Clube do Pai Rico
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Pergunte ao Pai Rico ||| 319

Pergunta:

Minha dúvida consiste no seguinte: vale a pena trocar uma dívida por outra? Ou, assumir uma dívida para quitar o pagamento de outra?

Para ilustrar: há algumas semanas percebi que me descontrolei financeiramente justamente quando o banco me ligou, oferefendo empréstimo para quitação de dívida com cartão de crédito. Nesta hora caí na real! Resolvi olhar com cuidado meus gastos, receitas, a quantas andava o colchão e vi que praticamente todo meu orçamento estava indo para o cartão de crédito (num gráfico que fiz, em determinado mês o cartão chegou a ser 1,5x o valor das minhas receitas). Sendo que nunca conseguia pagar o total, pois era quase 100% do meu salário e ainda tinha outros gastos. Pedi um prazo ao banco para analisar a proposta, peguei todos os gastos de julho de 2012 para cá, ou seja, 1 ano, e com o empréstimo (MAIS MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO NO USO DO CARTÃO) vi que seria possível quitar a dívida, pagar minhas despesas fixas e ter uma sobra, e ainda com juros bem menores do que o rotativo do cartão. Assumi a nova dívida e fiz um planejamento para os próximos 6 meses, onde ainda poderia refazer meu colchão de segurança (gastei-o praticamente todo neste período), estabeleci um limite para os gastos, com o empréstimo pude adiantar o pagamento das mensalidaes da minha pós e consegui desconto, estou buscando formas de aumentar minha receita, e por fim, mudando também o comportamento, irei ter dinheiro para pagar as contas de início de ano à vista com desconto (IPVA, seguro etc). É uma estratégia certa? Quero economizar o máximo para também poder amortizar esta dívida e diminuir o tempo de pagamento dela.

Desde já agradeço,
Fernanda

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Comentários – Proponho um exercício ! #7

Você certamente viu a nova proposta de exercício, uma situação muito comum por sinal, e a dúvida do nosso amigo Zé sobre a continuidade, ou não, do seu investimento em bolsa.

Como foi dito, ele iniciou seus investimentos em janeiro de 2008, e agora em 2013 se vê em dúvida sobre a validade da investida. Conseguiu obter uma média anual de 5%, em um cenário não tão agradável para este tipo de investimento.

Ah, não levou isso em consideração na hora de formular a sua proposta de resposta ? 😉

Quando o Zé entrou no mercado, o principal índice da bolsa brasileira, o índice bovespa, apresentava 63.884 pontos. E hoje, onde está ? 55.702. Isso significa que nestes 5 anos um investimento “em bolsa” – assumindo que a pessoa tenha adotado uma estratégia simples, de investir “diretamente no índice”, teria obtido um rendimento de -12,81%. Isso, teria perdido quase 13% do capital inicialmente investido.

E o nosso amigo Zé, como se saiu ? Com uma média anual de 5% ele obteve um rendimento de 27,63%. Ele obteve 46,38% a mais que o índice. Não é nada não é nada, é muita coisa ! 😀

Teria ganho mais se tivesse aplicado na renda fixa ? (que foi um dos motivos para a existência da dúvida do Zé) Possivelmente … Mas quando comparado com o mercado, propriamente dito, ele se saiu bem.

Muitos colocaram a culpa na escolha da escola, por ter dado preferência ao uso dos gráficos em suas operações. A eterna briga entre fundamentalistas e grafistas … Mas aparentemente não é por ter escolhido ela no lugar da outra.

Outro ponto, atentaram-se ao fato de ele estar começando ? Sim, 5 anos é um período muito bom para se aprender, porém é só o começo. Com o tempo e o refinamento de suas estratégias ele tem tudo para aumentar o rendimento médio. 🙂

Comparar com outros veículos de investimento, no caso bolsa com renda fixa, é importante. Porém, mais importante que isso é compararmos dentro do próprio universo. 😉

Poderia ser melhor, provavelmente. Foi mal ? Longe disso !

Que o Zé mantenha um estado de aprendizado constante e de aumento de conhecimento exponencial.  😀

Proponho um exercício ! #6

O problema de hoje é mais leve … mas que por ser um problema de muitos, será de utilidade total.

Como todos sabem, a leitura não é um dos pontos fortes do brasileiro. A média anual é ridiculamente baixa (algumas pesquisas apontam para 1 por habitante, outras chegam perto de 2), e as justificativas para isso são muitas: custo dos livros, falta de tempo, falta de interesse, etc etc etc.

É o seu caso ? Pelo o que pude ver numa pesquisa realizada no início do ano, a média dos membros do Clube é um pouco mais alta – ainda bem, hehehe -, mas não tanto quanto eu gostaria que fosse.

Como solucionar este problema ?

#6 – O Zé decidiu virar a mesa, resolveu que está mais do que na hora de aprender a cuidar do próprio dinheiro. Para tanto, ele vai atrás de livros que lhe auxiliem no aprendizado. Encontra uma lista de 10 livros mais do que indicados para quem deseja investir em bolsa e chega a uma conclusão: como farei para ler isso tudo se o meu tempo livre é mais do que escasso ?

Acorda às 6h, vai para o trabalho. Das 8h ao meio-dia trabalha, depois até às 13h30min tem folga para o almoço. Volta para o trabalho até às 18h. Vai para a academia, chegando lá perto das 20h. Chega em casa às 22h, janta, toma banho e às 23h dorme.

Pronto … isso serve como um verdadeiro banho de água fria para o Zé … Ele vê que não terá como estudar, como aprender o que é necessário para por em prática o seu plano de aposentadoria.

O que fazer ? A agenda é completamente lotada, não existe nenhuma brecha. Ler enquanto vai para o trabalho e enquanto volta pra casa ? Impossível … ele vai com o próprio carro, dirigindo-o.

Ele está quase desistindo quando …

… vem até vocês e pergunta: O que posso fazer ? Como faço para ler tudo o que quero e preciso ?

Nem preciso dizer que o espaço para os comentários está aberto e é de vocês, não é mesmo ? 😉

Comentários – Proponho um exercício ! #5

E então, achou que eu tinha me esquecido de apresentar meus comentários sobre o “Proponho um exercício ! #5” ? Demorou um pouco, mas aqui estão eles ! 🙂

Ah, você não participou deste exercício ? Então você pode dar uma passada lá no post, deixar a sua resposta e depois voltar aqui para ver a minha opinião. 😉

Pronto ? Então vamos lá ! 🙂

No #5, a pergunta girava em torno do tema “morar no centro, perto do trabalho, pagando caro, ou morar na praia, ‘meio’ longe de tudo, pagando menos”. A diferença, em termos de “valores”, era de R$250,00 e em termos de “tempo”, 3h. As respostas foram as mais variadas, mas o lado “morar no centro” venceu com uma bela vantagem.

Em sua maioria, quem defendeu morar no centro, preferiu abrir mão dos R$250,00 para, em troca, ganhar as 3h. A grande maioria afirmou que com esse tempo extra muita coisa poderia ser feita, sendo que muitas delas poderiam gerar este valor, ou até mesmo mais. Mais tempo para estudar, iniciar um novo empreendimento, se divertir, descansar … etc etc etc.

Quem defendeu morar na praia, lembrou que o tempo “perdido” no trânsito poderia ser convertido em tempo de estudo, e até mesmo para descanso. Lembraram que se a forma de transporte escolhida fosse o sistema público, teriam o tempo livre para leitura (enquanto estivessem no ônibus poderiam ler um livro), ou para tirar um cochilo. Fazendo isso ainda teriam R$250,00 extras para seus investimentos.

Acredito que os lados têm “razão”, ao menos em determinados momentos de nossas vidas precisamos abrir mão de certas regalias para um bem maior.

Experiência própria

Como muitos de vocês sabem, morei durante um bom tempo na praia. (portanto posso trazer à tona o lado “real” da coisa, hehehe)

Durante um período que lá morei, não tinha compromisso algum, com nada. Foi 2008, ano em que pude me dar ao luxo de fazer isso. Ano em que decretei minha Independência Financeira. Morar na praia, num momento em que se tem liberdade total, para tudo, é ótimo, é fantástico. Acredito que este seja o sonho de muitos que estão lendo isso. E é mesmo. 😉

Mas, morar na praia, longe, enquanto se tem uma série de compromissos no centro, é realmente complicado … o tempo corre contra você, e as vantagens de se morar na praia passam a não mais existir. Você só pode aproveitá-la aos finais de semana, coisa que poderia fazer se morasse no centro …

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Proponho um exercício ! #5

O exercício de hoje é mais um de “cara ou coroa”, porém esta moeda possui muitas outras facetas.

Ele seguirá a linha dos outros, lembrando que sempre serão exercícios simples, normalmente envolvendo conceitos mais básicos de matemática e de finanças.

Conto com a participação de todos, e o mais importante, que tentem realmente “quebrar a cuca” antes de sair em busca de uma “dica”. Ah, só lembrando … mais vale encontrar a resposta após uma pesquisada (para alguns seria colar …) do que ficar na dúvida aguardando a “resposta certa”. 🙂

A ideia é que coloquemos alguns dos conceitos aqui aprendidos em prática, mas acima de tudo: que consigamos transferir o que aqui é lido para o lado real de nossas finanças, de nossas vidas.

Vamos ao quinto exercício ?

#5 – Finalmente é chegado o momento mais esperado por muitos e muitos jovens, chegou a hora do Zé sair da casa dos pais e ir morar sozinho. Ele já é formado, tem um bom emprego, com relativa estabilidade. Mas uma decisão muito importante precisa ser tomada: onde morar.

Uma outra decisão, provavelmente ainda mais importante, já foi tomada, ele morará de aluguel. Desta forma pegará um imóvel que atenda suas reis necessidades, sem precisar pagar a mais por isso. Mas dúvida atual está “tirando” o seu sono … Morar a – literalmente – 5 minutos do trabalho, ou na praia ?

A questão é muito maior do que a escolha do cenário, asfalto e concreto ou areia e o mar, ela tem ligação com o $$$ que será necessário para pagar o aluguel. Se morar no apartamento no centro, o custo total da moradia (aluguel, condomínio, iptu, seguro, etc etc etc) será de R$1.000,00. Se morar na praia ele cai para R$750,00.

Porém … – sempre tem um porém – para morar na praia ele precisará enfrentar um trânsito que lhe comerá 3h do dia, enquanto no centro … lembra que falei que ficava a 5 minutos de “distância” ?

Morando na praia ele virá ao centro de ônibus, que será pago pela empresa. Morando no centro ele não tem direito ao vale.

Você deve estar se perguntando “o custo dos dois alugueis é adequado ao orçamento do Zé ?”, e eu respondo “sim“. Ele tem R$1.100,00 para isso. Mas, isso é tudo o que resta do salário. Nada foi direcionado aos seus investimentos, só o que sobrar será. (é … eu sei … nem pergunte onde ele gasta o restante do salário, está considerado como “intocável”)

E então: Praia ou Centro ? O que você faria ?

Deixe sua resposta nos comentários. 🙂