Clube do Pai Rico
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“Renda Fixa” com opções – CALL

Texto originalmente publicado em 30 de julho de 2009

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Este texto está sendo escrito após a publicação de um post em nosso Fórum, onde falava a respeito de Operações envolvendo a venda de Opções coberta por Ações. Falarei sobre um tipo de operação que eu realizava que me proporcionava um retorno médio de 2,5% ao mês.

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que para poder realizar este tipo de operação é necessário um bom conhecimento dos itens envolvidos. Ela envolve o risco existente em qualquer operação de Bolsa, mas no longo prazo mostrou-se uma ótima alternativa de investimento. Vejamos se consigo ajudar com o principal.

Mas … O que é uma Opção ?

Uma opção é: ” Um instrumento que dá a seu titular, ou comprador, um direito futuro sobre algo, mas não uma obrigação; e a seu vendedor, uma obrigação futura, caso solicitado pelo comprador da opção. ”

(Lauro de Araújo Silva Neto, “Opções do Tradicional ao Exótico“)

Existem dois tipos de opção, as de compra, e as de venda, sendo as mais tradicionais, ao menos no Brasil, as de compra. O portador de uma opção de compra tem exatamente o que o nome diz a opção de comprar, ou não, um determinado ativo até uma determinada data por um determinado preço. Já o vendedor de uma opção de compra tem o dever de vender o ativo relacionado a opção por um determinado preço, quando solicitado pelo comprador.

As opções têm a seguinte característica: Têm data certa para “morrer”. Ao contrário das ações, que valem “para sempre”, as opções têm dia e hora para “morrerem”, o dia de seu vencimento. Você poderá negociar com elas até este dia, após isso elas deixam de existir.

Sobre maiores detalhes, aconselho a todos darem uma olhada em nosso Fórum, no tópico destinado ao assunto Opções. Nele maiores informações são dadas. (se eu fosse explicar tudo aqui o texto ficaria gigante, hehehe).

Este tipo de investimento que irei relatar foi muito usado por mim, durante quase 1 ano, de 2004 para 2005, mais exatamente durante 9 meses. A média de rendimento obtida foi de 2,4% ao mês (juros simples, 2,4% mês após mês sobre o capital envolvido naquele mês), que é um ótimo rendimento, pois mesmo envolvendo os riscos de bolsa era bem tranquilo. Claro que como foi dito no início deste texto, um bom conhecimento sobre o assunto foi fundamental para isso.

De que forma funcionava ?

Na época eu investia somente em uma única ação, a TNLP4 (Telemar PN). Investindo sempre me baseando em gráficos, comprava e vendia seguindo os sinais. Mas a forma de operar me tomava um bom tempo, precisava acompanhar constantemente o mercado. Resolvi testar uma outra forma de operar, usando opções para ganhar um rendimento superior ao da Renda Fixa, mas com ações, e que fosse tranquilo como ela.

Como comecei a operação ? Acompanhei o gráfico da TNLP4 como costumava fazer, aguardando por um sinal de compra, que apontaria uma valorização do papel. Assim que o sinal surgiu comprei todo o meu capital deste papel. A minha idéia era vender uma opção dela, com o strike mais próximo possível, eu comprei por R$ 35,80, portanto decidi vender opções TNLPG36 (G referente ao mês de Julho, e 36 para vencimento a R$ 36,00). Minha idéia era só rentabilizar o meu capital direto, sem precisar me preocupar com as cotações, se tinha ou não sinal de queda ou de alta … queria me “desligar” um pouco disso.

Estava pronto o início da operação. Agora o que eu precisava fazer ? “Nada”, precisava somente aguardar o tempo passar.

– ” Certo … quer dizer que era só isso e pronto ? ”
Não

Esta venda me geraria um rendimento para o mês de Junho, quando a operação foi iniciada, mas eu gostaria que ela me gerasse um bom rendimento todos os meses. Como fazer isso ? Rolando a operação para o vencimento seguinte !

Rolar … como assim ? Lembra-se que eu vendi a G36, correto ? O que eu precisava fazer, comprar a mesma G36 pelo preço que estivesse, e vender a série seguinte, que era a H36. A minha venda de G36 foi feita por R$ 1,70, a minha compra por R$ 5,15.

” Mas isso foi prejuízo, e não lucro ! ”

Se olharmos esta operação sozinha sim, mas a rolagem consistem em comprar a vendida, e vender a seguinte. A H36 foi vendida por R$ 5,71. Com isso minha operação já contabilizava “lucro” de R$ 2,26. E fui fazendo isso durante os nove meses de operação … rolagem após rolagem. R$ 0,77 de lucro na próxima, R$ 0,84 na seguinte, R$ 0,89 na outra, R$ 0,90, R$ 0,40, 0,57 …

Mês após mês de rolagens o lucro foi subindo. Alguns mais, outros menos … O meu objetivo era sempre conseguir algo próximo de R$ 0,70 em cada rolagem, em alguns consegui mais, outros menos, mas a média foi de R$ 0,87 !

” Mas você precisava acompanhar o mercado para efetuar esta rolagem … senão como saberia qual a diferença entre uma série e a outra ? ” – Fiz uma planilha no Excel, que me fornecia direto qual era a diferença para a próxima rolagem. Quando chegava no valor desejado, ligava para a corretora e fazia a operação. Uma coisa é ficar olhando os gráficos, cotações, tendo que tomar decisões … outra era olhar somente um número “R$ 0,77”, “R$ 0,84″ … Não tem comparação …

” Mas por que um mês dava mais, o outro menos … ? ” – Isso dependia um pouco da cotação do ativo TNLP4 e de quantos dias faltavam para o vencimento, em outro momento diminuiu um pouco o rendimento da rolagem pois a TNLP4 subiu bastante, se distanciando dos R$ 36,00. Poderia ter deixado me exercerem, recomprando TNLP4 em seguida no mercado, e vendendo uma nova opção próxima do valor comprado. Isso ajustaria a operação, fazendo com que o rendimento voltasse ao patamar de R$ 0,70.

Não quero que você decida iniciar esta operação agora, só porque leu aqui que funcionou, que deu certo, que deu um ótimo retorno. Quero que você veja o que foi dito, que faça sua lição de casa (lendo livros sobre o assunto opções por exemplo, logo abaixo faço a indicação de 2), que faça suas simulações, para ai sim – caso mostre-se lucrativa – você a faça.

Alguns poderão me perguntar porque parei … parei porque adotei uma nova forma de operar, que me possibilitava uma tranquilidade parecida com a que tinha na rolagem, direto em ações, porém com um retorno bem maior … mas isso é papo para outra hora. 😀

Sei que muitas dúvidas surgirão, sugiro que você não fique com elas para si, use o espaço para comentários … publique ela em nosso Fórum … mas não fique com elas. Com suas dúvidas o texto poderá ser melhorado, facilitando desta forma o aprendizado de outras pessoas. 😉

No momento em que meu patrimônio atingir uma marca já estabelecida, voltarei a utilizar este tipo de operação para uma fatia bem considerável dele. Afinal, mostrou-se um bom investimento, com boa rentabilidade e acima de tudo tranquilidade.

Abraços !

Indicação de Leitura:

Opções: do Tradicional ao Exótico
Ganhando Dinheiro com Opções
Fique rico operando opções

Economia de Verão. Ou seriam “gastanças de Verão” ?

E num momento de lazer, descanso e tranquilidade, como uma ida à praia, que conseguimos enxergar como a mente de muitas pessoas trabalha.

São coisas simples, mas que se ignoradas podem fazer um belo estrago …

Acredito que você já tenha reparado, ou então nunca nem parou para pensar no assunto, pois é algo cada vez mais comum de ser encontrado: as pessoas que alugam cadeiras e guarda-sol na praia.

Não, não falarei sobre quem desenvolve a atividade de alugar estes itens. (que por sinal estão de parabéns, pois me parece ser uma excelente fonte de renda !!)

Hoje o papo é sobre quem vai para a praia e só quer saber da comodidade, deixando todo o resto para trás. 😉

Mas antes …

Te pergunto: você é do “time” que chega na praia com o carrinho cheio ? Traz cadeira, guarda-sol, cooler, brinquedos da criançada, etc etc etc ? Ou é do “time” que chega de mãos abanando e pega tudo de quem aluga estes itens ?

Sim, cada um com suas necessidades, suas capacidades, suas possibilidades … Mas você já parou para pensar se está fazendo a coisa certa, financeiramente falando ?

Quanto custa alugar cadeira e guarda-sol ?

Sei que neste momento um amplo leque de realidades se abrirá. Cada praia tem um público diferente, cada cidade, cada estado, cada região. A lei de oferta VS demanda também entra na briga …

Falarei sobre os preços praticados aqui na praia onde passo a temporada: Praia Brava, Floripa !

Na praia existem diversas pessoas que oferecem o serviço de aluguel dos equipamentos de praia. Comodidade total ! A pessoa chega, escolhe o lugar onde quer se instalar, chama o “tio” das cadeiras, ele pergunta o que a pessoa deseja, ele traz, faz o furo para o guarda-sol, arruma as cadeiras e pronto ! Quem escolhe o aluguel não precisou se incomodar com nada. 🙂

Mas toda essa facilidade tem um preço …

O aluguel (perguntei para 3 pessoas que oferecem o serviço) tem um preço “tarifado”: R$10. Não importa o tempo que você fique na praia, o custo será de R$10. Tanto para a cadeira quanto para o guarda-sol. Duas cadeiras e um guarda-sol ? R$30

Não é nenhum assalto, nenhum exagero. Três cervejas já são suficientes para os mesmos R$30.

Beleza ! R$30 e você não precisa se preocupar em vir carregando os itens do carro para a praia (ou da casa/apto que está passando o verão), não precisa se preocupar em carregar de volta, limpar/lavar e guardar.

Como disse, comodidade total. 😉

Quanto custa comprar cadeira e guarda-sol ?

Diversos modelos, preços variados. Mas tentei comparar com os que estão sendo oferecidos para aluguel. 🙂

Cadeira: R$59,99

Guarda-sol: R$149,99

Sim … você já fez a conta e viu que a margem de lucro de quem aluga é MUITO boa ! (entendeu o porquê de eu ter dado os parabéns para eles ? hehehe)

Com apenas 6 dias de uso você já recuperaria o valor gasto com a compra da cadeira. E em 2 semanas você recuperaria o do guarda-sol.

Quem mora na própria cidade … e costuma ir para a praia sábados e domingos (pelo menos), ultrapassa as 6 idas na mesma temporada, facinho facinho … Provavelmente atinja as 15 necessárias para “quitar” o guarda-sol. Concorda ?

Mas … um detalhe: quem disse que as cadeiras e o guarda-sol irão durar apenas uma única temporada ? 🙄

A não ser que você seja um descuidado, que não dá valor ao dinheiro que gasta na compra das coisas, cadeira e guarda-sol duram por anos e anos … (ok, o guarda-sol é algo que realmente tenho visto durar um pouco menos, mas uns 3 ou 4 anos, no mínimo, eles duram)

E não é preciso ser nenhum neurótico na hora de cuidar. Passar uma água, ou uma simples escovinha/vassourinha na hora de colocar no carro, ou guardar em casa, é o suficiente. (claro … se lavar com água doce sempre que voltar da praia, a vida útil aumenta MUITO !)

Com essa comparação eu pergunto: quem aluga, pensando economizar, está agindo da forma correta ? Não sei não …

Talvez o aluguel do guarda-sol se justifique. São um pouco mais caros, precisam de um prazo maior para recuperar o investimento, e talvez isso não seja possível para quem vai passar temporada em uma praia “distante”. Já as cadeiras … o retorno é MUITO rápido.

Mas quem está pensando apenas na comidade, veja o quanto de dinheiro que você está rasgando. 🙁

Eu sei que é uma maravilha chegar na praia e não precisar se preocupar com absolutamente nada … É a melhor coisa do mundo. Mas na sua lista de prioridades, essa mamata tem realmente tanto valor ?

Tem o seu colchão de segurança formado ? Já consegue destinar a grana que gostaria para os seus investimentos ? Ou você não dá bola pra isso e quer apenas aproveitar a praia ? 🙄

Pare para pensar por um minuto. Pense no que poderia fazer com estes R$30 economizados … Sim, você precisará desembolsar este valor na hora da compra. Mas em pouco tempo já terá recuperado !! As pessoas costumam valorizar DEMAIS o conforto e a comodidade, sem levar em consideração o real custo disso …

6 idas na praia e você paga a sua cadeira … 15, e paga o guarda-sol … (de novo: o guarda-sol é o que mais se “justifica” alugar)

Se você não vai este número de vezes para a praia, está só de passagem, é algo extremamente raro … perfeito. Mas se você tem o costume de ir … pra que jogar dinheiro fora ?

Você já havia parado para pensar, de verdade, nisso ?

ps: o que você acha que EU faço ? Levo ou alugo ? 😉

Meu Deus … Como tem gente BURRA neste país !!!

Veja a manchete de ontem no portal G1:

Poupança registra em 2018 melhor resultado desde 2013, informa Banco Central

Sério … eu não consigo entender !!!

Como alguém pode ler uma notícia como essa e não ficar feliz ? Sim, FELIZ !! 😀

É o Zé indo contra a correnteza, de novo ! 😉

Péssimo investimento …

Ok … Ok … Ok …

A poupança, como investimento, é um “péssimo negócio”. (leia este post, O Tesouro Direto é realmente tão mais vantajoso que a Poupança ?,e talvez veja que nem é tãããão assim) Mas e o fato de que os brasileiros conseguiram acumular dinheiro, ao contrário do que víamos acontecendo nos últimos anos … ninguém leva em consideração ?

Eu não consigo entender essa perseguição que algumas pessoas têm em relação à poupança. Era para vermos uma grande comemoração com a notícia !! O povo conseguiu economizar dinheiro, e não só torrar …

Ah Zé, eles estão xingando e reclamando por ter sido a caderneta de poupança, e não outro investimento que paga melhor …

Eu sei disso ! Mas você já parou para pensar que a poupança é a ÚNICA alternativa de muitas pessoas ? Que os quase R$100 necessários para se fazer o aporte mínimo no Tesouro SELIC (que é a alternativa indicada por 99 em cada 100 analistas de plantão) podem ser uma fortuna para a maioria da população brasileira ?

Mas no Tesouro Prefixado ou no IPCA é possível com apenas R$30 …

Sim, é. Mas não é uma alternativa viável para quem precisa de liquidez e tem na poupança o seu colchão de segurança !

R$100 é MUITO dinheiro para uma parcela considerável da população, e isso é algo que – e eu não consigo entender o motivo – foge da compreensão de muita gente. 🙁

A poupança paga mal ? Paga ! Mas se é a única forma de criar reserva … #comofaz ?

Faz assim: destine todo o dinheiro que conseguir para a caderneta de poupança, todos os meses. R$10 em um mês, R$15 no outro, R$23 no seguinte … Vá fazendo isso todos os meses. Vá acumulando, aumentando o bolo, até que … você vê no saldo o número mágico: R$100 !!

SIM !!! Vá acumulando de grão em grão, até chegar em R$100 acumulados. Quando isso acontecer, retire o dinheiro da caderneta de poupança e faça a sua primeira aplicação no Tesouro Direto, no Tesouro SELIC !!!

Escolha uma corretora que não te cobre nenhuma taxa por isso, você terá apenas os 0,25% (anuais) que a Bolsa cobra.

Pronto !! Você deixará de usar um instrumento que paga pouco, a poupança, e estará usando um que paga um pouco mais, que é o Tesouro SELIC. (mas tem que ser o SELIC, se a tua intenção é de reserva financeira pura e simples … ok ?)

Quem usa a poupança para acumular pequenas quantias, está fazendo a única coisa que pode. (EU SEI que existem bancos que oferecem CDB a partir de R$1 …)

Mas quem tem mais de R$100 na caderneta, está insistindo num erro que pode acabar custando ~caro no futuro. Quem faz por necessidade, é uma coisa. Quem faz por preguiça, é outra completamente diferente !

Não xingue o fato de termos visto um crescimento das reservas da caderneta de poupança … Comemore !! É um sinal de que a população conseguiu fazer sobrar alguma coisa no fim do mês. E quem reclama disso (ao invés de fazer algum orientação ou comentário parecido com o meu) está fazendo um desserviço à Educação Financeira das pessoas. 🙁

Reclamar do baixo rendimento é justo. Não compreender a realidade da população é querer tapar o sol com a peneira. 🙄

Como sair da pobreza absoluta e se tornar um milionário da noite para o dia ?

 

Sabe aquela velha briga de classes, onde os mais “abonados” têm injustas vantagens em relação às pessoas mais simples ? E os que formam a base da pirâmide enfrentam barreiras que os do topo nem cogitam sua existência ?

Preste atenção na imagem abaixo. Ela contém um dos ensinamentos mais importantes que você deve aprender em sua jornada rumo a uma vida financeiramente saudável. Observe-a com atenção e tente extrair os principais conceitos contidos nela. Já aviso que provavelmente gerará alguma discussão e “revolta” em determinados grupos de pessoas … Mas o conteúdo dela é fundamental para que você possa seguir adiante.

 

banco imobiliário da vida real com mudança de níveis

 

Conseguiu compreender a lição ? Consegue enxergar que as coisas são um pouco diferentes do que a propaganda “vermelha” tenta nos vender ?

Sim, quem está nos níveis mais elevados da pirâmide social tem inúmeras vantagens em relação aos que estão mais próximos da base. “Tem dinheiro de sobra“, diriam alguns. Em alguns casos isso até é mesmo uma verdade, mas a principal vantagem competitiva que eles têm é a disponibilidade de tempo para dedicar-se à Educação. Está lembrado que há alguns dias falamos sobre a relação direta em o tempo na escola e o tamanho da renda ?

Pois então … as pessoas mais abonadas têm a vantagem de poder se dedicar, exclusivamente, aos estudos. Durante o tempo que “quiserem”. Podem completar o ensino básico, o ensino médio, concluir o ensino superior, provavelmente na universidade (e no curso) que quiserem, fazer cursos de especialização (pós, MBA, etc), sem a pressão de ter que colocar comida na mesa. Sem precisarem se preocupar com as contas … Eles têm o dinheiro (dos pais) que permitem que isso aconteça.

Já na classes mais próximas da base a história é justamente a contrária. Graças à situação financeira da família, muitas crianças se vêm obrigadas a largar os estudos para poder ajudar a complementar a renda familiar. Precisam abrir mão do ensino médio (algumas até mesmo da conclusão do básico), arranjar um emprego e ajudar a pagar as contas. Essa é uma história comum entre as famílias mais simples. Alguns até conseguem levar o trabalho em conjunto à escola, porém neste momento o aprendizado acaba não sendo completo.

Vantagem “injusta”

Lembra que o filho do “rico” pode se dedicar somente à escola ? (que provavelmente será particular) Graças a isso ele tem mais tempo livre para estudar em casa, bem como para descansar, e absorver aquilo que foi aprendido. Enquanto isso, no outro lado da balança, o jovem mais simples que ainda pode ir à escola (trabalhando e estudando ao mesmo tempo) tem pouco tempo livre para complementar o que foi visto em sala de aula e ainda menos para recuperar as energias.

A vantagem competitiva dos mais ricos, muitas vezes, não é o dinheiro em si. O que lhes dá uma vantagem “injusta” é esta possibilidade de dedicar-se exclusivamente aos estudos. O dinheiro em si, pode ser um catalizador para a perda do status social de alguns jovens. Quantas histórias já ouvimos de pessoas que tinham de tudo, das famosas dinastias (famílias que tinham fortuna e destacavam-se perante a sociedade), e que do nada passaram a viver uma vida mais simples ? Normalmente na troca de uma geração pela seguinte …

Sim, foram crianças que tiveram acesso a toda a educação que precisavam e que se podia imaginar. Mas que por alguma razão acabaram não aproveitando. Filhos que só queriam saber de festa e “aproveitar a vida” …

É uma vantagem “injusta” do ponto de vista que a oportunidade de dedicar-se inteiramente aos estudos deveria ser oferecida aos dois grupos. Porém esta não acaba sendo a realidade …

Outro exemplo de que a vantagem “injusta” não é o dinheiro puro e simples ? Quantas e quantas histórias de pessoas que ganharam prêmios milionários (loteria ou em programas de TV) e que em pouco tempo acabaram perdendo tudo ? Mais exemplos ? Esportistas que ganham verdadeiras fortunas, ao largarem a carreira veem-se em problema em pouco tempo. Ambos, muitas vezes, não tiveram a oportunidade real de se dedicar aos estudos enquanto jovens. “Do nada” surge uma bolada e aquilo acaba desaparecendo na mesma velocidade …

Sim, o dinheiro faz MUITA diferença

Não sou louco para negar a linha de pensamento que diz que o dinheiro (puro e simples) faz MUITA diferença. Ele é capaz de permitir que um jovem mais abonado possa tentar diversas vezes, diversos tipos de empreendimento, quebrando de vez em quando, até encontrar um que lhes traga o sucesso. Já para quem tenta empreender, sem esta segurança por trás …

O dinheiro te permite ter as mais diversas experiências. Te permite conhecer diversas culturas, diversos tipos de serviços (em diversos países), possibilitando que você encontre algo que outros não pensariam em criar. Mas dificilmente acontecerá sem ter a base educacional que já falamos.

Dizer que o dinheiro não faz diferença alguma ? Impossível …

Dizer que o dinheiro sozinho é quem faz a diferença ? É errado também …

No frigir dos ovos, quem se atém a esse ponto, que só usa o argumento do “ah, mas ele só se deu bem porque a família dele já tinha dinheiro blá blá blá” acaba perdendo uma ótima oportunidade de aprender com quem teve a oportunidade e que, acima de tudo, a aproveitou.

Não seria muito mais interessante descobrir o que deu tão certo na vida de alguém bem sucedido, para tentar replicar na sua própria vida ? Não dá mais tempo ? Que tal aprender para permitir que seus filhos tenham esta oportunidade ?

O problema é que a discussão acaba sempre chegando da pergunta que incomoda muita gente: Quantas famílias miseráveis conseguiram subir na vida a ponto de se tornarem milionárias ? Não seria muito mais interessante estas mesmas pessoas se perguntarem: O que é preciso para que uma família de miseráveis se torne uma família de classe média ? (e não vale usar a definição que o PT tentou emplacar, abaixando os valores para incluir mais gente nela) O que é preciso para que esta família agora possa ascender à alta ? E agora, o que fazer para formarem uma dinastia ?

Não … querem que, num passe de mágica, seja tudo automático e instantâneo. Não querem enxergar que o crescimento financeiro se dá aos poucos. Um degrau de cada vez.

Depois disso tudo …

… retorne à imagem que deu início a esse texto. Tente enxergar o que está nela sob esta ótica.

O que você me diz ?

Pense: você precisa, MESMO, de um 2º carro ?

Nunca foi tão fácil comprar um carro, seja por uma redução de impostos (IPI), ou pela facilidade de obtenção de crédito (o governo “convidou” seus bancos à oferecerem crédito, às vezes até mesmo para quem – em teoria – não poderia recebê-lo). Ok, quem sabe em 2009 tenhamos tido uma situação semelhante, só não estou muito bem lembrado se a parte do crédito estava que nem hoje. (especialmente a taxa de juros ofertada)

Não temos como negar o fato de que o brasileiro – em geral – é um apaixonado por carros, competindo até mesmo com o futebol. O fato já foi amplamente explorado por diversas campanhas publicitárias que retratava a realidade de muita gente.

Mas … será que um segundo carro é realmente necessário ? Será que ele fará alguma diferença em sua vida ? Certo, alguma eu sei que fará, mas será que fará a diferença que este segundo carro lhe custará ?

Tenho a certeza de que a sua resposta será sim, mas não custa nada perguntar … Você já fez um cálculo para ver o custo que este segundo carro impõe ao seu orçamento ? Levou em consideração todos os pontos ? O que acha de fazermos um exercício em conjunto, na tentativa de levantar “todos” estes gastos ? Vamos lá !

1- Custo do carro em si; (seja novo ou usado; sem esquecer da depreciação do valor do automóvel !!)

2- Combustível; (estacionamento, podemos também incluir o pedágio neste item ou quer quer criemos um novo ?)

3- Manutenção; (troca de óleo, lavação, troca de pneus velhos, revisões, consertos de pequenos amassados/arranhões, etc …)

4- Seguro;

5- IPVA; (incluindo multas … valeu pela lembrança leoh ! 🙂 )

6- Custo de oportunidade; (afinal se não tivesse comprado o carro poderia usar o dinheiro em alguma outra coisa, de preferência em algum investimento, hehehe 🙂 )

7- Custo da vaga de garagem extra (opa !!! Não havia pensado neste item até agora ?)

Bom … que eu consiga me lembrar, estes são os custos atrelados a um carro. Mais algum ? (use o espaço de comentários para sugeri-los, pode ser ?)

Na maioria das vezes as pessoas pensam somente no custo do carro em si, fazem algumas contas básicas para ver se há a possibilidade de compra. (se for comprado à vista, existe o dinheiro em caixa?, se for financiado, a parcela se encaixa em meu orçamento ?) E se esquecem de outros custos, básicos, como combustível !!! Seguro ? Na maioria dos casos é uma raridade … Manutenção ? “Troco o óleo e olhe lá !” IPVA ? Já viu como estão os pátios do Detran/PM ? Lotados de carros e motos apreendidos pelo não pagamento do imposto. Custo de oportunidade ? “É … se não tivesse comprado o carro dava para ter feito muita festa …” 😯

Mas um ponto que pouquíssimas pessoas levam em consideração é o custo da vaga extra de garagem. Já fez um levantamento, em sua região, de quanto custa uma vaga de garagem ? Se for de aluguel, provavelmente ficará na faixa dos R$ 200~300 … Mas e se for comprada ? Aqui em Floripa elas custam, em média … R$ 60.000,00 !!! (é … um espaço de 12m² custa quase o preço de um apartamento inteiro !) Já está fazendo as contas de como isso afetaria o seu orçamento ? (essa grana, na poupança, renderia quase R$350,00/mês …)

Eu tomei uma decisão importante …

E já faz algum tempo. 🙂

Desde que vim morar no centro (enquanto estava na praia, 35km do centro, ainda mantinha o segundo carro, mas para “emergências”), onde posso fazer praticamente tudo a pé, mas se precisar posso pegar um táxi ou um amarelinho (ônibus executivo, com ar condicionado, som ambiente/TV, poltronas confortáveis, onde ninguém vai em pé, que para em qualquer ponto solicitado – não precisando ser um ponto de ônibus), estou com apenas 1 carro em casa. É mais do que suficiente ! Ele deve passar – ao menos – 80% do tempo na garagem. Pra quê teria um outro carro então ? 😯

Já sei … você argumentará que o segundo carro é necessário, pois você trabalha em um lugar e sua esposa (seu marido) em outro, ou que os horários são diferentes … Mas será que é tããão diferente assim ? Será que não haveria um ponto em comum aos dois, em que apenas uma parte do caminho fosse percorrida de outra forma, ou que apenas alguns minutos a mais (ou a menos) fizessem que os dois saíssem juntos ?

Sim, eu sei que é uma “comodidade”, que não adianta nada trabalhar, trabalhar, trabalhar e ficar “sofrendo” pela ausência do carro extra. Mas … será que você tem realmente a capacidade financeira de arcar com este outro carro ? Seu orçamento apresenta um Fluxo de Caixa positivo ? E esta sobra é na faixa dos 50% de seus ganhos ? (sim, exagerei um pouquinho, hehehe)

Pare. Pense. Reflita. Você precisa – de verdade – de um segundo carro ?

ps: esse post foi originalmente publicado em 2012, quando ainda não tínhamos serviços de transporte como UBER e 99 … Portanto, você deve imaginar como a decisão ficou ainda mais difícil de ser tomada agora, não é mesmo ? 😉