Clube do Pai Rico
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Ok, você venceu, não existe nada que renda 2% ao mês …

Claro que não mudei de ideia ! O título foi somente para chamar sua atenção para que você leia o post de hoje, que é a finalização da série. 😉

Antes de continuar sua leitura, dê uma olhada nos textos que antecederam o de hoje:

Aposentadoria, como planejar sua renda vitalícia ?
0,8% de rendimento real mensal é uma meta factível ?
A matemática não precisa ser tão exata …
Onde encontrar os malditos 2% ?!?!

** BÔNUS !! ** – Você conhece Jorge Guinle ?

Pronto ? Vamos lá !

2% ao mês … “sonho meu … sonho meu …”

Como disse, 2% ao mês é uma meta possível de ser atingida. Mas lembre-se possível não quer dizer provável … Entender isso é fundamental para que você consiga quebrar alguns paradigmas. Por ser possível, mas não tão provável, acredito que esse índice de retorno seja atingido por uma pequena parte da população de investidores. Acredito que 90% dos investidores nunca chegarão nem perto de obter tal rentabilidade.

Mas isso não é o fim do mundo, afinal quantos jogadores de futebol conseguem chegar à seleção brasileira ? Existem muitos jogadores profissionais, mas somente alguns chegam ao topo. Isso é motivo para que ninguém mais jogue ? Claro que não ! Você pode não chegar na seleção, mas pode fazer parte de um grande time, de um grande clube. Resumindo, as pessoas podem se contentar com menos, um pouco menos.

Se para você é impossível atingir um retorno médio de 2% mensais, fique tranquilo, existem outras alternativas.

Está lembrado de que a origem desse rolo todo foi uma fórmula para determinarmos o tamanho de nossa aposentadoria vitalícia ? Portanto … se é uma fórmula, ela provavelmente tenha outras variáveis … se existem outras variáveis … 😉

As outras variáveis

Você não consegue atingir o retorno proposto no exemplo ? Então que tal mudar o tempo de “acumulação” ? Ou quem sabe o valor depositado mensalmente ? Ou ainda – no pior caso – o valor mensal da sua aposentadoria. O leque de opções aumentou não é mesmo ?

Você não precisa ficar preso somente ao “problema” da rentabilidade, existem outras soluções !

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A matemática não precisa ser tão exata …

Uma coisa que posso afirmar é que sempre levei uma leve vantagem sobre os outros quando o assunto é investimentos. Qual é ela ? Tenho facilidade – desde sempre – com a matemática. Deixe-me contar uma pequena história …

Eu devia ter uns 7 ou 8 anos … estava no ensino básico e a “tia” passava a lição de casa no quadro negro. Era a parte de matemática da lição. Ela escrevia as equações “dificílimas” de somar e diminuir. Escrevia e eu dava a resposta. Escrevia mais uma e eu dava a resposta. Outra e nova resposta, sempre de bate pronto.

Um belo dia minha mãe é chamada à escola … era a “tia” querendo falar com ela sobre o meu comportamento em sala de aula: “Mãe, o Carlos não pode continuar fazendo o que faz durante as aulas … ele tem atrapalhado muito os colegas …” Minha mãe ficou preocupada, o que estaria eu fazendo que causaria tanta preocupação à professora, a ponto de chama-la para conversar ? Quando ela falou o que era … dá para imaginar a alegria que minha mãe ficou … não ?

A professora alegava que aquilo não poderia continuar, pois atrapalhava o aprendizado dos outros, que eu deveria parar de dar as respostas. (os meus amigos anotavam o resultado que eu falava e não precisavam fazer aquelas questões, hehehe) Minha mãe indagou o porquê coibir ? O certo seria incentivar …

Deu de história das antigas por hoje, hehehe, voltemos ao assunto base do texto.

Com o post “0,8% de rendimento real mensal é uma meta factível ?” um ponto me chamou a atenção – e creio que a dos mais atentos também: Precisamos ser tão precisos em nossos cálculos matemáticos, que a priori servirão apenas para fazermos projeções de nossos rendimentos ? Não seria bem mais fácil usarmos cálculos superficiais, que não exigem um algebrismo muito complexo – e praticamente nenhuma fórmula, para números que servirão como orientação ?

Para chegarmos ao valor “verdadeiro” dos 0,8% somamos a inflação e o IR do investimento, ao invés de usarmos as fórmulas certas para isso. Afinal queríamos um número aproximado … que servisse apenas como “meta”. Tanto era um número aproximado que fiz questão de usar sempre números arredondados, como o caso da inflação mensal ( que por ser juro composto não poderia ser somente inflação anual/12). Chegamos num número – na verdade 2 – 2% ao mês. Com os cálculos adequados, fórmulas, números exatos, chegaríamos em algo perto de … 1,95% aproximadamente. (pois refiz de cabeça, hehehe)

Será que precisamos ser tão xiitas em relação a esses números ?

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Quais foram as consequências da leitura do livro Pai Rico Pai Pobre ?

O texto abaixo foi publicado em 21/11/2003 (quase 8 anos atrás …). É bom ver que muita coisa mudou – juro que não estava conseguindo entender o que eu mesmo escrevi … tentei melhorar um pouco – de lá pra cá. Melhor é ver que os planos deram certo, antes do esperado. 😀

Primeiramente gostaria de me apresentar. Sou Carlos Augusto Lippel, o fundador do Clube do Pai Rico. Fundado em 02/05/2003, esta foi a primeira mudança significativa após a leitura do Pai Rico Pai Pobre. O livro me foi emprestado por um amigo da Universidade, que comentou sobre ele. Eu até já havia ouvido falar, porém como um livro com este título, “Pai Rico Pai Pobre”, poderia ser bom ? Imaginava que fosse algum romance tolo. Mas após ouvir os comentários deste amigo vi que não era bem assim … Vi que poderia, e parecia ser bom.

Como a maioria das pessoas que pega o PRPP para ler, devorei-o. Só larguei quando acabou mesmo, fui lendo, e me identificando com algumas passagens.

Vi um garoto ávido em ganhar dinheiro, no início por um motivo aparentemente bobo, porém muito comum. Comigo foi um pouco diferente, podemos até mesmo dizer “tolo”. 🙂

Uma nota de U$ 100,00

Exatamente, o meu motivo quando novo, para me prometer “ser rico”, foi uma nota de U$ 100,00. O por quê ? Porque ela era falsa ! 🙂

Bem, não era uma nota, era um panfleto, porém era uma cópia muito fiel. Mas imaginem eu ainda era um moleque, não lembro ao certo quantos anos tinha, mas devia ter uns 7, 8 anos. Meu pai chegou com aquela nota, e disse: “Toma filho, pra ti !”. Nossa, eu pulava, gritava, pulava de novo, fiquei enlouquecido, ainda não havia notado que a nota não era uma nota, até vira-la …

Quando a virei, vi do que se tratava. Era um panfleto, da CUT, chamando para um movimento que iria acontecer no dia 12 de outubro daquele ano, contra o pagamento da dívida externa. Na época o governo pagava U$ 20 bilhões por ano para o abatimento da divida.

Bom, fugi um pouco do assunto, mas é que até hoje eu tenho essa nota. Quando vi que era falsa, foi decepção total, vocês até podem imaginar, um garoto, que havia acabado de ganhar U$ 100,00 (nunca na vida tinha visto tanto dinheiro junto), e descobre que era falsa, que havia sido feito de bobo. Mas lá no fundo, este momento marcou, e serviu para que eu fizesse a promessa, que aquilo ali, aquela nota de U$ 100,00, não seria absolutamente nada perto do que eu teria “quando fosse grande”. 🙂

Mas voltemos a leitura do PRPP. Enquanto estava lendo fui vendo que este é um grande problema que enfrentamos, todos querem ter, mas poucos aprendem, e muito menos ensinam a arte de se ganhar dinheiro. Isto foi uma coisa que aprendi desde novo, dar valor ao dinheiro, meu pai trabalhou muito, mas muito é muito mesmo, quando eu era mais novo. Eu até brinco, dizendo que só vim a conhece-lo quando já tinha mais de 10 anos. 🙂

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0,8% de rendimento real mensal é uma meta factível ?

Ontem, com o post “Aposentadoria, como planejar sua renda vitalícia” um ponto pareceu incomodar muita gente: a taxa de juros usada no exemplo dos cálculos a serem feitos para sabermos o montante a ser acumulado para proporcionar determinada renda. Viu um detalhe bem interessante ? Era somente um exemplo … 🙂

Mas … será que o número apresentado, 0,8% ao mês de rendimentos reais (descontando-se o Imposto de Renda e a inflação), é algo tão impossível assim ? É um número tão fora da realidade que tornaria impossível que qualquer pessoa fizesse exatamente o que foi apresentado no exemplo, com exatamente os mesmos números ? Na minha mais sincera opinião, não. Pode até ser número acima do que a média da população obtém em seus investimentos “tradicionais”, mas longe de ser um número obsceno …

Afinal de contas, quanto é 0,8% de juro real ?

Para início de conversa precisamos identificar o real valor do número que gerou tanta discussão, quanto é 0,8% – nos dias de hoje – de juro real de verdade. Como dito essa taxa já tem descontados imposto de renda e inflação, portanto é um número menor do que o que deverá ser obtido em seus investimentos.

Como primeiro passo devemos determinar qual será a tributação desse capital ganho nos investimentos, qual será o IR abatido dos rendimentos. Por se tratar de um investimento de longo prazo, afinal estamos fazendo cálculos que têm como destino formação de patrimônio para a aposentadoria, usarei a taxa de 15%. Coincidentemente esta será a taxa para investimentos de renda fixa e em bolsa. Partiremos do princípio que essa taxa não será alterada, afinal de contas ninguém tem bola de cristal para precisar quando o governo dará a próxima mordida …

Alguns poderão argumentar que operações daytrade, em bolsa, têm tributação de 20%, e que operações de curto prazo em renda fixa podem chegar a mais do que isso, 22,5% para ser mais exato. Como disse partiremos do princípio de que é um investimento voltado ao longo prazo, portanto a tributação não será a de curto prazo. Ok ?

Sabedores de que a mordida do leão será de 15% do que obtivemos de rendimento, temos o primeiro número que nos interessa: o rendimento que as operações (seja em bolsa ou em renda fixa) deverão gerar mensalmente. Como “perderemos” 15% do que ganharmos precisamos obter um rendimento próximo de 1% ao mês. (sim, arredondei para facilitar as contas, hehehe)

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Comprei um carro com 34.000 moedas de R$ 1 !!!

Você deve ter visto algo sobre a história do Seu Zio, um aposentado na Bahia, que comprou um carro de uma forma inusitada: pagou em moedas. 34.000 delas, totalizando 280 kg ! Dá para acreditar ? 🙂

Já imaginou, um sujeito chegar na sua loja com 280 kg de moedas ? (neste exato momento estou me perguntando/pensando: como ele carregou isso tudo ?) Os funcionários levaram aproximadamente 2h para contar …

“Muito legal”, causou um belo auê, até aparecer na TV apareceu … Disse que fez o que fez para virar exemplo para filhos e netos. Para “ficar na história” … Mas será que ele fez a coisa certa ?

Já imaginaram o quanto de dinheiro se Seu Zio tivesse aplicado as mesmas 34.000 moedinhas – acumuladas durante 7 anos – numa caderneta de poupança ou qualquer outra aplicação de renda fixa ? Seriam aportes mensais, médios, de R$ 405 … Com uma taxa de juros (seja na poupança ou no fundo) média de 0,7% mensais – que foi aproximadamente a taxa do período, Seu Zio teria acumulado R$ 46.000,00, 35% a mais … Ou então ao invés de 7 anos esperando, poderia ter comprado com 5 anos e meio …

Certo, o tiozinho terá muita história para contar, virou celebridade, mas fez a coisa certa ? Longe disso … Ele nada mais fez do que perder dinheiro. 🙁

São histórias como essa que levam muitas pessoas a – literalmente – guardar dinheiro debaixo do colchão. Não se lembram que fazendo isso estão perdendo dinheiro, seja pela desvalorização causada pela inflação, seja por causa do não rendimento de uma aplicação financeira. Perdem dinheiro e ponto final.

Histórias para uma vida inteira

Será que essa justificativa cobre o custo desse erro ?

Já vi muitos outros exemplos onde a pessoa perdeu todo o dinheiro, por causa da inflação, por guardar o dinheiro embaixo do colchão por anos e anos … (se não me engano até estória de personagem de novela foi …)

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