Clube do Pai Rico

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Até quando precisaremos “lidar” com este tipo de “engano” … ?

Quem nunca enfrentou um problema do tipo “cobrança indevida” em suas contas bancárias ? Seja uma tarifa do próprio banco, de um serviço não solicitado, ou de uma empresa que usou o serviço de débito em conta ?

Eu já passei por esta situação algumas vezes. Há poucos meses tive uma experiência junto ao Itaú, onde uma cobrança (e cadastro …) indevida, no sistema de seguros deles, me gerou um débito de R$33,90.

Reclamei tanto com o Itaú quanto com o Santander – meu banco -, e tudo foi prontamente resolvido. Dinheiro devolvido em dobro. Sim, em dobro. A cobrança não foi indevida ? Não foi uma coisa não solicitada ? (ainda mais que não sei como nem de onde, conseguiram todos os meus dados para ativar um seguro em meu nome …) Nada mais justo do que eu obter um ressarcimento pela confusão.

(e sei que se tivesse entrado com um processo poderia obter um valor maior, mas achei por bem não levar adiante)

Mas por que estou falando sobre isso ? Por causa deste erro da Caixa:

CAIXA ERRA E COBRA DUAS PRESTAÇÕES NO MESMO MÊS

Brasília, 24/04/2014 – A Caixa Econômica Federal descontou indevidamente duas prestações, em vez de uma, de contas que tinham débito automático de financiamento imobiliário. O banco não soube informar quantos clientes foram atingidos com o erro sistêmico nem de quais Estados eles são.

A instituição afirmou, em nota, que a “inconsistência” foi parcialmente resolvida na terça-feira, 22, e que a regularização seria finalizada no movimento de quarta-feira, 23, provavelmente à noite, quando se dá a liquidação das operações bancárias.

O servidor público Alexandre Romero foi um dos detectaram o problema. Ele conta que levou um susto quando viu na terça-feira, 22, após o feriado prolongado, que sua conta na Caixa onde é descontado o financiamento do apartamento estava com saldo negativo. “Não entendi nada. Fiquei fazendo mil contas porque é difícil o banco errar”, afirma. Para não ter gastos adicionais, ele retirou R$ 4 mil da poupança.

Ele só descobriu o que aconteceu no dia seguinte quando o extrato do banco mostrou que foram descontadas duas prestações de R$ 3.308,93 do financiamento imobiliário em vez de uma. “Deixo o dinheiro contado para a prestação e coloco o resto na poupança. Quando vi que estava com a conta no vermelho preferi tirar o dinheiro da aplicação para não pagar juros”, explica.

Para solucionar a questão, Alexandre precisou ir a uma agência da Caixa reclamar. O atendente disse que o banco estatal tinha enviado um comunicado interno para todas as dependências explicando que se tratava de um erro no sistema. Ele diz que vai pedir o que perdeu ao tirar o dinheiro da poupança para cobrir o saldo negativo. “Sei que é pouco, mas eles não podem fazer esse tipo de coisa.” A Caixa informou que, caso tenha sido gerado qualquer encargo, os valores serão ressarcidos pelo banco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Até quando estaremos sujeitos a esse tipo de “engano” ? Se fosse um “engano” por parte do cliente, ele não precisaria arcar com as consequências ? Que tal adotar a “regra” – que nem sei se é realmente uma regra … mas ao menos já vi muitos casos onde a proposta foi aceita – de haver um ressarcimento dobrado ? Sim ! Cometeu um erro de cobrança indevida ? Nada mais justo do que a empresa que causou o débito seja multada com um pagamento, em dobro, do valor retirado da conta da pessoa injustamente.

Já pensou ? Neste caso a Caixa teria que devolver ao cliente que ilustra a matéria com R$ 6.617,86. R$ 3.308,93 retirados erroneamente, e outros R$ 3.308,93 como “multa” pelo erro.

Me diga, sinceramente, quantos novos erros do tipo serão cometidos ? Pense comigo, é muito simples para a empresa fazer a cobrança indevida e obter lucro com ela. Se o cliente reclamar, basta devolver o que foi pego e pronto. Quantos outros ficarão calados e a empresa poderá embolsar o valor obtido ilegalmente ? Já se tivermos uma multa pesada, a empresa pode até ser que faça uma vez, na hora que o cliente reclamar, pagará a multa, e certamente pensará umas … 10x … antes de cometer o mesmo “engano” novamente.

Tenho certeza que choverão processos por causa desse “erro”, e certamente muitos deles obterão sucesso.

E você, já passou por situação semelhante em algum momento ?

Aluguel de ações

O estudo acompanhará o desempenho da Vale5 e da Petr4 – carros chefe do Ibovespa. Esta informação poderá ser usada tanto por quem opera na ponta de compra quanto para quem opera na ponta de venda … 😉

Este é um dado que acompanho diariamente, serve para que eu veja o “peso” extra que existe sobre estas ações. Normalmente – veja bem, normalmente … – um aumento na posição alugada pode significar um movimento de queda no papel. E o contrário também é verdadeiro, uma cobertura pode significar um movimento de alta.

Vamos lá !

Comentário: E agora ? E agora que nada mudou ainda …

Nem os 51.000 pontos, nem os 50.000 pontos do índice, nem os R$15,70, nem os R$15,40 da PETR4, foram rompidos. A única que já começa a se aventurar abaixo dos suportes é a VALE5, mas até mesmo ela resolveu fechar justamente na marca. (precisava furar os R$27,70, furou, foi até R$27,58, mas fechou onde “não poderia” …)

Portanto, nada mudou ainda. Os gráficos até parecem querer dizer alguma coisa, mas falam uma língua que ainda não consigo compreender. 😉

Vamos ver … Vamos aguardar … pelo menos mais um pouco. 🙂

Pergunte ao Pai Rico ||| 334

Pergunta:

Oi, preciso de uma ajuda. Tenho ações da Ambev e em 2013 ela pagou tanto JCP quanto dividendos (na época ainda era AMBV3). Só que no ano passado, pela primeira vez, acabei alugando-as (para fazer uma renda extra). No extrato da conta, aparece certinho o crédito como sendo “Juros Sobre Capital BTC sobre X ações”. Só que ao pegar o informe de rendimentos, eles não aparecem, provavelmente pelo fato de terem sido alugadas na época. PERGUNTA: Declaro fazendo a soma dos créditos de dividendos e JCP a partir do extrato e ignoro o valor do informe? Como transferi minha carteira para outra corretora, não consigo as informações com a corretora de 2013.

Abraço

Continue lendo …

Para os que nada fazem e só ficam “arrotando” …

Acredito que o texto publicado pela Miriam Leitão em sua coluna de ontem do jornal O Globo seja um dos melhores para explicar o que criou o “milagre do crescimento” que vimos nos últimos 10 anos. Claro … a turma do sapo barbudo dirá que não, que tudo aconteceu por (in)competência do grupo que está administrando a nação desde 2003.

Mas para quem lê, estuda, e tem a mente um pouco aberta a verdade é mais clara. Leia e me diga se concorda ou não:

Fatos e dados

O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli tem defendido não só a compra da refinaria de Pasadena mas exaltado sua gestão à frente da empresa. Mostra a evolução do valor de mercado da companhia, deixando a entender que o mérito foi todo seu. Os fatos e dados: as petrolíferas subiram no mundo inteiro nos anos 2000, puxadas pela alta do barril. Difícil é justificar a queda da Petrobras.

Durante os anos 90, a cotação do barril de petróleo se manteve baixa e as petrolíferas ficaram desvalorizadas. O preço médio do WTI no ano de 1990 foi de US$ 24,5. Em 1999, valia menos: US$ 19,1. Até 2002, continuou com cotação baixa, de US$ 26,1. Houve então a disparada nos preços, que atingiu o pico em 2008, pouco antes do estouro da crise internacional: US$ 31 (2004); US$ 41,4 (2005); US$ 56,4 (2005); US$ 66 (2006); US$ 72,2 (2007); US$ 99,5 (2008). O valor de mercado de todas as empresas subiu junto.

O aumento da cotação entre 2003 e 2008 aconteceu porque a China cresceu puxando o preço de todas as matérias-primas, como petróleo, minério de ferro, cobre, grãos. Além disso, a bolha financeira nos Estados Unidos e na Europa estimulava a compra de papéis ligados ao setor de commodities.

A Petrobras deu um salto. De acordo com o ranking internacional da Forbes, a cotação da empresa, que estava na casa de US$ 3 em 2002, chegou a US$ 62 em 2008. O mesmíssimo aconteceu com outras grandes do setor. A inglesa BP saltou de US$ 27 para US$ 55. A francesa Total subiu de US$ 19 para US$ 56. A americana Chevron foi de US$ 29 para US$ 81, apenas para citar três exemplos.

Ótimo a Petrobras ter acompanhado o movimento das grandes, mas Gabrielli conta como se tivesse encontrado a empresa quebrada e a salvado. Explica a queda como resultado da crise externa, mas não diz que a petrolífera, agora, está no sentido contrário ao seu setor. A ação da Petrobras cai há cinco anos, mesmo com um novo aumento dos preços do barril.

Com o estouro da crise americana, todas as petrolíferas tiveram quedas, assim como o barril de petróleo. Passado o pior momento, no entanto, a recuperação foi generalizada. Menos da Petrobras.

O preço médio do barril WTI caiu de US$ 99,5, em 2008, para US$ 61,6 em 2009. Voltou a US$ 97,9 em 2013. O movimento das empresas foi o mesmo. A BP teve queda de US$ 55 para US$ 31, entre 2008 e 2009, mas voltou para US$ 48 este ano. A Total tem o preço de ação hoje mais alto do que no auge de 2008: US$ 63. A Chevron também: a ação vale US$ 124. Muito acima do pico de 2008.

As ações da Petrobras despencaram nos últimos anos e estão na casa de US$ 14, longe do pico de US$ 62 de 2008. Ou seja, a empresa se descolou das demais porque o mercado passou a reagir às intervenções do governo, principalmente na política de preços.

Gabrielli, em entrevista ao “Estado de S. Paulo”, também afirmou que a empresa conseguiu a autossuficiência durante sua gestão. Faltou explicar em quê. É público que o Brasil é grande importador de petróleo, gás, gasolina, diesel, querosene de aviação. O déficit na conta de petróleo e derivados foi de US$ 27 bilhões em 2013. Entre janeiro e fevereiro deste ano, mais US$ 5 bi.

O endividamento líquido aumentou 50% no ano passado e chegou a R$ 221 bilhões, o que já equivale a 3,5 vezes da geração de caixa da empresa, medida pelo Ebtida. Cerca de 64% das dívidas estão em dólar, o que deixa a Petrobras exposta à desvalorização cambial. Há prejuízos com a importação e venda de derivados, obrigatoriedade de compra de conteúdo nacional. Orçamentos cresceram em sua gestão, como o da refinaria Abreu e Lima.

Não há campanha contra a empresa, como ele sustenta. Nem ele foi o salvador da Petrobras. Os fatos mostram que num primeiro momento a companhia surfou na onda do mundo. Isso, aliado às descobertas de novas reservas — que resultaram de pesquisas feitas ao longo dos anos —, valorizou a empresa. Depois “a maior capitalização da história do mundo” derrubou as ações. E houve ainda intervenções na gestão, negócios danosos e coisas piores, como as que estão sendo descobertas nas investigações da Polícia Federal e que levaram à prisão do ex-todo-poderoso Paulo Roberto Costa, ex-diretor da área de Refino e Abastecimento na gestão do próprio Gabrielli. Esses são os fatos e os dados. O resto é tentativa de Gabrielli de, mais uma vez, usar a empresa em campanha política.

Dizer que fez “maravilhas” quando tudo vai a seu favor é muito simples … Basta termos uma “marolinha” para ver que o negócio não era “tão bom” assim.