Clube do Pai Rico
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Tenho R$6 mil na poupança. Para onde ir agora ?

Pergunta:

Boa noite! Estive lendo seu anúncio sobre a poupança, atualmente estou aplicando 200 reais na poupança todo mês, já há um acúmulo de 6000 mil lá qual aplicação eu poderia migrar ?

Resposta:

Bom dia Robson,

Acredito que você esteja se referindo a este vídeo sobre a poupança:

Correto ?

A ideia é justamente essa: você vai acumulando, com pequenos aportes frequentes (mensais ou não) até atingir um valor maior que te permita migrar para alternativas de investimento mais interessantes. Mais rentáveis. 😉

Só uma (importante) observação: com aportes mensais de R$200 você poderia ter ido diretamente para uma opção mais rentável. Poderia ter ido diretamente para o Tesouro Direto SELIC. O principal motivo disso: a caderneta de poupança está apresentando um rendimento de 70% do Tesouro SELIC.

Ok … aqui cabe um adendo. Se levarmos em consideração que o rendimento do Tesouro SELIC é tributado, e a poupança não, essa diferença cairia para apenas 10% dos 30% “da etiqueta”. (considerando que você ficará por um período inferior a 1 ano na aplicação, o que traz uma alíquota de 20% de IR)

Mesmo assim, é um rendimento 10% superior. Se você ficasse mais de 2 anos na aplicação do Tesouro SELIC, o rendimento “direto” seria 15% superior, e não 10%. Direto, pois entraria neste momento os juros compostos e isso faria com que o rendimento seja um pouco maior que isso.

Mas o mais importante dessa história é que você deu o primeiro passo. 😀

Mesmo sendo a poupança, tão discriminada, é o melhor primeiro passo a ser dado.

Agora, com R$6 mil em mãos o universo se expande diante dos seus olhos. As alternativas aumentam, e muito. Você pode destinar parte do valor para um CDB, para o próprio Tesouro SELIC, para uma LCI/LCA, ou até mesmo começar a se planejar e pensar adiante, indo para a renda variável. (se precisar de ajuda para dar os primeiros passos neste mercado, conheça o Minha primeira vez na Bolsa)

Mas uma coisa é importante de ser dita: o rendimento das alternativas de renda fixa apresentadas não será muiiiito superior ao que falei em relação ao Tesouro SELIC. A grande maioria das alternativas existentes te oferecerá algo próximo a 100% do CDI, que é o valor aproximado do Tesouro SELIC. Se for olhar o que os grandes bancos oferecem em CDB verá que a coisa é muito pior. Na faixa dos 80% do CDI, sem descontar o IR … Sim, um CDB de um grande banco pode te pagar menos do que a poupança paga. 😯

LCI/LCA de grandes bancos também correm o risco de perder para a poupança …

Entendeu agora por 11 em cada 10 pessoas indicam que você invista seu dinheiro diretamente no Tesouro SELIC ? 🙂

Com aproximadamente R$90 você já pode começar a investir nele. Por isso falei que você, com R$200, poderia ter ido pra lá. 😉

Sobrariam R$20 todos os meses, que poderiam ir para a … caderneta de poupança. Seguindo a mesma lógica: até chegar num valor que te permita migrar para “coisa melhor”.

Uma pergunta que eu esqueci de te fazer: esse valor é referente ao teu colchão de segurança ? Se for, continue priorizando a poupança, um CDB que te pague 100% do CDI (ou praticamente isso), uma LCI/LCA que te entregue perto de 85% do CDI, o Tesouro SELIC. Investimentos líquidos e que apresentam o risco quase zero.

Caso já faça parte do seu “bolo” de investimentos, pense na possibilidade de destinar um pedaço para o Tesouro Prefixado ou para o Tesouro IPCA. Eles vêm pagando um pouco mais do que o Tesouro SELIC. Eu, particularmente, gosto mais do Tesouro IPCA. 😉

E claro … se for parte dos teus investimentos, visando prazos superiores a 5, 10 anos, estude sobre a possibilidade de destinar uma parte para a compra de ações. É preciso preparar-se para sair desse relacionamento monogâmico com a Renda Fixa. Conheça o Minha primeira vez na Bolsa !

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !

“Nova” poupança: e não é que ela está de volta ?!!!

Criada em maio de 2012, por conta da redução nas taxas de juro vivenciada naquele momento, a nova poupança tinha uma regra simples: cadernetas criadas após 4 de maio de 2012 passariam a render 70% da taxa SELIC quando essa viesse para um patamar inferior ao de 8,5% ao ano.

Se você não “viveu” aquele momento, sugiro a leitura do post “Dê boas vindas à “nova poupança” !” para entender melhor o ocorrido. 😉

Pois bem … lembra que em fevereiro deste ano eu aventei a possibilidade de que algumas pessoas teriam em suas mãos “minas de ouro” em um futuro utópico ? Parece que esse momento não está mais tão distante e o primeiro passo foi dado.

Qual foi esse primeiro passo ? A caderneta de poupança voltar a render os 70% da SELIC por termos uma taxa anual de 8,25%. Sim, na última quarta-feira o COPOM reduziu a taxa de juros em 1 pp e isso foi o gatilho para o retorno da regra da nova poupança.

É moooo kiridu, a poupança agora rende apenas 5,78% ao ano. É … praticamente a mesma coisa que rendia até então, mas menos do que antes. 🙂

O que você mais verá neste momento serão pessoas crucificando o investimento em poupança. O quão pouco ela rende, que você perde dinheiro, etc etc etc … Ignorando que, infelizmente, ela é a única opção para MUITAS pessoas.

Lembra que falei sobre isso em um post e em um vídeo ?

Sim, se você tem o capital necessário para ir para outro tipo de investimento “nem cogite” ir para a poupança. Mas se você não consegue destinar um valor necessário para tal, mesmo com o baixo rendimento, ela é uma alternativa para que você possa criar sua reserva. Melhor você ter uma caderneta de poupança, onde cria o hábito de poupar, onde o dinheiro rende alguma coisa, do que deixar na conta corrente parado “lhe implorando para ser usado”. É … muita gente não consegue resistir a isso. 🙁

E agora com a volta da “nova” poupança a coisa fica ainda pior. E como nada que está “ruim” não pode ficar ainda pior … a expectativa é que até o final do ano ela venha a render ainda menos. Muitos já apontam SELIC nos 7% ao ano para dezembro. Com isso a caderneta de poupança passaria a render 4,9% ao ano. 😯

Pouco ? É … Mas de novo: melhor pouco do que nada.

Não, você que consegue separar R$50, R$100 por mês não deve destinar essa grana para a poupança. Existem inúmeras alternativas disponíveis em qualquer banco/corretora para esse patamar de investimento. (eu sei que existem bancos com CDB de 100% do CDI para valores a partir de R$1, mas são raridades !)

A poupança é justamente para aqueles que não conseguem tal quantia.

Repetindo: é ruim ? É … mas é melhor do que nada.

Se você tem um valor acima de R$100 na poupança, e ela já está na regra nova, está perdendo dinheiro. Parta para alguma das n alternativas existentes. Ainda não tem ? Use-a (mesmo rendendo pouco) até chegar neste montante.

E não, eu não tenho vergonha alguma em dizer para que as pessoas mais simples e que só podem poupar valores muito pequenos usem a poupança. É desta forma que elas passarão a enxergar a realidade, que conseguirão ver do outro lado do espelho. É experimentando o que há de “pior” no mundo dos investimentos que ela poderá conhecer os conceitos básicos.

Dê as boas-vindas (de novo) para ela, use-a enquanto for necessária, e fuja assim que possível. 😉

Como “fugir da Poupança”

Naturalmente, estamos falando aqui do produto financeiro “Caderneta de Poupança”, o (inexplicavelmente) mais popular investimento do Brasil, e não da “poupança” que vem do ato de poupar (“guardar dinheiro”, que é um pré-requisito para se investir).

Vamos começar falando sobre essa “popularidade” da Caderneta de Poupança. Não há um motivo logicamente aceitável para justificar essa preferência do brasileiro pela Caderneta de Poupança. É um investimento rentável? Definitivamente não… É um investimento líquido? Sim, muito líquido, mas existem outros similares e mais rentáveis. É um investimento seguro? Sim, ela tem o mesmo grau de segurança dos demais depósitos bancários, mas é MENOS segura que, por exemplo, os títulos públicos (negociados no Tesouro Direto). É um investimento “fácil de entender”? Bem… desafio qualquer um a explicar, de forma objetiva, num linguajar acessível para leigos, sem gaguejar e sem “enrolações”, o que é e para que serve a infame “T.R.”…

A única explicação plausível para essa preferência é a cultural. Nós fomos “acostumados” com a Caderneta de Poupança e acreditamos que é um “porto seguro” (o que não deixa de ser verdade, mas nem de longe é o “mais seguro dos portos”).

E a única forma de fugir de uma arapuca criada por nossos hábitos, condicionamentos e crenças, é trabalhando nesses mesmos hábitos, condicionamentos e crenças para deixarmos de ser escravos deles.

Uma forma de (tentar) criar um hábito é ir fazendo aquilo que se está tentando condicionar “aos poucos” e gradativamente. Isso é válido, também, nos investimentos.

Do ponto de vista lógico, o “caminho natural” para um investidor que quer fugir da Poupança seria o Tesouro Direto, então vamos usá-lo como exemplo para ilustrar algo:

Eu conheço muitas pessoas que têm “medo” do Tesouro Direto, mas a maioria dessas pessoas tem menos medo do investimento “em si” e mais medo do processo de investir. Têm medo de se “enrolarem” com corretoras, escolhas de títulos e outras coisas do gênero. Dentro da linha de estabelecer um novo hábito “aos poucos”, por que não abrir uma conta em uma corretora (qualquer uma!) e mandar a quantia menor possível (podem ser até mesmo os 30 reais mínimos exigidos para se investir no Tesouro Direto)?

Aí, investe-se esse valor irrisório apenas para “descobrir o processo” e adquirir segurança nele. A mesma coisa vale para os tão festejados títulos de bancos menores (mais rentáveis e tão seguros quanto os dos grandes bancos). Porém, esses títulos bancários costumam ter um “ticket de entrada” um pouco maior (seriam mais indicados para um “segundo passo”).

De qualquer forma, a melhor maneira de fugir (de vez) da Caderneta de Poupança é aos poucos, de uma forma que se vá ganhando confiança e desenvoltura, especialmente com os agentes financeiros “menos tradicionais” (como corretoras, distribuidoras e bancos pequenos) envolvidos e com as plataformas de investimento.

André Massaro é criador do curso Blueprint, professor de finanças do Instituto Educacional BM&FBOVESPA, autor do blog “Você e o Dinheiro” do Portal EXAME (Editora Abril), apresentador do canal “Seu Dinheiro na TV” do Portal EXAME (Editora Abril), consultor de Economia e Finanças da Rádio Jovem Pan, autor publicado de três livros sobre finanças pessoais e investimentos.

Você tem alguma grana na poupança ? Talvez tenha uma “mina de ouro” nas mãos …

Não, não estou sendo alarmista.

Não, não estou sendo sensacionalista.

Não, não estou sendo … tá, você entendeu que não estou querendo te enrolar. 🙂

Você leu esse título “Você tem alguma grana na poupança ? Talvez tenha uma “mina de ouro” nas mãos …” e certamente pensou: “Caramba … o Zé endoidou de vez !”, ou algo parecido. Não ?

Se não, agradeço pelo crédito e confiança. Se sim, eu confesso que lhe entendo … mas neste caso é apenas uma constatação de algo que pode vir a acontecer em um futuro nem tão distante (ou utópico) assim …

Você tem uma caderneta de poupança ? Não “se livre” dela hoje …

Vamos por partes.

A caderneta de poupança, a queridinha dos brasileiros, vem levando uma surra de todos os investimentos do tipo renda fixa disponíveis no mercado. Isso é um fato. Com seu rendimento de TR+6% ao ano, ela perde para todos os investimentos oferecidos ao investidor comum. Ok … talvez aquele título de capitalização ou fundo de renda fixa com taxa de administração anual de 5% percam para ela. Mas, isso lá é investimento ? (tá, o fundo é …)

A poupança perde de todo mundo. Apanha feio. Mas … já parou para pensar que estamos próximos de um momento em que ela pode voltar a “brilhar” ? Para explicar isso precisarei entrar na máquina do tempo e voltar ao longínquo ano de 2012.

O que aconteceu em 2012 ? Graças às mudanças na taxa de juros por ordem da Dona mandioca pelo COPOM, quando chegamos a 7,25% ao ano (histórico da SELIC), o governo precisou alterar as regras de rentabilidade da poupança. Afinal, como poderia um investimento isento de IR, “sem risco”, etc etc etc, oferecer um retorno superior ao dos títulos do governo ?

Você está lembrado ? Foi criada uma regra, uma “nova poupança” (indico a leitura do post: “Dê boas vindas à “nova poupança” !“) que ofereceria um rendimento atrelado à SELIC. Quando ela estivesse abaixo de 8,5%, a poupança passaria a oferecer 70% da SELIC + TR. Justamente para manter a atratividade dos outros investimentos de renda fixa …

Pois bem. A alegria durou pouco, a situação complicou, a redução da taxa de juros, na marra, surtiu efeito e a inflação voltou a aparecer. A SELIC subiu, a poupança deixou de oferecer atratividade, e tudo voltou a ser como sempre foi … Como hoje ainda é …

Mas aquela mudança criou uma regra interessante: as cadernetas de poupança criadas antes do dia 04/05/2012 manteriam a rentabilidade tradicional: TR+6% ao ano. As criadas após essa data, 70% da SELIC + TR, quando a SELIC fosse inferior a 8,5% ao ano, e TR+6% com ela acima disso. (sério, leia o post “Dê boas vindas à “nova poupança” !” para entender melhor isso)

TR+6% ao ano … só ?

Só … Em um universo onde as aplicações de renda fixa nos oferecem 12%, 13% ao ano … os 6% da poupança parecem “piada” … Não ?

Continue lendo …

A verdade por trás da manchete: Poupança tem retirada recorde para o mês de maio

 

porquinho quebrado

Ontem fomos agraciados com uma notícia interessante e agradável do ponto de vista da Educação Financeira: Poupança tem retirada recorde para o mês de maio. A maior desde 1995. (que foi quando iniciou a série histórica)

#TodosComemoram #SQN

Mas por que esta notícia tão boa não me agrada ? Simples: a comemoração acontece pelo motivo errado. Simples assim.

Por que estão tirando o dinheiro ?

A comemoração ocorre por causa de uma “possível” mudança de mentalidade do brasileiro. Ele estaria saindo da poupança por causa do baixo rendimento oferecido por ela. Com um retorno real negativo no último ano (8,5% contra 10,67%), os poupadores teriam despertado e agora estariam direcionando suas economias para outras modalidades de investimento.

Tesouro Direto, CDB, fundos de renda fixa, são tantas as opções que existem agora … Claro, CDBs de bancos “pequenos”, com rentabilidade acima de 100% do CDI e aporte inicial de “apenas” R$1.000, fundos de renda fixa com taxas abaixo de 1% (quase inexistentes para valores mais baixos), são alternativas viáveis para alguns. Porém ainda não passam de um desejo para outros. Muitos para falar a verdade …

A mudança é natural em uma economia que começa a ganhar mais investidores instruídos. Mas … será que esta é realmente a nossa realidade ? Sinceramente ? Eu não acredito nisso …

Você, que investe nestas outras modalidades de investimento, sabe que a aplicação nelas não é tão trivial quanto ao de uma caderneta de poupança. A mais tradicional forma de investimento dos brasileiros não exige conhecimento algum, apenas o depósito puro e simples em uma “conta do banco”. No caso dos CDBs e dos fundos de investimento, é necessário pelo menos a solicitação de aplicação.

Já para o Tesouro Direto … Infelizmente, por mais simples que a aplicação se mostre atualmente, para uma enorme parcela da população brasileira, o uso da ferramenta ainda é um sonho distante. Abre conta em corretora, acessa o site, escolhe qual o melhor título, o vencimento, etc etc etc … Para esta parte da população (que se bobear é superior a 50%), a coisa é tão “complicada” que tudo torna-se inviável.

Tanto é verdade que existem ~”experts”~ que se aproveitam disso para vender cursos que ensinam como utilizar a ferramenta por quantias módicas. Coisa de “apenas” R$500 … 😯

Se grande parte da população se atrapalha na hora de usar um simples caixa eletrônico, como imaginar que façam uso de ferramentas de investimento mais atrativas ? Não … por enquanto não é este o motivo da “mudança” sugerida pela saída de recursos da poupança. O problema é muito pior … Infelizmente.

É falta de dinheiro, nada mais do que isso

Sim, a falta de dinheiro é o que vem motivando grande parte da população na hora de retirar dinheiro de suas cadernetas de poupança.

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