Clube do Pai Rico
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Aluguel de ações

O estudo acompanhará o desempenho da Vale5 e da Petr4 – carros chefe do Ibovespa. Esta informação poderá ser usada tanto por quem opera na ponta de compra quanto para quem opera na ponta de venda … 😉

Este é um dado que acompanho diariamente, serve para que eu veja o “peso” extra que existe sobre estas ações. Normalmente – veja bem, normalmente … – um aumento na posição alugada pode significar um movimento de queda no papel. E o contrário também é verdadeiro, uma cobertura pode significar um movimento de alta.

Vamos lá !

Comentário: Tombo !!!

É … o Sr Mercado parece criança birrenta, que só faz o que quer, quando quer, hehehe. Quando quer subir, sobe. Quando quer cair, cai. 🙂

Queda generalizada ontem, em tudo que é canto, de tudo que é tamanho. Juro que me surpreendi com a força da queda, pois em dia de vencimento do contrato de índice futuro o comportamento médio (estatístico) é de alta até o final da tarde, podendo – ou não – virar depois disso. Ontem caiu e caiu.

Que bom. 😀

Outra coisa que não está dando muita emoção é acompanhar a guerra das opções, parece que desta vez os comprados nem entraram em campo … a cotação vem passando reto nos pontos de briga/defesa delas. E dá-lhe queda. 😉

O índice se aproxima de um suporte forte, na faixa dos 48.000 pontos (um pouco mais embaixo, um pouco mais acima). Se vai segurar … vai saber, hehehe. Pode ser que o povo da “guerra” esteja reservando munição para a defesa deste ponto. Mas em mercado … tudo é possível. 🙂

E o Japão ? Mais de 6% de queda no pregão de hoje … lembra que há alguns dias usei ele como termômetro ? Ele vinha apresentando altas gigantes num dia, e tombos proporcionais no outro. Pelo andar da carruagem a coisa vai ainda mais longe … O “sell in may and go away” vem dando um bom resultado até o momento, quase 10% para os que acreditaram na estatística. 😀

E a Petro ? Numa primeira tentativa, na terça, respeitou o forte suporte (2 estudos diferentes apontavam como ponto de suporte), repicou e deu lucro para quem acreditou. 2,5% … A abertura de ontem ainda tentou, mais uma vez, superar a máxima de terça, mas acabou foi marcando um ponto de resistência no gráfico, em R$18,80. O suporte no R$18,25 ? Virou lenda … o fechamento foi nos R$18,12 … sendo que antes havíamos marcado uma mínima em R$18,06.

O próximo objetivo dela ? A região dos R$17,70. É o próximo objetivo do pivot de queda e o último suporte do pivot de alta, que era o nosso movimento anterior. Se passar … eu fico aguardando lá na região dos R$16,xx … (quem sabe até mesmo nos tão “sonhados” R$15,00 ? ;))

E hoje, pelo visto, promete não ser muito diferente não … mais de 1% de queda lá fora (estava pior, quase 2%), e sem muita coisa para ajudar numa recuperação. Bom … quem sabe o suporte do SP500 na região dos 1.600 pontos não possa ajudar em algo ?

Bons trades !

Proponho um exercício ! #2

Este é mais um exercício da nova “série” de posts que estou fazendo aqui no Clube, para incentivar você a dar uma mexida na massa cinzenta. ;)

Serão sempre exercícios simples, normalmente envolvendo conceitos mais básicos de matemática e de finanças.

Conto com a participação de todos, e o mais importante, que tentem realmente “quebrar a cuca” antes de sair em busca de uma “dica”. Ah, só lembrando … mais vale encontrar a resposta após uma pesquisada (para alguns seria colar …) do que ficar na dúvida aguardando a “resposta certa”. :)

A ideia é que coloquemos alguns dos conceitos aqui aprendidos em prática, mas acima de tudo: que consigamos transferir o que aqui é lido para o lado real de nossas finanças, de nossas vidas.

Vamos ao segundo exercício ?

#2 – Zezinho é o cara dos daytrades, faz mil e uma operações, sempre usando suas análises para tomar as melhores decisões. Só entra quando tem a sinalização e usa o stop sempre que necessário. Suas operações envolvem ações e opções, e podem ser tanto na ponta de venda (ganha quando as cotações caem) quando na de compra (ganha quando as cotações sobem). Só que o cara é uma máquina, são tantas operações que o controle do resultado obtido por ele acabou ficando para trás … Será que conseguimos dar uma mãozinha na “contabilidade” do Zezinho ?

Preparados ? A série de resultados foi:

Começou bem, teve um lucro de 2% em sua primeira operação, em seguida conseguiu escapar de uma reversão e faturou mais 3% de lucro. Mas nem tudo são flores … chegou a primeira perda, de 1%. A maré parece estar virando para o nosso querido Zezinho, mais uma perda de 4% pela frente … Um pouco de estudo e voltando ao mercado ele obtém uma série de três trades vencedores, lucro de 2%, lucro de 4% e lucro de 1%. Com tantos acertos ele acha que é hora de se aventurar no mercado de opções, 10% de lucro logo de cara ! Mas … na empolgação acaba trocando o pé pelas mãos e tem uma perda de 20% !! Estuda daqui, estuda dali e a perda é recuperada em seguida, os mesmos 20%, só que agora de lucro ! Zezinho resolve pegar leve e volta às ações, com dois trades vencedores, o primeiro de 1% e o segundo de 2%. Mas para fechar, com chave de ouro, ele acha que deve tentar mais uma vez o mercado de opções, e perde 10% … Ok Ok Ok … é hora de fechar o homebroker e só voltar ao mercado no pregão de amanhã.

Pessoal, façamos de conta que essa série de resultados é possível (já pensou que volatilidade seria necessária para fazer tudo isso no mesmo dia ? hehehe) e desconsiderando os custos com corretagem, emolumentos e imposto de renda, me diga: qual foi o resultado final deste dia de tantas emoções ? O capital inicial do Zezinho era de R$1.000,00. (assumindo que ele conseguiu colocar sempre 100% do dinheiro em cada uma das operações, portanto a rentabilidade – e as perdas – ocorriam sempre sobre o bolo total)

Coloque sua resposta nos comentários do post. 😉

Livros ||| Valuation

Antes de mais nada: uma salva de palmas para os que conseguem operar no mercado de ações usando técnicas fundamentalistas – ao estilo do Valuation – e conseguem obter sucesso em suas operações. Outra salva de palmas, ainda mais forte, para os que conseguem obter sucesso acertando exatamente os valores encontrados em seus estudos/análises. 😯

Juro que não consigo entender como alguém que faça uso deste tipo de técnica consegue “arrumar briga” com quem usa técnicas grafista para operar, alegando que é puro “achismo”. Por quê ? Porque até onde consegui ver (e olha que li este livro com muito cuidado, muita atenção, levou meses !) uma grande parte do “poder” de acerto do analista que usa o valuation está no fato de conseguir acertar suas projeções para a empresa. Seja em relação ao crescimento dela, de seu faturamento, da taxa de juros, da inflação, do crescimento da economia, etc etc etc … São tantos itens que entram nas contas, tantas possibilidades de influência no resultado, que uma projeção “errada” leva o resultado numa direção completamente diferente.

Por exemplo: você tem ideia de quanto a empresa vai crescer nos próximos 5 anos ? Não, não me refiro a quanto ela pode crescer, mas sim a quanto vai crescer … pois esse dado – futuro – é usado nos cálculos.

Sério … (e você sabe que eu não falaria algo do gênero se não fosse a minha real conclusão), fazer uso somente desta ferramenta, é um tiro completamente no escuro. É “mirar” numa direção e rezar para acertar. E acredite … muitos defendem justamente isso.

Não, não quero arrumar briga com o pessoal da escola fundamentalista. Até mesmo porque sempre defendo o uso das duas ferramentas (fundamentos e gráficos) para operar com mais segurança. Usamos as técnicas fundamentalistas para escolher o que operar e como operar. Usamos as técnicas grafistas para escolher quando operar. É uma ajudando a outra, e não uma brigando com a outra … 😉

Tá, mas o que você achou do livro ?

Gostei. 🙂

Primeiro porque finalmente consegui entender de onde vem aqueles “números” que vejo em alguns relatórios das corretoras – e que até agora eram puro grego para mim -, por mais que não consiga me ver fazendo uso delas. 😉

Segundo porque os dois últimos capítulos do livro (são 11), correspondentes a 25% do conteúdo dele, apresentaram discussões tão importantes, tão interessantes que eu compraria um livro que tivesse somente estas páginas se fosse preciso. Dois itens me fizeram prestar ainda mais atenção na leitura: um que fala sobre a influência da inflação nas ações (mais atual impossível !) e outra onde o tema “governança corporativa” era esmiuçado e refletido, falando sobre cada um dos níveis das ações (nível 1, nível 2, novo mercado …) e suas “vantagens e desvantagens” para as empresas/ações.

Outro ponto bem interessante foi a apresentação de teorias do mercado de opções para o uso de precificação de empresas. Além de explicar os motivos, e influências, de diversos fatores (tempo, taxa de juros, valor da ação, etc) no valor das opções. Para quem ainda tem dúvidas sobre esse tema, este capítulo certamente será um prato cheio ! 😀

Não gostei muito de ver o primeiro capítulo sendo destinado à “eterna briga” entre fundamentalistas e grafistas, ainda mais depois de constatar que a principal ferramenta usada e explicada no livro, por muitas vezes, é mais “visionária” que os gráficos.

Mas … foi uma leitura que valeu muito a pena. 🙂

Nota do Site:
4 Moedas

Valuation
Alexandre Póvoa

Editora: Campus
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 480
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

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Aluguel de ações

O estudo acompanhará o desempenho da Vale5 e da Petr4 – carros chefe do Ibovespa. Esta informação poderá ser usada tanto por quem opera na ponta de compra quanto para quem opera na ponta de venda … 😉

Este é um dado que acompanho diariamente, serve para que eu veja o “peso” extra que existe sobre estas ações. Normalmente – veja bem, normalmente … – um aumento na posição alugada pode significar um movimento de queda no papel. E o contrário também é verdadeiro, uma cobertura pode significar um movimento de alta.

Vamos lá !

Comentário: E não é que o suporte fez o seu dever de casa e suportou a queda da Petro ? Foi lá e repicou com vontade. 🙂

Como falei várias vezes aqui, o primeiro objetivo deste movimento de queda seria a região dos R$18,25. Fomos até R$18,23 … E ontem, no twitter do Clube, chamei a atenção – aqui e aqui – para a possível força deste suporte, por ser objetivo da queda e um dos suportes intermediários do pivot de alta que nos levou até os R$20,82. Deu repique dos bons, subindo até os R$18,79.

É … a média de 200 ficou definitivamente para trás ? O que você acha ?

A região onde ela se encontra agora é um campo minado, das tropas que brigam pela F19 (strike em R$18,34). Portanto … até segunda vale tudo para defender/atacar as forças inimigas. Sem esquecermos de que as negociações são permitidas somente até sexta

Enquanto isso o índice vai mostrando bastante fraqueza. Perdeu os 51.000 e logo em seguida os 50.000, foi rápido … também, com um fechamento de mais de 3% de queda, na casa dos 49.xxx pontos …

Bom … vai em linha reta até os 48.000 ? Eu sinceramente não sei … Os gringos continuam tirando dinheiro do nosso mercado como o diabo foge da cruz. Os indicadores socados (há dias) parecem não influenciar na decisão de ninguém … e isso normalmente não é bem assim que funciona. Portando, de olho …

Em duas semanas já tivemos quase 15% de queda. 😯

Bem-vindo de volta à realidade Sr Mercado. 🙂

Atualização: uma coisa que me passou batido … Hoje é dia de vencimento do contrato de índice futuro. Portanto … lembra aquela regra ? A probabilidade de alta até o final da tarde é enorme. Mais lenha pra fogueira de um “repique” pra hoje.