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Colunistas ||| 2012: O fim do mundo está próximo – e isso é bom

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A não ser que você tenha passado o último ano morando em uma caverna, deve ter escutado ao menos uma vez sobre como o fim do mundo estava próximo.

Primeiro, ouvimos algum blábláblá sobre calendários maias e profetas do apocalipse. Depois, veio o fim do domínio americano sobre a economia mundial. Os problemas de crescimento da China, a crise na Europa. Agora ouvimos sobre uma estacionada do PIB brasileiro enquanto alguns analistas já falam seriamente sobre o fim do EURO como moeda comum a toda Europa.

Em uma ocasião que entrou para a história do mundo dos investimentos, Warren Buffett, tido como um dos melhores investidores que já passou pelo mundo, resolveu contar seu segredo a alguns alunos que assistiam a uma palestra sua: “Tenha medo quando os outros forem gananciosos, seja ganancioso quando os outros tiverem medo”.

Ao escrever para um site voltado à independência financeira, lhe pergunto, caro leitor, que ocasião melhor para seguir esse conselho do que um ano que inclui até receitas para o fim do mundo e tudo que conhecemos?

Deixando de lado o julgamento final, cabe lembrar que do ponto de vista de boa parte das empresas, as coisas estão andando bem. As pessoas continuam indo aos mercados para fazer suas compras, pagando suas contas de água, luz e telefone e seguindo com suas vidas.

Apesar de algumas atitudes do nosso governo terem complicado a confiança dos investidores globais (principalmente as intervenções mais diretas na Petrobras e Vale, que ainda são as duas maiores empresas em nossa bolsa de valores), hoje é possível encontrar boas empresas a preços historicamente baixos. Com o banco central abaixando os juros e tomando outras medidas para aquecer nossa economia, não só algumas empresas aumentarão seus lucros, como muitas boas pagadoras de dividendos devem se tornar tão ou mais atrativas que a renda fixa, tradicional refúgio dos investimentos do brasileiro.

No exterior, o foco da crise passou da iniciativa privada para a política. O passo das decisões políticas costuma ser mais demorado que no mundo empresarial, mas eventualmente a coisa toda será resolvida, e as empresas voltarão a investir.

Longe de mim querer soar otimista em meio a tantos profetas do apocalipse. Pelo contrário, quanto mais aterrorizadas as pessoas ficarem, mais baixos os preços dos ativos ficarão e mais oportunidades aparecerão para quem tiver tempo e paciência para, aos poucos, ir comprando e garimpando boas oportunidades.

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Colunistas ||| À Espera de 2012

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Caro amigo, mais um ano chega ao seu fim e para que tenhamos um novo ano, repleto de vida e novas esperanças, deixo para os amigos leitores as últimas dicas de finanças do ano de 2011 e também as primeiras dicas do ano de 2012.

Caro leitor arrume as gavetas, armários e cômodos. Jogue fora o que não tem utilidade, doe as coisas que não lhe são mais úteis e não deixe as pendências de 2011 invadirem 2012. Comece sua limpeza espiritual, emocional e econômica. Tome para si, as seguintes atitudes para um feliz 2012:

- Quite as dívidas referentes aos cartões de crédito, pois elas têm os juros elevados. Sempre pague o valor total da fatura. Os juros dos cartões e o IOF se aproximam da casa dos 197% ao ano, ou seja, o dobro do valor histórico.

- Livre-se do cheque especial, faça o possível e o impossível para não entrar no cheque especial, os juros do cheque especial variam de 6,75% a 13% ao mês.

- Troque as dívidas caras por outra de menor custo. Grandes empresas usam esta estratégia para diminuir seu índice de endividamento. Tome um empréstimo consignado no banco onde os juros estão na casa dos 3%, devido ao menor risco de inadimplência e pague os cartões de crédito ou quite o cheque especial, mas logo em seguida cancele os cartões e o cheque especial para não cair novamente em tentações.

- Dívidas em lojas comercias, inferiores a 5 anos, procure o CDL para intermediar junto a loja credora uma negociação amigável.

- Tente um empréstimo familiar, mas lembre-se que este deve ser o seu compromisso número um de quitação. Afinal este familiar é um batalhador como você.

Para o amigo leitor, que seguiu os artigos durante o ano de 2011, e já está com as contas equilibradas, seguem algumas dicas de como utilizar o 13º salário, a comissão de vendas ou a caixinha de Natal:

- Lembre-se que o governo é o seu maior sócio, e logo no início do ano, ele virá apropriar-se de parte de sua receita e o pior antecipadamente. Então guarde parte de seu suado “din-din” para este sócio esbanjador. Gosto sempre de ter em mente para que servem os tributos e para onde deveriam ser aplicados, por exemplo: O Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU). O IPTU é tipicamente fiscal, ou seja sua finalidade principal é a obtenção de recursos financeiros para os municípios. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo devido anualmente pelos proprietários de automóveis. O valor a pagar é calculado com base no valor venal do veículo, que pode variar de 1% a 4 %. O valor arrecadado deverá ser aplicado na prestação de serviços públicos como saúde, educação e segurança. Junto ao IPVA é cobrada também a Taxa de Licenciamento e ainda temos o Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), que cobre vidas no trânsito, como o próprio nome diz. A lei determina que o DPVAT deva ser pago todos os anos, juntamente com a cota única ou primeira parcela do IPVA.

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Colunistas ||| As Peneiras das Finanças

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O pai da Filosofia grega, o grande Sócrates, que viveu nos anos de 469 a 399 A.C, homem de grande sabedoria e enorme simplicidade. Era um filosofo prático, pois o mesmo filosofava durante os seus passeios na Ágora e nas feiras populares da Grécia.

Em um desses passeios filosóficos, foi abordado por um mercador, que tinha algo a falar-lhe sobre um amigo em comum. Sócrates pediu um momento e questionou-o: – você passou a informação no crivo das 3 (três) peneiras? As três peneiras socráticas são a Verdade, a Bondade e a Utilidade. Continuou o sábio dizendo: – O que tens a dizer-me é verdade? Com certeza, deve ter passado a informação pela peneira da bondade, ou não? Pensaste bem, se é útil? Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, bom e nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti. O homem retirou-se em silêncio e envergonhado da presença do filósofo.

A história acima se passou há mais de dois mil anos, más é extremamente moderna e útil para os nossos dias, pois quando falamos de Educação financeira, podemos facilmente adapta-lá para o nosso cotidiano.

Consideremos o texto citado na seguinte cena do dia-a-dia. Uma família passeando pelo shopping, que podemos considerar o mercado moderno, o centro de consumo e de desequilíbrio financeiro, para muitas pessoas de nossa convivência diária.

Durante este passeio várias falsas necessidades são criadas. O Marketing e suas diversas ferramentas de vendas nos remetem as necessidades irreais, pois ao adquirirmos um bem, não necessariamente, tem que ser da etiqueta X ou Y. A etiqueta por si só, não agregam nada ao bem em si, mas com certeza acrescentaram alguns zeros ao valor do bem. Existem certas aquisições que fazemos em que o plano básico ou o simples já nos atenderiam perfeitamente, mas não, somos impelidos a adquirir um “Plus-Mega-Power”. Entretanto não sabemos utilizá-lo ou necessitamos somente do básico.

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Colunistas ||| De Empregado a Acionista

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Há vinte anos trabalho em uma empresa de capital aberto, as empresas de capital aberto são as que têm suas ações listadas em bolsa de valores, no caso das empresas brasileiras as ações são negociadas na Bovespa, que é a bolsa de mercado e valores de São Paulo.

Sempre tive certo temor de aplicações em bolsa de valores, pois mesmo tendo formação acadêmica em Ciências Contábeis, muitos professores conservadores, pintavam o investimento em ações como uma verdadeira roleta russa.

Para agravar um pouco mais a resistência ao mundo do investimento de renda variável (como são chamadas as ações, devido a sua característica de variação constante) trago comigo uma posição política mais à esquerda, por influência familiar, de uma irmã mais velha, que sempre foi simpatizante do PCB, fazendo parte por muitos anos da Associação de Professores Públicos de Minas Gerais – APPMG, do qual organizou e participou de várias passeatas nos anos de chumbo da ditadura. Tenho muito orgulho de minha irmã, de saber que ela ajudou a construir um país melhor para os meus filhos.

Somado a estes fatos, o discurso do sindicato, do qual fui afiliado durante grande parte de meu tempo de empresa, sempre acusava os acionistas ou o governo como culpado de todos o problemas profissionais. No caso específico da minha empresa, o governo é o maior acionista da empresa, ou seja, o grande culpado era um só.

Este modo de pensar e ver o mundo me acompanhou durante um longo tempo. Até que em um belo dia, recebi um e-mail sobre uma feira de investimentos denominada ExpoMoney, na qual a empresa em que trabalho iria participar, e o melhor: os ingressos eram gratuitos. Solicitei um par de ingressos e fomos a ExpoMoney, eu e minha esposa.

Assisti a várias palestras, mas uma em especial mudou minha forma de ver o mundo dos investimentos. A palestra da economista e jornalista Rita Mundim, que abordou o assunto de renda variável, mais especificamente ações como investimento de longo prazo, não sei se foi o acaso ou algo assim, mas a empresa que ela utilizou como exemplo foi justamente a empresa em que trabalho. Ela citou alguns clientes e amigos, que acumularam seu primeiro milhão graças à empresa na qual trabalho.

Aquela noite de sexta-feira para sábado foi uma noite turbulenta e transformadora, pois a palestra levou-me a refletir sobre os meus conceitos sobre investimentos. Vários questionamentos em assombraram naquela noite. Seria mesmo um bom caminho financeiro a seguir ? Os meus professores estavam equivocados ? Minha ideologia era uma falácia ?

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“Só perde dinheiro quem vende”

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Hoje vou falar sobre uma das maiores besteiras que ouvimos no mercado financeiro, especialmente em momentos como o atual, onde tudo cai e o fundo parece não chegar nunca: A pessoa só perde dinheiro num investimento quando vende/zera sua posição.

Antes de qualquer coisa, você concorda com esse pensamento ? Pergunto isso pois você pode estar pensando dessa forma mais por “condicionamento” do que por qualquer outro motivo …

Ok, em termos contábeis a frase é verdadeira, você somente terá um prejuízo contábil a partir do momento em que realizar a venda, em que zerar a posição. Para a Receita Federal você não tem nem lucro nem prejuízo enquanto não zerar posição. Mas e em termos reais, será que a história é assim mesmo ?

Nos últimos dias temos visto muitos investidores (desde sardinhas até TOP 10 da Fortune) alegando estarem “tranquilos” com a queda apresentada até o momento em 2011. (já caiu mais de 26% …)

Alegam estarem tranquilos, pois continuam com as ações em suas carteiras, continuam sendo sócios de empresas reais, que não tiveram prejuízo já que as ações não foram vendidas, que as empresas continuarão gerando dividendos e blá blá blá. Será que é bem assim mesmo ?

Será que alguém que via o extrato de sua carteira de ações apresentando R$ 1.000.000,00 não fica nem um pouco … “afetado” ao ver que ela hoje vale algo próximo a R$ 500.00,00 hoje ? E olha que isso aconteceu com várias ações esse ano … Será que ele não considera a hipótese de ter perdido dinheiro ?

Certo, ele não chegou a ter o R$ 1.000.000,00, afinal de contas ele não vendeu as ações naquele momento. Ou a lógica só vale para quando cai ? “Quando cai eu tenho ações, quando sobe eu tenho dinheiro.” É assim que você pensa ? Ou a coisa vale para os dois casos ou não vale para nenhum deles …

Percebeu como tentamos contornar os problemas criando cenários que nos favoreçam, sempre ? É … essa é a natureza humana, sempre tentando encontrar conforto. Mas … não seria melhor encara-los de frente ?

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Você usa seu cartão de crédito para pagar suas contas ?

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Acho melhor repensar essa “estratégia” …

O governo anunciou essa semana que cobrará IOF das operações de crédito do tipo “pagamento de contas/boletos com o cartão de crédito”. Não, não é um valor tããão grande que chegue a ameaçar um orçamento, mas é um custo extra. Será cobrado o já tradicional 0,38% pela “operação” + 0,0082% ao dia em que o crédito tiver sido usado. Digamos que você tenha usado por 30 dias, pagará algo próximo a 0,65% ao mês.

E sabe como é … juro é juro. Custo extra é custo extra. ;)

Claro, além disso continuarão sendo cobradas as taxas atualmente cobradas. (que não tenho ideia de quais sejam …)

Muitos justificam que fazer isso é interessante, por causa das milhas ganhas através desse pagamento extra (o valor das contas pagas também gera bônus para os programas de milhagem dos cartões), a ponto de muitos usarem um cartão para pagar as contas … de outro cartão. Alegam que dessa forma acabam duplicando a pontuação. Se vale realmente a pena ? Tenho minhas dúvidas … Já as tinha antes da cobrança do IOF, agora então …

Ok, você ganhará algumas milhas extras por isso, mas será que realmente vale a pena ? Você já parou para fazer as contas, pegou papel e lápis e detalhou a vantagem real dessa “estratégia” ? O custo da taxa + IOF justificam continuar usando-a ? Afinal a cada R$ 1.000,00 você acumula aproximadamente 630 pontos e só de IOF terá um gasto de R$ 6,50. (mais a taxa, aquela que não imagino de quanto seja …)

Para expandir o assunto, convido os amigos que adotam essa estratégia a deixar um comentário aqui no post. Quem sabe não vale realmente a pena ? ;)

Colunistas ||| Devedor, Gastador, Poupador ou Investidor?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sempre houve um questionamento se as escolas devem ou não incluir no currículo escolar a disciplina Educação Financeira. Dever da instituição de ensino ou não, o fato é que as pesquisas apontam para um endividamento cada vez maior por parte dos brasileiros. Cada vez mais podemos presenciar os “estragos” que a falta de uma Educação Financeira faz na vida de muitas pessoas de diferentes classes sociais, o que nos remete a importantes questões: Devemos realmente esperar que o Governo decida se essa disciplina é realmente necessária? Enquanto isso, devemos deixar as nossas finanças nas mãos de instituições financeiras? Certamente não, mas para que isso não aconteça, ou não torne a acontecer, uma série de medidas se fazem necessárias.

Como qualquer outra disciplina, a Educação Financeira não é um conceito que se aprende da noite para o dia. Assim como o aprendizado de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e outras disciplinas, requer paciência e dedicação. Contudo, pode ser uma disciplina para se aprender sozinho, por etapas. No inicio parecerá difícil, mas com o tempo, ao se familiarizar com a linguagem financeira, perceberá o quanto é prazeroso ver seu pequeno patrimônio crescer gradativamente.

A Educação Financeira é um conjunto de orientações, métodos e conhecimentos sobre como utilizar os recursos financeiros de forma adequada para atender às necessidades e aos desejos. Assim como administramos tempo, casa, família, trabalho, a Educação Financeira pode ser entendida como uma boa administração das finanças pessoais para se atingir os objetivos.

Para isso, primeiramente é necessário saber em qual estágio você se encontra:

Devedor -> Gastador -> Poupador -> Investidor

Cada estágio tem suas particularidades e migrar para um estágio mais avançado requer sempre mais esforço e dedicação. Qualquer que seja o estágio, acredite ou não, todos querem as mesmas coisas: ganhar mais para saciar suas necessidades ou desejos, ou melhor, ganhar para gastar. É claro que as necessidades são diferentes e isso mostra a própria evolução em cada estágio, mas a forma como isso acontece e a maneira como lidam com as finanças pessoais será fator determinante.

Uma característica básica do estágio Devedor é que ele está sempre devendo alguém. Mal termina uma prestação e já está planejando a outra, em alguns casos o planejamento é tão “bem feito” que uma dívida começa no mês posterior ao término da outra, porque é a única forma que ele consegue obter algum bem. É muito comum frases como: “Eu não consigo guardar o dinheiro”, “Se eu não fizer uma prestação eu não consigo nada”, “Eu não iria comprar, mas estava em promoção”. Sempre há uma justificativa para que ele não admita o óbvio: não sei lidar com o meu dinheiro.

Se você se encontra no estágio do Devedor, significa que você está utilizando recursos de terceiros (cartão de crédito, cheque especial, empréstimos) em demasia, ou seja, você está entre os 60% dos brasileiros que se encontram endividados. A característica básica do devedor é que ele não consegue quitar suas dívidas em dia, muitas vezes, por ocorrer fatos alheios a dívida comprometida.

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Colunistas ||| Aproveitem as compras coletivas !

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Há um bom tempo não escrevo aqui pro Clube. Mas com essa febre de compras coletivas assolando a internet brasileira, não pude deixar de escrever mais um post para comentar sobre elas.

Maravilhosos descontos vêm em nossas caixas postais quando nos cadastramos, ou não. Aquele irresistível 50% de desconto. Isso sim é educação financeira. Posso consumir e ainda economizar.

Temos que aproveitar as compras coletivas. Aproveitar. Quantas vezes você já não sentiu o irresistível apelo do desconto para obter aquilo que sempre sonhava. Nossa, uma massagem com isso e aquilo mais isso. Nossa, uma viagem pro Bahamas com clube de golfe incluído com 60% de desconto.

Façamos um raio-X. Você como um bom leitor do Clube já deve ter ouvido falar da noção de que quando pedimos o desconto à vista e ele aparece, é porque a margem de lucro da empresa já contava com “acréscimo adicional”. Então, pensando bem, teria isso alguma coisa a ver com a compra coletiva?

Ah, tá, você pode me dizer. Mas poxa, aquela viagem de transatlântico com 50% de desconto é imperdível, e é algo que eu queria mesmo fazer! E vem aquela sensação de que temos que aproveitar senão não vamos nunca encontrar uma oportunidade igual, e você claro aproveita e compra. Acaba que você, na “vida real”, está atolado de trabalho para fazer nos próximos 8 meses de validade da compra e acaba não tendo o tempo de usufruir da chance imperdível que você, esperto, não perdeu.

São casos e mais casos de pessoas que compram massagens, serviços em especial e deixam expirar. No caso dos produtos, pessoas compram produtos que não necessitam realmente somente porque está abaixo do preço esperado. É o caso daquele Xbox novo pra seu sobrinho que tem um Playstation 3 recém-ganho.

Qual a diferença do acima para você passar numa vitrina, ver aquela bicicleta ergométrica cheia de tecnologia com uma plaquinha de “Últimas Unidades, de 1.099,00 por 699,00”. Hum, últimas unidades. Hum, o máximo, finalmente queimarei uns quilinhos extras.  Hum, que descontão, imperdível mesmo.

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Colunistas ||| Como acompanhar os preços de imóveis ?

terça-feira, 29 de março de 2011

Uma das maiores dificuldades de investir no mercado imobiliário diz respeito à inexistência de informações confiáveis a respeito da evolução do mercado. As construtoras de Brasília, por exemplo, anunciam que os investimentos imobiliários deram, nos últimos anos, rentabilidade média de 25% ao ano. Mas como podemos verificar se esta informação é verídica?

Não há como. A Fundação Getúlio Vargas lançou, recentemente, um índice de acompanhamento do setor (o IGMI-C – Índice Geral do Mercado Imobiliário Comercial), mas falta ainda um índice confiável para acompanhar a evolução dos preços residenciais. Há alguns meses, a FIPE lançou, em conjunto com o site ZAP Imóveis, um índice baseado nos anúncios de venda de imóveis do site.

Evidentemente, a base de cálculo do índice FIPE – ZAP Imóveis é viciada desde o início, já que é baseada nos anúncios de um site cujos maiores clientes são aqueles que desejam vender imóveis e, por isso, têm interesse em alardear que os preços estão subindo ininterruptamente. Deixar a responsabilidade pela elaboração de um índice importante como esse nas mãos de quem tem interesses particulares em um determinado resultado é como deixar as raposas tomando conta do galinheiro. Se em algum momento os dados começarem a mostrar uma realidade não desejada, não há nada que garanta que os dados não serão manipulados.

Obviamente, eu não estou dizendo que os elaboradores do índice têm má-fé ou que os dados não são verídicos. Não se trata de uma acusação, mas de uma reflexão a respeito do melhor modo de elaborar um índice como este.

Mas há, também, outras dificuldades. Como os dados são elaborados a partir dos anúncios, é possível que haja outras distorções. Por exemplo, digamos que um imóvel esteja sendo anunciado por R$ 500.000,00, mas o dono não tope diminuir o valor por nada nesse mundo, e esteja recebendo apenas propostas inferiores a este valor. Para o índice, os imóveis com aquele perfil valem R$ 500.000,00, mas a verdade é que o mercado não aceita pagar por aquele valor. Por depender dos anúncios de venda (e não do valor efetivo de compra), o índice não reflete necessariamente a realidade. Se muitos anunciantes resolverem elevar artificialmente os preços, mas os imóveis não alcançarem o valor desejado por falta de oferta, e os vendedores se recusarem a baixar o preço, pode acontecer de o índice indicar uma elevação nos preços, mas os negócios não estarem se concretizando. Em outras palavras, um descolamento entre a realidade e os preços indicados no índice.

Mas existe um modo muito fácil de contornar essas dificuldades. Bastaria que alguma instituição de pesquisa coletasse os dados de negociação a partir dos próprios cartórios de registro de imóveis, que têm os registros de todas as transações imobiliárias lícitas, pelo preço real de aquisição (nos casos em que não há fraude, evidentemente). Essa, a meu ver, é a melhor fonte de informação para quem deseja formular um índice como esse.

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Colunistas ||| Iniciante na Educação Financeira

quinta-feira, 3 de março de 2011

Uma coisa que me incomoda profundamente é quando algo óbvio se mostra para as pessoas e essas pessoas não conseguem enxergar e aceitar isso, falo isso pois há algumas semanas tenho conversado com amigos e colegas da faculdade sobre minha introdução à educação financeira. Sempre comento sobre o Clube do Pai Rico, os livros do Pai Rico, bolsa, poupança e etc, infelizmente parece que ninguém quer escutar e entender isso, quando toco no assunto com meu pai ele logo se tranca no quarto para ver qualquer jogo de futebol que esteja passando em qualquer país que seja e meus amigos começam a falar de mulher pra poder sair do foco ou argumentam que é impossível guardar dinheiro.

Tento mostrar às pessoas como é simples guardar dinheiro e que é tudo uma questão de disciplina e nada mais do que isso, meu salário serve quase que exclusivamente para pagar a faculdade e o restante para aplicações pequenas, mas logo se tornarão grandes. Tenho amigos que com minha idade ganham cerca de seis vezes mais e mesmo assim nunca têm dinheiro para tomar uma coca na cantina da faculdade, mas tem um carro zero que nunca sai da garagem!

O primeiro passo que tomei para a educação financeira foi quando encontrei o Clube em uma pesquisa no Google, isso foi no início de 2010 e após esse dia fui à minha agência bancária procurar saber mais de investimentos, a maior besteira que já fiz, pois logo o gerente tentou me empurrar previdência privada, capitalização e por fim sugeriu a poupança, por sorte eu estava blindado contra esses truques e meu primeiro investimento (por ser iniciante e ter cabeça de conservador) foi uma aplicação mensal em CDB DI, indicado pelo meu tio que tem uma empresa de contabilidade e é conservador, mas logo comecei a me interessar mais por investimentos e pesquisar muito, participar do fórum e me preparar para um dia investir em ações. Meu outro tio que também tem uma empresa de contabilidade tem um perfil arrojado e quando comentei com ele que estava investindo logo me perguntou sobre ações, disse para telefonar no seu escritório que falaríamos disso e foi isso que fiz, liguei durante alguns meses sempre tirando dúvidas (mas nem sempre o encontrando porque ele está sempre em reuniões) e me recomendou iniciar com empresas mais conservadoras como Petrobrás e Vale, indicou algumas corretoras também, mas optei pela corretora do meu banco que apesar de ter uma corretagem cara me permitia tirar dinheiro direto da conta e isso me fazia economizar com transferências.

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