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Um daytrade afeta o preço médio da minha carteira ?

Pergunta:

Minha duvida é referente ao preço medio !

Se tenho 2.000 açoes da empresa X em custodia a um preço medio de R$50,00 em um determinado dia compro mais 400 açoes dessa mesma empresa X a R$35,00, porem vejo que ela valorizou e decido fazer um day trade com essas 400, vendendo a R$38,00.

A duvida é : meu preço medio anteriormente de R$50,00 é alterado ouuuuu… o day trade nao altera no preço medio do ST ?

Fico no aguardo e Obrigado !!!!

Resposta:

Opa ! Tudo certo Giovanni ? 🙂

Não, o preço médio anterior não é alterado.

O daytrade é um evento “especial e específico”. Nele ocorre apenas uma operação financeira, sem a troca de ações propriamente dita entre os participantes. Digamos que a pessoa que te vendeu as 400 ações é o individuo A, você o B e quem comprou de você, o C. No daytrade, a ação passa diretamente de A para C. Você fica no meio da transação, ficando apenas com o financeiro da “intermediação”. (seja ele lucro ou prejuízo)

Portanto, um daytrade não altera o preço médio original de uma posição. Afinal de contas não há uma compra de ação para a carteira propriamente dita. O teu preço médio permanece sendo de R$50 nas 2.000 ações originais, e você tem um lucro de R$3 por ação no daytrade.

Na verdade, você pode perceber que operações normais e daytrades nunca se misturam. São separados em todos os momentos. Exemplo: o IR para uma operação normal, é de 15% sobre o lucro. Em um daytrade, 20%. Prejuízos a serem compensados, só poderão ser compensados quando usamos operações normais com normais, e daytrades com daytrades. 😉

De novo: o daytrade é apenas uma operação financeira, não existe a troca de ações propriamente dita. 🙂

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Espero ter te ajudado ! 😉

Abraços !

O que é um GAP ?

Você provavelmente já tenha ouvido alguém falar algo parecido com:

O mercado abriu com um belo GAP. Como acontece com todo GAP, esse provavelmente venha a ser fechado.

E eu lhe pergunto: Você sabe o que é um GAP ?

O que é o GAP ?

É uma “figura” simples de ser identificada e muito comum de ser vista em nossos gráficos. Da forma mais simplificada possível: é um “buraco” no gráfico, onde existe uma diferença entre o fechamento de um dia e a abertura do dia seguinte.

Normalmente os valores de fechamento de um dia e o de abertura do dia seguinte, são muito próximos. Na maioria das vezes não existe um evento ou fato que justifique uma mudança muito grande no ânimo dos investidores, que justifique uma mudança radical nas cotações da noite para o dia. (literalmente)

Porém em algumas ocasiões isso pode ocorrer. Pense na divulgação do resultado da empresa, a abertura seguinte ao anúncio pode conter muitas informações novas, que eram desconhecidas até então e que justifiquem uma grande diferença no preço considerado como sendo justo para sua ação.

Mas é claro que não são somente as divulgações de resultado que causam isso. Como o mercado Global é integrado, um evento ocorrido na China, ou no Japão, durante a noite, pode fazer com que a nossa abertura seja muito diferente do “clima” encontrado no fechamento do dia anterior.

Mais simples do que explicar em palavras, é apresentar um gráfico que contenha um “festival” de GAPs. 😉

vale5-diario-14102015

Observe as elipses acinzentadas, elas marcam os saltos na cotação da VALE5 de um dia para o outro. Repare que o GAP existe tanto para cima, quanto para baixo. Ainda existem GAPs “invisíveis”, que podem ser vistos mais claramente no gráfico intraday. Seria exatamente o mesmo salto, mas “encoberto” pela forma com que os candlesticks são formados. Dê uma olhada neste gráfico e tente entender isso:

vale5-diario-14102015-2

“Mas e essa história de que todo GAP se fecha ?”

Isso é um misto de “lenda” com estatística. Obviamente a palavra “todo” não se encaixa muito bem ao mercado financeiro. Não existe regra que funcione 100% das vezes … Mas algumas se aproximam muito disso. 🙂

Veja o primeiro gráfico, das 8 sinalizações, você encontrará apenas 1 onde não houve o fechamento. É … quase que podemos dizer que todos fecharam. 😉

A frase que muitos preferem adotar é: “Todo GAP se fecha, menos aqueles que não são fechados.”, hehehe. Usam o argumento que aquele é um GAP de fuga, que marcaria o momento da reversão do papel e por isso ele não foi fechado. Mas … como saber se é um GAP normal ou um de exaustão ? Impossível … só depois, usando o retrovisor.

O que estou querendo dizer ? Sim, parta do princípio que ele muito provavelmente vá ser fechado. (use um belo STOP para se garantir, caso não venha a se fechar)

A viabilidade de se operar o fechamento de um GAP só é possível para quem usa o STOP, e um STOP curtinho … Se for tentar aproveitar o  fechamento de “cara limpa”, a chance de perda é enorme !!

O GAP é apenas uma forma de se enxergar um salto “noturno” na cotação. Mas que, de brinde, pode nos trazer uma bela oportunidade de operação. 😀

Quem é o lançador de Opções ?

Pergunta:

Olá pessoal, bom dia.

Tudo bem?

Estou iniciando meus estudos referente as opções e tenho dúvidas nos casos em que as opções são exercidas, quanto a obrigação de ter que entregar as ações \”mãe\” de determinada opção (no caso de uma CALL) ou quanto a obrigação de ter que comprar as ações \”mãe\” de determinada opção (no caso de uma PUT).

As obrigações que citei acima são somente do lançador das opções?

Lançador é somente o primeiro que colocou a opção a venda? Ou, caso eu compre uma opção, e depois venda esta mesma opção, este ato de vendê-la faz com que eu me torne o lançador e passe a ter as obrigações que citei acima?

Abraço,

Fernando

Resposta:

Opa ! Tudo certo Fernando ? 🙂

Exatamente: no mundo das Opções, o único participante que tem obrigações é o lançador (quem monta uma operação de venda) de Opções. Quem é titular, ou seja quem monta uma operação de compra, tem apenas direitos.

Mas quem é o lançador de Opções ?

Sabedores disso, podemos ir à segunda parte da tua pergunta. Sim, lançador é quem começa uma operação vendendo o que não tem. Lançador é aquele que faz uma venda, sem ter o ativo, a Opção, em carteira. É aquele que ao abrir o homebroker verá uma posição negativa na Opção que lançou.

Eu vejo muita gente confundindo o ato de lançar uma Opção, com o ato de vender uma Opção. A dúvida é totalmente justificável, pois em ambos os casos, existe uma operação de venda envolvida. 😉

Mas, uma diferença básica existe entre um lançamento e uma venda no caso acima: quem lança, vende aquilo que não tem.

Como tu perguntou, se você tem uma opção em carteira, e em seguida faz uma venda dela, não está lançando … Está apenas zerando uma operação de compra, que foi iniciada anteriormente. 🙂

Quando você começou a operação, deu primeiro uma ordem de compra. Com isso, no seu homebroker verá a posição positiva naquela opção. Na hora que fizer a venda dela, estará zerando a operação de compra, e a Opção não aparecerá mais na sua carteira.

Se você tivesse lançado a opção, ela apareceria como uma posição negativa naquela opção.

Quem tem direito, é quem está com a opção na carteira, quem tem posição positiva na carteira em uma determinada opção.

Quem tem obrigação, é quem está com uma posição negativa na carteira em uma determinada opção. Quem fez a venda daquilo que não tinha.

Se você tinha a opção em carteira, e depois vendeu a mesma, você apenas zerou, encerrou a operação. Deixou de ter o direito à solicitar o exercício, sem adquirir nenhuma obrigação com isso. Você, ao encerrar a operação, está fora daquele “contrato”. 😀

Espero ter te ajudado. 😉

Abraços !

Zé, por que você só atua na venda de Opções ?

A resposta mais simples e direta possível: as minhas chances de ganho são maiores.

Sim, eu opero na venda porque é mais fácil (não sei se é o termo mais adequado, pois pode passar uma falsa impressão … mas acredito que seja o que chega mais perto de descrever) de se ganhar dinheiro em uma operação de venda, do que em uma operação de compra de Opções.

Motivo ?

Para se ganhar numa compra de CALL, é preciso que a ação suba, e suba rápido.

Enquanto isso, para se ganhar numa venda de CALL, ganhamos se a ação cair, ficar de lado, e até mesmo se subir um pouco.

Já para se ganhar numa compra de PUT, é preciso que a ação caia, e caia rápido.

Enquanto isso, para se ganhar numa venda de PUT, ganhamos se a ação subir, ficar de lado, e até mesmo se cair um pouco.

(viu, não “torço” apenas para que o mercado apresente queda …)

Sim, muitos acham que por eu operar apenas na venda, sou Urso, um torcedor pela queda constante do mercado … 🙄 🙄 🙄

Não, não sou. Opero apenas na venda, SIM. Mas na venda de Opções, de CALL e de PUT. Portanto quero que suba, quando vendo PUT, e que caia, quando vendo CALL. 😀

Estou mostrando apenas o motivo para eu ter escolhido atuar na venda. Nela o tempo é nosso aliado. 😉

Não, não estou incluindo aqui os riscos atrelados à venda … E sim, nela os riscos podem ser maiores do que na compra.

Resumo rápido do funcionamento do risco/retorno nas operações de compra e venda de CALL e PUT:

– Na compra de CALL, o risco é limitado e o potencial de retorno ilimitado;

– Na venda (descoberta) de CALL, o risco é ilimitado e o potencial de retorno limitado;

– Na venda (coberta) de CALL, o “risco” é o de entregar (vender) a ação que você possui, pelo preço desejado, e o potencial de retorno é limitado;

– Na compra de PUT, o risco é limitado e o potencial de retorno limitado; (a não ser que seja um petróleo visitando o -$40 !! hehehe)

– Na venda (descoberta) de PUT, o risco é limitado (de novo, a não ser que seja um petróleo visitando o -$40 !! hehehe) e o potencial de retorno limitado;

– Na venda (coberta) de PUT, o “risco” é o de comprar a ação que você possui, pelo preço desejado, e o potencial de retorno é limitado.

Entendeu o porquê de eu sugerir o uso da venda coberta de Opções ? 😉

“Mas Zé, se o risco da compra é menor, porque não atuar só na compra, mesmo com menos chances de dar certo ?”

Por isso: Opções: O que é melhor, rendimento modesto e constante ou uma rara explosão ?

De novo: isso é o resumo do resumo do resumo do resumo da coisa.

Antes de trabalhar com Opções, estude, estude e estude. Não justifica se arriscar sem entender/conhecer o funcionamento delas. Se você deseja se aprofundar mais, indico o Double PUT Double CALL, o meu curso de Opções. 🙂

Vender uma ação alugada, comprar uma PUT ou lançar uma CALL ?

Pergunta:

Oi zé, estou começando o curso, me diz uma coisa como eu descubro se é mais interessante comprar uma put ou alugar ações apostando na queda de uma ação? um abraço.

Resposta:

Bom dia Edgar,

Antes de mais nada, obrigado por adquirir o curso Double PUT Double CALL. Espero que o conteúdo esteja te agradando e sendo útil para a sua jornada neste mercado tão temido por grande parte dos investidores. 🙂

Momento #ad … Se você ainda não conhece o meu curso de Opções, confira:

Voltando à sua pergunta: “É mais interessante comprarmos PUT ou alugar ações para venda ?” Eu acrescentaria uma 3ª alternativa: venda de CALL. E em seguida explicarei o motivo da inclusão. 🙂

Antes de mais nada precisamos lembrar de um detalhe MUITO importante nesta situação. Lembra que as opções têm prazo de validade, que elas têm vida útil ? Pois então … As operações envolvendo opções têm prazo definido para serem encerradas. O vencimento da opção é o seu prazo limite. Ok … você pode rolar a operação para o mês seguinte, quando for uma operação de venda, ganhando um extra com isso. Já se for uma operação de compra de opções, se você quiser levar para o mês seguinte, precisará desembolsar mais dinheiro. Iniciará uma nova operação.

Já no aluguel de ações (para venda) isso não acontece. Você permanece na operação pelo tempo que desejar. (ou até não ter mais ninguém no mercado lhe oferecendo aquela ação para aluguel, hehehe)

Então, uma das diferenças é essa: o aluguel de ações te permite levar a operação por mais tempo, esperando que o cenário imaginado se concretize. 😉

Agora, olhando as operações sugeridas, a compra de PUT tem um “problema” extra, justamente relacionado ao fator tempo … Ele joga contra esta compra. Além de ter prazo de validade, cada dia que passa, sem que o cenário traçado se torne real, faz com que a opção perca parte do valor. Isso faz parte das características das opções, como você viu nas aulas do curso Double PUT Double CALL. 🙂

Eu não gosto de operações de compra de opções por causa disso. Você não tem “margem de manobra”, nem tempo para ajustes, para o caso de sua expectativa em relação à ação subjacente não fazer imediatamente o que você imaginou/esperava que ela fizesse.

Desta forma eu faria a comparação entre aluguel de ações para a venda e a venda (travada) de opções do tipo CALL.

Na venda de CALL você tem, de novo, o tempo atuando. Só que desta vez ele está agindo a favor do investidor. A cada dia que passa você “ganha um pouquinho”, mesmo que o cenário esperado não se torne uma verdade plena. Vou explicar melhor. 🙂

Se você vender uma CALL, e o papel cair, você ganha. Se ficar parado, você ganha. Se subir devagar, não chegando no strike da opção que vendeu, você ganha. Você só perde caso esteja completamente errado e precise usar o STOP para interromper a operação. 😉

No caso do aluguel de ações, você só ganha se a ação cair. E dependendo da situação, se cair muito.

Na venda de CALL, você pode ganhar mais do que ganharia na venda alugada, mesmo se a queda da ação subjacente for pequena … Tudo depende do strike escolhido e do quão distante estivermos do vencimento dela.

Entendeu porque eu abandonei a venda alugada e passei a me dedicar à venda de Opções ? 😀

Sim, as chances de ganharmos na venda de opções são MUITO maiores do que na venda alugada.

O único porém é que na venda de ações alugadas podemos aproveitar melhor as quedas mais acentuadas. Como eu costumo realizar operações mais curtas, evitando ao máximo o tempo de exposição no mercado, esta vantagem não me ajuda muito … 😉

Uma consideração importante e que precisa ser feita: a compra de PUT, mesmo não tendo o apoio do tempo, com menores chances de ganho, etc etc etc, tem uma vantagem muito grande em relação à venda de CALL e a da ação alugada. Ela possui risco limitado. Na compra de opções do tipo PUT o seu risco de perda máxima é o valor alocado na compra da opção e apenas isso. Enquanto que na venda travada de CALL o seu prejuízo está limitado ao tamanho da trava e o da venda da ação alugada é ilimitado.

Então, as maiores chances de ganho estão (na minha opinião) na venda travada de CALL, enquanto o menor nível de risco está na compra de PUT.

Espero que tenha lhe ajudado. 🙂

E se você que está lendo este post não conseguiu entender direito o que foi dito aqui, se tudo lhe pareceu grego, faço um convite a você: venha conhecer o meu curso de Opções, o Double PUT Double CALL. Será um prazer te ajudar nesta jornada de aprendizado. 😀

Abraços !