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Livros ||| Operando opções

A busca por conhecimento é um processo sem fim. Quanto mais sabemos, mais vemos que ainda falta muito para “chegar lá”. Pode parecer clichê, mas somente com o tempo vamos chegando à essa conclusão. Somente com o tempo … e o aprendizado constante.

Portanto, mais um livro lido, mais um sobre opções. Se me dedico tanto a elas, se elas me retribuem tão bem, por que não tentar conhece-las ainda melhor ? 😉

Desta vez li um dos vários livros do Bastter – considerado por muitos como um dos maiores conhecedores do tema aqui no Brasil. Escolhi um que também falasse sobre o básico, mas que tivesse um algo a mais, sabe ? E nesse aspecto ele se saiu muito bem. “Operando opções” (Elsevier, 2010) abrange praticamente todo o espectro de conhecimento (na maior parte do tempo teórico) sobre o tema.

O básico (o que são, qual sua função, etc), os fatores que influenciam o preço das opções, como o preço é “determinado” com o modelo de Black & Scholes, as gregas, a volatilidade, alguns indicadores que usa para saber se deve ou não operar determinada opção; enfim, são muitos os pontos abordados nas primeiras páginas do livro. Aparentemente toda a parte introdutória, e essencial para quem deseja operar opções, está presente.

As operações

São muitas as possibilidades que o “universo” das opções nos proporciona. Você poderá simplesmente comprar ou as vender. Pode montar estratégias que possuem proteção (limite) contra perdas. Pode montar estratégias que tenham como aliado o tempo, ou se preferir outras que usam a volatilidade do mercado para lhe trazer ganho.

Sério, somente quando você começa a se aventurar pelo “universo” das opções é que percebe quão grandioso ele é. Quantas (e bota quantas nisso …) possibilidades de operações e estratégias são possíveis com o uso delas.

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Livros ||| Fique rico operando opções

Não é segredo para ninguém a importância que o uso das opções tem em minha estratégia de investimento. Elas têm sido peça fundamental do plano e são grandes responsáveis por ter conquistado o que já conquistei. 🙂

Portanto, nada mais natural do que estar em busca constante de novas informações, novas literaturas sobre o assunto. Muitas vezes pode parecer repetitivo (pois a maioria dos livros gosta de repetir, ao menos em sua introdução, os conceitos básicos das opções), mas a meu ver isso é algo importante, afinal o autor não tem como imaginar qual a familiaridade do leitor com um universo tão complexo – e controverso – como o das opções. Imagine … se para grande parcela da população brasileira o investimento em ações já é novidade, o que se esperar de algo tão específico como opções ?

No caso do livro “Fique rico operando opções(Elsevier, 2008) já iniciei a leitura com uma tendência de que encontraria formas de operar, tipos de operações, algo mais ligado ao dia a dia do investimento propriamente dito, do que um livro mais voltado aos conceitos, à parte mais básica do assunto. Afinal o título fala sobre operar … o subtítulo fala “estratégias vencedoras dos traders profissionais”, e olha … sinceramente ? Não me decepcionei. 😀

O livro é (muito bem, diga-se de passagem) dividido em duas partes: uma introdutória e outra voltada às estratégias.

Parte I – Fundamentos

Como era de se esperar, encontramos uma boa explicação sobre o que são opções, para que servem, quando devem ser utilizadas, etc. Apresenta ao leitor o conceito de ITM – ATM – OTM – leia esse post se ainda não é familiarizado com os termos -, fala sobre um dos conceitos mais importantes (e descartado por muitos autores …) das opções, mostrando que existem as opções de compra (CALL) e as de venda (PUT). Acredite … muitos autores simplesmente pulam as puts ! Ignoram sua existência, alegando não haver mercado para elas no mercado nacional … Fala sobre volatilidade, e sua influência nas opções, compara-as com as ações.

E por fim, sendo o ponto mais importante de todos, mostra para o leitor porquê as opções devem ser vendidas. Sim, há possibilidade de lucro na ponto compradora, mas que elas foram feitas para vender – e trazem os frutos para que o faz – foram … 😉

Essa parte mais básica, onde apresenta os fundamentos, é escrita de forma mais prática e objetiva, sabe ? Parecendo dar mais importância ao que realmente vai importar pra quem for operar, na hora que estiver operando. Poderia se alongar por dezenas de páginas … (e olha que são 50 só para os fundamentos !), mas prefere falar tudo de forma mais direta, indo direto ao ponto.

Parte II – Estratégias

Aqui é onde a “festa” começa ! 🙂

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Livros ||| Foco no cliente certo

O cliente tem sempre a razão !” Quem nunca ouviu este chavão ? Não importa qual seja a área de atuação, ou o tamanho da empresa, muitas adotam este mantra sem nem ao menos cogitar a possibilidade que nem todos são iguais, nem todos merecem (e exigem) esse tipo de atitude.

Mas existem os casos extremos, onde parte da população, empunhando o certificado de dono da razão, pinta e borda com as empresas que lhe estão prestando serviço. Um exemplo ? Apresentado no livro em questão, um cidadão invade a loja, com quatro pneus “em mãos”, exigindo sua troca. Alegava que o produto havia se desgastado pelo uso (?!???!!!) e queria trocá-los. O problema ? A loja em questão era uma da rede Nordstrom, popular no hemisfério norte, que vende roupas e acessórios de moda. 😯

Acredite …

A rede tem como padrão o melhor atendimento possível ao cliente, tanto no tratamento quando na solução de problemas. Mas dai já é querer um pouco demais, não ? O detalhe … a loja – mesmo não tendo envolvimento algum com o produto – atendeu o cliente. Lenda ? Não se sabe … o exemplo volta e meia é usado para ilustrar como deve ser uma administração com foco no cliente.

Aqui cabe uma observação: existem exemplos de empresas administradas com foco no cliente e no produto. (a coca-cola por exemplo) Uma tenta criar/ter o melhor produto do mercado, vencendo seus concorrentes com base nisso. Na outra situação o diferencial da empresa está no atendimento, na forma com que trata – e o que oferece – o cliente.

O problema é que muitas empresas que acreditam adotar o foco no cliente, nada mais estão fazendo do que repetir a ladainha de sempre “o cliente tem sempre a razão“. Não enxergam que muitas vezes estão apenas criando monstros que sugam todas as energias (e possivelmente grande parte do resultado operacional) da empresa. São os clientes que exigem mundos e fundos, que choram até o último centavo, e que muitas vezes acaba nem ao menos concretizando o negócio …

Existe uma grande diferença entre tratar bem o cliente – item básico para qualquer empresa que deseje vender seu produto/serviço – dos que os bajulam, beirando ao exagero, sem obter o retorno “justo” por isso.

O foco no cliente é o ideal para todas as empresas ?

Não, ponto final. Existem as que precisam (e devem) manter o foco no produto, o cliente final “não é importante” para elas. Mas para muitos casos o foco no cliente traria grandes benefícios a elas.

Por exemplo, uma empresa que oferece o serviço de cirurgia laser para correção oftalmológica e um oftalmologista. A empresa que faz cirurgias precisa ter os melhores produtos, oferecer o melhor ao cliente, mas “atender – muito – bem o cliente” não é sua prioridade. Já o oftalmologista …

O foco no cliente é algo (muito) importante, e que na maioria das vezes é encarado (e levado) da forma errada. Existem determinadas ferramentas que podem auxiliar a empresa na hora de oferecer o que o cliente quer, como quer, quando quer, o que realmente mostraria uma empresa focando no cliente. Mas …

E o livro ?

Leitura fácil e agradável, que (obviamente) vai muito além do que apresentei aqui. 🙂

Sugiro e indico a leitura a todos que desejam adotar esta estratégia em seus negócios. 😉

Foco no cliente certo

Nota do Site:
4 Moedas

Foco no cliente certo
Peter S. Fader

Editora: Elsevier
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 152
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

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Livros ||| A arte de imitar

Existe um consenso de que a cópia é errada, que não devemos nos apropriar da criação alheia em benefício próprio, que devemos respeitar a propriedade intelectual do concorrente (atual ou futuro), que devemos pensar individualmente e criarmos nossos produtos e serviços a partir do nada, do zero. Mas … será isso possível ?

Sim, concordo plenamente que os direitos individuais (pessoais e empresariais) devam ser plenamente respeitados, mas … será que esta é a natureza do ser humano ? Pense por um instante, pense em como seriam nossas vidas, se os homens das cavernas tivessem pensado “não, mim não poder usar pedra na ponta desta vareta para caçar, afinal a tribo vizinha já desenvolveu o conceito e agora só me resta desenvolver algo completamente diferente … Quanto tempo leva para inventarem a pólvora ?” Ou então … se após inventarem a roda não tivessem adotado a criação para construir a biga, e depois a carroça, e depois o automóvel ?

Para e pense no mundo que nos cerca e veja tudo com um olhar mais analítico. O que conseguiu ver ? Sim … a grande maioria das coisas que hoje nos trazem conforto e prazer foram criadas a partir de algo que já existia. Foram melhoradas e aperfeiçoadas, mas em suma são “cópias” de algo que já existia.

O padrão “cópia” está em tudo e em todos

Em “A arte de imitar” (Elsevier, 2011) o autor, David Kord Murray, tenta nos mostrar o quão importante é o uso da cópia para o crescimento e desenvolvimento da raça humana. Como ideias, aparentemente, desconexas, nos proporcionaram teorias e tecnologias que tornam possível o nosso modo de vida.

Sim, desde a observação do comportamento natural das coisas (não, não vou usar o clássico exemplo do velcro, onde o criador viu como pequenas plantas grudavam em suas calças para depois criar o produto), até mesmo a partir da observação de áreas diferentes – como por exemplo Darwin demonstrar interesse sobre geologia criando analogias, para depois de muitas observações criar a Teoria da Evolução das Espécies. Existe ligação entre a transformação do planeta e a evolução apresentada pelo seres vivos ?

O autor alega que até a época da Renascença era comum a prática da cópia. Tudo era compartilhado, todo o conhecimento humano era dividido por todos e de livre acesso e uso. Mas a partir do momento em que começaram a surgir as obras assinadas, onde o valor de muitos itens dependiam mais da marca do que do produto em si (uma obra de arte de um grande mestre, por exemplo), surgiu a “necessidade” da criação do direito da propriedade intelectual. A partir disso tudo passou a ser “fiscalizado” e o uso de tecnologias já existentes, para a criação de novos itens, passou a ser considerado cópia.

Obs: hoje enfrentamos um grave problema em relação ao assunto propriedade intelectual, a ponto de vermos o Google tentando registrar o “coraçãozinho com as mãos” como sendo de sua propriedade … 😯

O ser humano se desenvolve desta forma: olhando o que existe ao seu redor, sempre tentando melhorar o que vê, é da nossa natureza. Este é um dos motivos que me leva a ler tanto sobre tantos assuntos “diferentes” (já falei sobre este assunto em outras oportunidades). Conceitos adotados em certas áreas podem ter utilidade em problemas que tenho em assuntos completamente diferentes e sem ligação.

Mas como criar, desenvolver, inventar, se diferenciar, adotando esta prática nos dias de hoje ?

Se você faz uso da criação ou o desenvolvimento faz parte do seu dia a dia, a leitura deste livro é muito bem-vinda e certamente trará belos frutos. Leitura agradável e tranquila, recheada de exemplos da história humana, para mostrar que além de criativos imitamos uns aos outros desde sempre. 🙂

A arte de imitar
Nota do Site:
5 Moedas
A arte de imitar
David Kord Murray

Editora: Elsevier
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 264
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Livros ||| Lidando com a incerteza

É chegada a hora de tomar a decisão mais importante de sua vida (ao menos, até aquele momento, você a considera como tal) e muitas dúvidas e preocupações começam a povoar sua mente. O ser humano parece não ter sido criado para lidar com o que é incerto, a reação de cada indivíduo é diferente, uns conseguindo seguir adiante, enquanto outros, cercados pelo medo, parecem congelar …

E é normal … o poder da incerteza é imenso, o estrago que ela parece fazer em nossa alma é sem tamanho. Só quem passou pela experiência para relatar, de verdade, a força deste sentimento.

Você já precisou passar por uma encruzilhada, especialmente da área do trabalho/emprego, onde tinha que tomar a decisão de seguir adiante, rumo aos seus sonhos, aquilo que realmente gosta, ou se agarrar à segurança (virtual …) da situação atual, do emprego atual ? A mistura de sentimentos dentro da pessoa é enorme, acredito que se eu abrisse um dicionário que tivesse uma lista com todos os sentimentos que nós podemos demonstrar, a tomada de decisão em um caso desse traria para dentro deste indivíduo uma mistura completa de todos eles.

A decisão pode ser ainda mais difícil …

Mas se engana quem pensa que uma coisa complicada não possa ficar ainda pior. Existem os casos de pessoas que têm uma vida “normal” (como diria o Faustão), com empregos ditos normais, e que gostariam de partir para o lado “diferente” da vida. Gostariam de se tornar atletas profissionais, artistas, ou simplesmente uma profissão que – teoricamente – não seria bem aceita pelo grupo que os cerca.

Se já é complicado partir para uma empreitada individual, imagine uma que envolva formas “alternativas” de trabalho. O pior é que muitas vezes o problema nem é com a pessoa que está tomando com a decisão em si, mas sim a preocupação com o que os outros vão falar e pensar …

O sentimento que surge parece minar todas as forças do sujeito, que na maioria das vezes cede à pressão e mantém tudo como está … longe de ser feliz, mas agradando os outros.

Não, simplesmente falar que é uma situação complicada não faz com que você sinta a realidade da coisa. A briga interna (e o desgaste) é brutal, minando a pessoa por dentro.

Mas como lidar com a situação ? Como tomar a decisão correta num caso desses ? Como levar seu sonho adiante mesmo indo contra tudo e contra todos ? O lado psicológico e emocional (se é que podemos separar os dois) do indivíduo precisam de reforço, precisam do apoio – que não está sendo fornecido “por quem deveria”, que na maioria das vezes são as mesmas pessoas que atacam sua decisão e trazem ainda mais dúvidas em relação ao que é “melhor” para você -, mas de onde tirá-lo ?

Lidando com a incerteza

Acredite, existem formas de lidar com o problema, existem maneiras de repor toda essa energia (mental e física) que lhe foi tomada durante o processo decisório. Psicólogos ? Psiquiatras ? Não … a resposta está muito mais perto do que você imagina.

Atividades físicas e meditação, o que acha ? Sim, duas coisas tão simples e ao alcance de todos.

A atividade física lhe ajudará a repor determinados hormônios que se esgotaram durante o processo. Caso conheça alguém que tenha passado por um problema de stress ou de depressão, pergunte-lhe se o médico que lhe tratou não indicou atividades físicas para esta finalidade. Além disso a atividade “certa” lhe ajuda a “tirar” os seus pensamentos do problema, ao menos enquanto ela está sendo praticada.

A meditação pode ser feita de diversas formas, a principal finalidade dela é pelo relaxamento mental que o procedimento traz. Mas os benefícios não param por ai … dependendo do método de meditação adotado você pode ir mais longe, acessando memórias e emoções, presentes em sua mente, que poderão lhe ajudar na tomada de decisão, seja para trazer mais tranquilidade ou ajudar na decisão propriamente dita.

O livro “Lidando com a incerteza” (Novatec, 2013) traz ótimos conselhos (tanto no lado da tomada de decisão, quanto do lado “busca de conforto mental”) para quem está, ou deseja enfrentar este importante dilema. Já passei por situação parecida e confesso que as dicas apresentadas pelo autor foram semelhantes aos procedimentos que adotei para me ajudar naquele momento.

Mais do que indico a leitura ! 🙂

9788575221792
Nota do Site:
4 Moedas
Lidando com a incerteza
Jonathan Fields

Editora: Novatec
Ano: 2013
Edição: 1
Número de páginas: 208
Acabamento: Brochura
Formato: Médio