo (SEM considerar tx.adm, tx. de performance e o IR)

…..Tem quem diz que depende da instituição em optar por uma ou outra forma de apresentação!!!

Afinal, qual é o correto !?!? Existe uma regra obrigatória única da CVM para a apresentação do resultado, ou fica a critério da instituição ????

Obrigado pela atenção!

Resposta:

Bom dia Carlo,

Eu, sinceramente, não sei te dizer se existe uma norma da CVM regulamentando isso. Se é obrigado apresentar de um jeito, ou de outro. Mas fiz uma pesquisa nos sites de alguns bancos e vi que a prática adotada por eles é a de apresentar as informações de rentabilidade já com os descontos da taxa de administração e da taxa de performance.

Vi no: Santander, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa. Todos apresentam desta forma: rentabilidade líquida de despesas, mas não de impostos. A parte de não incluir os impostos na apresentação é fácil de entendermos, pois a mordida é variável, de acordo com o tempo de vida do seu fundo.

Como tudo nessa vida, devemos ler com bastante cuidado as informações que nos são fornecidas. Tudo para tentarmos evitar os erros que gostamos de colocar na conta dos outros. 😉

Para que você encontre estas informações de forma facilitada, solicite ao seu gerente (ou procure no site do seu banco/corretora) a “lâmina de informações essenciais” do fundo desejado. Lá você terá todas as características do fundo, de forma resumida e de clara apresentação. Informações sobre a rentabilidade, formação do fundo (no que ele investe), as regras de investimento dele (em que tipo de títulos pode investir, se permite alavancagem ou não, qual o aporte inicial mínimo, etc etc).

Agora, se não é uma prática padronizada, deveria ser. A comparação entre as “ofertas” fica muito mais fácil desta forma. 😀

Espero ter lhe ajudado. 🙂

Abraços !