Quer conhecer um dos motivos para eu ficar só na venda da Petro ?
Ok … não é só na venda, até mesmo porque a minha estratégia se baseia em comprar mais e mais PETR4 para poder vender mais e mais (2x) opções dela. Então é uma estratégia vendedora (pois vendo mais do que mantenho comprado), mas com a intenção de que as ações se valorizem.
Não agora … só um pouco mais pra frente, hehehe. Agora é momento de aumentar mais e mais a minha posição. 😉
A parte boa é que a “empresa” – leia-se “o governo” – vem me ajudando nesta tarefa nos últimos anos. Leia o texto abaixo e conheça um dos motivos que me levam a permanecer cada dia mais vendido nas ações da Petrobras.
Ps: fico assim até que as coisas mudem, até que surja um sinal de que a venda não é mais a melhor estratégia. No dia que isso acontecer eu “mudo de time”, deixo de ser urso e viro touro. 🙂
Por que privatizar a Petrobras
Nenhum outro setor da economia desperta tantas paixões e controvérsias quanto o do petróleo. A Petrobras é motivo de orgulho para muitos brasileiros – e pesquisas recentes mostram que quase 80% da população é contra a privatização da estatal que explora nosso “ouro negro”. Em quase todos os debates, os argumentos são os mesmos: é preciso proteger nossas riquezas naturais, o governo precisa cuidar de um setor tão estratégico. “O petróleo é nosso”, dizem os nacionalistas.
É claro que o petróleo é fundamental para a economia moderna. Ele é a energia que faz a roda da economia girar. Mas será que isso é suficiente para considerá-lo tão diferente assim dos demais produtos? Será que é uma justificativa para preservar uma estatal quase monopolista? Mais ainda: assumindo que o petróleo é mesmo especial e, portanto, estratégico, será que devemos manter um recurso tão importante sob os cuidados do Estado ?
Ao contrário do que muita gente acredita, a privatização da Petrobras não apenas não faria mal algum ao país, como tornaria um setor estratégico mais eficiente e daria aos brasileiros o que eles merecem: a posse de suas riquezas naturais. Não vamos esquecer o alerta do economista americano Milton Friedman (1912-2006): “Se o governo assumisse a gestão do Deserto do Saara, em cinco anos faltaria areia por lá”.
Nos Estados Unidos, o país mais rico do mundo, houve um crescimento incrível do setor petrolífero a partir da competição de várias empresas privadas, desde a primeira prospecção feita por Edwin Drake, na Pensilvânia, em 1859. A Standard Oil, criada por John D. Rockfeller, maior empresário do ramo, era uma máquina de fazer dinheiro e gerar empregos. Seu grupo ficou tão grande que o governo americano decidiu fatiá-lo em 1911. Assim, surgiram as empresas que dominam até hoje essa área nos EUA. Elas concorrem em igualdade de condições com empresas estrangeiras como British Petroleum, Shell, Lukoil, a própria Petrobras e várias outras. O mercado funciona – e nenhum país considera o petróleo mais estratégico que os EUA.



