Clube do Pai Rico
Solicite o seu agora mesmo!

“Sou servidor público e gostaria de ter uma segunda fonte de renda”

Pergunta:

Olá,

Tenho 43 anos, sou funcionário público há 4 e gostaria de ter uma ou se possível duas fontes secundárias de renda – pelo menos enquanto não concluir a minha especialização EAD (que começarei em breve), que me possibilitaria concorrer a cargos bem mais valorizados que o meu atual, para ter um extra para investir e fazer um pé-de-meia, e/ou para algum desejo/sonho mesmo. Não gostaria de deixar isso ao acaso ou deixar a necessidade apertar pra \”me mexer\” (90% dos casos que se ouve falar, acontece assim).

Você teria algum dica nesse sentido, considerando inclusive as amarras legais no meu caso? (para outros rendimentos).

Grato pela atenção.

Resposta:

Bom dia Fabio,

Quais são as “amarras” que você está sujeito ? Você é impedido de gerenciar uma empresa, ou teria alguma outra barreira ?

Você poderia abrir a empresa em sociedade com sua esposa e ela tocar o negócio enquanto você exerce sua função. Isso é bem comum de se ver … Ou existiria algum outro impedimento específico para o seu caso ?

Uma ideia seria a criação de um ativo digital, que não exigira tanto do seu tempo, permitindo que você mantenha sua atividade principal ativa. O post foi o “Zé, como você fez para criar os seus ativos digitais ? Como criou os seus cursos ?

A meu ver, o campo é promissor e ainda existe MUITO espaço para expansão. Como falei no post, existem cursos que te ajudam a encontrar um nicho de mercado para atuar, se esse for um problema para você. 😉

Eu prefiro atuar diretamente na criação de produtos nesta área. Isso me dá muito mais liberdade e independência. Por quê digo isso ? Vejo muitos cursos “pregando” as maravilhas de se tornar um afiliado e como isso é poderoso e rentável. Essa não é a minha praia … Está ficando parecido com um “MMN 2.0”, sabe ? Onde as pessoas não entram num processo de vendas por conta do produto, mas sim apenas por conta da venda e indicação …

Nesta área também existem muitos cursos, falei sobre eles aqui: Um curso que fala como fiquei rico … vendendo este curso sobre como ficar rico

Como disse … Prefiro criar o meu próprio produto. O trabalho será praticamente o mesmo e é seu. 😀

Não, não sou contra o afiliados … Eles ajudam MUITO os produtores a expandir seu mercado, atingindo clientes que estão “muito distantes” e fazendo crescer seus negócios. Mas tenho certeza que você entendeu o meu ponto de vista. 😉

Até mesmo porque sou afiliado de alguns produtores, indico os produtos que gostei e que acredito que as pessoas que me acompanham poderiam se beneficiar do conteúdo.

Por exemplo, para uma segunda fonte de renda eu poderia te indicar o investimento em imóveis de aluguel. E poderia te fazer isso através de um produto que sou afiliado. 🙂

Não, não indicarei que você compre um imóvel para alugar. Não ao menos nesse momento … afinal não é a minha praia e eu não tenho muita intimidade com isso. Mas existe uma ferramenta que é negociada em Bolsa e que tem a mesma proposta !!

Conhece os Fundos de Investimento Imobiliário ? Pois então … são ativos negociados em Bolsa que te permitem investir em diversos tipos de imóveis, das mais variadas funções, com apenas um pequeno percentual do valor de um imóvel “de verdade”. Se for do seu interesse, confira aqui o curso “Fundos Imobiliários 2.0“.

Através dos FIIs você teria acesso ao rendimento do aluguel de um imóvel, sem ter a necessidade de possuir um. Melhor: sem precisar ter o valor para comprar um “inteiro”, podendo ter apenas parte de um.

E convenhamos … investir em imóveis, para obter uma renda extra através do aluguel, é algo que já está enraizado na cultura do brasileiro. Não é mesmo ? 😉

Então, hoje, eu lhe indicaria a criação de um ativo digital e o investimento em imóveis para aluguel, através de FIIs, como fontes de renda extra/alternativa. A primeira necessitando um pequeno (de verdade) desembolso para se começar, enquanto o segundo precisaria de um valor “um pouco” maior …

Sim … para que você tenha um empreendimento digital é preciso que você tenha uma série de gastos. Abordarei isso em detalhes num post que estou preparando e que será publicado em breve.

Mas eu gostaria de aproveitar a oportunidade para pedir a você, leitor do Clube, a sua sugestão de renda extra para o Fabio. Se puder, uma com baixa necessidade de capital para investimento e outra que ele seja necessário. 😀

Espero ter te ajudado. 😉

Abraços !

Dívidas … Dívidas … e mais Dívidas. Só que não tenho $$$ para pagá-las … O que faço ?

Pergunta:

Bom dia, Zé e colegas!
Ótimas dicas!!
Mas tenho algumas “dúvidas” para “acrescentar”:
Imagine o caso do Wemer acima e acrescente a seguinte situação: considerando, além da grande quantidade e valores dos empréstimos consignados comprometendo a renda, um restante que NÃO é possível cobrir os gastos fixos e variáveis do mês, ou seja, um orçamento doméstico deficitário..
como sair dessa?
como fazer para “sobrar” os “R$ 453,00” ou um valor diferente?
como começar a constituir o colchão de segurança?
como começar a constituir o fundo de recuperação?
É o meu caso, uma situação meio desesperadora.. ;(

Abraços!

Resposta:

Bom dia “JGO”, tudo certo ?

Uma situação parecida com a apresentada no post “A bola de neve das dívidas só aumenta !! Como me livrar dela ?“, só que sem a parte onde há sobra de capital a ser destinada à quitação das dívidas ? Realmente … uma situação BEM complicada. 🙁

Começo a “resposta” repetindo o que já disse em (muitas) outras oportunidades: não existe fórmula mágica !!

Partindo deste princípio, só nos restam duas alternativas … Ou você corta gastos, a ponto de tornar o seu orçamento superavitário, ou aumenta suas fontes de renda, para chegar ao mesmo objetivo. Ou reduz os gastos, ou aumento a receita. Simples e direto assim.

Infelizmente não existe outra forma de encontrar uma solução para o seu problema. Sorry !!

Mas além de cortar gastos propriamente ditos, é preciso também analisar as coisas que se têm, se estão de acordo com a sua situação. Quer um exemplo ? Possui um automóvel ? Ou dois ? Muitos não se dão conta do custo de um segundo carro … Falei sobre isso no post “Pense: você precisa, MESMO, de um 2º carro ?

Não sei se você tem um segundo carro, ou se até mesmo possui um carro … Mas se possuir um segundo carro, você precisa, neste momento, se LIVRAR dele. Com isso reduz as despesas e a grana obtida com a venda servirá para quitar alguns dos consignados citados.

Não possui um segundo, mas possui um carro ? Olha … Se eu fosse você, consideraria com MUITA atenção a possibilidade de vendê-lo. Exatamente pelo mesmo motivo: redução de despesas e o uso da grana obtida para quitação de dívidas.

O momento é delicado, você não tem outra fonte de renda, e precisa diminuir o saldo das dívidas que mina seu orçamento a cada dia.

É uma decisão difícil ? É. Muito. Mas é uma decisão difícil que PRECISA ser tomada. 🙁

As coisas serão mais difíceis por não ter um carro ? Provavelmente sim … Mas será ainda mais difícil por ter um orçamento que vai sendo piorado a cada dia que passa.

Você ainda paga prestação do financiamento do carro ? Melhor ainda ! Você cortará as despesas em “dobro” ! 🙂

Além disso, outros pontos do seu orçamento precisarão ser revistos …

Faz academia ? Saia dela. Faz curso de idiomas ? Adeus. Costuma sair para comer fora ? Deixe para outra hora. Cinema ? Veja os filmes em casa. Festas ? Shows ? Não, agora não é a hora disso …

Como disse, o momento é diferente do “normal”, portanto medidas fora do normal precisão ser adotadas. Já leu o post “Fez errado … ? Então pague o preço !!” ?

Além de diminuir os gastos ao máximo, você também pode/precisa ampliar as entradas do seu orçamento.

Sei que é difícil aumentar o seu salário de uma hora pra outra … Mas e conseguir um segundo trabalho fora de hora ? A reforma trabalhista (aquela que tantos xingam …) permite e ajuda neste sentido. Qualquer valor extra será de grande serventia neste momento.

Sábados … Domingos … Feriados … De noite …

É, não será fácil. Mas quem disse que seria ?

Para se alterar uma situação complicada, é preciso que façamos coisas diferentes das que estamos habituados. Se foi o ritmo atual, o padrão de vida atual, as coisas que são feitas hoje, que te levaram à situação financeira atual, como você imaginaria ser possível sair dela mantendo as mesmas atitudes ?

Impossível … Concorda ?

Repetindo: não existe fórmula mágica. Você precisa diminuir os gastos, ou aumentar a renda. Ou o melhor dos mundos: diminuir os gastos EEEEEE aumentar a receita. 😉

Mas me diga, qual será a sua primeira atitude, a ser tomada neste instante, para melhorar esse cenário ?

Conte conosco para o que for preciso. (e possível, hehehe)

Espero ter te ajudado. 😀

Abraços !

A bola de neve das dívidas só aumenta !! Como me livrar dela ?

Pergunta:

Olá, bom quero uma luz a respeito da situação que enfrento, sou funcionário público, renda de 7300,00, emprestimos pessoais descontados em folha, alguns com 96 parcelas, outros com 85, mas todos acima de 80 parcelas, totalizando exatos 3977,52; o que me sobra (3322,48) consigo manter a casa, água e luz, telefone,ainda prestação do carro e renegociação de cartão de crédito, mais os gastos com filhos etc, totalizando 3312,00, o que da pra reduzir seria o valor de 453,00; como faço um colchão de segurança? Pego estes 453,00 e faço o colchão ou injeto em algum destes contratos para quitar mais rápido? Lembrando que o que tem menos parcelas são 82x. Entra ano e sai ano e a situação não muda, nunca tenho um centavo fim de ano; coisas quebram e tenho que recorrer a emprestimos de novo, eterno ciclo vicioso.

Resposta:

Bom dia Wemer,

Situação complicada … O pior é que a cada dia vejo mais e mais histórias parecidas com a sua. 🙁

Pessoas que ganham um bom salário, mas que acabam tendo problemas de orçamento por conta do “consignado”. (não, não é o consignado o culpado, ele é só a parte visível da coisa, o problema é mais profundo e é relacionado ao controle de gastos propriamente dito)

Mas isso não isenta a “indústria” do consignado não. Por quê ? Simples: existe uma “regra” que restringe a liberação de crédito para nós, PF, ao equivalente a 30% dos ganhos. O que no seu caso seria equivalente a R$2.200,00 …

É … o limite da soma das parcelas de empréstimos (e aqui entraria o financiamento imobiliário, o crédito pessoal/consignado, financiamento de carros, etc) era para ser equivalente a 30% do que a pessoa ganha. Não mais do que isso, justamente para evitar o efeito bola de neve. Mas como você mesmo sente na pele, a “regra” é muitas vezes ignorada. Você está quase com o dobro do que era para ser o seu limite ! 😯

Mas vamos nos focar no seu caso, o que fazer para melhorar a sua situação ?

Já adianto que será necessário realizarmos um trabalho de formiguinha … Algo lento e gradual. Ok ?

Você disse que conseguiria reservar R$453 todos os meses para abatimento da dívida/formação do colchão de segurança. Correto ?

Partindo do princípio que este valor não é suficiente para quitar nenhuma das dívidas, apenas abater parcelas que vencerão no futuro, precisaremos adotar uma estratégia específica para ir diminuindo o problema. Precisamos cortar o mal pela raiz. 😉

Primeiro de tudo: o colchão de segurança deverá ser usado somente para EMERGÊNCIAS. Ok ? E emergência, é emergência mesmo …

Você pegará estes R$453 e destinará o valor para um investimento seguro e de boa liquidez. Você poderá usar o Tesouro SELIC ou um CDB que pague perto de 100% do CDI. Se não encontra um CDB nestas condições, destine o valor para o Tesouro SELIC. Este valor será a sua reserva de emergência e servirá para cobrir os gastos imprevistos e que não podem ser adiados. Nada de viagens ou comprar supérfluos neste momento …

Todo e qualquer valor extra que for obtido neste momento deverá ser destinado para esse investimento. É ele que te trará segurança, é ele que te ajudará a impedir que a bola de neve seja realimentada a cada nova necessidade de dinheiro. Mas lembre-se: esse dinheiro deverá ser gasto apenas com o que for essencial !!!

O ideal é que você consiga acumular algo próximo a R$5 mil neste investimento. Acredito que o valor seja mais do que suficiente para cobrir o tipo de “emergências” que você se refere em seu questionamento.

Depois de ter atingido o montante que servirá de proteção em situações emergenciais (sim, a repetição é proposital), você deverá começar a destinar o valor para o abatimento das dívidas. Comece pelo cartão de crédito, pois a taxa cobrada de juros pelo atraso de seu pagamento é uma das mais altas do mercado. Depois do cartão direcione o capital para o adiantamento das últimas parcelas do empréstimo consignado, se isso for possível … Digo “possível” pois alguns empréstimos não permitem que isso seja feito e só aceitam que a dívida seja encerrada por inteiro.

Se for o caso, acumule os R$453 na mesma aplicação que montou o seu colchão de segurança (mas lembre-se que um “bolo” é do colchão e o outro é para a quitação das dívidas) até que esta nova acumulação atinja o valor necessário para quitar uma das dívidas existentes. Chamemos esta nova acumulação de “fundo de recuperação”. Vá repetindo o processo até que todas sejam encerradas. 🙂

Como disse, é um trabalho de formiguinha e que leva tempo, esforço e dedicação. Nesse meio tempo você provavelmente precisará usar o dinheiro do colchão … Use apenas para as emergências e reponha o dinheiro o mais rápido possível !

Lembre-se: todo e qualquer dinheiro extra deverá ser destinado para esse fundo de recuperação. 13º, férias, toda e qualquer renda extra deverá ser imediatamente direcionado à quitação das dívidas. Nada de se “presentear”, viajar ou dar um “agradinho” para alguém … Este é um momento delicado e somente com a atitude correta é que você poderá se livrar da bola de neve das dívidas.

Outro ponto importante: mostre para a sua família que a situação é complicada e que todos precisam ajudar. Seja através da diminuição dos gastos ou através da obtenção uma renda extra. E claro … aperte o cinto nos novos gastos.

#1 Montar colchão de segurança
#2 Acumular capital para o fundo de recuperação
#3 Quitar as dívidas existentes
#4 Acumular capital para o fundo de recuperação
#5 Quitar as dívidas existentes
#6 Acumular capital para o fundo de recuperação
#7 Quitar as dívidas existentes

 

Infelizmente não existe mágica para resolver esse tipo de problema. Será um período difícil e complicado. Você provavelmente tentará desistir no meio do caminho … Mas lembre-se: você já sabe como as coisas são na vida atolada de dívidas. Acredite que a vida livre delas é infinitamente melhor e siga firme em seu propósito de voltar a ela. 😉

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !

Vou me separar e não sei onde vou morar !!

Pergunta:

Oiiiii Carlos

Estou quase sem dormir, pq nao sei o q fazerrrrrrrr 🙁

Precisooooooo de uma luzzzz SUA por favor…se vc cobrasse eu pagaria 😀

Estou vendendo minha casa e tenho q dividir metade com meu ex….

Não sei se compro outra, q seria um apartamento, pq é o q o dinheiro dá (mas eu nao gosto de ap 🙁 )
ou alugo, pq queria TESTAR outra região e o apartamento tb,

Enfim

Teria q aplicar o dinheiro pra pagar o aluguel, então teria q ser liguidez diaria e sem imposto certo?

Ai q tá, o q eu faço ????????Compro ou alugo????????

Muitooooo obrigada

Resposta:

Bom dia,

Antes de tudo: calma. 🙂

Sei que esse tipo de decisão é difícil, e que sempre queremos encontrar a resposta o mais rápido possível. O problema é que na maioria das vezes isso só faz com que tomemos uma decisão precipitada e que pode não ser a mais interessante …

Se você gostaria de continuar morando em uma casa, se deseja testar uma outra região, se gostaria de experimentar como é morar em um apartamento … Por que não faz exatamente isso ? 😀

Sim, acredito que neste momento o ideal seja realmente o aluguel. Desta forma você não precisa ficar sem dormir, por medo de tomar a decisão errada, e ao mesmo tempo faz os testes que tanto quer. 😉

Você não é obrigada a tomar uma decisão tão importante quanto a da compra de um imóvel em um momento tumultuado como deve estar sendo o momento atual para você. Já tens outras preocupações em mente … Por que complicar ainda mais as coisas ?

Alugue um imóvel, do tamanho que considera como sendo o ideal para você. Em uma região que gostaria de morar, que gostaria de conhecer. Seja ele uma casa ou um apartamento. Alugue, experimente, e adie a decisão de compra. Ao menos por enquanto. 🙂

Não, você não estará rasgando dinheiro. Encare o valor gasto como sendo um valor de pesquisa. Até mesmo porque é bem provável que o valor que terás em mãos será capaz de gerar um retorno capaz de pagar o aluguel. (se era o suficiente para comprar um imóvel, teoricamente poderia arcar com o aluguel também)

O ideal ideal ideal seria que você colocasse a grana num Tesouro IPCA da vida, pois desta forma teria a garantia de que o dinheiro estaria sendo corrigido pela inflação, mantendo o poder de compra, e ainda te trazendo um rendimento no período. O problema é que ele tem características de renda variável e que podem te trazer prejuízo caso precise encerrar o investimento antes do vencimento do título. 🙁

Portanto … acaba “sobrando” o Tesouro SELIC. Liquidez diária, 100% da SELIC, segurança, etc etc etc.

Rende “pouco” ? Rende … Mas nesse momento é ele quem possui as características necessárias para você levar o seu plano adiante. 😉

Perguntasses se o investimento precisaria ser sem Imposto de Renda. Não, não precisa. Os investimentos isentos de IR normalmente apresentam um desconto na rentabilidade proporcional à isenção. Então é um “melhor” só para inglês ver … (leia: O mito dos investimentos sem Imposto de Renda)

O Tesouro SELIC irá te render algo perto de 0,44% ao mês, e o aluguel de um imóvel residencial gira em torno de 0,25% … 0,3% do valor do imóvel. (ao menos aqui em Floripa a coisa está assim) Então o rendimento será suficiente para arcar com os custos.

Depois do período de experimento concluído, com a cabeça mais tranquila, e as noites de sono em dia, você poderá tomar a decisão sobre a compra com mais calma. E isso é MUITO importante para não meter os pés pelas mãos. 🙂

Espero ter te ajudado. 😉

Abraços !

Uma alternativa mais barata ao Straddle ?

Pergunta:

Olá, Zé.

Estava pensando na estratégia straddle. Não seria mais barato comprar uma quantidade menor de call ao invés de comprar call e put? No fim a perda maxima seria o preço do call, mas o custo da operação seria menor. Pensando em utilizar uma menor porcentagem do capital. Acho que somente pode testar pq tem os dados do seu straddle.

Abçs,

Resposta:

Bom dia Ralph,

Acredito que esteja ocorrendo alguma confusão em relação ao funcionamento do Straddle e sua finalidade. Mas vamos retomar o assunto e acabar com as possíveis dúvidas de uma vez por todas. 😉

O Straddle tem um comportamento específico, ele é montado em determinadas situações onde não existe a certeza de para onde o papel vai, apenas que ele vai. Ou traduzindo: não sabemos se a ação vai subir ou cair, apenas de que ela vai apresentar uma variação na cotação.

Não é uma operação que visa um alvo específico, tanto em termos de distância a ser percorrida, bem como a direção que será tomada.

Ela é indicada para momentos específicos (ao menos é desta forma que eu faço uso dela, hehehe), como: divulgação de resultados trimestrais, eleições, julgamentos de ex-presidentes que passaram a mão no patrimônio público … Ou seja, momentos onde é 8 ou 80. Que tanto pode ser para cima ou para baixo.

O último você acompanhou, foi o do julgamento do mullalá. O resultado dele foi sensacional: 20,41% ! Se ainda não leu o post onde apresento o ocorrido em detalhes, veja aqui.

Mas por que isso ocorre ?

O motivo para o Straddle poder tirar proveito de ambas as direções é simples: você faz a compra de uma opção do tipo CALL e outra do tipo PUT. A CALL se valoriza com a alta da ação subjacente, enquanto a PUT se valoriza com a queda dela. Graças às características básicas das opções, o movimento traz consequências diferentes para cada uma das opções. Em caso de alta a CALL sobe mais do que a PUT cai. Em caso de queda a PUT sobe mais do que a CALL cai.

Neste post eu explico o Straddle de forma mais detalhada. 😉

Portanto a ideia com esse tipo de operação é poder tirar proveito da direção que vier, e não mirar em uma específica.

Voltado à sua dúvida …

Se fizermos o que você sugeriu, comprando apenas uma menor quantidade de CALL, ao invés de CALL e PUT, estaríamos direcionando a operação única e exclusivamente para uma direção. Estaríamos mirando e objetivando somente a alta do papel.

Sim, o valor gasto seria menor. Seria menor pois não precisaríamos comprar a PUT e ainda teríamos comprado uma menor quantidade de CALL. Mas dessa forma o lucro com a operação surgiria apenas no caso de vermos a ação mãe subindo. E subindo com força …

Se ao invés da alta tivéssemos visto uma queda da ação, a operação que você sugeriu se tornaria um prejuízo. Como você bem lembro, um prejuízo limitado ao valor gasto com a aquisição das CALL. 🙂

Já o Straddle padrão, caso tivéssemos tido uma queda, ao invés da alta galopante que vimos, também teria apresentado lucro ! Na mesma intensidade ? Não sei … Pode ser que sim … Pode ser que não … Mas também teria sido lucrativa. 😉

A única forma da operação não sair lucrativa é no caso de vermos um movimento muito fraco para qualquer uma das direções. Se fosse uma pequena alta, uma pequena queda, ou a estabilidade propriamente dita, o Straddle apresentaria um prejuízo com o “emagrecimento” das opções adquiridas.

Seguindo a tua sugestão, de que forma poderíamos montar uma operação com estas características – tirando proveito de ambas as possíveis direções – sem gastar “muito” ?

Existem duas possibilidades:

#1 – Você compraria uma menor quantidade de opções CALL e PUT

Se não quer arriscar muito, compre 500 opções ao invés de 1.000 de cada. Diminuindo a quantidade de opções adquiridas você diminuiria o capital investido e consequentemente o tamanho do possível rombo.

Claro que dessa forma diminuiria também o possível retorno a ser obtido com a operação … 😉

#2 – Ao invés de um Straddle monte um Strangle

A diferença entre as duas é uma só: straddle usa opções ATM, enquanto o strangle usa OTM. Simples assim. 😀

Desta forma o seu custo para montar a operação é menor do que o da operação padrão, mas em contrapartida precisa que o movimento visto seja de maior intensidade para que o “mesmo” resultado seja obtido.

No caso do dia 24 eu dei preferência para o strangle. 🙂

Motivo ? As opções ATM estavam obesas e isso, além de encarecer a operação, tornaria o resultado duvidoso … No post onde apresento o resultado da operação detalho isso direitinho. 😉

Portanto … a tua sugestão de operação não apresentaria as características necessárias para que pudéssemos tirar proveito da ocasião em sua plenitude. Ela objetivaria uma direção específica e tiraria a principal função do straddle que é a de se aproveitar de ambas possíveis direções.

Aproveito para te fazer um convite: conheça o Double PUT Double CALL, o curso onde apresento a minha estratégia operacional (straddle incluído !) e te ensino a usar as Opções de forma segura e que venha a te possibilitar um retorno recorrente.

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !