Clube do Pai Rico
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Você concorda com a opinião dele ?

Um comentário muito interessante e “anonimo” foi publicado no post Como ter conta no banco sem pagar taxa de manutenção ?:

Existe uma linha muito tênue entre educação financeira e MALANDRAGEM. Querer ter uma conta bancária e não remunerar a instituição é como quem baixa filmes para assistir na internet. Quer aproveitar do bem ou do serviço mas não quer pagar nada. E daí que os estúdios de cinema já ganham milhares de dólares. Você está consumindo o produto sustentado nos outros que pagam para consumi-lo.

Ninguém faz campanha ou ensina técnicas de como consumir uma coca-cola sem pagar nada. E olha que é uma das empresas que mais lucram no mundo. Também têm lucros exorbitantes, tem um produto que muitos dizem que vicia, além de não fazer muito bem para uma vida saudável. Pagam sem reclamar.

É sabido que os bancos estão longe de prestar um serviço de excelência. Então vamos brigar para melhorar esses serviços ou que baixem o preço das tarifas e dos pacotes de serviços. Mas não pagar NADA! Grande parte dos que não querem pagar nada querem colocar um dinheiro e sacar. Não movimentar nada, não aplicar nada, não contratar nada. Os bancos podem ser encarados como vilões, mas há funcionários neles. Funcionários que ganham participação nos lucros. Será que quem quer uma conta de graça, acha também que o Banco não gasta nada para manter essa conta?

Se você acha o pacote de serviços do seu banco caro, vá para outro. Pesquise, pechinche, faça produtos ou gere uma reciprocidade. Agora consumir e não pagar, para mim é coisa de malandrão metido a esperto.

Você concorda com o que ele disse ?

Claro que um comentário desse exigia uma resposta …

Obrigado pelo seu comentário. 🙂
Mas te garanto que de malandro não tenho nada …

Se você olhar com cuidado a conta essencial, verá que ela atende somente a uma pequena parcela dos usuários de serviços bancários. Afinal o pacote é enxuto e oferece pouquíssimos serviços de graça. (o pior é que é mais do que suficiente para a grande maioria dos correntistas, mas apenas uma minoria faz a migração …) Quem está usando o que é oferecido pelo pacote pouco usa a estrutura do banco. “Ah, mas ele provavelmente irá ao banco pagar alguma conta …” Se for, melhor pro banco, afinal ele recebe um pequeno valor de cada conta que é paga nele.

Você não falou nada sobre a conta salário. Acha errado que ela exista também ?

Me desculpe … mas quem defende uma tarifa de R$ 1,00 e é contra uma gratuita está sendo somente uma coisa … demagogo. É dizer que não aceita um serviço de graça, mas que quer dar em troca apenas uma esmola. O R$ 1,00 cobrirá os gastos ?

Faço uma proposta. Levante em sua agência quantos clientes existem, quantos usam a conta grátis, quantos usam cada uma das modalidades oferecidas por vocês. Acredito que irás se surpreender com o número …

Repetindo, quem usa a conta de serviços essenciais pagará por tudo que não é encontrado no pacote. Pagará anuidade do cartão de crédito – se quiser ter um, pagará por DOC/TED, pagará ao depositar um cheque em sua conta. Ah ! E sem esquecer, é claro, que o banco receberá sempre que o cliente usar o seu cartão de débito … a operação dele é paga, através de taxa “embutida” no valor do produto/serviço adquirido.

Mas acima de tudo: o banco ganha com o dinheiro do cliente. Sim, o dinheiro que está paradinho lá na conta … que é do cliente. Afinal ele pode efetuar 1.001 operações (como empréstimos por exemplo) com o dinheiro de cada um de seus clientes.

Afinal … o banco ganha (cobra) ou não com os clientes “malandros” que “não pagam” pela manutenção de suas contas … ?

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Livros ||| Profissão: Investidor

Sabe quando você pega um livro esperando uma coisa e ele acaba não atendendo às suas expectativas … ? Infelizmente este foi o caso do “Profissão: Investidor” para mim. Culpa do livro ? Duvido … “aposto” mais que a culpa foi mais “minha” do que dele.

A ideia de poder ler artigos e entrevistas de uma das mentes mais brilhantes das finanças que o mundo já conheceu me deixou completamente ávido por esta leitura. Mas me esqueci de um pequeno grande detalhe: A escola de Benjamin Graham é o “oposto” da minha. Portanto nada mais natural do que um livro carregado de passagens mais voltadas para o lado fundamentalista da coisa.

É muito interessante poder ver como a cabeça de Graham trabalhava enquanto os fatos iam ocorrendo, afinal o livro aborda quase que todo o século passado em artigos que foram publicados em material da área de investimentos, então ver comentários sobre quais consequências uma 2ª Guerra Mundial poderia trazer ao seu portfólio, ou então uma arrancada nos índices de inflação, é mais do que interessante.

Outra coisa muito legal, poder ver alguém defendendo, no início do século XX, a criação e regulamentação da profissão de investidor. Não do investidor pessoa física, do investidor … daquela pessoa que trabalha nas corretoras e bancos e que faz as indicações de investimento para os investidores. Afinal, queira ou não, as escolhas são completamente subjetivas, não importando se você use a análise fundamentalista ou a gráfica, use os astros ou a borra do café, duas pessoas poderão olhar o mesmo exato estudo e chegar em duas conclusões completamente diferentes. Como controlar isso ? Como organizar isso ?

Uma leitura perdida ?

Aprenda uma coisa antes que seja tarde demais … não existe leitura perdida, não existe aprendizado inútil. Tudo o que você ler, tudo o que você aprender, poderá ser usado em algum momento por você. Pode até não ser da forma com que foi apresentada pelo autor, mas o conceito, o conhecimento estará na sua cabeça – junto com todo o resto – e poderá ser trabalhado para chegar em um lugar nunca antes imaginado.

O mais interessante do livro, na minha opinião, foi tentar fazer uma analogia com os momentos que eram relatados nos EUA, com o Brasil atual. Pode ter sido muita viagem minha … mas os EUA do século XX me pareceram tão próximos do Brasil do século XXI … não sei porquê …

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Tesouro Direto: De volta aos estudos !

Ou melhor … início deles. 😉

Após a resposta de ontem, dada ao Marcelus no “Pergunte ao Pai Rico ||| 150“, me toquei de uma coisa: eu realmente não sei “nada” sobre o investimento no Tesouro Direto. Só não posso dizer pura e simplesmente nada, sem aspas, porque sei que existem os títulos pré fixados, os pós fixados, os que são “puros”, os que são atrelados ao IGP-M e ao IPCA, os que pagam somente no momento do vencimento (ou do resgate), os que pagam um “prêmio” semestral (isso é, a correção do título), que a compra é feita via web, através de uma corretora.

Sei também que os títulos negociados no TD podem ter um comportamento de renda variável, como havia falado em “Usar títulos do Tesouro Direto para o colchão de segurança é válido ?“. Portanto considero o Tesouro Direto como um ótimo investimento de renda fixa, mas para quem vai resgatar a grana somente na data do vencimento do título.

Mas sabe quando você não tem intimidade suficiente com algo, a ponto de falar tranquilamente sobre o assunto ? É o meu caso com o TD … sei, uma parte do básico, mas nunca me aprofundei no tema. Culpa minha … afinal a minha estratégia atual de investimentos é 100% focada em ações. Já investi em fundos de renda fixa e em CDBs, mas por “necessidade”. No primeiro para não deixar a grana parada na conta da corretora em certas ocasiões, o segundo para aproveitar o fato de poder usa-los como margem de garantia em minhas operações de aluguel e venda de ações.

Quer ver um exemplo ? Desde sempre achei, e venho repetindo, que o investimento mínimo no Tesouro Direto era de R$ 200,00. Sempre ! Ouvi isso uma vez, no começo dele, lá para o início da década passada, e até hoje tenho isso como “certo”. Não, o valor mínimo para aplicação é de 0,2x o valor do título negociado, esse valor portanto pode ser maior ou menor do que os R$ 200,00 … existem títulos que “custam” até menos de R$ 100,00 !

Mas isso vai mudar … vou tentar entender direito como funciona. Vou me “aventurar” no universo TD ! 😉

Aqui no Clube é assim, eu mato a cobra e mostro o …

O principal diferencial do Clube do Pai Rico é esse: experiências reais. Falo – e falo muito – sobre o que conheço, sobre o que tenho intimidade, com o que tenho experiência. É isso que traz um “plus” para você amigo e leitor. Falar por falar, somente me baseando na teoria … não dá certo. Isso pode ser encontrado em qualquer canto, em qualquer livro, em qualquer artigo. A experiência não, ela precisa ter existido, a pessoa que falará precisará ter passado por aquilo.

Pode reparar … eu pouco falo sobre imóveis, empreendedorismo ou Tesouro Direto. Não falo porque não é o meu dia a dia. Já com ações e Educação Financeira propriamente dita … dai o buraco é mais embaixo. 🙂

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Como anda meu “boizinho” ?

Como você deve estar lembrado estou na fase de testes de uma nova estratégia operacional, que poderá fazer com que minha carteira ganhe um peso extra nos momentos de reversão após um período de queda. (a minha estratégia atual é ótima para momentos de reversão após uma alta)

Já estou no segundo teste, vocês podem ver os detalhes do início e do final do primeiro teste, bem como o começo do segundo nos posts a seguir:

Compra de Volatilidade: o meu 1º teste

Ha Ha !! O Zé dançou, não fez nada na série E !!

Compra de Volatilidade: o meu 2º teste

Sim, ainda estou com o 2º boi no pasto. E é justamente sobre como ele anda que vou falar. 😉

Testes … testes e mais testes …

Estando numa fase de testes as perdas são “aceitáveis”, afinal tudo tem um custo. Por servir de aprendizado o 2º teste foi menor, se tudo der errado ele me proporcionará um prejuízo máximo de R$ 5.000,00. (o primeiro era de R$ 10.000,00)

Nos primeiros dias ele não saiu do lugar, apresentava uma pequena perda, completamente normal, pois a opção mais “da frente” perdia gordura um pouco mais rapidamente do que a outra. Lembrando que montei F24:F25.

Poucos dias depois ela começou a apresentar lucro, chegou a dar quase R$ 1.000,00 ! Mas como minha análise apontava para a continuidade da alta resolvi não desmontar a operação. Afinal era a partir daquele momento que o boi começaria a engordar de verdade. Para minha “sorte” o mercado cedeu … e o boi começou a emagrecer … rapidamente. Hoje ele está apresentando um prejuízo de R$ 1.000,00.

Como era mesmo … ?

Não custa nada lembrar que a operação “funciona” assim: Abaixo de R$ 23,58 eu saio no 0x0. Entre R$ 23,58 e R$ 25,58 (+- isso) eu tenho prejuízo. Acima de R$ 25,58 eu tenho lucro.

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O seu gerente … faz o favor !!

Não sei quanto a você, mas eu não aguento mais ouvir histórias de pessoas que vão até seu banco de confiança, pedir uma informação/indicação de investimento de seu gerente e saem de lá “alegres e contentes” com um título de capitalização e/ou plano de previdência privada em mãos. Façam-me o favor !!

Custa muito jogarem limpo com seus clientes ? Um título de capitalização realmente é um investimento, para suas instituições ! Afinal podem obter dinheiro a um custo muito baixo e usá-lo como bem entenderem. Digamos que é quase um dinheiro de graça que o banco recebe. (o custo é muito baixo, alguns prêmios durante o período de existência do título e uma remuneração pífia)

Usemos o caso da Tele Sena. O Senor Abravanel, mais conhecido como Sílvio Santos, vende ela como ? Um investimento ou uma promoção/sorteio ? Quem disse sorteio levou o prêmio. Eles apresentam como um sorteio que te dá não sei quanto em prêmios e ainda, de brinde, depois de um determinado período uma parte do dinheiro corrigido. Não é muito mais justo ? Não deveriam os bancos indicarem desta mesma forma ?

Mas não … muitos, e quando digo muitos são muitos mesmo, muitos gerentes indicam o título de capitalização como investimento.

E os planos de previdência privada. Oras ! O próprio nome já diz, eles são planos de previdência, não são investimentos ! É uma ferramenta que te proporcionará uma determinada renda em um ponto no futuro. Pode ser usada para garantir a aposentadoria de alguém ou as mensalidades de um curso universitário, mas não é um investimento. Ele não foi criado com essa finalidade.

O custo de uma previdência privada como “investimento” chega a ser ridículo, pois entre taxa de administração e de carregamento a pessoa perde o rendimento de alguns meses.

Portanto Sr. Gerente, meu amigo de fé, meu irmão camarada, faça-me um favor: fale a verdade !

Eu sei que vocês têm que cumprir as metas estabelecidas pelo banco, mas acha certo “atingi-las” mentindo aos seus clientes ? Mentindo às pessoas que confiam no que você fala ? Complicado não é mesmo … ?

Quando alguém for até você, solicitando um investimento, apresente os investimentos de verdade !

Fundos de Renda Fixa, de Renda Variável, CDBs, ações … poupança. Mas por favor, não tentem mais empurrar título de capitalização ou previdência privada. Ok ?

Como cortar o mal pela raiz

Quer ver ele nunca mais oferecer nada desse tipo para você ? Da próxima vez que for à sua agência, fale ao seu gerente algo parecido com: “Olha … da próxima vez que eu vier aqui e você tentar me empurrar um título de capitalização ou um plano de previdência privada eu tiro minha conta desse banco. Tiro a conta e faço questão de ligar para a ouvidoria/SAC dele dizendo que o culpado por eu ter saído foi você !!”. Pode ter certeza, nunca mais precisará passar pela situação “chata” de rejeitar a oferta do gerente. 🙂

Custa muito ser honesto poxa ? 🙁