Clube do Pai Rico
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Quando a coisa aperta, onde da para cortar ? (II)

Na semana passada falamos sobre algumas possibilidades de economizar com gastos de origem bancária, economizando na taxa de manutenção da conta e diminuindo (ou acabando com ela …) a anuidade do cartão de crédito. Mudanças simples, que não trarão (em 99% dos casos) mudança alguma à rotina de quem adotá-las.

As sugestões de hoje terão o mesmo princípio: apresentar possibilidades de economia que não trarão grandes mudanças ao dia a dia da pessoa, porém trarão economia ao seu bolso. 😉

E desta vez o alvo é a nossa própria casa, passando pelos itens telecomunicações e energia elétrica.

Como economizar no telefone, internet e tv a cabo ?

Simples ! Falando menos ! É apenas uma brincadeira pessoal … (se bem que para muitas pessoas essa é a melhor atitude a ser tomada, hehehe)

Como é possível economizar com estes itens ? Não, você não precisa cancelar sua assinatura, não precisa aposentar o celular, na verdade você precisar deles para dar continuidade a essa sugestão … 🙂

Você costuma acessar o site da sua prestadora de serviço de telefonia ? E de celular ? E de internet ? E de tv a cabo ? Quantas vezes por ano ? Costuma ver se estão com alguma promoção ? Se surgiu algum plano novo que atenda suas necessidades de forma mais precisa do que o atual ? Ou é daqueles que costuma dar um pulo em alguma das lojas destas mesmas empresas para um contato olho no olho, para ver exatamente a mesma coisa: oportunidades de mudança que venham a lhe trazer benefícios ?

Claro ! Uma das principais dicas para que você tenha economia nesta área, sem necessidade de mudança de hábitos é manter contato constante com as empresas que lhe prestam serviço. Pergunte se existe alguma promoção, se o seu plano atual tem alguma “variação” que tenha um custo x benefício melhor. A mudança na grade de planos oferecidos é constante, e volta e meia surgem novos planos que são mais baratos, que oferecem mais vantagens (mais minutos, maior transferência de dados, etc) e que só não lhe são oferecidos para que a empresa não perca a sua conta atual, afinal eles ganham mais.

Crie o costume de fazer isso, eu sempre faço. (normalmente 2x por ano)

Vou diretamente à loja da operadora de tv/telefone/internet (é combo) e vejo o que dá para melhorar no meu plano atual, ou sem aumentar as despesas, ou mantendo o que tem por um valor mais baixo. 😀

E isso me leva a outra ponto: concorrência. Em muitas praças temos alguma (não a desejada, infelizmente …) concorrência, portanto compare o que as empresas que estão atuando nesta área têm a lhe oferecer. A diferença às vezes é de se assustar … 😯

Mas você está lembrado que falei que para algumas pessoas o melhor seria mesmo diminuir o tempo gasto ao telefone ? Pois bem … infelizmente é verdade, você precisa fazer um levantamento (olhando sua conta) para ver se o que você acha ser “normal” está certo. Pode ser que você esteja gastando muito mais do que o razoável e fica sem entender porque sua conta vem tão alta …

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Percebeu que comer fora está cada vez mais difícil ?

Se tem uma coisa que costuma comprometer o orçamento de muita gente é o item “refeições fora de casa”, não importando se for almoço ou jantar, se for de final de semana ou o do cotidiano. Os preços estão cada vez maiores (deixando a inflação “oficial” com inveja) e as coisas cada vez mais complicadas …

Você certamente já reparou, a conta tem vindo mais alta do que de costume, não é mesmo ? Faça um levantamento das últimas vezes que comeu fora “por lazer” e veja que, muito provavelmente, gastou algo entre R$50,00 e R$80,00 por pessoa por refeição. Um pouco mais … Um pouco menos …

Confere ?

E não importa qual seja o tipo de comida servida no restaurante, pode ser massa, japonês, churrascaria, frutos do mar, “comida normal”, pizzaria … Ah … as pizzas … Ao menos aqui em Floripa isso é um caso a parte, não sei se ai onde você mora também o é. Tirando as “pizzas expressas” (que são aquelas bem simples, de pizzaria que trabalha apenas com delivery,  que custam “apenas” algo próximo a R$40 !), a imensa maioria não sai por menos de R$60 !!! (dói ao lembrar que uma nos Estados Unidos custa algo próximo a U$10 !! 🙁 …)

Mas os preços parecem ter perdido o controle por todos os cantos, não sendo um exclusividade mané. Some o valor do prato, as bebidas, os 10% “opcionais” e pronto, uma conta por volta dos R$200,00 lhe é apresentada. E como disse, isso não é uma exclusividade dos restaurantes “a la carte”, os buffets, que nos salvam no dia a dia também vem apresentando o mesmo “problema”.

Aqui em Floripa, nos que ficam próximos ao meus escritório e da minha casa, um casal, sem exagerar na quantidade (nem perto disso …), gastam facilmente R$50 para almoçar. Num restaurante que serve buffet a kilo ?! 😯

E olha que infelizmente o problema não é somente do valor dos pratos, muitos (e quando digo muitos, digo muitos mesmo) restaurantes, além de aumentarem o valor dos pratos, substituíram seus ingredientes para baixar o custo deles. Em alguns casos foram os ingredientes propriamente ditos (lembra-se quando o tomate explodiu de preço e passaram a usar outras coisas no lugar, especialmente em pratos como saladas e afins ?), mas na maioria deles o que foi substituído foi o fornecedor, a marca, e muitas vezes … a qualidade dos produtos.

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Quando a coisa aperta, onde da para cortar ? (I)

Infelizmente a atitude da grande maioria da população é essa, cortar as despesas desnecessárias, os supérfluos, somente quando a coisa aperta …

Já pensou se todos tivessem a consciência de que cada real (bem) economizado, se traduz em um novo real disponível para investimento ? Mas você prestou atenção ao fato de eu ter dado destaque a uma característica muito importante da economia … não ? O dinheiro bem economizado, pois economizar por ser pão duro … acaba sendo uma das piores formas de acumularmos capital.

Bem, a sugestão de hoje fica por conta de alguns gastos, presentes no orçamento da grande maioria de nós. A propósito, você mantém um controle constante do seu orçamento, não ? Mantém o seu controle de fluxo de caixa em dia, sabe no que gasta, como gasta, quando gasta, quanto gasta, etc etc etc, correto ? 😉

Você sabia que o valor que gasta com a taxa de manutenção de sua conta bancária e com a taxa de anuidade do(s) seu(s) cartão(ões) de crédito poderia ficar no seu bolso ? Ou melhor, poderia estar indo direto para os seus investimentos ? Sim, é verdade ! 🙂

Taxa de manutenção da conta do banco ? Pra quê ?

Por exemplo, como ter uma conta no banco sem gastar nada ? Simples ! Solicite, em sua agência, que façam a migração do seu pacote de serviços atual para o “pacote de serviços essenciais”. É um pacote mais simples, mas que muito provavelmente venha a atender 100% das suas necessidades bancárias. O interessante é que a chance de você chegar na agência, solicitar a migração, e conseguir, na primeira tentativa, será pequena … parece que eles foram “treinados” para dizer que tal benefício não existe, que você deve ter visto algo errado, que um banco nunca daria nada de graça para o cliente, etc etc etc. Mas acredite, é verdade. 😀

O pacote é “imposto” pelo Banco Central, e todos os bancos precisam oferecê-lo. Veja neste artigo as características do pacote (o que ele oferece), confira se atende suas necessidades e parta em busca da migração. 😉

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Para os que nada fazem e só ficam “arrotando” …

Acredito que o texto publicado pela Miriam Leitão em sua coluna de ontem do jornal O Globo seja um dos melhores para explicar o que criou o “milagre do crescimento” que vimos nos últimos 10 anos. Claro … a turma do sapo barbudo dirá que não, que tudo aconteceu por (in)competência do grupo que está administrando a nação desde 2003.

Mas para quem lê, estuda, e tem a mente um pouco aberta a verdade é mais clara. Leia e me diga se concorda ou não:

Fatos e dados

O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli tem defendido não só a compra da refinaria de Pasadena mas exaltado sua gestão à frente da empresa. Mostra a evolução do valor de mercado da companhia, deixando a entender que o mérito foi todo seu. Os fatos e dados: as petrolíferas subiram no mundo inteiro nos anos 2000, puxadas pela alta do barril. Difícil é justificar a queda da Petrobras.

Durante os anos 90, a cotação do barril de petróleo se manteve baixa e as petrolíferas ficaram desvalorizadas. O preço médio do WTI no ano de 1990 foi de US$ 24,5. Em 1999, valia menos: US$ 19,1. Até 2002, continuou com cotação baixa, de US$ 26,1. Houve então a disparada nos preços, que atingiu o pico em 2008, pouco antes do estouro da crise internacional: US$ 31 (2004); US$ 41,4 (2005); US$ 56,4 (2005); US$ 66 (2006); US$ 72,2 (2007); US$ 99,5 (2008). O valor de mercado de todas as empresas subiu junto.

O aumento da cotação entre 2003 e 2008 aconteceu porque a China cresceu puxando o preço de todas as matérias-primas, como petróleo, minério de ferro, cobre, grãos. Além disso, a bolha financeira nos Estados Unidos e na Europa estimulava a compra de papéis ligados ao setor de commodities.

A Petrobras deu um salto. De acordo com o ranking internacional da Forbes, a cotação da empresa, que estava na casa de US$ 3 em 2002, chegou a US$ 62 em 2008. O mesmíssimo aconteceu com outras grandes do setor. A inglesa BP saltou de US$ 27 para US$ 55. A francesa Total subiu de US$ 19 para US$ 56. A americana Chevron foi de US$ 29 para US$ 81, apenas para citar três exemplos.

Ótimo a Petrobras ter acompanhado o movimento das grandes, mas Gabrielli conta como se tivesse encontrado a empresa quebrada e a salvado. Explica a queda como resultado da crise externa, mas não diz que a petrolífera, agora, está no sentido contrário ao seu setor. A ação da Petrobras cai há cinco anos, mesmo com um novo aumento dos preços do barril.

Com o estouro da crise americana, todas as petrolíferas tiveram quedas, assim como o barril de petróleo. Passado o pior momento, no entanto, a recuperação foi generalizada. Menos da Petrobras.

O preço médio do barril WTI caiu de US$ 99,5, em 2008, para US$ 61,6 em 2009. Voltou a US$ 97,9 em 2013. O movimento das empresas foi o mesmo. A BP teve queda de US$ 55 para US$ 31, entre 2008 e 2009, mas voltou para US$ 48 este ano. A Total tem o preço de ação hoje mais alto do que no auge de 2008: US$ 63. A Chevron também: a ação vale US$ 124. Muito acima do pico de 2008.

As ações da Petrobras despencaram nos últimos anos e estão na casa de US$ 14, longe do pico de US$ 62 de 2008. Ou seja, a empresa se descolou das demais porque o mercado passou a reagir às intervenções do governo, principalmente na política de preços.

Gabrielli, em entrevista ao “Estado de S. Paulo”, também afirmou que a empresa conseguiu a autossuficiência durante sua gestão. Faltou explicar em quê. É público que o Brasil é grande importador de petróleo, gás, gasolina, diesel, querosene de aviação. O déficit na conta de petróleo e derivados foi de US$ 27 bilhões em 2013. Entre janeiro e fevereiro deste ano, mais US$ 5 bi.

O endividamento líquido aumentou 50% no ano passado e chegou a R$ 221 bilhões, o que já equivale a 3,5 vezes da geração de caixa da empresa, medida pelo Ebtida. Cerca de 64% das dívidas estão em dólar, o que deixa a Petrobras exposta à desvalorização cambial. Há prejuízos com a importação e venda de derivados, obrigatoriedade de compra de conteúdo nacional. Orçamentos cresceram em sua gestão, como o da refinaria Abreu e Lima.

Não há campanha contra a empresa, como ele sustenta. Nem ele foi o salvador da Petrobras. Os fatos mostram que num primeiro momento a companhia surfou na onda do mundo. Isso, aliado às descobertas de novas reservas — que resultaram de pesquisas feitas ao longo dos anos —, valorizou a empresa. Depois “a maior capitalização da história do mundo” derrubou as ações. E houve ainda intervenções na gestão, negócios danosos e coisas piores, como as que estão sendo descobertas nas investigações da Polícia Federal e que levaram à prisão do ex-todo-poderoso Paulo Roberto Costa, ex-diretor da área de Refino e Abastecimento na gestão do próprio Gabrielli. Esses são os fatos e os dados. O resto é tentativa de Gabrielli de, mais uma vez, usar a empresa em campanha política.

Dizer que fez “maravilhas” quando tudo vai a seu favor é muito simples … Basta termos uma “marolinha” para ver que o negócio não era “tão bom” assim.