Clube do Pai Rico
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Você é um investidor ou um especulador ?

Esta é uma discussão que volta e meia acirra os ânimos aqui no Clube: Você se considera investidor ou especulador ? Prepare-se … pois mesmo tendo certeza do que “você é” poderá se surpreender.

No linguajar “popular” um investidor é aquela pessoa que pega seu dinheiro, aplica em alguma coisa para obter um retorno, correto ? De preferência em algo oferecido pelo mercado financeiro. Já o especulador é aquele individuo do mal, que junto com seus comparsas traça planos mirabolantes para dominar o mundo interferir nos mercados de modo que obtenham ganho, forçam o mercado a ir na direção que querem que ele vá. A mídia fez o favor de demonizar os especuladores …

Mas será que é exatamente isso ? Eu por exemplo não tenho receio algum em afirmar que sou um especulador. Ou serei um investidor … Pô … agora fiquei na dúvida … Afinal de contas não me enquadro no perfil de um ser maléfico que faz e acontece, que move montanhas o mercado para onde quero. Eu somente pego meu suado dinheiro e invisto ! Tento aproveitar as oscilações do mercado para fazer com que o bolo aumente. A confusão já começa ai … eu não invisto meu dinheiro ? 😯

Lendo o “O Investidor Inteligente” sou apresentado a definição, de Benjamin Graham, que é usada por 11 em cada 10 pessoas que atacam os “especuladores”, ei-la:

Uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são consideradas especulativas.

Resumindo, investimento é só aquilo que você coloca dinheiro e tem a certeza de que terá 100% do que foi aplicado de volta, acrescido de um prêmio. Perfeito ! Consequentemente não existe nenhuma operação no mundo que se encaixe nesse perfil … somos todos especuladores e ponto final. Acabou o post, abraços !

Você conhece alguma operação que seja 100% garantida ? Que você tem absoluta certeza de que reaverá seu dinheiro corrigido, por qualquer que seja a taxa … ? Ao menos eu não conheço … não coloco minha mão no fogo por nenhuma que eu conheça. Títulos do Tesouro ? O governo já deixou de honrar uma vez … nada impede que volte a acontecer. Títulos do Tesouro Americano ? Vai saber o dia de amanhã … Ações então, não poderíamos nem cogitar coloca-las na lista de possíveis “investimentos”.

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Compra de Volatilidade: o meu 2º teste

Como os testes não podem parar, na última sexta feira montei meu 2º boi. Ainda em fase de aprendizado como havia dito, portanto um pequeno, para que não sofra caso o nível de perdas seja máximo. 😉

Lembra que o 1º teste foi feito com um boi super alavancado, e que o meu teste seguinte seria feito com um mais comportado ? Além de comportado ele é um super seguro ! Super seguro mesmo. Por quê ? Vamos lá !

A compra de volatilidade que montei na última sexta feira foi em Petrobras, claro. Os indicadores, tanto no diário quanto no intraday, estão bem baixos, indicando que em breve uma recuperação nas cotações esteja a caminho. Um sinal claro de reversão ainda não foi dado, mas resolvi montar na sexta por um fator muito importante: a divulgação do resultado do 1 trimestre de 2011. Se o povo se animar pode dar certo … se não for tão animador assim … sem problemas !

O boi foi montado com F24:F25, com isso a minha perda máxima é de R$ 1.130,00 para cada 1.000 opções vendidas – o boi anterior era de R$ 2.000,00 para cada 1.000 vendidas. Portanto se der errado, a perda máxima será bem menor do que a do anterior – que me trouxe um resultado positivo direto de R$ 400,00, mesmo indo na direção errada. Mantive a operação de 5.000 opções vendidas, com uma proporção de 1:2,2. Vendi 5.000 F24 e comprei 11.000 F25, com uma sobra de caixa de R$ 185. (se o mercado desabar eu terei R$ 185 de lucro; se ele subir, mas não o suficiente para trazer lucro para a operação, eu tenho R$ 185 para abater do prejuízo)

Montei sem um sinal de confirmação ?

Foi … Primeiro por causa dos indicadores no chinelo, segundo por causa da divulgação do resultado, e em terceiro porque o meu valor 0x0 é exatamente onde estávamos na sexta, R$ 23,58. Isso, abaixo de R$ 23,58 eu não perco nada – na verdade ganho os R$ 185,00. Então digamos que a operação se mostrou muito vantajosa, pois o meu “stop” estava literalmente no ponto onde a operação foi montada.

Se vai dar certo ? Não tenho como saber … mas a lição de casa está sendo feita, as operações de teste estão sendo montadas, uma hora poderei dizer: “os bois estão no pasto”, ou então “viraram lenda …” 😉

Se der certo, dá para ganhar uma bela grana com uma alta “leve”. Não tanto quanto o anterior poderia proporcionar … mas ele precisava de uma alta bem mais forte. Preferi fazer um teste mais conservador desta vez.

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Ha Ha !! O Zé dançou, não fez nada na série E !!

É … a série E ficará “marcada” como um buraco na estrada. Na minha estrada.

Não consegui fazer “nada” nela. Notou que foi um “nada” com aspas, certo? Nada porque não consegui manter a média de ganhos das minhas operações, mas não foi um nada absoluto. 🙂

Na série E fiz o meu primeiro teste real com uma operação que vinha namorando há tempos, a compra de volatilidade, com opções. Não foi nem de longe o que eu esperava … afinal não tive o lucro almejado. Mas serviu de aprendizado. 😉

A operação em si, deu um prejuízo de R$ 60,00 (se você leu o post que indiquei viu que chegou a bater R$ 2.500,00 de perda), então foi um custo bem baixo pelo estudo. Mas … eu não usei 100% do capital que a operação proporcionou. Não entendeu ? Vamos aos números: vendi 5.000 PETRE26 e comprei 50.000 PETRE28, a venda feita em R$ 1,21 e a compra em R$ 0,11. Fez as contas ? Viu que a venda me proporcionaria uma alavancagem de 1:11, mas que operei “apenas” 1:10 ? Portanto houve sobra de caixa, e consequentemente “lucro” na operação. Tirando os R$ 60,00 da perda “direta” a operação me gerou R$ 400,00. (a perda direta que falo foi a compra das 4.000 E26 e venda das 50.000 E28)

Sim, 4.000 E26, lembra que me exerceram em 1.000 PETRE26 ? Ainda não entendi o motivo para ele ter feito isso … deve estar se remoendo de raiva (ou não) até agora. Essa trapalhada de alguém me gerou R$ 200,00 extras. Então, para resumir a história a operação acabou me gerando R$ 600,00. Valor baixo … mas que paga algumas das minhas contas, hehehe.

Além disso, ontem tentei aproveitar a xepa. Sabe aquele resto de feira ? Então, vendi a PETRE26 para tentar abocanhar uns trocados extras. Foram apenas R$ 0,05 … mas já é uma ajuda. Nada comparado aos tradicionais R$ 0,60 … R$ 0,75 … mas é dinheiro. E dinheiro é dinheiro, e ele não aceita desaforo.

Soma dali, soma daqui, a série E me proporcionou incríveis 0,5%, ou quase isso … é … 10x menos do que o habitual.

Não se esqueçam de uma máxima do mercado …

Ele não para ! Funciona todos os dias – úteis – da semana. Funciona nas 52 semanas do ano. Funciona nos 12 meses do ano. Não é porque não ganhei o que quero – e gosto de – ganhar em um mês que o desespero vai tomar conta. Mercado tem todo dia ! Se não deu hoje, ou essa semana, ou esse mês, ali na frente uma nova oportunidade surge. O papel caiu 11% em 2011, mas a minha carteira rendeu 17% … estou com +6% de gorjeta ainda. 😉

Estou longe do resultado obtido em 2010 ? Sim, muiiito longe. Mas lembre-se: ainda faltam 7 meses. 😀

Na próxima semana a série F “começa”, quem sabe o negócio não seja diferente e eu consiga recuperar chão ? E claro, sem me desesperar. 😉

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Livros ||| Gifting

De início parecia que estava lendo um livro em grego. Sério ! Lia, lia, lia e lia mais um pouco e nada de entender o que estava escrito ali na minha frente. Mas pudera … o assunto é completamente diferente de tudo o que estou acostumado a ler. Imagine, estou acostumado a ler sobre finanças, estratégias com negociação em ações, biografias … e agora estava lendo sobre brindes. Brindes !

Que bom que li sobre brindes !! 🙂

O primeiro capítulo (o livro é dividido em 4 partes, de quatro autores diferentes, tratando de assuntos “diferentes”) é mais focado na origem do gifting, dos brindes, dos presentes … Acredito que por isso estivesse parecendo grego. Mas entendo perfeitamente a necessidade dessa introdução. Mas até falar sobre amuletos de guerreiros “pré históricos” foi falado. 😀

Você “despreza” esse assunto ?

É ? Sabe qual o tamanho do mercado de brindes ? Claro que aqui no Brasil não temos dados exatos sobre o mercado … mas basta irmos à Meca das estatísticas e pronto. Nos EUA o mercado de brindes movimenta meros U$ 20 bilhões ao ano. Isso, os brindes giram U$ 20 bilhões anuais ! Pequeno não ? Merece ou não um pouco da sua atenção ?

Não importa se você estará na parte que produz os brindes ou na que distribui eles, você precisa “acordar” para essa realidade.

Quer ver como é importante ? Responda: você não gosta quando ganha algo de uma empresa que lhe presta algum serviço, ou de uma que você preste serviço a ela ? Todo mundo gosta de ganhar um mimo de vez em quando. É natural ! Mas o grande problema, como em praticamente tudo, é conseguir se diferenciar.

Exemplo ? Me diga quantas canetas você ganhou esse ano ? Consegue se lembrar ? Eu também não … nem ideia, mas foram algumas. De quem ? Muito menos … Agora, quantas caixas gigantes de TicTac você ganhou esse ano ? Um presente/brinde desse tipo não tem como esquecer ! Por ser tão diferente o negócio fica marcado, tenho certeza que sempre usarei esse como exemplo de um belo brinde, de um que tinha diferencial.

Como disse Roberto Duailibi:

Dar brindes regularmente para ser lembrado é estratégico – agora, dar brindes que a pessoa queira guardar e se lembre positivamente de quem deu … essa é outra história.

E é exatamente isso ! Presentear por presentear é apenas mais do mesmo … presentear, com algo diferente, algo inovador, algo útil … marca para sempre.

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O Zé mentiu sobre a venda coberta de opções !

Nunca imaginei que algo que tivesse sido dito por mim ganharia tanta repercussão … Antes somente aqui no próprio Clube, porém agora a discussão começa a ultrapassar as fronteiras. A discussão sobre o quanto ganho (ou deixo de ganhar) em minhas operações, e a eficácia da operação de venda coberta de opções começa a povoar os espaços de outros sites sobre finanças/educação financeira. Quanto orgulho !! 😀

Um dos principais pilares para os que defendem a impossibilidade de fazer o que faço em minhas operações surgiu no começo do mês de abril, com o ótimo – e surpreendente artigo – do amigo Paulo Portinho, autor do livro “O Mercado de Ações em 25 Episódios“. Ótimo porque ele conseguiu fazer uma simulação para vermos o resultado do uso da venda coberta entre 2005 e 2010, e surpreendente por causa de seu resultado. Com a simulação chegou-se a conclusão de que a venda coberta é uma péssima alternativa, na realidade horrível. Quem a usou no período analisado obteve um resultado incrível: -3,58% ao ano. Sim, pela simulação o investidor teria perdido dinheiro, numa velocidade alarmante … Para efeito de comparação quem fez Buy & Hold (comprou a ação e foi reinvestindo os dividendos) no mesmo período ganhou quase 20% ao ano, enquanto quem aplicou na renda fixa obteve pouco mais de 10% ao ano. Indico a leitura do artigo, dividido em 4 partes: 1, 2, 3 e 4.

Xi … a casa caiu pr’ocê Zé !

É … muitos estão pensando justamente isso. Muitos estão rindo disso. Muitos estão levantando bandeiras e gritando palavras de ordem por causa … tá … nem tanto. 🙂

Nos últimos tempos, muitos têm vindo aqui perguntar (ou seria … desacreditar ?) como posso estar obtendo o retorno que alego obter, historicamente, se a venda coberta nos faz perder dinheiro. Haverá explicação para isso ? Claro !

Como o próprio Portinho falou no início do artigo, fazer simulações envolvendo operações com opções é quase impossível, trabalho digno de Hércules, e mesmo assim suado. Portanto para realizar sua simulação ele precisou fazer algumas … “hipóteses”. E justamente elas é que acabam não trazendo a realidade dos fatos.

Antes de continuar, quero deixar uma coisa clara: isso não é um ataque ao artigo, ficou show de bola Paulo ! Você conseguiu fazer algo que nunca vi ninguém fazendo. Porém um item, que é impossível de se levar em consideração faz toda a diferença: tornar a operação “100% automática” tirou da estratégia um de seus fatores mais importantes, o fator humano, a tomada de decisão do operador. (conforme eu já havia comentado no próprio artigo …)

Para realizar a simulação foi preciso colocar pontos de entrada automáticos na operação. Lançar e lançar a opção, sem alternativas. Não importa se o mercado sobe, se ele desce, se está próximo de um topo ou de um fundo. Somente vender. E isso traz o risco de vender a opção justamente num fundo … para logo após ver o mercado subir … explodir …

O fator operador

Sempre que falo sobre minhas operações de venda, deixo uma coisa bem clara: que vendo somente quando uma oportunidade de venda aparece na minha frente. Não vendo por vender, por ter que vender, para fazer dinheiro todos os meses. Vendo somente quando uma oportunidade de venda surge.

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