Clube do Pai Rico
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Dinheiro parado no Colchão ? Tô fora !!

Falar sobre a importância do Colchão de Segurança, a meu ver, não é algo necessário de ser feito aqui no Clube. Não é mesmo ? 🙂

Há anos “bato” na mesma tecla: antes de se aventurar no mundo dos investimentos, monte o seu Colchão de Segurança. De preferência um que tenha a capacidade financeira de te manter tranquilo pelos próximos 6 meses. Um que tenha em sua formação o dinheiro equivalente a 6 meses de seus gastos mensais médios. (pegue o valor que gastou nos últimos 12 meses e divida por 12, esse é o seu gasto mensal médio)

Por mais que você ache que não será necessário … Por mais que você ache que não precisa (por ser um servidor público e ter seu salário “garantido“) … Por mais que você fique tentado a usar o dinheiro que estará parado no Colchão em outro tipo de investimento.

Parado ? Tem certeza ?

É … muitos justificam a falta de um Colchão de Segurança desta forma: não vou deixar meu dinheiro parado no Colchão. Dinheiro tem que estar trabalhando por mim, e lá ele ficará imóvel …

Olha, se você é um dos que pensa dessa forma, lamento te informar … Mas você está com um conceito errado em relação ao assunto.

Provavelmente você esteja fazendo a ligação do nome “colchão de segurança” àquela imagem dos nossos avós guardando o dinheiro embaixo do colchão. Dinheiro vivo, literalmente embaixo do colchão. Dinheiro parado, seja para emergências ou para o dia a dia. Ao invés de colocar no banco deixavam ali. (até mesmo porque em muitos casos o banco mais próximo ficava a quilômetros de distância)

Se você está com essa imagem na cabeça, eu até entendo que a confusão exista. Mas se não é por isso …

Não, o dinheiro não ficará embaixo do seu colchão ! Ele ficará no banco, em uma aplicação segura, que ofereça liquidez e rentabilidade condizente com a proteção oferecida.

Provavelmente estará em uma aplicação do tipo renda fixa: CDB, fundo de renda fixa, tesouro direto, até mesmo a poupança é válida para esta função. E por pior que seja a rentabilidade oferecida pela aplicação, o dinheiro não estará parado …

Render pouco é diferente de não render. Não é mesmo ? 😉

Mas confesso que uma coisa me deixa curioso. Fico na dúvida se devo perguntar ou não … Mas lá vai: se apenas 0,25% da população brasileira (é, apenas 500 mil dos 200 milhões de habitantes) investe na Bolsa, que seria um investimento com retorno mais elevado, que poderia deixar alguém na dúvida em relação a não deixar a grana “parada” nos investimentos tradicionais que usamos no colchão de segurança, quem são as pessoas que reclamam que o rendimento do dinheiro que está “parado” no colchão de segurança é baixo ?

Sério …

A imensa maioria da população não investe em bolsa. Só para não dizer que ninguém investe … Uma parcela dela investe em renda fixa (poupança incluída) … Mas uma grande parte não faz nada disso. Então quem são os que reclamam do dinheiro “parado” lá ? 🙄

Não, essa justificativa não é válida !

Se não é o seu caso, se você não tem uma alternativa de investimento que te ofereça um rendimento MUITO superior ao da renda fixa “tradicional”, me desculpe … mas você não tem motivos para dizer que não montou o seu colchão de segurança por causa do “dinheiro que fica parado” nele.

Você está apenas tentando encontrar uma justificativa para não ter feito a lição de casa. 🙁

Provavelmente está fazendo isso para não precisar deixar o dinheiro “trancado” em um investimento mais simples que servirá para lhe trazer a segurança necessária para ir mais longe. Provavelmente está fazendo isso para que o mesmo dinheiro que lhe traria segurança possa ser usado da forma “errada”. Provavelmente esta usando essa justificativa para continuar gastando …

Ah Zé, mas eu não preciso disso não ! Se eu perder o emprego terei meu FGTS, meu seguro desemprego, etc etc etc“. Sim, terá. Mas pergunte aos que precisaram fazer uso do dinheiro existente no colchão, nos últimos anos, e depois me diga se para eles o dinheiro “parado” não valeu a pena.

Por mais que pensemos apenas na perda do emprego, ou em algum momento mais apertado nas finanças pessoais, o colchão de segurança também serve para emergências do tipo … emergenciais. Um problema mais grave de saúde, por exemplo.

Se posso lhe pedir um favor, que seja este: inicie a montagem do seu Colchão de Segurança agora mesmo ! Vá devagar e sempre. Um pedaço de cada vez.

Depois que ele estiver concluído, retorne aqui e me diga se ele não te ajudou a ter um sono mais tranquilo. 😉

Qual será o próximo Cisne Negro ?

Você certamente já está careca de tanto ouvir falar deste tal de Cisne Negro. De uma hora para outra surgiu como uma tempestade que ocupa todos os lugares visíveis, sem permitir fugir para um lugar onde não se ouça falar ou que não esteja presente, passando a ser termo comum nas conversas de bar e do almoço de domingo. (tá, exagerei um pouquinho …)

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Não é mesmo ? E por ouvir com tanta frequência sobre o tal do cisne rico em pigmentação, você já se tornou um Dr no tema. Sabe identificar um Cisne Negro a quilômetros de distância. Consegue se desviar dos seus efeitos devastadores. Consegue antever sua chegada, preparando estratégias mil (sob a perspectiva de seus investimentos) que visam não só se proteger, mas também tirar proveito da onda de choque que os acompanha.

Não é mesmo ?

Então eu gostaria de propor um exercício para você. Justamente para ver quão antenado você está, quão a fundo você já compreende o conceito.

Mas … antes de mais nada, para os que ainda não conhecem o dito cujo: Prazer, Cisne Negro.

Nassim Nicholas Taleb é o responsável por nos apresentar o conceito por trás do Cisne Negro. Gosta tanto do bichinho que até fez um livro sobre ele. Provavelmente esteja recheado de fotos e dados da biologia dele.

Deve ser realmente bonito. Um animal raro … Eu não lembro se já vi um.

Se Taleb é o responsável por nos apresentar o animal, Felipe Miranda, da Empiricus, é o dono da bola aqui no Brasil. Antes dele começar a falar sobre o tal animal eu nunca tinha ouvido falar dele. 🙂

Se você ainda não leu este livro, sugiro que o faça. O quanto antes. 😉

Mas, como já disse, provavelmente você já seja doutorado no assunto. Tamanha a exposição ao assunto. 😀

Qual será o próximo Cisne Negro ?

Vou apresentar uma lista de alguns possíveis eventos do tipo Cisne Negro que consigo imaginar, e que estão em nosso horizonte de eventos.

Eu gostaria de pedir que você escolhesse o evento que, na sua opinião, tem mais chances de vir a se tornar o próximo Cisne Negro. O próximo a virar notícia. O próximo a afetar suas finanças. O próximo a afetar sua vida. Ok ?

A lista será formada por eventos específicos. Mas que poderiam ser generalizados de certa forma … Portanto peço que você escolha aquele que mais se assemelha ao evento que para você será o próximo Cisne Negro. Estamos combinados ?

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Para você, qual destes eventos será o próximo Cisne Negro ?

Como se proteger do próximo Cisne Negro ?

Como falei em um post pós 18 de maio, as melhores estratégias de proteção – e até mesmo de aproveitamento – contra os efeitos devastadores de um Cisne Negro acabam envolvendo o uso de opções. Seja a estratégia barbell de Taleb, apresentada no livro indicado acima, seja a estratégia de Mark Spitznagel com a indicação de compra de opções do tipo PUT.

Por terem consequências explosivas, os Cisnes Negros acabam beneficiando estratégias que adotem ferramentas … explosivas.

Ao menos eu tenho dedicado boas horas de processamento de dados da minha massa amarela à tal tarefa. Tenho botado a cachola para trabalhar pesado em relação ao uso destas duas estratégias envolvendo opções aqui no Brasil. (que sim, tem um mercado muito diferente do existente nos EUA)

Mas e você, como se protegerá do próximo Cisne Negro, aquele que você escolheu na pesquisa acima ?

1 motivo para que você ganhe muito, mas MUITO dinheiro:

 

Ganhe tanto dinheiro, mas tanto dinheiro, a ponto de não precisar sequer conferir o extrato para ver se há dinheiro suficiente para pagar as contas do mês. (e pelo visto do ano, do resto da vida …)

Claro que estou brincando !

Aquela brincadeira com um fundo de verdade, sabe ? Para facilitar um papo mais duro … Mais pesado.

Você consegue imaginar quanto ganha um sujeito que chega ao ponto de dizer que não costuma, ou não precisa, olhar o extrato bancário ? Consegue imaginar quão grande é o salário de uma pessoa que age desta forma ?

Quanto além do necessário ele recebe ? 🙄

E como ele, garanto que há muitos e muitos e muitos …

Não, não estou dizendo que as pessoas não devam ganhar muito dinheiro. Hellooo !! Aqui é um site que divulga informações financeiras e que te apresenta opções de investimento que te fazem ganhar dinheiro, muito dinheiro ! Só estou falando a respeito da atitude desta pessoa.

Por maior que seja o seu salário, por melhor que seja o seu fluxo de caixa, o controle do orçamento doméstico continua sendo fundamental para toda e qualquer pessoa. Ao menos para nós, meros mortais que não temos a “promessa” de uma aposentadoria integral, com o mesmo soldo da ativa … (aspas por conta dos últimos acontecimentos do RJ e do RS)

Mas um dos maiores problemas, a meu ver, é a mensagem que uma fala deste tipo passa para a população. 🙁

Me diga se sou eu que estou “pegando no pé” de quem age desta forma, ou que ganha nestas proporções; ou realmente tenho motivos para volta e meia citar esta passagem como um mau exemplo ?

Definindo prioridades ! Diversão VS Investimento !!

A vida é uma sucessiva troca de prioridades. A cada momento vamos substituindo o que é “mais importante” em nossas vidas, priorizando o que nos parece mais certo em cada momento.

Quando crianças, queremos gastar “nosso dinheiro” com brinquedos. Conforme crescemos, passamos a dar preferência por roupas e acessórios (eletrônicos incluídos). Na juventude as festas ganham espaço em nosso orçamento. Um pouco mais à frente, restaurantes e viagens nos motivam a seguir em frente. Conforme a terceira idade se aproxima a preocupação com uma velhice tranquila assume a liderança.

Cada coisa na sua hora, no seu momento. Cada idade apresenta necessidades diferentes, podendo até mesmo variar entre homens e mulheres. Mas cada um tem suas prioridades e ponto final.

Em teoria, não importando a idade, alguma parte do seu dinheiro deveria ser destinado aos seus investimentos. Seja para a criação de um colchão de segurança, seja para a criação de um fundo voltado à aposentadoria.

Em teoria … pois infelizmente não é a realidade que vemos nas ruas. 🙁

O que mais vemos são pessoas passando por problemas relacionados à falta de grana. Alguns recorrem às instituições financeiras e seus empréstimos de “pai para filho”. Outros vão diretamente no bolso dos familiares. Fazer o dever de casa? Pra quê ? …

Uns dizem que isso acontece por pura falta de Educação Financeira na cultura do brasileiro. Outros dizem que o motivo de grande parte da população não guardar nada se deve ao período da hiperinflação, onde não gastar o que se recebia era sinônimo de perda do poder aquisitivo. Outros ainda usarão como argumento justamente o que falei no começo deste post: prioridades …

Dizem que preferem “aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã, afinal de contas ele pode nem mesmo acontecer …”. O pior que esta nem é uma justificativa isolada. Muitas pessoas a usam e realmente acreditam que tem algum fundamento.

Alguns pensam desta forma por terem garantias de que não precisam pensar no dinheiro de amanhã. (seja por conta de uma herança, seja por terem um aposentadoria reforçada “garantida” pelo estado)

Mas será que existe justificativa para pensarem assim ?

Só “eles” pensam assim ?

Muitas vezes apontamos o dedo para os outros sem olharmos para o nosso próprio umbigo. Concorda ?

Por conta disso, eu estava pensando … “Nós que temos interesse na Educação Financeira, que estamos em busca de informação que nos ajude a ir um pouco além da média da população, agimos de uma forma diferente dos que não se preocupam ? Será ?

E confesso que pensei um bocado sobre isso …

Pensei tanto que resolvi perguntar para você, na tentativa de enxergar um pouco além do meu horizonte: Comparando os seus gastos com diversão (restaurantes, bares, festas, viagens, compras, etc), como estão seus investimentos ?

Olhando o seu orçamento, quanto dele é destinado à diversão ? Quanto é destinado aos seus investimentos ?

Nesta “briga”, quem ganha ?

No meu caso, tento fazer com que meus gastos em diversão sejam menos da metade do valor destinado aos meus investimentos. Quando a coisa “aperta”, corto os gastos com restaurantes (que confesso ser um dos únicos gargalos do meu orçamento, hehehe).

Pelo menos uma proporção 1:2 … 1 para diversão, 2 para investimentos. Poderia ser mais ? Poderia … Poderia ser menos ? Poderia … Mas isso foi o que eu considerei como “ideal” para balancear a equação. Para não ser exigente demais e acabar tirando qualquer tipo de estímulo de seguir em frente.

Juntar dinheiro apenas por juntar … não, não é assim que a coisa funciona. Um pouco de retribuição a você mesmo é mais do que necessária. 😉

Mas como eu disse, gostaria de saber como você se comporta em relação a este aspecto. Como você distribui seus gastos entre diversão e investimentos. Ou você nem para para pensar nisso ? (viu por que não deveriam ter tirado o acento do verbo parar ?)

Ao conhecer esta proporção você poderá definir quem está sendo priorizado … o você de hoje, ou o seu futuro eu. 😉

Quem é mais importante para você ?

Tenho um grave problema: gasto demais e tenho dívidas !!

Não, esse não é um problema grave … este é um problema bom ! 😀

– “Mas como Zé ? Você tá doido ?!!?

Não, não estou doido e reforço: isso não é um problema, é uma solução !!

Claro que vou explicar melhor. Fique tranquilo. 😉

Somente quem enfrenta as consequências de se ter uma dívida para saber, de verdade, o quanto isso é prejudicial. Como já disse em outra oportunidade, “As dívidas afetam mais do que o seu bolso. Elas destroem a sua alma …“. Elas vão te correndo, de dentro para fora. Derrubando sua moral, enfraquecendo seu sistema de defesa, tirando sua esperança.

Só quem sente na pele o problema de ter uma dívida em seu nome para saber do que estou falando.

É muito comum vermos pessoas que têm algum tipo de dívida compartilharem sua dor somente no momento limite. Só na hora em que as luzes já estão quase se apagando, numa aparente tentativa de encontrar uma mão amiga que possa lhes dar o apoio necessário para seguir em frente. Por que, muito provavelmente, elas já não têm mais forças para isso.

Mas quando ouço alguém falar a respeito de suas dívidas, e vejo que a história começa desta forma, com a pessoa me dizendo que o motivo para ela ter entrado no “mundo das dívidas” é o seu alto nível de gastos, sinto um sorriso surgir em meu rosto. Nem que seja um de canto de boca, para não parecer que estou desdenhando da pessoa que está ali, compartilhando sua dor comigo.

Por quê ? Muito simples … Se a pessoa me diz que as dívidas surgiram por ela gastar demais, ela está me relatando um problema e me apresentando a solução ao mesmo tempo !!

Se gasta demais …

… basta cortar os gastos desnecessários.

Simples e direto.

Você mesmo admitiu que gasta demais, e para que admitamos que gastamos demais, é porque a coisa é “feia”. 🙂

Sempre assumimos que gastamos menos do que realmente gastamos. Esse é um dos pontos fortes de quem usa algum tipo de orçamento doméstico, a pessoa enxerga a realidade dos gastos e vê que alguns pontos drenam mais do que ela imaginava.

Agora, se a pessoa já sabe que gasta demais, ela sabe que tem uma folga no orçamento que pode ser destinada ao abatimento da dívida ! 😉

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