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Quando a diversificação é bem-vinda

Bom, você já conhece a minha posição em relação a diversificação nos investimentos. Mas … já que alguns discordam, hehehe, posso apontar uma forma que considero um “bom uso” da diversificação.

Antes de mais nada, você faz uma diversificação “constante” ? Faz aportes mensais – ou bimestrais, semestrais, anuais … – dividindo o capital entre as modalidades de investimento que escolheu para a sua diversificação ? Por exemplo, digamos que você tenha escolhido dividir o seu patrimônio entre ações e renda fixa, e que a proporção seja 50%-50%. Quando você faz novos aportes destina 50% do seu dinheiro para cada um dos investimentos ? Ou vai tudo para o bolo que mais estiver crescendo naquele momento ? …

Eu acredito que a melhor forma de usar esse capital livre seja destinando proporcionalmente entre os investimentos, se é 50%-50%, que seja então 50%-50%. Com os aportes constantes em bolsa você encontrará todo tipo de cotação, momentos onde os preços estão altos e outros em que eles estão abaixo do “certo”. No final das contas isso trará um certo equilíbrio, e isso é bom. Aportar constantemente é fundamental para o seu investimento ! Por mais que você saiba o que está fazendo, precisa ir colocando mais e mais dinheiro na receita. 😉

Bom … até agora não falei onde está o “lado bom”. Ele entra nessa divisão “justa” do capital. Se você se comprometeu em destinar 50% para ações e 50% para a renda fixa, precisará fazer uma distribuição do dinheiro de tempos em tempos para que a balança volte ao equilíbrio. Algumas pessoas fazem isso semestralmente, outras anualmente, acho que 1x por ano está “bom”. Como funciona ? Simples ! 🙂

Você precisará apenas vender uma parte do que estiver valendo mais e usar a grana para comprar o que ficou para trás. Por exemplo, digamos que suas ações tenham ficado paradas durante o ano, e a renda fixa tenha se valorizado 10% no mesmo período. No momento de reequilibrar os seus investimentos suas ações valem R$ 100.000,00 e seu dinheiro em renda fixa seja R$ 110.000,00. (afinal no início do período você tinha R$ 100.000,00 em cada um dos “lados” do investimento. Sim, os aportes foram deixados de lado apenas para ilustrar o exemplo e facilitar a compreensão)

O que você precisaria fazer para trazer o equilíbrio de volta à equação ? Resgatar R$ 5.000,00 da renda fixa e comprar as ações que fazem parte da sua carteira (proporcionalmente também …) com esse dinheiro. A proporção 50%-50% foi restabelecida.

Se fosse um ano onde as ações subiram bem, o lado ações estaria mais “pesado” do que a renda fixa, portanto você teria que vender algumas ações e aportar esse dinheiro na renda fixa. A venda precisa respeitar a sua carteira, a proporcionalidade deve existir ai também.

Mas qual é a função disso ?

Simples: Dessa forma você estará usando o dinheiro “bom” (que estava no lado do investimento que se valorizou) para comprar/aumentar/ajudar o lado que foi mal. Usando o exemplo onde a bolsa se saiu pior que a renda fixa, você estaria usando a valorização da renda fixa para aumentar sua carteira de ações, podendo comprar mais por um preço “melhor”.

Isso costuma turbinar um pouco os ganhos, o resultado final dessa estratégia é melhor do que a pura e simples diversificação.

Há alguns dias recebi um e-mail perguntando sobre essa estratégia, na mensagem existia uma dúvida bem destacada: Neste caso 50%-50%, posso usar o Tesouro Direto na parte renda fixa da fórmula ? E a pergunta tem um bom motivo, afinal os títulos no curto prazo (isso é, para resgate antes do vencimento) têm comportamento de renda variável. Qual é a sua opinião, pode ou não ?

Claro que pode ! Afinal já não estamos fazendo um balanceamento para tirar proveito das valorizações dos dois lados da balança ? O título, que tem um comportamento variável, no curto prazo, pode se desvalorizar … sim. Mas também pode se valorizar ! 😀

Se o fator risco já faz parte das suas contas, por quê não poderia estar presente no lado “renda fixa” da coisa ?

Investimentos com liquidez … ok ?

Ah ! Muito importante ! Para os que escolherem a adoção da estratégia de reequilíbrio do patrimônio uma coisa é fundamental: que o capital esteja investido em ativos com boa liquidez. Já imaginou se você escolhe adotar o 50%-50% e põe metade em ações e a outra em imóveis ? Como vai conseguir fazer a nova distribuição ?

Hoje é fácil ! Afinal existem os FIIs (Fundos de Investimentos Imobiliários), que te permitem negociar “imóveis” com uma boa liquidez. 😉

E sim, essa estratégia pode ser bem variada. Ações, Renda Fixa, Ouro, Imóveis, Moedas Estrangeiras … Basta ter um mercado que ofereça a liquidez necessária e pronto.

A pergunta que não quer calar:

Você adota a estratégia 50%-50% ?