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Sabe o que falta para o mercado de ações se popularizar ?

Concordo com o que foi dito – e assino embaixo – por Jean-Marc Etlin, vice-presidente executivo do Itaú BBA. Enquanto não tivermos “pequenas” empresas em bolsa a coisa permanecerá onde está …

Uma das principais funções do mercado de ações é suprir as empresas com $$$. Veja como funciona lá nos EUA … são “milhões” de empresas listadas, dos mais variados setores e – especialmente – tamanhos. Por que aqui não pode seguir este exemplo ?

Leia a notícia abaixo:

ITAÚ BBA: emplacar IPOs inferiores a R$ 400 milhões é difícil

São Paulo, 20/09/2012 – O mercado de capitais brasileiro ainda é seleto, o que dificulta a colocação de emissões de ações inferiores a R$ 400 milhões, segundo Jean-Marc Etlin, vice-presidente executivo do Itaú BBA. Para o especialista, essa característica do segmento vale não só para renda variável, como também para renda fixa, restringindo emissores por tamanho e rating.

“O desafio é criar condições de democratizar o mercado de capitais brasileiro nos próximos cinco, dez anos para aproveitar o fluxo de recursos que virá para o segmento”, avaliou Etlin, durante o XXIII Congresso Nacional de Executivos de Finanças, que acontece hoje e amanhã em São Paulo.

Uma das alternativas para estimular o mercado, segundo ele, é o apoio governamental para viabilizar ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) menores, de R$ 20 milhões a R$ 60 milhões. Isso poderia ser feito, conforme Etlin, via incentivo fiscal para os ganhos de capital em operações menores, na tentativa de atrair investidores para esse tipo de oferta. Atualmente, os fundos que participam das operações são grandes e têm interesse em empresas maiores.

“Isso poderia atrair até mais investidores pessoas físicas”, disse, lembrando que é necessário um marco regulatório adequado, com menos exigências, já que dentro das regras atuais, os custos envolvidos em uma abertura de capital não cabem no bolso das empresas menores. “Temos de alcançar um equilíbrio entre um arcabouço regulatório mínimo e regras que não minem a empresa, causando desinteresse dos investidores”, acrescentou.

O desafio deste cenário é não só na demanda e oferta, segundo Patrice Etlin, sócio administrador da Advent Internacional, mas também encontrar bancos que tenham interesse em atuar como intermediários para estruturar operações menores. Segundo Jean-Marc Etlin, quando essa classe de ativos existir, os bancos certamente terão interesse.

A democratização do mercado de capitais brasileiro tem sido debatida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela BM&FBovespa, que, juntamente com órgãos do governo, visitaram recentemente países com IPOs menores para estudar possíveis avanços a serem desenvolvidos no Brasil.

No entanto, Etlin, do Itaú BBA, não acredita que o mercado de capitais brasileiro vai voltar a ter um ano como o de 2007, quando 64 empresas abriram capital na bolsa. De acordo com ele, isso deve demorar cerca de dez anos para acontecer, já que aquele foi um momento de euforia, quando companhias que não tinham preparação adequada vieram a mercado.

“O mercado de capitais não é para ganhar no preço máximo. A parceria das empresas com este segmento deve ser de prazo longo”, observou Etlin, do Itaú BBA.

É um conjunto de “coisas” que impede que isso aconteça. Seja por parte do custo (elevado pacas !) ou da burocracia … que acaba trazendo de “brinde” mais custo …

Você está lembrado deste post ? Alguém ainda acredita que o objetivo será alcançado se mantivermos apenas o atual perfil de empresas sendo listadas (e beneficiadas pelo mercado) ? …