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Colunistas ||| Os cosméticos e seu bolso

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Diariamente somos “bombardeados” com as mais variadas ofertas de produtos cosméticos e dermocosméticos que prometem a “cura” dos mais variados dilemas que perturbam a nossa vaidade.

Até aí tudo bem. Mas quando esse apelo da mídia leva ao consumo inconsciente e impulsivo, encontramos um problema o qual afetará o seu orçamento, seu bolso e sua paz de espírito.

Você parou para pensar que o valor de:

- aquele creme que promete reduzir a celulite, do de secar as espinhas;
- aquele óleo que promete milagres nos cabelos;
- o xampu TAL, de marca famosa;
- entre outros produtos;

podem custar bem mais em conta? E se você parar para pensar na real necessidade deles para sua saúde e beleza? E se procurar outras alternativas de compra?

Veja, a soma do valor de diversos produtos cosméticos e dermocosméticos anunciados na mídia é, na maioria das vezes, igual ao valor de uma consulta a um(a) dermatologista – isso se for consulta particular, se você possuir convênio a consulta sai mais em conta, provavelmente. Você sairá de lá com a orientação de um profissional acerca dos produtos mais compatíveis para sua pele, para sanar aquelas espinhas na idade adulta, a celulite, queda de cabelo, etc, etc, etc.

Ainda, um bom médico vai te orientar acerca da composição química dos produtos, podendo te aconselhar, inclusive, a optar por produtos manipulados em boas farmácias de manipulação.

Após tal consulta, você saberá que aquela loção/creme hidratante de R$ 50 famosérrima possui o mesmo efeito daquela que custa R$ 5,00*. Ou ainda, que aquele creme firmador para o rosto ou aquele creme redutor e “exterminador” ou qualquer outro produto anunciado que prometa ser a fonte da juventude para a pele, unhas e cabelo, podem ser manipulados custando 50% ou 20% menos de que a celebridade cosmética/dermocosmética vendida nas farmácias ou lojas de artigos cosméticos.
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Colunistas ||| Como manter o equilíbrio entre negócios e estudos

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Olá pessoal, meu nome é Felipe Cortes, empreendedor, estudante e editor do site http://jovemempresario.com

Você já ouviu falar de equilíbrio entre trabalho / vida, mas como equilibrar estudo / negócio?

Como um jovem empreendedor, a escola ainda é algo importante em nossas vidas, e gerenciar uma vida com estudos e negócios pode ser quase impossível. Os sacrifícios que você faz são muitas vezes mais profundos, e não há garantias de que você irá se sobressair em todas as  atividades.

Porém, existem maneiras de tornar o equilíbrio entre estudos / negócios mais gerenciável – e ainda ter tempo para dormir, rs! Aqui estão algumas dicas:

1. Seja realista. Ter objetivos gigantes certamente lhe dará inspiração, mas você pode acabar se enrolando ao colocar muita pressão em si mesmo. Ao invés disso, estabeleça metas realistas que são realizáveis, ​​dado os seus compromissos, em tempo.

2. Tenha vários chapéus. Não tente fazer tudo ao mesmo tempo, lembre-se de usar apenas um chapéu por vez. Uma dica é, quando estiver cansado e desanimado de estudar, focalize em seus negócios como se fosse uma forma de ‘descanso’ para as atividades escolares. Ao mudar de empresa para escola, você pode criar um contraste suficiente para melhorar cada área de sua vida.

3. Tenha prioridades. Às vezes, a sua educação deve vir primeiro, e às vezes você pode deixá-la de lado temporariamente para atingir uma meta de negócios. Por exemplo, você pode adiar o lançamento de seu website por alguns meses para que ele não entre em conflito com os exames finais. Se você levar cinco anos para se formar, ao invés de quatro, mas sair com uma empresa em ascensão, você estará bem à frente de seus colegas.

4. Faça o dever dobro. Procure oportunidades de usar projetos de classe para explorar seus objetivos de negócio. Se você for solicitado para pesquisar uma indústria, escolha aquela em que a sua empresa opera. Use o seu negócio como um exemplo em aulas de gestão de marketing e estratégias. Pesquise um de seus grupos de clientes potenciais em sua classe de pesquisa de mercado. Lembre-se: FedEx começou como um projeto de classe.

5. Faça pausas. Com ambas as responsabilidades, o que é mais propenso a sofrer é a sua vida pessoal. Certifique-se de encontrar tempo para fazer exercício, comer bem, socializar e relaxar. Tente programar um tempo livre em seu dia.

6. Aceite de cabeça erguida. Haverá momentos em que você simplesmente não poderá satisfazer todos os seus desejos, apesar de seu planejamento e trabalho duro. Converse com o seus professores e fornecedores ou clientes para ver onde você pode aliviar algumas programações sem ter danos. Se você tem trabalhado duro, a maioria das pessoas reconhecerão os desafios que você enfrenta e lhe darão uma aliviada de vez em quando.

Leia mais artigos sobre jovens empreendedores aqui: http://jovemempresario.com

Colunistas ||| Você está pronto para se tornar um Empresário ?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Tornar-se empresário pode ser uma das experiências mais gratificantes de sua vida – ou uma das mais estressantes. Embora fatores como idade e educação acadêmica não pareçam afetar a capacidade de criar e executar um bom negócio, é importante notar que nem todo mundo está talhado para a tarefa. Se você está pensando em ser bem sucedido, primeiro pergunte se você está realmente pronto para ser um empreendedor. Você pode não estar preparado para o longo caminho pela frente se alguma das seguintes situações se aplicar a você:

Sua idéia não é original

Cada busca de um grande empreendedor começa com uma ótima idéia. Você provavelmente já tem pelo menos uma vaga noção do que você quer; mas é algo verdadeiramente único e sem precedentes – ou o nicho já foi preenchido por sua concorrência? As empresas mais bem sucedidas são geralmente as mais inovadoras, então espere até que você tenha uma idéia que é decididamente diferente ou você pode se frustrar por suas próprias tentativas de avançar em um mercado super lotado.

Você não consegue lidar com a concorrência

Para ser um empreendedor, você precisa estar pronto para o sucesso e para o fracasso. Não importa quanto talento, liderança e resolução de problemas que apresentam, isso equivale a muito pouco se você desmoronar sob estresse ou quebrar quando confrontado com a concorrência. O mundo dos negócios é difícil, e tropeços ao longo do caminho é inevitável.

Você não sabe o suficiente sobre o seu campo pretendido

Enquanto um diploma universitário não é uma necessidade, por qualquer meio, você precisa ser bem-educado no campo escolhido. Esta educação pode vir de muitas fontes diferentes, incluindo a investigação independente, a experiência prática, uma situação de orientação e muito mais. Não importa como você faz para obter a sua informação, você precisa conhecer o seu campo bem – e uma vez que você começar, entenda que você vai aprender ainda mais ao longo do caminho.

Você não está pronto para sujar as mãos

Começar um negócio é trabalho duro, e como empresário, você provavelmente vai tomar esses passos iniciais por conta própria – tudo a partir de branding e marketing para elaboração de estratégias e networking. No começo você pode ter que assistir a conferências da indústria para distribuir panfletos aos clientes potenciais. Se você não está pronto para gastar um bom tempo para o processo e derramar seu coração e alma em cada aspecto de seu negócio, não importa o quão trivial, sua empresa irá sofrer por isso.

Felizmente, só porque você não está pronto agora não significa que você não será capaz de fazer um nome para si mesmo como um empresário em um futuro muito próximo. Continue a aprender, crescer, criar e inovar, e você vai encontrar uma maneira de fazer isso acontecer.

- escrito por Felipe Cortes.

Para ler mais artigos sobre empreendedorismo e jovem empresários, acesse: http://www.jovemempresario.com

Colunistas ||| Receita de ações

sexta-feira, 16 de março de 2012

Esta semana um sobrinho de 08 anos, ao escutar minha conversa com o seu pai sobre ações, me fez a seguinte pergunta: “- Tio poderia me explicar como funciona esta tal de ação?”

Neste momento gelei, como irei explicar para uma criança de 08 anos, o que são ações de uma empresa. Então, lembrei-me de um exemplo, no qual o autor explica ações como se fosse a receita de um bolo. Sempre que falo em bolo referindo-me a economia ou finanças recordo-me do discurso, do então ministro da economia, Delfim Neto, que dizia, que primeiro o governo deve fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo entre os cidadãos. Já se vão mais de 30 anos deste discurso, e ainda não vi a divisão do bolo, mas este é assunto para outro texto mais profundo e reflexivo.

Voltando ao questionamento de meu sobrinho. Tentei explicar-lhe da seguinte forma:

- Imagine se todas as pessoas da família reunissem para fazer um bolo. Cada um dos tios comprasse um ingrediente do bolo, por exemplo, o tio Paulo compraria a farinha, o tio Victor o leite, o tio Vinícius o chocolate e assim todos os demais tios comprassem algo para o nosso bolo.

Imagine também, se cada uma das tias participasse com o mão-de-obra, ou seja, a tia Vera peneirasse a farinha, a tia Lu misturasse a massa, a tia Fátima fizesse a decoração do bolo. O Vovô e a Vovó ficariam responsáveis pelo forno, o gás e a energia elétrica necessária para ligar a batedeira e para assar o bolo.

Você está entendendo? Perguntei. Ele estava igual a uma coruja, com olhos arregalados e prestando a maior atenção, disse: “- sim tio, pode continuar”.

Bem, continuei eu, como você escutou na conversa que tive com o seu pai, existem ações Preferenciais Nominativas (PN) e ações Ordinárias Nominativas (ON). Para você entender, digamos que os tios são as ações Preferências, pois eles não interferem no modo como o bolo será feito, apenas fornecem a matéria prima ou o capital(dinheiro). As tias e os avós são os acionistas Ordinários, pois eles influenciam no modo como o bolo é feito, quanto tempo ficará no forno, a quantidade de ingredientes que utilizará no bolo, quantos ovos, a quantidade de leite e fermento, qual será o enfeite, etc.

A grande diferença entre os tios (PN) e as tias (ON) é que quando o bolo ficar pronto os tios (PN) serão os primeiros a receber seu pedaço do bolo, proporcional ao gasto que teve para comprar o ingrediente para o bolo. As tias (ON), por terem influenciado diretamente na feitura do bolo, e terem trabalhado com o capital (dinheiro) de terceiros (tios), terão direito a sua fatia de bolo, somente após ter remunerado, em forma de bolo, os tios, que arriscaram o seu dinheiro na realização do bolo, que poderia dar certo ou não, sem que os mesmos possam influenciar no modo de fazer o bolo.

De repente ele solta, aquelas pérolas, que somente uma criança é capaz de dizer:

- Tio, nós podemos ir a padaria e comprar umas ações, pois esta conversa de bolo deu a maior fome. Eu quero um pedaço de bolo bem grande, igual a do sócio majoritário.

Caímos todos na risada e fomos satisfazer a vontade de nosso futuro acionista se não da Bovespa ao menos da MIXPÃO.

Carlos Renato é Contador

Colunistas ||| O Jeitinho desonesto

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Todos os dias vemos denúncias de descaso com equipamentos públicos, denúncias de determinados serviços básicos que não funcionam, e outras denúncias que envolvem o dinheiro de todos: o dinheiro do Estado.

É um festival de desperdício incrível, do Oiapoque ao Chuí, do Estado aos Municípios, e não adianta sequer tentar rastrear esse dinheiro, pois ele não estará nas cidades ou aplicado, mas no bolso de alguém que provavelmente não mora no local aonde ocorreu a licitação.

Algumas questões ficam no ar, como por exemplo a falta de fiscalização no uso do dinheiro público. Isso não envolve apenas preços, mas a aplicabilidade e qualidade dos bens comprados. Todos os itens são questionáveis, em todas as licitações.

Uma vez por ano, o povo brasileiro gosta de ver dinheiro em formas de fogos de artifício, então o ardil “vencedor” da licitação tem várias opções: ele pode cobrar por 20 minutos, e realizar apenas 15 minutos, afinal, quem vai se preocupar com isso nas festividades de ano Novo? É festa, minha gente! Ou então vamos colocar culpa no mau tempo. Também é possível aumentar arbitrariamente o valor do metro quadrado pela boa vontade, e fechar um contrato com valor 219% superior ao valor passado, como no caso da Prefeitura de Recife (http://www.leiaja.com/carnaval-2012/2012/pcr-cancela-licitacao-de-fogos-para-o-carnaval-2012)

Quem sabe, o “vencedor” também pode ganhar uma licitação para coleta de lixo e limpeza urbana, e como a vitória sempre dá direitos ao seu César, ele pode receber para limpar 2000m2, mas ninguém vai notar se ele limpar só 1700m2. Olhem, espectadores, como ficou muito bem limpo esse 1700m2, vocês vão brigar por 300m2 que ninguém usa? Ou então um caso clássico: servir aos espectadores com uma documentação falsa (http://ruifalcao.com.br/vencedora-da-licitacao-do-lixo-deu-informacao-falsa). A questão é: até em um programa de auditório você seria excluído se fornecesse documentações falsas.

E agora vamos falar de serviços e a qualidade dos serviços fornecidos. Quando se ganha uma licitação, você é o Rei. O bolo é seu, você não está prestando serviços, está simplesmente procurando uma maneira de fornecer o menos possível e angariar o máximo possível, de forma desonesta ou com alguma promessa de emprego, ou de churrasco.

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Colunistas ||| A arte de negociar

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Muitas pessoas entendem da arte de negociar, outras já nem tanto.
Por anos, atuando em uma multinacional de Telecom e atendendo a uma carteira pessoa jurídica, pude observar como se comportam os clientes negociando, quando eles estavam lá na cadeira de clientes, os consumidores.

Fazendo análises específicas comportamentais e até comparando algumas leituras mais técnicas baseadas em estudos fui percebendo características que os negociadores detêm ou não. E aprendendo com os anos como aprimorar o poder de negociar, persuadir e contemplar.
Meu intuito nesta matéria é voltada a mostrar como negociar.

Agora, como negociar no âmbito pessoal?

Muitas pessoas contratam ou compram sem negociar. Eis aí o maior erro de todos.
Para se ter uma ideia, há algum tempo fui a uma loja de shopping trocar de operadora e pareceu tudo muito simples, porém a atendente solícita não imaginava que eu era negociadora.
E que ainda mais, a maior interessada nos meus direitos e deveres.
Pedi uma série de contratos, sim, eu pedi a ela todas as paginas escondidas. Fiz algumas ressalvas nos mesmos, pois sei que de um termo que eu assino, ele cita um segundo contrato (a famosa parte integrante), que geralmente não está junto e tem as famosas pegadinhas. E eu não aceito pegadinhas. Não aceite você também!
Inclusive, tudo que eu assinei, o responsável pela loja assinou também, e eu levei uma das vias. Agora adivinhem: estou com problemas no meu contrato, mais precisamente na minha fatura é obvio, e estou tendo alguns contratempos, como perder meu tempo explicando e argumentando com a operadora.
Oras, é muito simples, se um fornecedor não me agrada, pisco os olhos e vejo outros muitos à minha frente! E se esse fornecedor não consertar logo o que fez de errado e não me bonificar em tudo o que é meu direito eu caio fora. Mas é isso, minha gente, eu só sei o que é meu direito se estiver com os contratos em mãos. E se agora não estivesse, estaria em apuros. E sem ter como argumentar no caso de qualquer acionamento jurídico.

Se eu sei que, como consumidora, eu tenho de assinar um contrato, também sei que tenho antes disso de ler todo ele, pra não dar tiro no pé. E nem me importo de fazer um vendedor esperar 30 minutos enquanto eu leio, porque EU estou pagando, então eu demoro quanto tempo eu quiser. As vezes até levo pra casa e depois levo assinado.

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Colunistas ||| Troca Solidária

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Inicio de ano é sempre cheio de novidades e gratificantes experiências. Quando pensamos que já não há o que ser dito sobre finanças pessoais sempre nos deparamos com novos fatos até então não descritos por autores, estudiosos, pesquisadores e economistas que se debruçam sobre o tema.

Este janeiro, estava eu prestes a iniciar o artigo de finanças pessoais, que iria abordar as questões dos tributos (IPVA, IPTU e as diversas taxas) que desembolsamos no início do ano. Pensando também, em abordar o tema de volta as aulas com as dificuldades na compra do material escolar, matrículas em cursos de línguas e atividades extracurriculares, quando fui informado de uma nova experiência da família Miranda.

Após as festividades de final de ano e com as drásticas notícias de chuvas e enchentes advindas principalmente do Sul de Minas Gerais. A família Miranda resolver fazer uma economia solidaria e criar uma nova forma de consumo e de ajuda solidária ao próximo.

As mulheres da Família Miranda, sim, sempre elas, mulheres, solidárias e econômicas desde a origem do termo. Pois a palavra economia vem do grego oikos (casa) e némein (administrar). Desta forma podemos entender, que a origem do estudo da economia vem da administração do lar, pois os antigos gregos não tinham tempo para administrar o próprio lar, dedicavam-se a Ágora, ou seja, a política e a democracia.

A descrição do dia da troca a seguir é o depoimento da idealizadora do evento, carinhosamente chamada pela família Miranda de Lu:

“ – E na quinta, lá estávamos. Minha irmã improvisou duas araras ( feitas com cadeiras e cabos de vassoura) em uma ela dispôs os objetos dela, bem arrumadinhos. Só a organização já foi divertida e deixou o ambiente descontraído. Minha irmã também preparou um lanche e ficamos beliscando enquanto aguardávamos. Uma das sobrinhas (11 anos) levou revistinhas para trocar por uma bota da minha mãe, que a deixou alucinada, mas a minha mãe acabou esquecendo a bota, mas ela achou vestidos que cabiam nela, brincos, maquiagem e uma bolsa que ela já queria esconder antes da troca. Cada uma das participantes espalhou suas coisas por um espaço da sala. Logo as peças foram encontrando novas donas, algumas ainda com etiqueta.

O melhor, é que todo mundo queria ser escolhido, experimenta meu vestido, esta blusa… foi uma confusão organizada, com direito a desfiles curtos, quando algo ficava muito bom em alguém. Não tinha nada feio, o espírito era este mesmo, todas as coisas levadas foram compradas por que eram bonitas, mas por algum motivo, elas foram ficando no armário, sem uso. Trocá-las por algo que você sabe que vai usar é libertador. Uma das irmãs comentou:

- Nossa parece que acabo de sair de uma loja e comprei um monte de roupas novas!”

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Colunistas ||| 2012: O fim do mundo está próximo – e isso é bom

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A não ser que você tenha passado o último ano morando em uma caverna, deve ter escutado ao menos uma vez sobre como o fim do mundo estava próximo.

Primeiro, ouvimos algum blábláblá sobre calendários maias e profetas do apocalipse. Depois, veio o fim do domínio americano sobre a economia mundial. Os problemas de crescimento da China, a crise na Europa. Agora ouvimos sobre uma estacionada do PIB brasileiro enquanto alguns analistas já falam seriamente sobre o fim do EURO como moeda comum a toda Europa.

Em uma ocasião que entrou para a história do mundo dos investimentos, Warren Buffett, tido como um dos melhores investidores que já passou pelo mundo, resolveu contar seu segredo a alguns alunos que assistiam a uma palestra sua: “Tenha medo quando os outros forem gananciosos, seja ganancioso quando os outros tiverem medo”.

Ao escrever para um site voltado à independência financeira, lhe pergunto, caro leitor, que ocasião melhor para seguir esse conselho do que um ano que inclui até receitas para o fim do mundo e tudo que conhecemos?

Deixando de lado o julgamento final, cabe lembrar que do ponto de vista de boa parte das empresas, as coisas estão andando bem. As pessoas continuam indo aos mercados para fazer suas compras, pagando suas contas de água, luz e telefone e seguindo com suas vidas.

Apesar de algumas atitudes do nosso governo terem complicado a confiança dos investidores globais (principalmente as intervenções mais diretas na Petrobras e Vale, que ainda são as duas maiores empresas em nossa bolsa de valores), hoje é possível encontrar boas empresas a preços historicamente baixos. Com o banco central abaixando os juros e tomando outras medidas para aquecer nossa economia, não só algumas empresas aumentarão seus lucros, como muitas boas pagadoras de dividendos devem se tornar tão ou mais atrativas que a renda fixa, tradicional refúgio dos investimentos do brasileiro.

No exterior, o foco da crise passou da iniciativa privada para a política. O passo das decisões políticas costuma ser mais demorado que no mundo empresarial, mas eventualmente a coisa toda será resolvida, e as empresas voltarão a investir.

Longe de mim querer soar otimista em meio a tantos profetas do apocalipse. Pelo contrário, quanto mais aterrorizadas as pessoas ficarem, mais baixos os preços dos ativos ficarão e mais oportunidades aparecerão para quem tiver tempo e paciência para, aos poucos, ir comprando e garimpando boas oportunidades.

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Colunistas ||| À Espera de 2012

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Caro amigo, mais um ano chega ao seu fim e para que tenhamos um novo ano, repleto de vida e novas esperanças, deixo para os amigos leitores as últimas dicas de finanças do ano de 2011 e também as primeiras dicas do ano de 2012.

Caro leitor arrume as gavetas, armários e cômodos. Jogue fora o que não tem utilidade, doe as coisas que não lhe são mais úteis e não deixe as pendências de 2011 invadirem 2012. Comece sua limpeza espiritual, emocional e econômica. Tome para si, as seguintes atitudes para um feliz 2012:

- Quite as dívidas referentes aos cartões de crédito, pois elas têm os juros elevados. Sempre pague o valor total da fatura. Os juros dos cartões e o IOF se aproximam da casa dos 197% ao ano, ou seja, o dobro do valor histórico.

- Livre-se do cheque especial, faça o possível e o impossível para não entrar no cheque especial, os juros do cheque especial variam de 6,75% a 13% ao mês.

- Troque as dívidas caras por outra de menor custo. Grandes empresas usam esta estratégia para diminuir seu índice de endividamento. Tome um empréstimo consignado no banco onde os juros estão na casa dos 3%, devido ao menor risco de inadimplência e pague os cartões de crédito ou quite o cheque especial, mas logo em seguida cancele os cartões e o cheque especial para não cair novamente em tentações.

- Dívidas em lojas comercias, inferiores a 5 anos, procure o CDL para intermediar junto a loja credora uma negociação amigável.

- Tente um empréstimo familiar, mas lembre-se que este deve ser o seu compromisso número um de quitação. Afinal este familiar é um batalhador como você.

Para o amigo leitor, que seguiu os artigos durante o ano de 2011, e já está com as contas equilibradas, seguem algumas dicas de como utilizar o 13º salário, a comissão de vendas ou a caixinha de Natal:

- Lembre-se que o governo é o seu maior sócio, e logo no início do ano, ele virá apropriar-se de parte de sua receita e o pior antecipadamente. Então guarde parte de seu suado “din-din” para este sócio esbanjador. Gosto sempre de ter em mente para que servem os tributos e para onde deveriam ser aplicados, por exemplo: O Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU). O IPTU é tipicamente fiscal, ou seja sua finalidade principal é a obtenção de recursos financeiros para os municípios. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo devido anualmente pelos proprietários de automóveis. O valor a pagar é calculado com base no valor venal do veículo, que pode variar de 1% a 4 %. O valor arrecadado deverá ser aplicado na prestação de serviços públicos como saúde, educação e segurança. Junto ao IPVA é cobrada também a Taxa de Licenciamento e ainda temos o Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), que cobre vidas no trânsito, como o próprio nome diz. A lei determina que o DPVAT deva ser pago todos os anos, juntamente com a cota única ou primeira parcela do IPVA.

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Colunistas ||| As Peneiras das Finanças

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O pai da Filosofia grega, o grande Sócrates, que viveu nos anos de 469 a 399 A.C, homem de grande sabedoria e enorme simplicidade. Era um filosofo prático, pois o mesmo filosofava durante os seus passeios na Ágora e nas feiras populares da Grécia.

Em um desses passeios filosóficos, foi abordado por um mercador, que tinha algo a falar-lhe sobre um amigo em comum. Sócrates pediu um momento e questionou-o: – você passou a informação no crivo das 3 (três) peneiras? As três peneiras socráticas são a Verdade, a Bondade e a Utilidade. Continuou o sábio dizendo: – O que tens a dizer-me é verdade? Com certeza, deve ter passado a informação pela peneira da bondade, ou não? Pensaste bem, se é útil? Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, bom e nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti. O homem retirou-se em silêncio e envergonhado da presença do filósofo.

A história acima se passou há mais de dois mil anos, más é extremamente moderna e útil para os nossos dias, pois quando falamos de Educação financeira, podemos facilmente adapta-lá para o nosso cotidiano.

Consideremos o texto citado na seguinte cena do dia-a-dia. Uma família passeando pelo shopping, que podemos considerar o mercado moderno, o centro de consumo e de desequilíbrio financeiro, para muitas pessoas de nossa convivência diária.

Durante este passeio várias falsas necessidades são criadas. O Marketing e suas diversas ferramentas de vendas nos remetem as necessidades irreais, pois ao adquirirmos um bem, não necessariamente, tem que ser da etiqueta X ou Y. A etiqueta por si só, não agregam nada ao bem em si, mas com certeza acrescentaram alguns zeros ao valor do bem. Existem certas aquisições que fazemos em que o plano básico ou o simples já nos atenderiam perfeitamente, mas não, somos impelidos a adquirir um “Plus-Mega-Power”. Entretanto não sabemos utilizá-lo ou necessitamos somente do básico.

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