Clube do Pai Rico
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Livros ||| O toque de Midas

Por mais controversos (e polêmicos) que sejam, Trump e Kiyosaki são exemplos de sucesso no que fazem. Seus empreendimentos cresceram a ponto de torná-los figuras reconhecidas fora de seus países, e isso para mim pode ser traduzido como sucesso. 😉

No segundo livro da dupla (o primeiro havia sido o “Nós queremos que você fique rico“) o assunto mudou um pouco o foco, saindo um pouco do tema Educação Financeira e indo para o lado do empreendedorismo … que “péssima” notícia, não ? 🙂

Dividido em 5 capítulos “base”, o livro aponta o que é necessário para que o empreendedor abandone os quadrantes E e A e possa migrar para o D e I, através de 5 pontos que transformarão um empreendedor em alguém com o toque de Midas. Então que tão fazer uma correlação direta deste 5 pontos com os cinco dedos da mão ? (mais direto impossível ! 😀 )

Para que o empreendedor tenha o toque de Midas na ponta de seus dedos ele precisará estar atento a diversos detalhes, mas alguns merecem destaque, na opinião de RK e Trump. São eles:

1 – Força de Caráter
2 – Foco
3 – Marca
4 – Relacionamentos
5 – Pequenas coisas que contam

Você consegue fazer a correlação direta entre estes 5 pontos e seus respectivos dedos ? É automático, não é mesmo ? 🙂

O polegar é o dedo mais forte de nossa mão. Quando queremos destacar algo, quando queremos apontar o nosso destino … qual é o dedo usado ? O indicador. Qual é o dedo da mão que consegue passar uma mensagem universal ? (hehehe) O médio. Onde vai a aliança ? O anular. E quem é o pequeno da família … ? 😉

A mão cheia

O legal é ver os dois usando exemplos de negócios próprios para cada um dos pontos chave, sabe ? Exemplo de começo de carreira e atuais. Mostrando onde foi necessário ter aquela característica para fazer com que a coisa dê certo.

No capítulo referente aos “relacionamentos” (que foca na parte parceiros, sócios e afins), vi, pela primeira vez, o RK falar alguma coisa sobre a confusão envolvendo seus antigos sócios  Sharon Lechter (co-autora de muitos livros da série Pai Rico) e Michael Lechter (autor do livro “Como conseguir dinheiro“). Foi algo superficial … mas foi a primeira vez que vi depois que me toquei que o nome dela havia desaparecido dos livros da série, hehehe. (não vi isso em lugar algum … mas começo a desconfiar que o processo em que foi declarada a falência do Pai Rico envolve eles …)

Interessante, também, foi perceber o quão importante – aparentemente … – foi a passagem de RK pelo serviço militar. Ele falou sobre isso em todos os capítulos do livro. 🙂

E desta vez o Trump falou de verdade, não ficando apenas de comentarista do RK. (como eu havia reclamado nos comentários do primeiro livro)

Um ponto que merece destaque é o quanto de … destaque (… 🙂 ) eles – especialmente o RK – dão ao fato de alavancar seus negócios. Um empreendedor normal é aquele que está no quadrante A (de autônomo), e só será considerado no quadrante D quando seu negócio tiver, ao menos, 500 funcionários. Como transformar a lanchonete da esquina em um negócio Global, como o McDonalds ? Ter a capacidade de tornar seu negócio alavancável, de torná-lo expansível, isso é o que diferencia um empreendedor comum de um com o toque de Midas.

Uma leitura bem agradável, que fará com que você sonhe em tirar do papel aquela sua ideia … sabe ? Junto ao “Empreendedor Rico” forma uma bela dupla de ataque, ao melhor estilo Pai Rico de criar ativos. 😉

Nós queremos que você fique rico

Nota do Site:
5 Moedas

O toque de Midas
Donald Trump | Robert T. Kiyosaki

Editora: Campus
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 240
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Livros ||| Nós queremos que você fique rico

É impressionante … um dos motivos que me levou a criar o Clube do Pai Rico foi que após concluir a leitura do Pai Rico Pai Pobre, o original da série, vi que existiam mais pessoas que pensavam – sobre o dinheiro – de forma parecida com a minha. Mas juro … nunca pensei que fosse tão parecida ! 🙂

O livro “Nós queremos que você fique rico” (Campus/Elsevier, 2007) estava guardado, esperando a oportunidade certa, o melhor momento, para ser lido. E foi agora. Se tivesse lido antes, tenho certeza que muito do que foi escrito aqui no Clube até este momento poderia ser acusado de ter sido “baseado” no que foi dito neste livro. Mas como a leitura aconteceu somente agora … fala sério, é muita semelhança na linha de raciocínio !! 😀

Não concorda com a minha opinião a respeito da não diversificação dos investimentos ? Então também não concorda com a opinião de RK … que é a mesma. 🙂

Tanto ele quanto Trump acreditam que o foco é a nossa melhor arma para obter o melhor desempenho em cada coisa que fazemos, portanto nada mais natural que foquemos em um determinado investimento para obter o máximo lucro possível dele. E engraçado … eles usam o mesmo exemplo que usei, o de Warren Buffett, como sendo o “pai” da não diversificação. 😉

Provável falência do sistema público de previdência ? Ele também concorda, e defende que cada um cuide do que é seu …

Foi uma leitura muito agradável, ainda mais com a surpresa que havia sido reservada para o final … 😀

A dupla

A forma com que o livro foi escrita foi interessante, até acredito que poderiam ter aproveitado um pouco melhor a presença de Kiyosaki e Trump, mas por ser a primeira experiência dos dois juntos foi bem proveitoso. Achei somente que faltou ao Trump “opinar” um pouco mais, às vezes parecia que ele somente fazia comentários sobre o que o RK havia falado sobre o assunto. (os capítulos são divididos em duas partes, primeiro fala RK, depois Trump)

Outra coisa interessante foi como dividiram os assuntos, sempre com base no: “O que foi que você aprendeu com … ?” Com seu pai, sua mãe, sua escola, serviço militar, esportes … vemos as opiniões de cada um sobre estes temas.

Gostei também de ver os capítulos onde ambos dão dicas para quem ainda é jovem, quem já é adulto e ainda não começou a sua jornada, quem já está prestes a se aposentar e ainda não atingiu a IF. Conselhos e orientações bem focados, apontando bons caminhos para cada caso.

FOCO e mais FOCO

Definitivamente, sair atirando para todos os lados acaba não levando a lugar algum … a não ser que você seja uma máquina e que consiga focar 100% destes alvos. O que convenhamos … é impossível. Eu tenho 3 “alvos” que me consomem 24/7 e já é estarrecedor … imagine aumentar o número deles.

Pode ver, o verdadeiro alvo de Kiyosaki são os imóveis. Ele até destina um pedaço de sua atenção à outros ativos (prata, ouro, petróleo), porém ele próprio admite que é nos imóveis que acaba se sentindo seguro, é onde tem prazer de investir o seu tempo.

Às vezes até precisamos destinar a nossa atenção para mais de uma coisa … mas que não seja por muito tempo. 😉

Controle

Esse é o ponto que os dois consideram como fundamental para se obter sucesso nos investimentos. RK argumenta que escolheu os imóveis como ferramenta de investimento por causa do nível de controle que eles lhe dão. Para ele o investimento em ações é tão arriscado por você não ter controle algum dentro da empresa (e que por isso o investimento de Buffett é tão “sem risco”, afinal ele está dentro das empresas que investe/compra). Não tem controle da empresa nem sobre as ações dela … e acredito que este foi o único ponto que discordei de todo o livro. 😀

Ok … você não tem controle sobre a empresa … tem pouco (ou nenhum) controle sobre as ações … porém você possui ferramentas que te trazem um pouco de controle do negócio. Não, você não poderá direcionar a empresa, ou para onde as ações vão, mas pode usar determinados itens que te ajudam nisso. (stop, opções …)

Eu poderia argumentar que ele também não possui controle sobre os imóveis, pois ele não determina por quanto tempo o locatário ficará no imóvel, tampouco o nível de demanda por ele, mas entendo o ponto de vista dele. 😉

Uma ótima leitura e que vale muito a pena ser lida ! 🙂

Nós queremos que você fique rico

Nota do Site:
5 Moedas

Nós queremos que você fique rico
Donald Trump | Robert T. Kiyosaki

Editora: Campus
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 352
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Livros ||| A doutrina dos 20%

Reserve espaço para que seus funcionários sigam suas paixões, evitem a burocracia e inovem de forma independente” – é, digamos, um dos subtítulos deste livro que nos apresenta um conceito muito, mas muito interessante mesmo: permita que seus funcionários tenham algum tempo livre para se dedicar ao projeto de seu interesse, de livre escolha, sem pressão, sem cobranças.

Já pensou ? Isso significa dizer que você teria 1 dia livre por semana para fazer “o que tivesse vontade”, não seria um sonho ? E onde é que isso poderia ocorrer … Quem respondeu Google tá por dentro das coisas … 😉

A empresa lhe dá tanta flexibilidade que às vezes confundimos se as pessoas estão realmente trabalhando por lá, ou se no meio de uma atividade ou outra acabam criando as maravilhas que nos são tão úteis para o dia a dia.

Em “A doutrina dos 20%” (Campus/Elsevier, 2012), Ryan Tate nos apresenta alguns exemplos onde o uso destes “20%” – se você ainda não entendeu o que isso significa, é que as pessoas têm 20% de seu tempo livre para fazer “o que bem entenderem” – acabou gerando negócio gigantes, e que rendem muito, mas muito dinheiro aos seus criadores. Exemplos ? Gmail, Adsense, Flickr, restaurantes …

Mas ai é que começa a confusão …

Perfeito, o funcionário recebe a permissão para fazer “o que bem entender” de 20% de seu tempo, tem este tempo livre para se dedicar ao projeto que desejar, direcionar sua atenção ao projeto que mais lhe interessa. Ok.

O problema é que nos exemplos apresentados no livro, criados realmente por funcionários – o Gmail e o Adsense – eles foram desenvolvidos durante o tempo livre, e acabaram ficando para a empresa … Nos outros dois exemplos que citei logo acima, o Flickr e o restaurante, eles foram criados pelos donos da empresa “durante o tempo livre”, então permaneceram sendo projetos da empresa, porém mudaram o foco dela no momento em que estavam criando os negócios.

A dúvida é: o tempo é livre para se dedicar ao projeto que mais agradar o funcionário, desde que seja desenvolvendo algo para a própria empresa ? Se for isso, é uma bela forma de “agradar” a gregos e troianos, não é mesmo ? 🙂

O funcionário faz “o que quer”, mas a empresa ainda fatura com isso. 😉

Num primeiro momento imaginei que o conceito de “20% do tempo livre” era justamente isso, livre, totalmente livre. Se a pessoa quisesse dedicar o seu tempo a algum outro projeto da empresa, tudo bem, mas se fosse criado algo próprio, seria dela. Isso acabou não ficando muito claro para mim …

Mas … e se mudarmos o foco do livro ?

Agora lhe faço uma proposta: compre o livro, leia-o, mas leia-o com “outros olhos”, ao invés de focar no conceito “conceder 20% do tempo aos meus funcionários” (ou “como chegar no meu chefe e apresentar essa ideia ?”, hehehe), leia pensando que este é um guia – um excelente guia ! – de como criar um negócio próprio, em seu tempo livre. Opa, já vi que lhe agradou ! 😀

Sério ! A ficha caiu apenas quando conclui a leitura e comecei a ver quais seriam os principais pontos a serem abordados neste comentário. Foi quando uma luz se acendeu e me toquei disso. “Esqueça” o lado “vou pedir 1 dia da semana para o meu chefe” e encare tudo o que foi apresentado em “A doutrina dos 20%” como sendo um dos melhores guias que já li para a criação de um ativo em seu tempo livre.

É impressionante como o que foi ali apresentado cai feito uma luva nesta proposta. De verdade ! Todos os exemplos, os caminhos, as dificuldades, os “atalhos”, e um ótimo último capítulo (de conclusão) onde os principais pontos são destacados.

Não era você que estava reclamando que não sabia como fazer para encontrar tempo (e meios) para criar um novo ativo ? Para se dedicar àquela ideia fantástica que poderá lhe proporcionar a Independência Financeira ? 😉

Acredito que a leitura deste livro possa lhe ajudar, e muito, nesta empreitada.

 

A doutrina dos 20%

Nota do Site:
5 Moedas

A doutrina dos 20%
Ryan Tate

Editora: Campus
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 200
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Livros ||| O fim do Euro

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O que a mentira deslavada, a “boa e velha” maquiagem contábil e a ganância podem fazer para destruir uma das – aparentemente – melhores ideias de ganha-ganha do último século ? Tudo e mais um pouco …

Sim, acredito que o Euro – como conhecemos hoje – esteja com os seus dias contados. A maravilhosa ideia de integrar todo um continente (ou quase todo …) através de uma moeda única é fantástica ! Facilita a vida de todos e traz muitos benefícios às populações de cada um dos países que integram o bloco. Isso, é claro, sem falar das facilidades que a integração monetária traz aos turistas … não precisar fazer o câmbio a cada nova chegada, em cada novo país visitado, é uma verdadeira mão na roda.

Eu(ro)fóricos !

Como bem apontado no livro, um dos principais motivos para que o Euro esteja enfrentando os atuais problemas foi o fato de muitos países periféricos (os PIGS – existe melhor acrônimo que esse ?) terem entrado em estado de eu(ro)foria com a entrada da nova moeda. Tudo era uma maravilha ! Taxas de juro baixas, muito baixas ! Países mais do que capengas encontrando oportunidades de dinheiro barato, no mesmo nível do que era oferecido à potência Alemanha. (que é quem está pagando – e continuará por mais algum tempo – o pato)

Tudo virou uma festa … que diga a Espanha … 🙁

Mas só isso não causou o estrago apresentado pela economia europeia atualmente, a mentira fez parte (fez, faz, fará …) da história: a estratégia de maquiar os dados governamentais – ou simplesmente escondê-los, pura e simplesmente – pode ter sido o maior de todos os motivos.

Para fazer parte do Euro, cada um dos países que integraria o bloco precisaria atender a certas exigências. O deficit governamental não poderia passar de um determinado nível, bem como o montante de dívidas teria como limite um certo percentual do PIB … e praticamente nenhum dos países atendia a essas demandas … Havia sido instituído uma pesada multa a quem não respeitasse esta regra … Me diga se alguém pagou alguma coisa …

Foram dando tempo para que os países se “enquadrassem” nos padrões desejados, mas o tempo foi passando e passando e nada …

Quem deve pagar o pato ?

A Alemanha deve continuar bancando a festa (com final trágico) dos PIGS ? Ela fez o dever de casa, economizou, foi financeiramente prudente, e claro … aproveitou muito bem a oportunidade que a integração econômica proporcionou. Graças à integração monetária ela pode assumir isoladamente o post de maior, melhor, mais dinâmica economia do bloco. Os concorrentes que ela tinha, antes da junção das moedas, não tinham mais o poder de barganha (estratégias monetárias) que tinham até então.

Este é um dos argumentos que muitos usam para justificar a exigência de que ela banque a conta. Será ? Será que isso justifica a coisa ? Seria mais ou menos como uma família, onde dois irmãos, um muito bem financeiramente educado, e outro que não dava bola para nada, em que depois de passado muito tempo o irmão mais estável financeiramente fosse chamado a honrar os compromissos financeiros do irmão … Justo ?

Ou quem deve arcar com os custos é a própria população local, que querendo ou não, pode aproveitar a época das vacas gordas ? Muitos e muitos benefícios “sociais” foram dados enquanto a grana entrava, mas quem diz que alguém aceita abrir mão deles na hora em que o negócio aperta ?

O buraco é muito mais embaixo … você pode acreditar. A solução não será fácil, muito menos agradável, alguém sairá perdendo (e muito), mas ainda não se sabe exatamente quem. A única coisa que sabemos é que final das contas a população estará em uma condição – muito provavelmente – pior do que a tinham antes do começo desta história. Sim, a população é quem pagará a maior parte desta conta … ou alguém acha que o sistema financeiro arcará com os prejuízos? Nãnaninanão ! Os planos de “resgate” implantados até o momento priorizam justamente este lado da corda, o mais forte …

Muito e muito e muito e muito dinheiro vem sendo injetado na economia local, o BCE deixou de lado os estatutos da criação da comunidade europeia e esta pondo a mão na massa. (quando criada haviam regras que impediam o banco central europeu de agir desta forma) Uma linha de resgate de “alguns” trilhões de dólares foi criada, na tentativa de estancar a hemorragia, mas será que ajudará ? (na semana em que escrevo esta resenha um dos países mais fortes, que integram o fundo de resgate – a França – perdeu pontos em sua nota de crédito, que era Aaa … e isso pode afetar o poder de fogo deste fundo de resgate)

Até onde vai ? Até quando vai ? Isso ninguém sabe … mas acredito que não vá muito longe. Leia este livro, aprenda um pouco mais sobre a história atual, e tire suas próprias conclusões.

O fim do Euro
Nota do Site:
5 Moedas
O fim do Euro
Johan Van OvertveldtEditora: Campus
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 248
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

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Livros ||| Desenhando negócios

Posso dizer que este foi um dos livros mais diferentes dos que li este ano. Posso dizer que o “estilo” deste livro pode ser incluido entre aqueles que abrem nossas mentes e nos fazem pensar, imaginar coisas diferentes das que estamos habituados. (até mesmo porque a parte do “pensar e imaginar” tem ligação direta com a proposta dele, hehehe)

Posso incluí-lo entre livros como “A Cauda Longa: do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho” e “Free: Grátis: O futuro dos preços“, que nos fazem pensar um pouco fora da linha tradicional aqui do Clube, que são os livros de investimentos. Estes são livros que podem te trazer benefícios em todas as suas áreas de atuação, e quem sabe te ajudar a criar aquela Mega Corporação que tanto sonha ? 😉

Mas … ao ler este título “Desenhando negócios“, qual é a primeira coisa que você imagina ? Acredito que deva ser uma coisa parecida com a que eu pensei: “Oba ! Este livro deve abordar uma forma diferente de fazermos o planejamento – a etapa de criação – de um negócio.” Ou você pensou em alguma coisa diferente ? Bom, a verdade é “bem diferente” ! 😀

Este livro aborda exatamente o que diz o título: desenhar negócios. Não entendeu ? Já vou explicar. O autor, Dan Roam, nos apresenta uma arte milenar, acredito eu que de origem desconhecida … A arte do “desenho no guardanapo“. 😀

(não é a toa que o título original do livro seja “The back of napkin” – A volta do guardanapo)

Vai dizer que você nunca fez uso desta técnica avançadíssima de apresentação ? heheeh

O uso de desenhos simples faz parte do acervo de técnicas de apresentação e convencimento de praticamente todos nós. Por menos habitual que seja, o uso de uma caneta e um guardanapo já deve ter feito parte de um almoço entre amigos, ou um papo descontraído no bar. Não ?

E me diga: após feito o desenho (normalmente uma verdadeira obra de arte !), a explicação não se tornou muito mais simples ? A outra parte da conversa não conseguiu entender de uma forma muito mais fácil/rápida o que você tentava falar ? É justamente essa a proposta de “Desenhando negócios” (Campus/Elsevier, 2012): te mostrar de que forma os desenhos simples – para não dizer toscos – são ótimas ferramentas de apresentação.

Mas como ?

São quase 300 páginas … portanto você deve imaginar que é algo impossível de se passar em poucas linhas … quem sabe se eu tivesse desenhado … 😉

Mas “resumidamente” você pode separar toda e qualquer situação/problema em 6 formas de enxergar: Quem/O quê || Quanto || Onde || Quando || Como || Por quê, sendo que cada uma delas têm uma forma de representação característica. O Quem/O quê pode ser representado por um retrato, o Quanto por uma tabela, o Onde por um mapa, o Quando por uma linha do tempo, o Como por um fluxograma e o Por quê em um gráfico com variáveis. Confuso ? Sim … este foi um dos motivos para que esta leitura fosse mais longa que o normal. 🙂

Mas acredite em mim, após a conclusão da leitura tudo passa a fazer sentido e você ganha superpoderes ! Verá que aquela sua última apresentação no PowerPoint de ar-ra-sar era na verdade um belo sonífero … 😀

Lembra daquele ditado “Uma imagem vale mais do que mil palavras” ? É quase por ai … o uso de imagens em sua apresentação, deste tipo de imagens, os “desenhos explicativos”, acabam te trazendo estas mil palavras à sua apresentação, porém elas vêm para você e também para quem a está assistindo.

Vale a compra ?

Vai por mim … se você costuma fazer apresentações, ou se deseja apenas conseguir se fazer entender de uma forma mais simples e clara, este livro é mais do que indicado ! Você nunca mais conseguirá sair de casa sem ter uma caneta em seu bolso. (ou alguma ferramenta digital que te ofereça essa possibilidade)

Desenhando negócios

Nota do Site:
4 Moedas

Desenhando negócios
Autor: Dan Roam

Editora: Campus
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 304
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

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