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Candlestick – O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ?

Existem várias maneiras de olharmos o gráfico propriamente dito, em linha, em barras e o famoso/poderoso/salve salve Candlestick. Preciso dizer qual é o modelo escolhido por mim ? 🙂

Antes de saber da existência deste estilo de gráfico – quando comecei a operar, eu usava o tradicional gráfico em linha:

Mas … olhe para este gráfico, ele parece não passar informação “alguma” … fica tudo meio vago, mostrando somente o caminho percorrido pelas cotações em determinado período de tempo, concorda? E como eu não sabia nada de nada, e não precisava ter informação alguma de lugar algum, era mais do que o suficiente, eu só queria era saber das cotações, hehehe.

Continue lendo …

O que olhar: volume financeiro ou número de negócios ?

Pergunta:

Quando se analisa o volume de negócio das Opções, ou até mesmo das ações, o que é mais importante: o volume financeiro ou a quantidade de negócios?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Diogo ? 🙂

Volume financeiro, sem sombra de dúvidas !

Um número de negócios elevado, não quer dizer muita coisa … Apenas que muitos negócios foram realizados naquele ativo. E isso não traz nenhum sinal … nenhuma consequência … nenhum resultado prático. (ao menos eu não consigo encontrar nenhum, hehehe)

Por exemplo: recentemente, a B3 alterou o lote padrão dos ETFs de renda variável, bem como de suas Opções. O que antes era negociado em lotes de 10 (o que já é um lote menor que o padrão, de 100), agora pode ser negociado de forma unitária. Sim, de 1 em 1. 🙂

Com isso, houve uma explosão no número de negócios envolvendo as Opções de BOVA11. Elas têm liderado, muitas vezes, o ranking diário de … número de negócios.

Dê uma olhada neste tweet:

Isso mesmo ! 9 das 10 Opções “mais negociadas” na B3 no dia de ontem, eram de BOVA11. Mas repare com mais carinho …

Viu o volume financeiro ? É … 🙄

De novo: o número de negócios em si, não quer dizer muita coisa … Neste caso, as pessoas podem negociar de “1 em 1”, enquanto nos outros ativos, de “100 em 100”. Só isso já gera a possibilidade de termos 100x mais negócios em uma Opção de BOVA11, do que numa de PETR4, por exemplo. Mas usemos a própria lista, tem uma Opção de USIM5 ali.

Veja quão desproporcional é o volume financeiro negociado nela, em relação às outras 9. 😉

Agora, vamos um pouco mais adiante. Olhe a lista das 10 Opções com maior volume financeiro de ontem:

Repare o número de negócios das que realmente mais giraram $$$ !

Então, de novo, o número de negócios puro e simples não quer dizer muita coisa …

Em se tratando de Opções, gosto de olhar em conjunto o número de Opções negociadas, o volume financeiro, e o número de participantes (titulares e lançadores). Acho que isso nos traz mais informações do que o número de negócios puro e simples. 😉

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !

Comprando no fracionado, o preço médio de entrada no lote cheio varia ?

Pergunta:

Olá!
Comprando no fracionado, o preço médio de entrada no lote cheio varia?

Obrigado!
Excelentes explicações!!

Resposta:

Opa ! Tudo certo Ricardo ? 🙂

Antes de mais nada, muito obrigado !! É sempre um prazer poder ajudar ! 😀

Sobre a tua dúvida, sim, se você tiver uma posição anterior, formada apenas por lotes “cheios”, ao comprar no fracionário, seu preço médio irá ser alterado.

Na verdade, quando uma ação está na sua carteira, ela não se separa em lotes “cheios” e lotes “fracionados”. Quando em nossa posse, são ações de uma mesma empresa e ponto final. 😉

Por exemplo, se você possui 200 ações de PETR4 e compra mais 42, através do mercado fracionário (pelo código PETR4F), você terá no final um total de 242 ações preferenciais da empresa PETROLEO BRASILEIRO S.A. PETROBRAS. 🙂

Então, quando você compra mais ações, via mercado fracionário, isso influencia no preço total de aquisição da sua posição. 😉

Voltando ao exemplo, se você tem um preço médio de aquisição das suas 200 PETR4 originais em R$28, e agora compra mais 42 por R$28,11, o preço médio total da sua posição fica em R$28,02.

(lembrando que na hora que calculamos o preço médio de aquisição, bem como o de venda das ações em carteira, devemos levar em consideração os custos operacionais !)

Sobre o tema, algumas leituras sugeridas:

– Posso comprar no fracionário e vender no lote padrão ?
– Se acumular 100 ações no fracionário, estou liberado para lançar CALLs dela ?
Devo considerar meus custos operacionais na formação do preço médio ?

Espero ter te ajudado ! 🙂

Prepare-se para sair do seu relacionamento monogâmico com a Renda Fixa. Conheça o Minha primeira vez na Bolsa ! Está na hora de você entrar em Ação !!

Abraços !

Direitos e Obrigações de quem Compra ou Vende uma Opção

Pergunta:

Olá,
Em primeiro lugar, obrigado por esse site maravilhoso existir.
Gostaria de um esclarecimento. Sou novo no mercado de ações e opções.
A minha dúvida é na opção de venda. Por exemplo, tenho 100 ações da PETR3 em carteira e quero protegê-las, então compro 100 opções de venda. Hipoteticamente, quando a data de exercê-las se aproximar e eu quiser vender as opções, eu terei o DEVER de vender as minhas 100 ações para o comprador das minhas opções na data prevista? ou quem lançou essas opções no mercado é quem tem esse DEVER?
Vendedor de Opções de Venda é diferente de Lançador?

Agradeço muito.

Resposta:

Bom dia Anderson, tudo certo ?

Antes de mais nada … Seja bem-vindo a este mundo maravilhoso que é o da renda variável ! 😉

Espero que tenhas começado com o pé direito !! E não, não me refiro a ter começado a investir obtendo lucro em suas primeiras negociações … O “pé direito” que me refiro é em relação a ter tido um início baseado em conhecimento e alguma transferência de experiências.

Sim … Começar lucrando, sem saber o que realmente está acontecendo, é uma das piores coisas que pode ocorrer com um estreante em Bolsa. 🙁

Pode parecer loucura, mas uma estreia com perdas pode ser mais útil do que imaginamos. A pessoa, se suportar a dor, partirá em busca da informação que deveria ter visto antes de começar e, graças a isso, poderá ir mais longe neste mercado de tantas oportunidades. 🙂

Mas não é sobre isso que vamos falar hoje. Não é essa a tua pergunta. 😀

A sua dúvida é referente a um dos principais pontos que forma a base do mercado de Opções. Você me parece estar em dúvida em relação aos Direitos e Obrigações que a negociação de Opções nos traz. E fique tranquilo, muitos são os que confundem isso … e te garanto que é mais simples do que aparenta. 😉

A regra básica do mercado de Opções é: quem compra uma Opção tem um Direito, enquanto quem vende/lança uma Opção tem uma Obrigação, um Dever.

Sim, simples assim. Quem compra tem o direito de escolha. Quem vende tem a obrigação de aceitar.

Então, a operação que você sugeriu, a de comprar Opções de venda (PUTs) para proteger sua carteira de ações, serve para que você a proteja de uma queda, com um pequeno custo. Um seguro, literalmente, por assim dizer.

Como a compra de uma Opção lhe dá um Direito, você poderá decidir se irá, ou não, exercer esta opção. E quando isso será válido ? Quando a cotação da ação ligada a Opção, ou seja a PETR3, estiver abaixo do strike da Opção que você comprou.

Se poderá vender a Opção ? Sim, quando quiser. Ela é sua e poderá ser negociada quando você achar que o resultado obtido é justo. A venda da Opção que você tinha em carteira não lhe traz Obrigação alguma, bem como encerra o Direito que possuía até então. Você zerou a operação. 😉

Você poderá vender as Opções e não precisará fazer nada com suas as PETR3 da sua carteira.

E sim, quem lhe vendeu estas Opções é que possuía um Dever. Neste caso, ele tinha o Dever de comprar suas ações se você tivesse tomado a decisão de usar o seu Direito obtido com a compra da Opção e com isso vender suas ações. (por isso o nome é Opção de venda)

De novo: quem compra, tem um DIREITO. Quem vende, uma OBRIGAÇÃO.

Sobre a parte final da sua pergunta, existe alguma confusão em relação aos termos. Quem lança uma Opção está sim vendendo uma Opção. Uma que não possuía em carteira, iniciando uma operação de venda, que busca obter ganho com a queda na cotação dela.

Confundimos bastante com o termo vender, ligado ao ato de encerrar uma operação de compra anterior. O ato de “zerar” a posição é a venda. Já o lançamento de uma Opção é, literalmente, ficarmos com uma posição negativa daquela Opção em carteira. 😉

Sobre o tema compra de Opções de venda (PUTs), indico a leitura de dois textos aqui do Clube:

– Comprar PUT para se proteger da queda. Até onde levá-la ?
– Comprei algumas opções PUT para vencimento agora em janeiro e estou perdendo dinheiro. O que faço ?

Aproveito para lhe fazer um convite ! Se quiser aprofundar teus estudos sobre o tema, não deixe de conhecer o Double PUT Double CALL. Um curso sobre Opções, onde compartilho a estratégia que uso em meus investimentos. Nele dou ênfase à base da teoria sobre Opções.

Somente esta base, sólida, é capaz de permitir obtermos os ganhos disponíveis neste mercado que nos permite tantas oportunidades. 🙂

Espero ter te ajudado ! 😉

Abraços !

STOP automático é 100% de certeza de tranquilidade ?

Pergunta:

Boa noite.

Parabéns, muito bom o site.

Gostaria de tirar uma duvida com relação a compra de ações Day Trade.
Por exemplo, se eu agendar uma compra no dia anterior para o dia seguinte no valor de R$ 10.000,00 em um determinado ativo.
O valor esta em R$ 10,00, eu faria uma compra de 1000 ações.
Programo um start de compra de R$ 0,02 acima do valor de fechamento do dia atual, R$ 10,02 para o dia seguinte e a venda até encerrar o pregão e um stop loss de R$ 0,02 abaixo do meu valor de compra, R$ 9,98
O meu risco total seria de R$ 20,00 e mais a corretagem correto ?
Ou, pode acontecer do stop loss falhar ? Se houver um gap corro risco também ?

Obrigado.

Willian

Resposta:

Bom dia Willian,

Pelo o que entendi você gostaria de “automatizar” o processo de operação de um daytrade. Isso ?

Sinceramente ? Tem tanta coisa que pode dar errado … 🙁

Principal motivo: STOP muito curto … Mas vamos lá. 😉

Ao indicar ao sistema uma compra de 1.000 ações com o preço acima dos R$10,02, você corre o risco de entrar a qualquer preço. (literalmente falando) Alguns sistemas permitem que seja inserido um valor limite para essa entrada, mas eu não sei lhe dizer se é um padrão …

Já pensou você deixar esta ordem de compra e no dia seguinte o papel abre rasgando em alta, aos R$10,50 (por exemplo) ? Só que imediatamente após a abertura some a ponta compradora e a melhor oferta fica somente nos R$10,30 … O seu STOP estaria lá nos R$10,48, lembra ?

Alguém que havia comprado no dia anterior, por R$10,00, acha que o R$10,30 oferecido lhe satisfaz e vende por esse preço. Neste momento o sistema reconhece que é hora de seu STOP entrar em ação.

Ele colocará uma ordem de venda por R$10,48 ou venderá no comprador ? Admitindo que ainda existe disponibilidade de compra pelos R$10,30 … você aceitaria vender por este preço ? 20¢ (R$200) de prejuízo mais corretagem.

Mas, e se da mesma forma que ao sumir o comprador na abertura, a próxima ordem de compra estiver apenas nos R$10,10 ? O sistema de STOP vai lá e vende sua posição e você assume um prejuízo de 40¢ (R$400) mais corretagem.

Ou ainda pior … ele deixa a sua ordem de venda lááá nos R$10,48 e o papel inicia um processo de correção e fecha aos R$9,75 …

Como seria ? 🙄

Claro … Estou traçando um cenário hipotético, hecatômbico, em uma ação com pouca liquidez. Mas que é algo perfeitamente possível de vermos acontecendo. 🙁

Operar no daytrade é algo que exige atenção do investidor. Dedicação total e olho grudado na tela. 🙂

Claro … Quem opera daytrade dificilmente o fará em uma ação com baixa liquidez, você diria. Eu digo que já vi MUITA gente operando micos, com pouca liquidez, visando o daytrade.

Em uma ação com mais liquidez isso dificilmente aconteceria. Os saltos dentro do pregão são raros e quase inexistentes. Q-U-A-S-E … Talvez não na intensidade que apresentei, mas possíveis.

Outro detalhe é em relação ao tamanho do STOP. Para se operar no daytrade, com um STOP tão curto, é necessário que o ativo seja muito, mas MUITO líquido mesmo. Tipo dólar ou índice futuro do Ibovespa. Eu não consigo pensar em outro além deles.

E olha … mesmo com eles é algo curto demais. A chance de ver o STOP sendo acionado por qualquer “espirro” é enorme.

Minha sugestão: quer operar de forma mais automática ? Esqueça o daytrade e parta para operações um pouco mais longas. Operações de alguns dias … algumas semanas … Além disso, pense em usar um padrão de STOP um pouco maior, para evitar que ele seja acionado a todo momento. Com esse aumento no STOP perderá um pouco mais a cada erro, mas se fizer a coisa do jeito certo, evitará que seja acionado a toda hora e que crie inúmeras oportunidades de acionamento.

Espero ter lhe ajudado ! 🙂

Abraços !

 

ps: Adotar o uso de um STOP mais “gordo”, em uma operação que fuja do daytrade, é garantia de que tudo dará certo ? Infelizmente não …

Da mesma forma que o GAP da abertura, ilustrado no post, criaria uma distorção e poderia trazer “problemas”, um GAP de abertura para baixo também poderia morder o seu bolso de forma mais forte que a esperada. Digamos que fosse de 10¢, mas se abrir abaixo disso … ele seria acionado e a perda seria maior do que a imaginada/programada.

O STOP é uma ferramenta que nos traz mais segurança, mas infelizmente ela não tem como nos garantir 100% da que gostaríamos de ter. 😉

(sim, usei exemplos extremos … mas que considero como sendo importantes de serem apresentados)