Como anda meu “boizinho” ?
Como você deve estar lembrado estou na fase de testes de uma nova estratégia operacional, que poderá fazer com que minha carteira ganhe um peso extra nos momentos de reversão após um período de queda. (a minha estratégia atual é ótima para momentos de reversão após uma alta)
Já estou no segundo teste, vocês podem ver os detalhes do início e do final do primeiro teste, bem como o começo do segundo nos posts a seguir:
– Compra de Volatilidade: o meu 1º teste
– Ha Ha !! O Zé dançou, não fez nada na série E !!
– Compra de Volatilidade: o meu 2º teste
Sim, ainda estou com o 2º boi no pasto. E é justamente sobre como ele anda que vou falar. 😉
Testes … testes e mais testes …
Estando numa fase de testes as perdas são “aceitáveis”, afinal tudo tem um custo. Por servir de aprendizado o 2º teste foi menor, se tudo der errado ele me proporcionará um prejuízo máximo de R$ 5.000,00. (o primeiro era de R$ 10.000,00)
Nos primeiros dias ele não saiu do lugar, apresentava uma pequena perda, completamente normal, pois a opção mais “da frente” perdia gordura um pouco mais rapidamente do que a outra. Lembrando que montei F24:F25.
Poucos dias depois ela começou a apresentar lucro, chegou a dar quase R$ 1.000,00 ! Mas como minha análise apontava para a continuidade da alta resolvi não desmontar a operação. Afinal era a partir daquele momento que o boi começaria a engordar de verdade. Para minha “sorte” o mercado cedeu … e o boi começou a emagrecer … rapidamente. Hoje ele está apresentando um prejuízo de R$ 1.000,00.
Como era mesmo … ?
Não custa nada lembrar que a operação “funciona” assim: Abaixo de R$ 23,58 eu saio no 0x0. Entre R$ 23,58 e R$ 25,58 (+- isso) eu tenho prejuízo. Acima de R$ 25,58 eu tenho lucro.
Só que isso só vale, literalmente, para o dia do vencimento. Enquanto ele está ocorrendo a matemática é bem diferente e bem mais confusa, portanto só me resta olhar a situação do mercado no momento. Se hoje fosse o dia do exercício da série F eu perderia R$ 3.100,00. Viu a diferença ? A culpa é toda da gordura das opções.
O ponto mais importante da operação é a área de perda máxima, que é exatamente no valor de exercício da F25. Se no dia do exercício a PETR4 estiver valendo R$ 24,71 eu perco R$ 5.650,00. “Ué, mas não era R$ 5.000,00 no máximo ?” Sim, era … mas como as opções têm strykes quebrados pelos dividendos e JCP a coisa não é tão redonda.
Qual será o final da operação ?
Não sei … se o mercado subir rapidamente agora, com a confirmação do rompimento da LTB no Ibovespa, e sua superação da resistência em 64.000, o lucro pode vir bem antes das PETR4 ultrapassarem a região dos R$ 25,58. Mais uma vez culpa da gordura … 😉
Eu pretendo ficar na operação até o final do exercício. Acho que o vencimento ou será acima da F25 ou abaixo da F24, que é a melhor situação para mim.
Analisando friamente o que fiz, e o que não fiz, acho que errei ao não zerar na sinalização de reversão que houve quando a PETR4 bateu perto dos R$ 24,71. O olho cresceu e isso pode ter atrapalhado a operação.
Mas como é uma etapa para aprendizado … é um erro “justificável”.
Continuo na torcida para que dê certo. 😉
(Ah ! E se alguém vier dizer que um “investidor” não torce, é porque nunca operou de verdade. Vai torcer contra a sua operação ?)
Só um último detalhe: no início da operação, quando a cotação da PETR4 estava na mesma região que está agora, o boi estava no lucro. Viram o que o tempo faz em uma operação “comprada” em opções ? O tempo é cruel com ela !! 😀