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Colunistas ||| Criar bons hábitos financeiros leva tempo, mas a recompensa é grande

quarta-feira, 2 de março de 2011

Se você quer tomar as rédeas de sua vida financeira, saiba que apesar de toda a informação disponível, criar bons hábitos financeiros leva tempo. Para aquele que está engatinhando na área de poupar e investir, os termos estranhos, a quantidade de taxas, os imprevistos e até a decisão entre investir neste ou naquele fundo pode ser o fator decisivo entre ganhar e perder dinheiro.

É importante ressaltar sempre que não há fórmula mágica no mundo financeiro. Se alguém souber como dobrar o capital investido em curtíssimo prazo, essa pessoa, com certeza, guardará a informação para si mesma e, mesmo assim, não será uma receita. A máxima “se você fizer as coisas do mesmo jeito, obterá sempre os mesmos resultados” não funciona no mundo das finanças. Se eu indicar passo a passo, os meus investimentos dos últimos 5 anos e você os seguir a risca, não terá os mesmos resultados, você poderá ganhar bem mais ou até muito menos.

Contudo, mesmo não havendo receitas ou fórmulas mágicas, alguns hábitos ajudam muito e, se você não tiver paciência para segui-los, com certeza não terá para entrar no mundo financeiro, pois os pilares do mundo das finanças são: controle, disciplina e conhecimento.

Se você realmente está disposto a mudar de vida, um importante passo é controlar os gastos. Por mais chato e simples que pareça, não conheço uma fórmula melhor e mais fácil do que anotar gasto a gasto, seja em uma planilha, dessas disponíveis em qualquer site de finanças, ou até uma mais simples feita por você mesmo. Anotar os seus gastos funciona como ir a um psicólogo. Uma das máximas da psicologia diz que se você ouvir a si mesmo em voz alta, você estimula e aprimora a capacidade de se abstrair da situação. Não se vendo na situação você conseguirá tomar decisões imparciais. Da mesma maneira, anotar os gastos fará você visualizá-los, analisá-los e pontuá-los. Isso levará a uma reflexão do que poderá ser reduzido e até excluído, mesmo que temporariamente. Não se iluda com a ideia de que você pode ter o que quiser a todo o momento, muitas vezes quando você escolher uma situação abrirá mão de outra. Anotando todas as dívidas, você saberá exatamente de quanto poderá dispor. Essa parte chama-se controle.

Conseguindo equilibrar os gastos e verificando que eles são menores do que o rendimento mensal haverá um bom fluxo de caixa, ou seja, as suas entradas (salários e/ou rendimentos) serão maiores do que a sua saída (despesas diversas). E se você conseguir que este cenário permaneça estará no caminho da disciplina. Excluir um gasto exagerado pode até parecer fácil, contudo, manter o orçamento equilibrado é o grande desafio, pois você terá que fazer o mais difícil: dizer não; “esse mês não dá”; “esse mês não posso”. Esse será o seu ônus e, ao mesmo tempo, o grande avanço para a disciplina. Não significa que você irá se privar de várias coisas, mas significa que você precisará programar várias delas. Acredite, depois de alguns “não” virão vários “sim”. Essa disciplina te proporcionará uma sobra que poderá ser investida em reserva de emergência que, como já foi mencionado no post anterior, não é um investimento, é apenas uma folga para pensar com calma frente aos imprevistos.

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Colunistas ||| Ideias brilhantes – coisa de gênio ?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Quem nunca pensou “Por que eu não tive essa ideia antes ?” que atire a primeira pedra. Mas o que será que faz com que algumas pessoas tenham ideias antes da maioria ?

Como todos nós sabemos, ainda que haja divergências de opiniões sobre o seu começo, hoje vivemos na “Era da Informação”. Não é de hoje que vemos boas ideias transformando simples estudantes em donos de empresas gigantes. Mas o que a maioria de nós não sabe é que ter uma boa ideia não é um dom ou algo para gênios. Embora ela, sozinha, não seja garantia de sucesso, existem maneiras de ajudar nesse processo criativo. Eis algumas:

1 – Esteja em constante contato com o assunto – embora algumas ideias pareçam vir “do nada”, elas têm forte ligação com o que você costuma ver, fazer e pensar (afinal, muita coisa fica no subconsciente). Se você tem forte contato com tecnologia, é natural que suas ideias tenham relação com a área. Independentemente da área, leia, pense e converse sobre o assunto.

2 – Anote tudo – não é porque o subconsciente pode nos ajudar que devemos deixar tudo nas mãos dele. As vezes, podemos combinar algumas ideias “esquecidas” para criar uma realmente boa.

3 – Faça coisas diferentes – desde mudar o trajeto de casa até sentar em um lugar diferente no trabalho podem ajudar no processo criativo.

4 – Converse com quem entende do assunto – nada melhor do que ouvir alguém que já trilhou o caminho pelo qual queremos passar.

5 – Inspire-se nos melhores – não faz sentido querer ter uma empresa do tamanho do Facebook e pesquisar a história da empresa da esquina.

Ainda que as dicas acima não possam garantir êxito (na realidade, nada pode), optar por segui-las pode ser o diferencial para a tão esperada “grande ideia”. E você, já leu sobre o assunto hoje ?

João Selarim

Colunistas ||| A Lei de Murphy e as Finanças

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Você deve estar se perguntando: qual a relação entre a Lei de Murphy e as finanças. Primeiramente, Edward Alvar Murphy Jr. (1918 – 1990) merece todo crédito e respeito pela sua lei visto que foi “sua primeira vítima”. Murphy, engenheiro aeroespacial norte-americano, em 1949 participou de um projeto no qual os oficiais conduziram os testes para determinar o quanto um ser humano poderia resistir à força da gravidade. Para isso, Murphy levou um conjunto de sensores capazes de medir a quantidade exata de força, tornando os dados mais confiáveis. Na hora dos testes ocorreu uma “pane” e o aparelho não funcionou. Ao inspecioná-lo, Murphy descobriu que seu assistente havia invertido a conexão de todos os sensores. Foi então que ele exclamou: “se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará”.

Da mesma forma, a Lei de Murphy atua continuamente em nossas finanças. “Se alguma dívida (inesperada) pode aparecer, ela aparecerá da pior forma possível e no pior momento”. Você, com certeza, já passou por uma situação semelhante a esta. Uma multa que apareceu quando a “grana” do mês já tinha acabado; o carro que chegou da revisão e, de uma hora para outra, parou de funcionar; um acidente de trânsito não grave o suficiente para acionar o seguro, e nem leve o suficiente para não precisar de um reparo; um problema na parte elétrica da casa que fez você chamar urgentemente um eletricista; uma enfermidade que você pensava ser passageira deixou um rombo no seu orçamento com a quantidade de remédios que teve de comprar; e tantas outras situações. Enfim, ninguém está livre desses “casos e acasos”, o que remete a importância do meu primeiro post e o tema deste artigo: Reserva de Emergência.

O tema é tão relevante e tão extenso que seria possível escrever um livro. Fazer uma reserva de emergência não só é sinal de inteligência como também de prudência. Como o próprio nome já diz a emergência não manda recados, é algo inesperado, imprevisto ao qual você não se preparou e não conseguiu evitar. Contudo, constituindo uma reserva de emergência, você poderá minimizar o impacto que este incidente, ou acidente, poderá causar.

Quando qualquer imprevisto acontece, a primeira atitude, de uma forma geral, é recorrer ao cheque especial. É fácil, prático e rápido, certo? Errado. Este dinheiro não é seu, e esta falta de planejamento financeiro terá um alto preço. Não há milagres no mundo financeiro, quanto mais fácil o crédito, mais caro será o débito, ou seja, quanto mais fácil e rápido este dinheiro estiver disponível a você, maior será a carga de juros que você pagará. As instituições financeiras torcem para que isso aconteça no pior momento e na pior hora possível. A urgência nos faz aceitar qualquer proposta, desde que o valor das parcelas, independente de suas quantidades, seja condizente com nosso orçamento. A reserva de emergência é o primeiro passo para quem quer tomar as rédeas de sua vida financeira.

Constituir uma reserva de emergência é bem mais fácil do que se parece. Independe da renda mensal, a reserva de emergência sempre deve existir, pois uma verdade é universal: “não importa qual será o acontecido, a emergência sempre será maior do que o valor que você tem na carteira”.

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Colunistas ||| Quer ganhar dinheiro com ações? Aprenda a perder dinheiro!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Para ganhar dinheiro no mercado de ações, é preciso aprender a perdê-lo antes. É preciso ver R$ 10.000,00 investidos se transformarem em R$ 8.000,00 e não fazer nada — e, se possível, comprar ainda um pouquinho mais. Se você tem R$ 100.000,00 investidos, tem que ter sangue frio para ver R$ 30.000,00, R$ 40.000,00 irem embora rapidamente, em questão de semanas.

Vimos como isso pode acontecer em 2008. Naquela época, eu estava começando a investir em ações, e decidi apostar no longo prazo, adotando, desde o início, a estratégia Buy and Hold – comprar empresas boas a preços módicos, e mantê-las em minha carteira de investimentos pelo maior prazo possível. Comecei a comprar, todo mês, faça chuva ou faça sol, um pouquinho de ações. Nesse processo, acabei me saindo bem na crise: fiz um preço médio baixíssimo e, quando as ações começaram a se recuperar no final daquele ano e em 2009, tive um bom lucro. Não vendi uma única ação na pior crise das últimas décadas e ainda tive lucro muito superior à renda fixa, no fim das contas! Me saí melhor do que muitos investidores que se assustaram com a crise e saíram do mercado. Descobri que pior do que ficar no mercado no meio de uma crise, é sair dele por causa da crise.

Aprendi a perder dinheiro e só por isso comecei a ganhá-lo. Enfrentei a crise de 2008 com muita serenidade, e hoje me sinto como um monge japonês: mesmo que a crise atual leve a alguns anos de recessão em todo mundo, estou absolutamente tranquilo. Continuo sem vender nenhuma ação e compro um pouquinho todo mês. O objetivo é me tornar sócio de algumas das melhores empresas do Brasil, com a certeza de que elas me darão retorno no futuro, porque confio na sua administração. Confio no futuro da economia, por mais bobagem que os governantes, bancos centrais e economistas possam fazer.

Essa tranquilidade me fez projetar meu futuro financeiro a longo prazo: não importa o que aconteça no curto prazo (1, 2, 5, 10 anos). Quero retorno daqui a 30 anos! Se os preços de ações de boas empresas for ao chão, tanto melhor, pois as comprarei, aos poucos, e a preços baixos — e isso fará toda a diferença no futuro.

Acompanhe meu raciocínio: vamos projetar o que aconteceria com alguém que investe em uma empresa cujos preços estão sempre caindo, apesar de seus lucros estarem sempre em crescimento pequeno, por conta da conjuntura econômica pessimista. Digamos que R$ 10.000,00 são investidos por ano, mas por 10 anos os preços caem. Digamos que as cotações caiam a uma taxa de 10% ao ano, e que os lucros cresçam a uma taxa modesta, de 8% ao ano. Se considerarmos que no primeiro ano a cotação média da ação é de R$ 10,00 e o lucro por ação é de R$ 1,00, teríamos a seguinte projeção:

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Colunistas ||| Poder de Compra e o Longo Prazo – Verdades Reveladas (parte 2)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Certo dia, li em algum lugar uma história que foi muito difundida e não me lembro onde li. Esquecimento maior por razões éticas. Essa história dizia mais ou menos assim:

O investidor Arnaldo arrumou o primeiro emprego…. aplicou 300 reais em 1996, que era 20 % do seu salário pois ele ganhava R$ 1500,00. Aplicou os R$ 300,00 na ação Vale do Rio Doce e começou a fazer aportes mensais nesse valor…

A história era linda, cheia de detalhes e vários investidores adoraram lê-la. Todos que a leram comentam até hoje e alguns investidores se iludiram com esse método achando que iam ficar milionários. Ficou famosa e quem a escreveu também.

Onde está o erro?

Simples: a deficiência da Matemática e o poder de compra.

Na história dizia que Arnaldo tinha 22 anos e conseguiu o primeiro emprego de Engenheiro. O piso salarial de um Engenheiro na época era de oito salários mínimos em 1996. O equivaleria a R$ 800,00. Para você ter uma ideia como os “R$ 1500,00” dele era um salário alto, neste ano, o salário seria maior que o do Deputado Estadual da época.

É como você tivesse 22 anos de idade e recebesse hoje 15 salários mínimos no seu primeiro emprego. Ou seja, você receberia mais que 7 mil e seiscentos reais no primeiro emprego.

Mesmo assim, considerando como real esse caso, ele aplicou mensalmente 20%. O que equivale aos dias de hoje, Mil e quinhentos reais mensalmente. Para provar isso verifico que o salário mínimo era 100 reais. Vamos calcular:

100 —510 (salario atual)

300 – X

100x = 510 ● 300

x= 153000/100

x = 1530 (Mil quinhentos e trinta reais)

Legal, verificamos nesse “conto de fadas” que ele, Arnaldo, no “primeiro emprego”, com 22 anos, teria que colocar na Vale5 o equivalente a 1 mil e quinhentos reais mensalmente. E que ele recebia quase o dobro do piso de Engenheiro no primeiro emprego. Que sorte não? :)

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Colunistas ||| Poder de Compra e o Longo Prazo – Verdades Reveladas (parte 1)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Quem leu o meu primeiro livro finalizado em 2007 tem a minha forma de pensar com relação aos investimentos em bolsa. O livro segue algumas trajetórias do investidor pelo Home Broker, muitas vezes não relatadas cronologicamente de forma correta. Mas indica a minha forma de pensar e a conclusão em relação a perdas e métodos de investimentos.

No final, relato a minha conclusão que o método de longo prazo é o melhor a ser adotado. E que você deve ficar fora nos “momentos auges” de crises.

O método de longo prazo é um investimento excelente, mas algumas pessoas ainda acreditam que ficarão ricas fazendo pequenos aportes insignificantes mensalmente. Eles acreditam porque leram em alguns livros e sites de finanças:

“Invista pouco e com o tempo terá muito”

Existe muita lenda por aí. Uma das lendas que foram criadas e implantadas no inconsciente coletivo foi relatada por um famoso economista em seu livro que virou best seller, que não citarei seu nome aqui, por questões éticas. (vide nota)

Outros sites, falam sobre esse assunto, também de forma totalmente equivocada.

Os exemplos trabalham com a linha de raciocínio do “invista pouco e terá muito”.

O LIVRO dá todos os detalhes de uma pessoa, que ele mesmo criou, para demonstrar a sua linha de raciocínio. Apesar de dizer que essa pessoa existiu, vou provar para vocês, através da Matemática, que foi uma criação. Uma fantasia. Muito mal planejada matematicamente por sinal. Mas muitos acreditam nesta fantasia e acreditam até hoje que essa “pessoa” existiu.

Outros sites, falam sobre esse mesmo assunto, também de forma totalmente equivocada. Vejam como eles relatam suas conclusões de “longo prazo”.

Exemplo 1: O fórum

Se você tivesse investido 10 Mil em 1999 na Usiminas hoje estaria com 2 Milhões…” – vide bibliografia.

Exemplo 2: O livro

No caso do livro, ele começa o capítulo assim:
se você investisse trezentos reais em 1996 estaria milionário em 2008…” e por aí vai.

Só que a pegadinha que poucos percebem é que esse valor, citado no livro, parece pouco, com o olhar de agora. Mas se analisarmos “o poder de compra” da época, era muito dinheiro.

Exemplo 3: Outro site

Um estudo que tenho comigo, bem simples e resumido, prova: se você investisse R$ 300,00 todo mês, de 1996 à 2008 – 12 anos, reinvestindo todos os dividendos ganhos nesse período, você teria disponível, perto de R$ 1.200.000,00 (hum milhão e duzentos mil Reais)!!! E na poupança? Nem fiz as contas…” – vide bibliografia

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Colunistas ||| A Deficiência da Matemática 5

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Existem os “Zés comprinhas “, mas também existem os “Zés vendinhas”. Se tiver alguém comprando é porque tem alguém vendendo na outra ponta e em sentido contrário ao seu. Senão como você poderia realizar tal operação???
Discussões nesse sentido não fazem sentido. :)

Para o pequeno investidor menos experiente falamos que “Nadar”, somente em apenas um sentido do mercado, é morte ou decadência na certa.

Para ele, é aconselhável estar no sentido correto ou pelo menos não operar na compra em tendência de baixa e não operar na venda em tendência de alta.

Às vezes, admite-se comprar na baixa. Mas isso é aconselhável para depois que o mercado baixou muito e não no sentido contrário a tendência definida. Não quando os preços estão nos patamares históricos e a tendência é baixa.

Admite-se também, às vezes, vender na alta sem que se tenha chegado ao objetivo. Mas depois que o mercado rompeu a resistência não é aconselhável. Quando os preços estão nos patamares históricos e a tendência é baixa é venda na certa.

Para especular a história é outra e não será comentada nesse artigo..

Continuando no tema “investir”…
Warren Buffet é um grande milionário, investidor e altruísta. Algumas pessoas, quando se estuda pouco sobre ele, acabam acreditando que ficou milionário porque teve um lucro de 1800% em 20 anos com as ações que comprou, como por exemplo a Coca-cola…

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Colunistas ||| A bolha imobiliária estoura em 3 meses

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Com a frase acima Elvis Pfutzenreuter, autor de Ganhando Dinheiro com Opções e Investindo no Mercado de Opções, dá um ultimato para o oba oba que tomou conta do mercado de imóveis. A minha posição vocês já conhecem, levanto a bandeira da existência da bolha já faz um bom tempo, mas quando vai estourar ? Mistério. :)

A frase “A bolha imobiliária estoura em 3 meses” foi título de um post direto e objetivo, onde as únicas palavras postadas foram: “Quem avisa, amigo é.

Na semana seguinte ele publica outro post com as “explicações”, e que agora será publicado aqui no Clube para sua leitura. Concordo com tudo o que ele disse, e você ?

O estouro da bolha imobiliária, explicado

Como bem disse um dos que comentaram no post anterior: bolha se chama bolha porque ninguém sabe quando vai estourar. Então, concordo com quem acha minha “previsão” um tanto arrogante, furada, ou as duas coisas.

Devo também esclarecer aos neolulistas de plantão, que se ofendem com a menor sugestão de que há algo de errado no Brasil: o “estouro” que estou “prevendo” não será uma hecatombe, não será nada parecido com 1991, ou com 1998 onde estivemos perto de ter um novo calote na dívida interna, no estilo Plano Collor (ééé, faltou pouco pra acontecer, o boato na época correu forte). Será simplesmente um ajuste, deprimente para alguns mas bem-vindo e necessário no geral.

Nem tampouco é medo da Dilma, ou do Serra (porque há motivos para temer um e outro). O ajuste virá, e a minha curiosidade é saber a) quem estará no leme; e b) como reagirá.

Devo ainda declarar, para ser honesto, que odeio imóveis. Eu e o Robert Kiyosaki (autor do livro “Pai Rico, Pai Pobre”) somos simetricamente suspeitos quando emitimos opiniões sobre imóveis…

Dito isto, devo dar minhas razões pelas quais acredito que um forte ajuste, no mercado imobiliário e talvez em outros, se avizinha:

 
1. A coisa óbvia: os imóveis no Brasil estão muito caros

Quando um imóvel custa mais caro no Brasil que nos EUA, há definitivamente alguma coisa errada.

Por mais que os neolulistas argumentem da pujança brasileira e crise estadunidense, convenhamos em termos absolutos eles ainda constituem uma economia muito mais forte, com muito mais poder de compra. E pra completar, vamos enxergar o óbvio ululante, eles têm quase o dobro de população com um território do mesmo tamanho!

Não confundam isso com “síndrome de vira-lata”, é perfeitamente possível ao Brasil chegar a estar melhor que os EUA. Basta continuarmos a crescer e eles continuarem a decair. É como disse um amigo meu que meteu-se a técnico de futebol society: “um pega um, outro pega o outro e o outro faz o gol”.

Parece fácil, mas enquanto nós temos Petrobras e Vale, eles têm Google e Apple. Vai demorar um pouco (na minha opinião, vai demorar praticamente pra sempre :) e no ínterim diversas bolhas hão de formar-se e estourar. Não é este processo que vai salvar-nos do estouro da bolha presente.

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Colunistas ||| Preço de imóvel não cai ?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Muitos corretores de imóveis angariam clientes com a promessa de que esse investimento é seguro, isento de riscos, e tem a rentabilidade garantida. Com a crescente oferta de crédito a juros mais baixos que tem ocorrido no país desde 2003, o preço dos imóveis disparou a taxas “chinesas”, como é costume dizer hoje em dia. Com o aumento do crédito, as pessoas têm a disposição mais dinheiro para adquirir a tão sonhada casa própria. Com mais dinheiro no mercado, a demanda cresce mais forte do que a oferta, o que leva a uma escalada de preços. Esse panorama levou a uma valorização expressiva em várias cidades do país, cujos imóveis chegaram a ter uma rentabilidade de 20% ou 25% ao ano durante 4 ou 5 anos seguidos. À taxa de 25% ao ano, um imóvel que custasse R$ 100.000,00 em 2006 estaria valendo, hoje, aproximadamente R$ 244.000,00.

Essa valorização, contudo, não é sustentável eternamente. Os corretores e as construtoras, obviamente, não dirão isso a seus clientes. Muitos continuam alardeando que nos próximos anos teremos lucros idênticos ou maiores ainda ao longo dos próximos anos. A proposta é tentadora: afinal, o melhor da renda fixa, hoje, oferece uma rentabilidade próxima aos 11% (alguns títulos do tesouro direto), com sacrifício. A poupança, meros 6% ao ano, pouco além da inflação. Investir em imóveis, com uma rentabilidade superior a 20%, parece fantástico!

Mas nem tudo são flores. Assim como ocorre nas ações (e mesmo em determinados produtos de renda fixa), há flutuação de preços e o valor dos imóveis pode cair bruscamente, levando seu proprietário a ter rentabilidade negativa. Isso as construtoras não dizem. Pior ainda, como o investimento em um imóvel exige um capital volumoso, os prejuízos podem ser colossais. Imagine ter um apartamento de R$ 900.000,00 que perde 10% de seu valor em um ano. Isso significa um prejuízo de R$ 90.000,00! No mercado de ações, o impacto de uma queda dessas pode ser minorado pela desnecessidade de alocação maciça de capital. Se você tem R$ 10.000,00 em ações de uma empresa e elas sofrem uma queda de 50%, você só perdeu R$ 5.000,00. Se você tem um apê de R$ 900.000,00, a mesma queda equivaleria a R$ 450.000,00. São muitos ovos na mesma cesta!

Há aproximadamente um ano, escrevi no meu site, O pequeno investidor, sobre os riscos de que uma queda pudesse acontecer no mercado imobiliário, justamente pela situação a que me referi acima. O ritmo de crescimento era insustentável e, para demonstrar meu ponto, escrevi um artigo no qual demonstrei que o preço dos imóveis na minha cidade (Brasília), que é uma das que tem sofrido maior valorização em seus imóveis, estava totalmente descolado da realidade. Para provar este ponto, mostrei que a relação entre o preço dos imóveis e o aluguel cobrado neles estava muito abaixo da relação histórica de 6% ao ano. Essa média é importante porque, quando o valor dos aluguéis pagos em um ano é muito inferior a 6%, há uma indicação clara de que ou o valor do aluguel está muito baixo ou o preço dos imóveis está caro demais.

Para demonstrar que isso estava acontecendo em Brasília, selecionei, aleatoriamente, alguns imóveis do Plano Piloto (o “centro” da cidade) e calculei a relação entre o preço anunciado do aluguel e o valor anunciado de apartamentos similares na mesma localização. Como essa relação estava muito abaixo de 6%, conclui que estávamos diante de uma indicação bastante razoável de que vivíamos uma bolha. Seguem os dados colhidos naquele estudo:

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Colunistas ||| A Deficiência da Matemática – Voto de Legenda

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Por que não votar em Branco e Nulo
2ª parte – Voto de Legenda

Deixei a eleição passar para novamente comprovar que os votos em Branco e nulo têm forte influência na sua decisão eleitoral. Novamente venho lembrar que a Matemática eleitoral favorece os candidatos votados.

Quanto mais votos em branco e nulos mais favorecimento aos partidos, conhecidos como “partidos de legenda”.

Para quem não sabe o que é “voto de legenda”, conhecido como voto distrital, vale a pena ler esse artigo.

Peço desculpas aos cálculos, pois eles são complicados mesmo. Mas espero pelo menos com esse texto, conscientizar cada vez mais a população como é importante dominar a Matemática. Seja a Matemática financeira como a Matemática eleitoral.

As pessoas acreditam fielmente que os candidatos mais votados serão eleitos e ponto final. Esquece que o fato de anular voto ou em branco deixa de ser considerado “votos válidos” pela justiça eleitoral.

Como funciona o voto de legenda ?

Passa-se 4 anos e as pessoas não procuram saber como funciona seu voto. Depois encontra um candidato (que não valia nada!) legislando e reclama. Saiba que se você votou nulo ou em branco você ajudou a esse candidato a se eleger. Mesmo que ele não seja o mais votado. Ele nem apareceu na lista dos mais votados e entrou. Como pode isso?

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