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Tive lucro hoje, posso esperar para pagar o IR no final do ano ?

Pergunta:

Aproveitando o tema…………………..tive lucro em maio. Tenho que recolher até final de junho IR ou posso recolher só no final do ano, para aproveitar e abater possíveis prejuízos nos meses de junho a dezembro ??!? Obrigado.

Resposta:

Bom dia Evandro,

Olha … se você quiser pagar o tributo com multa e correção … pode. 😉

Brincadeiras à parte, não, você não pode fazer isso. 🙁

O uso de um prejuízo para abater um lucro só poderá ser feito com lucro futuro, nunca com um do passado.

Se você teve prejuízo em abril, e lucro em maio … Tudo ok ! Poderá abater o lucro obtido do valor “em aberto” e pagar somente o excesso. (ou talvez não pagar, caso não tenha sido o suficiente para zerar a conta)

Se você teve lucro em maio, sem nenhum histórico de perda passada, se vendeu mais de R$20 mil em ações no mês de maio, se foi um lucro obtido com operações envolvendo opções, precisará pagar o Imposto de Renda até o último dia útil do mês seguinte ao do lucro. Ou seja: se lucrou em maio, precisará pagar o IR até o dia 29 de junho de 2018. 😀

De novo: você não pode abater lucro atual de perda futura !!

Se quiser, como eu disse, poderá pagar mais pra frente … Mas com direito a multa e correção do valor devido. 😉

Aproveitando o tema, sugiro a leitura do post “Como pagar menos Imposto de Renda no investimento em ações ?“.

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !

ps: a pergunta do Evandro surgiu no post “Tenho um prejuízo antigo com Daytrade e hoje tive lucro. Como pago o IR ?

Tenho um prejuízo antigo com Daytrade e hoje tive lucro. Como pago o IR ?

Pergunta:

Ola, boa tarde, eu tenho prejuizo de varios anos no day trade e venho declarando isso no Imposto de Renda, mes passado eu tive lucro sobre as operaçoes day trade ; a pergunta é: eu tenho que pagar darf mensal ou posso segurar ate o fim do ano e abater nos meus prejuizos q sao grandes sobre esse valor e declarar so no final do ano? agradeço desde ja a ajuda , parabens pelo site.

Resposta:

Bom dia Saulo,

Tenho uma ótima notícia para você !! Sim, você não precisará paga o imposto sobre esse lucro neste momento. 😀

Como você disse, já tem um prejuízo acumulado, de anos anteriores, na modalidade daytrade. Portanto, os lucros que vier a ter agora poderão (e deverão) ser abatidos deste valor até que seja zerado.

Como você disse, vem informando na sua declaração anual de imposto de renda a existência deste prejuízo acumulado. É a partir dessa informação que a Receita saberá que o lucro que você teve hoje não exigirá o pagamento. 😉

De que forma funciona: você tem o prejuízo acumulado e informado. Hoje teve um lucro, menor do que o valor perdido. Pegará esse valor e deduzirá do montante em “aberto”. Poderá fazer isso até que ele seja zerado e ai sim voltará a paga IR sobre operações daytrade.

É importante frisar que somente lucros obtidos em daytrades poderão ser abatidos do valor a compensar. (e sei que você já sabe disso, mas é importante reforçar para os outros que leem)

Como a Receita ficará sabendo que você teve o lucro hoje ? Na sua próxima declaração anual, é lá que você informará que no mês de maio teve um lucro de R$xxx. Você verá que o programa da Receita deduzirá o valor obtido de lucro do total a ser compensado, tudo de forma automática. 😉

Além disso lembro que você já entregou parte do lucro à Receita, foi retido diretamente na fonte. 1% do teu lucro já está lá com eles. É importante que você anote o valor para que ele também seja ressarcido no futuro conforme os lucro vierem.

A ordem de “devolução” é:

1º o saldo a compensar por conta de prejuízos do passado
2º o saldo acumulado em IR retido na fonte

Você não precisa se preocupar com nada, além de informar à Receita sobre o lucro de hoje na sua declaração anual. Irá compensar enquanto houver saldo em aberto (prejuízo a ser compensado), e somente após isso é que retornará a pagar IR sobre o lucro de operações daytrade. 😀

Espero ter te ajudado ! 😉

Abraços !

Como funciona o limite de R$20 mil para a isenção de IR na Bolsa ?

Pergunta:

Zé, boa noite!

A necessidade de recolher IR se dá quando a venda acima de 20k ocorre na soma das suas operações ou quando ocorre com base em um único papel?

Exemplo 1:

Em determinado mês, as vendas dos papéis A, B e C somaram 21k, mas nenhum deles sozinho foi maior que 20k, ou seja, é necessário recolher?

Exemplo 2:

Em outro mês a venda somente do papel D foi superior a 20k. Seria somente neste caso o recolhimento do IR?

Resposta:

Bom dia Jorge, tudo certo ? 🙂

A regra é BEM simples. 😉

Houve um valor superior a R$20 mil registrado em vendas na sua carteira de ações em um determinado mês ? Se sim, pronto … o recolhimento do IR se torna obrigatório.

A regra atinge tanto o exemplo 1 quanto o 2.

Somou mais de R$20 mil, o procedimento do IR é “acionado”. Ou seja: é levantado o lucro obtido no mês, calcula-se o IR – 15% sobre esse lucro – e se verifica se há um prejuízo a ser abatido de meses anteriores. Sobrando algum lucro, esse é o valor a ser pago via DARF. 🙂

Um ponto que merece destaque é: é venda, e não o encerramento de uma operação … Repetindo: é VENDA.

Por que falei isso ? Simples: você pode ter iniciado uma operação do tipo short (aquela em que você aluga uma ação, vende para recomprar por um preço mais baixo). Você pode não encerrar a operação no mesmo mês, mas o ato da venda, dando início a operação, sim.

O evento que gera a contagem do limite dos R$20 mil, o “gatilho”, que a Receita olha é a ordem de venda. Tanto que você pode perceber que existe uma imposto retido na fonte na sua nota de corretagem em dias que ocorrem venda de ações. É um valor bem pequeno, 0,005% do valor da venda, e tem a função de servir de “alarme” para a Receita. (e sim, você pode abater esse valor retido na fonte do pagamento do IR quando ele ocorrer)

Não importa o número de negócios realizados no mês. Não importa o número de ações negociadas no mês. Só importa isso: superou os R$20 mil … a Receita tá de olho. 😉

Viu, falei que era simples. 😀

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !

Paguei o DARF sobre o lucro na bolsa e depois perdi o lucro. Como devo declarar ?

Pergunta:

Paguei o DARF sobre o lucro na bolsa e depois perdi o lucro como devo declarar ?

 

Resposta:

A pergunta foi retirada do relatório de “termos usados na ferramenta de busca do site“. 🙂

Se você pagou o imposto sobre o lucro obtido com operações em ações, é porque esse lucro aconteceu no mês anterior. Conta fechada, partimos para o próximo mês. Correto ?

Se o prejuízo ocorreu após o pagamento de um DARF (originado por um lucro) é porque eles ocorreram em períodos diferentes … Ele poderá ser usado para o abatimento de lucros futuros e somente assim.

Sendo ainda mais específico: O resultado de um mês deve ser a soma de todas as operações que nele ocorreram. Você deve somar os lucros e prejuízos de um determinado mês e desta forma saberá se o resultado daquele mês foi de lucro ou de prejuízo.

Se foi de lucro, você precisará pagar o IR referente a este lucro até o último dia útil do mês seguinte. Se foi prejuízo, ele poderá ser usado para abater lucros futuros, até que o resultado negativo seja zerado.

Nunca poderá ser usado para “compensar” lucros passados … Ele servirá apenas como crédito.

Portanto (assumindo que você partiu de um resultado zero), se você teve lucro em um mês, precisará pagar o IR sobre este lucro. Se no mês seguinte obteve prejuízo, ele será “anotado” e usado para compensar lucros futuros até que seja zerado e você volte a recolher o IR sobre os lucros.

A declaração propriamente dita desta perda ocorrerá na declaração anual de IRPF. É lá onde você mostrará à Receita os ganhos e perdas que obteve durante o ano anterior e é lá que a compensação será visível.

Simples e direto ao ponto. 😉

Espero ter lhe ajudado. 🙂

Abraços !

Tributação nos Investimentos – o guia completo (e prático !)

Se tem uma coisa que dá um belo nó na cabeça de muita gente, especialmente de quem está começando, são as regras de tributação para investimentos. São diversas, cada investimento tem a sua, uma hora é uma coisa, na outra é uma coisa diferente … que a pessoa se sente perdida na hora em que começa a se aprofundar um pouco no assunto.

O problema é que você precisa entender direito como funciona o Imposto de Renda para seus investimentos. Você não tem escapatória … Além de poder manter as coisas em dia com o leão, você precisa ter esta informação em mãos na hora de comparar a rentabilidade oferecida pelas diversas modalidades de investimento disponíveis. Se não tiver … estará comparando maçãs com laranjas, e isso não é algo recomendado neste universo.

São tantas alíquotas … Tantas regras específicas … Tantas particularidades … Por onde começar ?

Tipos de Tributação

Antes de qualquer coisa: você precisa saber quais são os tipos de tributação que incidem sobre seus investimentos.

Existem algumas formas de tributação: isento, renda fixa, ações e IRPF. Separei nestes quatro grupos para facilitar a compreensão e até mesmo a apresentação. 😀

Cada tipo incide sobre um determinado tipo, ou grupo, de investimento e tem suas regras regulamentadas pela Receita. São regras relativamente estáveis, sem alterações frequentes (como estamos acostumados aqui na terrinha), e de fácil identificação/aplicação.

Isentos: Como a própria identificação aponta, são os investimentos livres da incidência do Imposto de Renda. Recebem esta vantagem justamente para atrair mais investidores para eles. São exemplos de investimentos isentos de tributação: caderneta de poupança, LCI, LCA e algumas debêntures.

Renda Fixa: São os investimentos mais tradicionais do mercado. O porto seguro de quem deseja botar seu rico dinheirinho para trabalhar. Neste tipo de investimento a tributação incide sobre o lucro de acordo com o tempo decorrido entre o início e o resgate.

Para saber qual será a alíquota que incidirá em sua aplicação, veja a tabela abaixo:

Tabela de Imposto de Renda para Investimentos de Renda Fixa
Prazo de Aplicação Alíquota de IR
Até 181 dias 22,5%
de 181 dias até 360 dias 20%
de 361 dias até 720 dias 17,5%
Acima de 721 dias 15%

 

Por exemplo: você realizou um investimento em um CDB no dia 23/03/2016 e fará o resgate no dia 18/09/2017. Isso é o equivalente a 1 ano e meio, ou 544 dias. Pela tabela, vemos que a alíquota referente a esse período é de 17,5%. Portanto este será o valor destinado ao Importo de Renda, 17,5% do lucro auferido no período.

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