Clube do Pai Rico
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O último golpe da Empiricus: a compra de PETRE56 !!

A relação do mercado (e seus participantes) em relação à Empiricus é um verdadeiro caso de amor e ódio.

Basta você perguntar que ouvirá inúmeros elogios, ou o mesmo número de reclamações …

Eu confesso que grande parte do que foi feito pela empresa me agrada. Trouxeram para o mercado financeiro uma grande parcela da população que nunca havia cogitado entrar nele. Muita gente que tinha verdadeiras fortunas na caderneta de poupança, e que após receber a orientação da equipe passou a destinar o capital a investimentos mais rentáveis.

Mas acho que agora eles foram longe demais … 🙄

Vou lhe apresentar fatos que você talvez não conheça, ou então apenas lhe ajudarei a refrescar sua memória.

14 de março de 2018

Era de manhã, perto das 11h, quando recebo um e-mail da Empiricus informando sobre a inclusão de um Alerta de compra no sistema. Vou olhar o que era: compra de PETRE56, uma opção (CALL) de PETR4.

A indicação do Felipe era a de que comprássemos algumas PETRE56 – como ele próprio falou, com dinheiro de pinga e não de leite – para que pudéssemos tirar proveito de um possível movimento de alta em PETR4.

Dia 14 era a véspera do anúncio do resultado do 4º trimestre de 2017 e possível data de divulgação do resultado da discussão entre governo e empresa em relação aos valores da cessão onerosa. Além destes dois fatos (com forte poder sobre a cotação da ação), ele elencou uma série de motivos que o levavam a recomendar a compra da empresa.

Para quem não está familiarizado com o tema Opções (e se não, o que está esperando para se inscrever no Double PUT Double CALL ?) a PETRE56 é uma opção de compra de PETR4, com vencimento no dia 21 de maio. Esta opção tem como alvo os R$26,50 (o strike da opção) e portanto seria beneficiada com uma forte alta. Se não sabe como funciona o exercício de Opções, sugiro a leitura deste post: Como funciona o exercício de Opções ?

A PETRE56 era uma opção que venceria somente 2 meses depois da indicação. Uma eternidade para a realidade do mercado brasileiro. (quem se lembra que antigamente o vencimento era bimestral deixe um comentário do tipo “EU !!” aqui no post)

A indicação era a de que a compra fosse realizada por 45 centavos, tendo como limite o preço de 52 centavos.

Não preciso nem dizer o que ocorreu. Não é mesmo ?

Uma explosão de compradores ! Para que você tenha uma ideia, hoje existem 8.174 pessoas que têm esta opção em suas carteiras.

Se isso é muito ? A “segunda colocada” tem 1.205 pessoas posicionadas nela. Sim, é MUITA gente !!

15 de março 2018

Veio o resultado, e o papel que dias antes havia marcado uma nova máxima “histórica” na região dos R$22,60, iniciou um processo de correção …

O resultado não veio sozinho, veio junto o anúncio de que as conversas em relação à cessão onerosa seriam prorrogadas em mais 60 dias. 🙄

É … Dois dos gatilhos da alta que o Felipe e a Empiricus esperavam, não vieram. E vimos a ação vir dos R$22,40 do dia da indicação de compra até os R$20,86 do dia 19 de março.

O que aconteceu com a E56 ? Iniciou um processo de derretimento. É claro …

26 de abril de 2018

Mais de um mês se passou e nada de uma definição em relação à onerosa.

Claro que a ação passou por altos e baixos durante o período. Chegou a romper o “topo histórico” do dia 12 de março, indo até os R$22,77, mas … ficou por isso mesmo. Hoje a PETR4 está valendo R$21,73 e a PETRE56 ?

Preparado ?

Sim, três centavos. 😯

Quem comprou a PETRE56 naquele momento da indicação está amargurando uma perda de 93% do capital !

É … como não reclamar ? Como não xingar a Empiricus e o Felipe ? Não é possível que uma empresa que fornece esse tipo de serviço possa ter feito uma indicação que apresente uma perda tão grande !

Um verdadeiro absurdo !!! …

Será ?

Será que o absurdo foi realmente a indicação de compra ? Ou será que o absurdo foi mais de 8.000 pessoas possivelmente terem comprado algo que não sabiam exatamente para o quê servia nem como funcionava ?

Será que o absurdo foi a indicação de compra ? Ou foi o fato de que grande parte destas 8 mil pessoas injetaram mais dinheiro do que podiam, do que deviam, nesta operação ?

Será que o absurdo foi mesmo a indicação de compra ?

Desde o início da indicação foi deixado claro que era uma operação de risco. De risco extremo para se dizer a verdade. Que se deveria entrar nela com apenas um pequeno percentual do patrimônio. Somente com aquele valor, que se perdido, você não se importaria … Algo que seria facilmente recuperado em 2 ou 3 meses de renda fixa com o resto do patrimônio.

A indicação, caso bem-sucedida, faria com que este pequeno valor investido se multiplicasse algumas vezes, o que viria a engordar a carteira de quem investiu. Se desse errada, não causaria maiores danos.

O problema foi que muita gente que entrou na operação não sabia direito o que era, com mais dinheiro do que deveria ter entrado, e agora, vendo o derretimento de sua cotação, começa a apontar o dedo para quem realizou a sugestão de operação.

Aquela boa e velha mania de dizer que o culpado é o outro, e não a própria pessoa … Sabe ?

A meu ver a estratégia sugerida foi perfeita !

Quem a realizasse teria a possibilidade de navegar uma possível onda de valorização, arriscando uma pequena parte do seu capital. Caso tudo desse errado a perda seria mínima ! A pessoa teria a oportunidade de ganhar com a alta da PETR4, sem precisar injetar um enorme capital na operação.

Por exemplo: se ao invés de ter comprado a PETRE56, a pessoa tivesse comprado a própria PETR4, estaria perdendo, hoje, 70 centavos, ao invés dos 40 que está perdendo com a opção.

De novo: o problema não foi a indicação (que neste momento não cabe a discussão se eu faria ou não), mas sim o fato de que as pessoas que se envolveram com ela, em uma grande proporção, não faziam ideia de onde estava se metendo … 🙁

Não, a indicação de compra da PETRE56 não foi um golpe imposto pela Empiricus aos seus assinantes. Ela foi apenas um aviso de que você precisa estudar mais, precisa se aprofundar no assunto, precisa conhecer no que está se metendo antes de realmente investir.

Veja se quem conhece o tema a fundo está reclamando … Eles sabiam desde o início do que se tratava, quais os riscos que correriam, o que poderia dar certo e o que poderia dar errado.

Infelizmente “deu errado” … mas e se ainda der certo ? A opção tem ainda 3 semanas de vida pela frente … E se sair a notícia da cessão onerosa ? (e não, não encare isso como uma sugestão de compra da opção !!!)

Como disse, acho que foram longe demais … E que bom que foram !! Chega de achar que o investidor brasileiro não tem a capacidade de usar ferramentas de investimento mais complexas. Chega !!! Foi, a meu ver, o golpe derradeiro da empresa contra a mesmice do ramo de investimentos brasileiro. 😀

Aceita um conselho ? Quanto foi que você perdeu com a compra dessa opção ? Quanto foi que você viu ir embora do seu bolso por causa da compra da PETRE56 ? Acredito que o valor seria suficiente para pagar uma boa parte de um curso sobre Opções como o Double PUT Double CALL. Não ?

Invista em conhecimento ! Invista em sua formação como investidor !! Invista em você e no seu futuro !!!

Evite que tal situação possa vir a ocorrer novamente …

E não, não estou falando em relação à perda com a E56. Me refiro à sua frustração com a perda em si !

Lembre-se: conhecimento é poder ! 😉

Posso exercer uma opção sem ter o dinheiro na minha conta ?

Pergunta:

Tenho uma dúvida, eu posso exercer sem ter o dinheiro na minha conta?

Por exemplo comprei as opções, no dia do vencimento não tenho dinheiro na conta, posso exercer o direito de compra mesmo assim?

Resposta:

Bom dia Fabio,

Uma daquelas perguntas em que a resposta infelizmente será “depende” … 🙁

Sim … depende de como a sua corretora atua.

Existem duas possibilidades:

#1 Sua corretora permite você operar mesmo sem ter o dinheiro em conta

Neste caso a permissão pode ocorrer por você ter “lastro” junto à corretora (na forma de outras ações em carteira, por exemplo), ou por conta das regras de funcionamento dela.

Em algumas corretoras, ao operarmos através do homebroker, é apresentado um “limite” operacional que excede o valor ($$) disponível em conta. Ele é baseado em sua carteira de ações e outros ativos custodiados nela.

Esse limite pode servir apenas para operações do tipo daytrade ou até mesmo para operações normais.

Já outras corretoras, normalmente onde o investidor opera através da mesa, via telefone, o limite “não existe”. Como a quitação da compra ocorre em D+2, o débito ocorrerá somente naquele momento. Sendo assim, algumas corretoras exigem que você tenha o dinheiro na conta somente naquele momento, no dia do débito propriamente dito.

#2 Sua corretora só permite que você opere dentro do capital disponível em conta

Se esta for a forma com que a sua corretora trabalha, pode ser que a ordem de seguir adiante com o exercício daquela CALL em seu poder não seja possível.

Como disse antes, existe um limite operacional que é apresentado na página do seu homebroker. Em muitos casos esse limite se baseia somente no dinheiro ($$) disponível na sua conta corrente dentro dela.

Se existe saldo, você pode exercer sua opção. Se não existe, não. Simples e direto assim.

Cada caso é um caso

A minha sugestão é: entre em contato com a sua corretora e pergunte de que forma ele procedem para esse caso específico.

Na corretora que uso, preciso ter o dinheiro na conta somente no D+2. Com isso eu poderia comprar a ação através do exercício da CALL mesmo sem ter o dinheiro disponível na conta naquele momento. Um dos muitos motivos para eu usar a corretora do meu banco. 😉

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !

Venda de CALL de Petrobras ? Ao menos para o vencimento de maio eu tô fora !

Uma das coisas que mais gosto de fazer aqui no Clube é poder compartilhar com você a forma com que penso, com que enxergo as coisas que estão acontecendo ao nosso redor. É algo que gosto e que me deixa com bastante receio … 🙁

Por que receio ? Fico com medo que você encare o que digo como sendo uma indicação direta de uma operação a ser feita, ou coisa do tipo. (e isso NÃO é uma indicação, ok ?)

O problema é que existem momentos em que me sinto impedido de ficar calado. Existem momentos em que preciso falar, compartilhar um pouco da experiência que acumulei nestes 20 anos de mercado, sempre visando o bem de todos.

E estamos vivenciando um destes momentos …

Como você deve saber, meu foco operacional é inteiramente dedicado ao investimento em Opções de PETR4. Eu vivo esta ação, 24h, 7 dias por semana. Tento me manter informado sobre tudo o que ocorre com a empresa, todos os possíveis eventos que tenham poder de influenciar direta, ou indiretamente as cotações da ação.

Claro que não tenho como saber de absolutamente tudo o que acontece com ela. Na verdade, é praticamente impossível que qualquer pessoa saiba. Mas eu ao menos tento …

Quando será divulgado o resultado do trimestre anterior ? Como vem se comportando a política de preços dos combustíveis ? Existe alguma previsão de venda de alguma fatia da empresa ? Como anda o estudo em relação ao retorno do pagamento dos dividendos ?

São inúmeros fatos e eventos que têm o poder de influenciar esta ação. Da mesma forma que ocorre com qualquer ação …

Mas, como disse, opero única e exclusivamente com ela.

A maioria das coisas têm poder de influenciar o comportamento da ação. Um comportamento de longo prazo na maioria das vezes. Ou talvez algo mais pontual, mas de menor intensidade. Mas …

… alguns eventos trazem um poder EXPLOSIVO em sua formação, e estamos diante de um.

Já ouviu falar da cessão onerosa ?

Resumindo:

A cessão onerosa é um contrato em que a União cedeu à Petrobras o direito de explorar e produzir cinco bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural) em seis blocos do pré-sal da Bacia de Santos, em 2010. A Petrobras pagou R$ 75 bilhões naquele ano por este direito. A medida foi parte do processo de capitalização da companhia, no qual a Petrobras levantou recursos para fazer frente aos investimentos previstos para o desenvolvimento dos campos do pré-sal. A complexa engenharia financeira realizada no governo Lula tinha o objetivo de permitir que a empresa levantasse recursos e que a União não tivesse sua participação na estatal diluída.

Posteriormente, foi descoberto que a área dos seis blocos tinha reservas superiores a seis bilhões de barris, o que foi chamado de “excedente da cessão onerosa”. Cálculos atualizados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que esse excedente pode conter de seis bilhões a 15 bilhões de barris em reservas.

Ao ceder os cinco bilhões de barris à Petrobras, foi fixado um preço de US$ 8,51 por barril, considerando o preço de reserva (sem custo de exploração). O contrato previa que o valor seria revisto quando os campos já contassem com a declaração de comercialidade, ou seja, quando houvesse mais segurança a respeito do volume de petróleo. Isso ocorreu em 2014. A partir daí, começaram as negociações entre Petrobras e União.

A estatal tem uma avaliação técnica dizendo que tem recursos a receber nesse acerto de contas em razão da queda das cotações do preço do petróleo a partir de 2015. Até pouco tempo, havia um consenso de que a Petrobras teria direito a ressarcimento, e uma das alternativas era que a empresa recebesse mais petróleo.

Portanto, a expectativa é de que veremos uma maciça injeção de capital na empresa por conta deste “ajuste”.

E por maciça, entenda por MACIÇA mesmo ! Algo em torno de U$15 bilhões é a cifra que mais se ouve.

Já pensou o que isso faria com as finanças da empresa ? Lembra que ela tem dívidas próximas a U$90 bilhões, que a tornam a 8ª empresa mais endividada do mundo ?

Sim, se for confirmado, o valor seria suficiente para reduzir, e MUITO o tamanho do buraco. 🙂

E é nisso que muitos estão de olho.

Mas qual a relação disso com eu não vender CALL neste momento ?

Simples: a notícia do acerto da cessão onerosa será divulgada “do dia pra noite” (mais provavelmente da noite pro dia, mas tudo bem) e isso faria com que a abertura da ação no dia seguinte à divulgação fosse explosiva. Muitos esperam por uma alta de 10%, outros de 20%, outros até mesmo de maior proporção.

E se isso ocorrer … não existe método de proteção do capital (para quem estiver vendido sem ter as ações) 100% eficaz. É o tipo de movimento de abertura que fará com que a pessoa que vendeu uma opção CALL da empresa perca parte de seu patrimônio.

Isso pode ser visto na posição alugada em PETR4, em uma mínima histórica. Isso pode ser visto pelo IQ das opções dela, que mostram que os tubarões estão de olho em um movimento de alta.

Oras … se existe no radar um evento que tem tamanho poder de fogo, por quê eu iria agir de uma forma que pudesse me trazer algum ferimento mais grave ? Se existe a expectativa de um evento que tem forças para levar a cotação às alturas, porque me posicionar de uma forma que poderia fazer com que eu perdesse parte do meu patrimônio ?

A venda travada te permitira limitar as perdas Zé !“. Sim poderia … mas seria perda também, não ?

Vende vem fora do dinheiro Zé !“. Sim, poderia fazer isso … mas qual será o tamanho da explosão ? Não veria a minha venda sendo afetada também ?

Então tomei uma decisão: até a divulgação da cessão onerosa eu permanecerei fora da venda de CALL de PETR4. Não tem nenhum motivo para me posicionar em algo que tem uma expectativa de movimento que pode me causar perdas. Posso ficar de fora, apenas olhando a tempestade passar. Concorda ?

Se achas que vai subir, então por quê não comprar CALL Zé ?“. Simplesmente porquê eu não sei se vai vir …

Sim, existe a expectativa de que virá um forte movimento de valorização. Mas e se o valor acertado for menor do que o imaginado/desejado pelo mercado ? Ou se vier o contrário, algo como a “empresa é quem deve para o governo” ? Sim … tudo é possível e esta possibilidade já foi levantada.

Existe a expectativa. Não a certeza …

E se existe a expectativa, não devo eu tomar as providências que podem me proteger de tal evento ?

É isso que farei: por saber que existe uma chance de vermos isso ocorrer, pra que vou me arriscar sem necessidade ? A meu ver estarei abrindo mão de um possível ganho, contra uma possível perda. Na minha balança isso tem importância. E espero que na sua também. 😉

Uma coisa é ser pego de surpresa por um Cisne Negro … Outra coisa é você saber que um evento de proporções equivalentes a um está se aproximando. Concorda ?

Mas Zé, o Double PUT Double CALL não te protege desse tipo de evento ?” Sim, protege ! Mas mesmo protegendo ele poderia trazer alguma perda para o meu patrimônio. Se vier uma alta de 20% na abertura, na direção contrária a da minha operação, uma perda de 5% do capital seria possível de ocorrer para quem estivesse “a plena carga” no método. Quem estivesse no modo “normal” não perderia absolutamente nada … Mas quem tivesse entrado com carga total, alguma perda poderia acontecer. (e sim, essa é uma perda pequena para um evento com tamanho potencial como é o caso da cessão onerosa, em uma estratégia que te permite alavancar seus ganhos como é o caso do Double PUT Double CALL)

E se há chances de algo ser perdido, sabendo que o evento se aproxima … Por que vou me arriscar sem necessidade ?

Ser pego de surpresa por algo do tipo é uma coisa … Ser pego “propositalmente” não faz muito sentido a meu ver. Ou estou errado ?

Portanto: EU não vou vender CALL de PETR4 por enquanto … Em breve saberemos se adotei a postura certa ou não.

Agora … as PUT dela … 😉

Posso usar títulos como garantia para o lançamento de opções PUT ?

Pergunta:

Zé, se eu deposito títulos como garantia para o lançamento de opções (PUT) esses títulos ficam bloqueados para resgate. Se na ocasião do exercício eu preciso do dinheiro que está nos títulos para cobrir a compra como faço para liquida-los sem sofrer chamada de margem financeira nem ficar inadimplente com a B3?

Resposta:

Bom dia Daniel, tudo certo ? 🙂

Um dos temas mais importantes (a meu ver) quando o tema “margem de garantia” entra em discussão. 😉

Vou interpretar a tua pergunta de uma forma mais generalizada, que me permite apontar os motivos que me levam a escolher o uso de um CDB para a minha margem. Ok ?

Como funciona a margem para o caso de sermos exercidos em uma PUT ? O exercício em si ocorre na segunda-feira, dia do vencimento (pois as PUT são padronizadas como europeias aqui no Brasil), ocorrendo o pagamento somente em D+2, a quarta-feira seguinte.

Até lá, a sua margem permanecerá presa junto à Bolsa. Seja ela em dinheiro, ações, Tesouro Direto, CDB … A liberação da margem ocorrerá somente no final da tarde de quarta, perto das 17h. Neste momento você poderá usar o que estiver na margem para quitar o débito.

Se for em dinheiro, sem problema algum. Mas se for um título do Tesouro Direto ou um CDB ? O prazo de resgate do TD é D+1 … O que significaria dinheiro na conta somente na quinta-feira. Já o CDB pode ter “de tudo” … D+0, D+1 ou até mais do que isso. O que fazer ?

Eu uso o CDB pois ele tem como prazo de resgate o D+0 (e lembrando: não são todos que têm essa característica), e isso me permite honrar o exercício sem ficar inadimplente na Bolsa. 🙂

Sei que algumas corretoras permitem o uso do Tesouro Direto para ser usado como margem. A maioria me respondeu, quando fiz uma pesquisa junto a elas para criar parte do conteúdo do Double PUT Double CALL, que permitiam … Mas que em caso de ser exercido o investidor precisaria “arranjar” o dinheiro necessário para quitar o débito do exercício, pois a liberação do TD ocorreria somente após isso.

Em suma: permitiam usar o TD, mas se for exercido o risco (em relação à grana necessária para pagar pelo exercício) fica por tua conta. Use o título do Tesouro Direto para suas operações, normalmente. Mas não chegue a precisar dele para concluir um exercício. Mais ou menos nessa linha. 😉

Sei também que existem algumas (poucas) corretoras que dizem permitir que o título preso na margem (pois é esse o termo usado: a sua margem fica presa, te impossibilitando de fazer qualquer coisa com ela) seja usado para honrar o exercício. Ao tentar obter mais detalhes sobre como faziam isso, pois não era um padrão entre as corretoras, não responderam. Apenas disseram que faziam e ponto final.

Portanto, sinceramente ? Eu te sugiro usar dinheiro vivo ou CDB (D+0 !!) como margem em seus lançamentos de PUT. Essa é a orientação que passo aos alunos do Double PUT Double CALL por ser a forma com que atuo, a forma com que invisto e que me traz a segurança necessária para seguir usando a estratégia. 🙂

Pode ser que a tua corretora seja uma das que permitiriam o uso de títulos do Tesouro Direto sem nenhum problema em relação a esse “descasamento” financeiro. Mas eu não sei se o risco de dar algum problema … Prefiro usar o meu bom e velho CDB D+0, que rende praticamente a mesma coisa que o Tesouro SELIC, e ter a certeza de que na hora que precisar resgatá-lo para pagar pelo exercício da PUT terei o dinheiro na conta para tal. 😉

Converse com a sua corretora e veja como você poderia fazer a troca de Tesouro Direto para CDB, se eles permitem que isso seja feito de alguma forma. E até mesmo se a sua corretora permite que um CDB seja usado como garantia. Lá no Double PUT Double CALL existe uma tabela com as corretoras que permitem e as que não permitem. (dizendo o que aceitam e o que não aceitam como garantia)

Só não corra o risco de ficar inadimplente com a B3 !! 😀

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !

Já somos quase 700 mil !!! Yeah !!!

Quando decidi criar o Minha 1x na Bolsa, um curso voltado ao investidor iniciante, que gostaria de investir em Bolsa, mas não se sentia confiante o suficiente por não saber por onde começar ou que tipo de riscos enfrentaria, vivíamos um momento único. A taxa de juros retornava a um patamar que há tempos não se via, passávamos a presenciar uma taxa de apenas 1 dígito. A expectativa era a de que a queda tivesse continuidade e patamares nunca antes vistos se tornariam realidade.

Dito e feito: 6,5% ao ano.

A taxa baixa assustou muitos investidores acostumados com a comodidade (e tranquilidade) da renda fixa e seus quase certos 1% ao mês. “Com um retorno tão elevado, por quê se aventurar”, era o pensamento de muitos.

Agora, com um retorno mensal próximo a 0,4% a coisa muda radicalmente e tudo o que você não pode fazer é ficar acomodado. 🙂

Naquele momento, outubro de 2017, tínhamos pouco mais de 600 mil investidores em Bolsa. Isso mesmo … apenas 600 mil pessoas destinavam parte de suas economias para o investimento em ações/FIIs/ETFs … Em um país de 200 milhões de habitantes isso representa apenas 0,3% da população.

É assustador ! Tanto para quem vivencia este mercado há 20 anos, quanto para as empresas que teriam neste mercado uma alternativa de capitalização mais em conta.

Mas como dito, a queda na taxa de juros faria com que as pessoas revissem suas prioridades, enfrentassem seus medos, “ousassem” um pouco mais. Lembra do slogan do curso ?

Prepare-se para sair do seu relacionamento monogâmico com a Renda Fixa. Conheça o Minha primeira vez na Bolsa ! Está na hora de você entrar em Ação !!

Era chegada a hora de deixar a plena dedicação à renda fixa e dar um pouco mais de atenção ao mercado de renda variável.

Dito e feito ! 😀

No último ano saímos dos 600 mil investidores e chegamos mais perto da marca dos 700 mil ! 674.189 para ser mais exato. 😉

É pouco ? Sim, ainda é MUITO pouco. Mas é um novo recorde ! É o número mais alto de investidores em Bolsa da história brasileira. 😀

São mais pessoas que agora têm acesso a uma ferramenta de investimentos que lhes dá enorme liberdade e uma infinidade de possibilidades. Busca proteção ? Temos. Busca retorno ? Temos. Busca tranquilidade ? Sim, acredite: temos.

Muita gente ouviu histórias apavorantes sobre a Bolsa, de gente que perdeu mundos e fundos. Eu mesmo já perdi. E olha … foi MUITO dinheiro … MUITO mesmo. Mas aquilo fez com que eu partisse em busca de mais informação e conhecimento. Me dediquei mais, estudei mais, e vi que existiam alternativas mais seguras que me permitiriam investir em Bolsa obtendo o retorno almejado sem precisar correr muito risco.

Você provavelmente conheça alguém que tenha perdido dinheiro. Mas, provavelmente, verá que o que causou a perda não foi o “risco” do mercado. Se conseguir encontrar o motivo real, verá que foi a falta de informação e de estudo sobre o investimento daquela pessoa.

Entendeu porque insisto tanto para que você se dedique e aprenda a investir ? Que estude mais e mais sobre o assunto ? 🙂

É, estamos chegando aos 700 mil brasileiros que investem em Bolsa. Saber que tenho uma parcela de “culpa” nisso, mesmo que pequena, me deixa MUITO feliz.

Quem sabe nos próximos meses eu volte aqui para falar que agora somos mais de 1 milhão de pessoas ? E ainda mais: que somos mais de 1 milhão e que VOCÊ faz parte disso. 😉

Parabéns aos quase 100 mil brasileiros, os novos investidores, que ousaram ir contra o senso comum e estão indo em busca de uma vida financeira mais tranquila e rentável. Que estão se preparando para conquistar a aposentadoria que tanto sonham. 😀

Mas me diga: VOCÊ é um destes novos investidores ? Foi através do Minha 1x na Bolsa ?