Clube do Pai Rico
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Lucrando com Opções

Pergunta:

Ola Zé .. to começando em opções e não entendo como vc comprando hj um lote de 1000 em opção de R$0,08 e ela sobe a R$0,12, e tem um lucro.,qual seria o lucro?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Edson ? 🙂

Quando começamos a estudar o mundo das Opções, algumas coisas nos parecem ser mais complicadas do que realmente são. Quer ver ?

Substitua o “opções” por “ações”. Ficaria: “comprando um lote de 1.000 ações por 8¢ e ela sobe a 12¢, qual seria o lucro ?”

Fácil, não ? 4¢ por ação. Como são 1.000, você teria R$40 de lucro. Correto ?

Pois então … com as Opções é exatamente a mesma coisa !! 😉

Você teria 4¢ de lucro por Opção. Como são 1.000 Opções, teria R$40 de lucro se vendesse por R$0,12 as 1.000 opções, compradas por R$0,08. É exatamente a mesma coisa. 🙂

Neste caso você está especulando com a compra de Opções, da mesma forma que faria com ações. A principal diferença é em relação ao fato de que estas Opções têm prazo de vida e só existirão até o dia do seu vencimento. Além disso, até lá, elas sofrerão influência do Theta, que será responsável por “drenar a gordura” da ação.

Então, além de ter um “prazo para morrer”, a opção vai perdendo seu valor com o passar do tempo. Não adiante pensar em levar a operação “para todo o sempre, até que se valorize”. Um dos motivos para que a maioria das pessoas que trabalham na compra de Opções, o faça com operações mais curtas. 😉

Aos que se interessaram pelo tema, convido para conhecer o Double PUT Double CALL, o meu curso de Opções. Onde, além de apresentar a teoria delas, compartilho a minha estratégia de investimento em Bolsa. 😉

O que vem causando o baixo volume negociado diariamente na Bolsa ?

Esta é a pergunta que muitos vêm se fazendo nos últimos dias, para não dizer semanas. 🙂

Volume baixo, muito fraco. Tanto nas principais ações do índice, quanto na Bolsa como um todo. Em PETR4 mesmo … 🙄

Mas como isso pode estar ocorrendo justamente quando estamos “namorando” um novo teste do topo histórico ? Cadê a empolgação do povo com essa possibilidade ?

E acredite, ou não, talvez seja esse o motivo para tamanha fraqueza.

Sim, estamos em um momento decisivo para o mercado. E não, não é só para o nosso mercado. Parece que estamos num momento de “vai ou racha” no mundo todo. A dúvida é geral … E é justamente essa dúvida que faz com que o volume venha encolhendo.

Pense comigo: vai, ou cai ? Você prefere se arriscar a ir, e ver o mercado vir ? Ou prefere aguardar que alguém dê o primeiro passo e depois disso você tenta acompanhá-lo ?

Sim ! Estamos num momento decisivo, mas parece que ninguém quer ser o primeiro da fila. Parece que ninguém está disposto a fazer parte do “escudo humano” e sofrer os danos colaterais que isso pode vir a causar.

E já que ninguém quer ser o primeiro, ninguém vai. E como ninguém vai … volume fraco e mais fraco, a cada dia que passa.

PETR4, por exemplo, vem apresentando um volume próximo a 50% de um dia normal.

De novo: se houvesse um mínimo de certeza de alguma coisa, as pessoas continuariam negociando normalmente. Com a dúvida no ar …

Mas de uma coisa você pode ter certeza: na hora em que houver uma tomada de decisão, seja para baixo, ou para cima, o volume retorna. Na hora que surgir uma notícia mais forte, na hora que aparecer algum dado mais claro, os mesmos que estão segurando a onda, irão apertar o botão, sem dó nem piedade.

Só não dá para saber se isso fará com que o mercado suba, ou caia … 😉

Teorias surgem … e quem acompanha volume sabe que movimento forte se faz com volume forte. Então, a desconfiança geral é: mercado subindo, renovando topos, com volume crescendo e crescendo. Até que … do nada, o povo some e um novo topo não é formado.

Não se sabe a próxima direção, mas quem observa volume e movimento começa a se preparar para tempos “sombrios”.

Será ?

Neste exato momento, sugiro ficarmos atentos ao comportamento dos participantes em duas regiões: 106 mil pontos, que a nossa atual resistência, e nos 103 mil, o nosso atual suporte.

O lado que for rompido nos dará o sinal. E, junto, promete um movimento mais forte.

E, de novo, mostrará o retorno da grana. 😀

Uma última dica …

Buckle your seat belt, Dorothy

 

Como anda o sell in may and go away em 2019 ? (setembro)

Setembro foi um mês de alta, +3,6%. Mas vou dizer que pareceu ficar de lado o mês inteiro … 🙄

Foi devagar, quase parando. Volume fraaaco … e diminuindo mais e mais.

Nada de novo no front, e isso faz com que a indefinição surja num ponto de decisão. Contraditório ? Não, pode ter certeza que não. 🙂

Subimos, mas como falei, pareceu ficar de lado. Na reta final ficamos literalmente de lado.

Mas pode ter certeza que uma hora decide. 😉

Você pode estar se perguntando: “Mas o que o Zé tá fazendo, acompanhando o Sell in may ainda ?

Está ? Mas é claro que ainda estou acompanhando ! A estratégia diz para vender em maio e voltar em outubro … então, só no último pregão de outubro é que poderemos bater o martelo e dizer se houve Sell in may and go away em 2019. 😉

Neste momento, estamos no meio de uma briga: 103.900 é o suporte e 106 mil a resistência.

Estamos no meio do caminho. Entendeu porque é um ponto de decisão e a coisa está indefinida ? 🙂

No gráfico diário não existe nenhuma pista de nada …

No semanal também não … A não o doji da semana passada que faz ficar alerta aqui. 🙂

Pelo semanal, precisamos perder a região dos 102.800 … com o topo ali do lado.

No mensal …

Tínhamos dois belos dojis. Mas o mês de setembro, com sua recuperação “desconfigurou” o que estava ali.

Ou só adiou … vai saber.

Não custa destacar o quão elevado está o IFR.

Como falei, momento de decisão. Mas parece que ninguém está pronto para dar o primeiro tiro.

Ursos ou Touros, quem dará o próximo passo ?

Sim, até o momento o Sell in may and go away de 2019 está ganhando um ponto negativo. Partimos dos 96.353 e estamos +8,71% acima.

Mês que vem a coisa se define !! 😀

Como funciona a tributação de operações do tipo Long & Short ?

Pergunta:

Boa tarde! Li em alguns lugares (nenhuma fonte extremamente confiável – mas também não encontrei nada no site da receita) que para long & short deve-se somar o valor da venda no mês em que for feita a recompra e não no mês em que a venda a descoberto tiver sido realizada. Exemplo: Venda de 11 mil da ação X e compra de 11 mil da ação Y em jan/17 e aí, em fevereiro, compra da ação X por 10500 e venda da ação Y por 11500. Lucro de 1000. Tributável ou não? se considerarmos a lógica de somar tudo no mês da recompra seria (venda total de 22500)… É este o entendimento?

Resposta:

Bom dia Fernanda,

Uma dúvida bem interessante !! Muita gente acaba se enrolando um pouco quando a coisa foge do tradicional “comprei n ações em janeiro e as vendi em fevereiro”, o que é a coisa mais natural que pode existir. 🙂

Quando as coisas estão dentro de um padrão, é simples. Mas e quando elas mudam um pouco … ?

Vamos a “regra” básica sobre cálculo do IR para ações ?

O lucro/prejuízo é auferido quando ? No momento em que a operação é encerrada.

Por exemplo: se compramos 1.000 PETR4 em janeiro e as vendemos em fevereiro, com um lucro de R$1.000. Qual será o IR a ser pago ? Isso, R$150 a ser pago até o último dia útil do mês de março. (o DARF sempre terá como prazo limite o último dia último do mês seguinte à obtenção do lucro)

Outro exemplo: se vendermos 1.000 PETR4 em janeiro e as recomprarmos em março, com um lucro de R$2.000. Qual será o valor a ser pago de IR ? E quando ? O valor a ser pago é de R$300 (15% sobre o lucro para operações comuns), mas e a data limite para o pagamento ?

Se usarmos a lógica de que é a venda quem cria o fato gerador do IR, o pagamento “deveria ser feito” até o último dia de fevereiro. Correto ? Mas o problema é que a operação ainda não terá sido concluída ! Como saberemos qual deverá ser a base de cálculo para o imposto ?

Sim, o imposto deverá ser pago até o último dia útil do mês de abril, mês seguinte à conclusão da operação. Afinal de contas foi em março que ela foi encerrada. Concorda ?

De novo: o fato gerador do imposto é o encerramento da operação.

A venda da ação serve somente para ver se você estará, ou não, dentro do limite mensal de vendas. Aquele que diz que se você vender até o valor limite de R$20 mil estará isento do pagamento de IR sobre o lucro auferido. 😉

Voltando ao teu exemplo, como funcionaria a tributação do Long & Short ?

Se olharmos com atenção, o L&S nada mais é do que um conjunto de operações. Duas operações feitas ao mesmo tempo para se aproveitar de uma possível distorção entre elas. Pode ser que as duas subam, mas se a que foi comprada subir mais do que a que foi vendida, terá lucro. Se as duas caírem, mas o lucro da que foi vendida for maior do que a que foi comprada, também gerará um resultado positivo no final. Claro, ainda existe a possibilidade da venda dar lucro e da compra também. Restando as outras possibilidades para a geração de um prejuízo …

Mas o IR em si, como é calculado ?

Como disse, são duas operações: uma compra e uma venda. Então, o correto é vermos quanto de lucro foi conquistado na operação comprada e quanto foi o da operação vendida. O fato gerador da operação comprada será a venda das ações em carteira, enquanto o da operação vendida será a reposição delas.

No teu exemplo o início da operação foi em janeiro. Você vendeu R$11 mil. Se não houve nenhuma outra operação nesse mês, não haverá a necessidade de recolhimento de IR referente ao mês de janeiro (com pagamento em fevereiro), pois não houve nenhum fato gerador de IR, tampouco foi ultrapassado o limite de R$20 mil em vendas no mês.

O encerramento da operação se deu em fevereiro, com um lucro de R$1 mil e vendas que totalizaram R$11,5 mil. Correto ? Haveria necessidade de pagamento do IR, de R$150, neste caso ? Não, pois o limite de R$20 mil não foi ultrapassado.

Se o que a Receita leva em consideração para a determinação do limite que diz se o rendimento é, ou não, tributável é a venda, é a venda daquele mês que devemos levar em consideração. 😉

Sempre que ocorre uma venda de ações é recolhido um pequeno percentual – 0,005% sobre o valor da operação, diretamente na fonte, para que a Receita saiba quanto foi movimentado naquele mês. Sim, esse pequeno valor pode ser deduzido do imposto a pagar quando ele surgir. 😀

Espero ter te ajudado ! 🙂

Abraços !

Qual é o risco de quem trabalha com a rolagem de Opções ?

Pergunta:

Olá Zé, tudo bem?

Agradeço novamente por sua resposta para minha dúvida de venda de opções cobertas. E esse tópico acabou gerando uma outra Dúvida: Caso eu faça uma venda descoberto de opções, me torno o lançador, correto?

Vamos supor que eu esteja montando uma estratégia de rolagem de opções lançando opções para o vencimento próximo afim de recomprá-las e ir rolando… Se eu lançar a opção (digamos uma call europeia) e comprar a mesma call (mesmo strike) até a data anterior ao exercício, eu estou desobrigado ou poderei ser exercido? Qual é o risco desse tipo de operação, excetuando a valorização da opção?

Agradeço novamente a atenção,
Gabriel

Resposta:

Opa ! Tudo certo Gabriel ? 🙂

Sim, caso você comece uma operação de venda com Opções, sendo coberto, descoberto ou travado, você estará se tornando um lançador de Opções. Lembrando: uma nova operação, “do zero”, começando por uma ordem de venda. 😉

Para ajudar a refrescar a memória de todos, sugiro ler o post: “Quem é o lançador de Opções ?

Não é o fato de estares coberto ou descoberto que te torna um lançador de Opções, mas sim ter começado uma nova operação a partir de uma venda.

Sobre a estratégia de rolagem, apresentada no post ““Renda Fixa” com opções – CALL“, não, você não corre o risco de ser exercido. 🙂

Como é uma CALL do tipo europeu, você só pode ser exercido no dia do vencimento. Então, se fizer a recompra dela, não poderá mais ser exercido, não correrá mais este risco. Lembrando que o último dia que podemos negociar com Opções é o último pregão antes do vencimento. Tradicionalmente a sexta-feira anterior ao dia do vencimento.

No momento em que você recompra a Opção, encerrando o seu lançamento original, você se desliga daquele contrato de direitos e obrigações.

“Qual é o risco desse tipo de operação, além da valorização da opção ?”, tirando a chance de valorização (por isso indico que a rolagem seja feita sempre de forma coberta), você também corre o risco de encontrar pela frente uma Opção de baixa liquidez. Dependendo de quão ITM ela esteja, corre o risco de não encontrar liquidez suficiente para fazer a rolagem …

Mas esse é um risco, que não é bem um risco … Lá no Double PUT Double CALL eu falo sobre como “reagir”, caso isso venha a acontecer. Existem duas formas, uma delas seria a mesma adotada para um caso de exercício antecipado … 😉

(como usamos o modelo europeu neste exemplo, não há esse risco)

De novo: sugiro que a operação de rolagem, a “renda fixa” com Opções, seja feita SEMPRE em cima de uma posição coberta. Isso elimina o risco de precisar “correr” atrás do preço, e traz ainda mais tranquilidade a uma operação simples e rentável. 🙂

Espero ter ajudado ! 😀

Abraços !!