Clube do Pai Rico
Solicite o seu agora mesmo!

“Me impuseram uma taxa de manutenção porque contratei um empréstimo pessoal …”

Pergunta:

Olá!

Há mais ou menos 6 anos venho conseguindo isenção dessas taxas de pacotes no banco por ter pouquíssima movimentação na conta. A cada 3 meses preciso voltar na agência para renovar o cadastro.. Hoje fui ao banco para renovar e a pessoa que me atendeu informou que o banco não pode me isentar mais dessa taxa, por eu ter feito um empréstimo pessoal há 3 meses, mesmo tendo pouca movimentação na conta. Já estou pagando juros sobre o valor do empréstimo e gostaria de saber se sou obrigada a pagar a taxa de pacote mensal por motivo do empréstimo.

Obrigada.

Resposta:

Bom dia,

Você vem indo na agência, de 3 em 3 meses, nos últimos 6 anos somente para fazer a renovação da sua isenção da taxa de manutenção de conta ?! 😯

Acho que temos uma nova merecedora do título de “A pessoa mais paciente do Mundo” ! 🙂

Antes de tudo: meus parabéns ! Eu não teria conseguido permanecer tão fiel neste propósito, pois ir à uma agência bancária 24 vezes (enfrentando filas e sistemas fora do ar) apenas para conseguir a isenção da taxa é tarefa árdua !

Mas uma coisa não ficou clara na sua mensagem … Você conseguia esta isenção da taxa apenas pela solicitação pura e simples ? Você chegava lá e falava: “Oi, tudo bem ? Lembra da minha voz ? Continua a mesma … Já a isenção da taxa …“, ou tinha algum outro tipo de acerto com o(a) gerente ou o Banco ?

Por exemplo: você tinha uma conta universitária, passou para uma normal e conseguiu manter a isenção ? Ou era uma conta salário ? Sim, quase todos os bancos dão isenção para estes dois tipos de conta … Ou você foi lá, solicitou uma conta do tipo serviços essenciais e te empurraram essa burocracia toda de renovar a cada 3 meses, na tentativa de te fazer desistir da gratuidade ?

Se era por causa da conta universitária: parabéns por conseguir convencer o Banco a manter a gratuidade. 🙂

Se era por causa da conta do tipo serviços essenciais … lamento te informar mas estavam mesmo querendo fazer com que você desistisse. 🙁

Uma outra dúvida: eles não te cobravam nada por esta “renovação/atualização de cadastro”, né ? É … antigamente os bancos mordiam a conta dos clientes usando essa desculpa esfarrapada. Depois o BC os proibiu de fazer isso.

Mesmo sem saber exatamente qual é o seu caso, vamos tentar encontrar uma solução para esse problema ? 😉

Continue lendo …

Vender a casa onde mora, investir a grana e viver de aluguel com parte do rendimento. É possível ?

Pergunta:

ZÉ!

Tenho uma casa onde moro, mas terei de vender, problemas com vizinhos barulhentos.

Pergunto:

Será que poderia vende-la no valor de R$350,000,00 e pegar esse montante colocar numa renda fixa, e com os juros pagar o aluguel de R$1000,00 por mês e ainda colocar o restante no bolsa, já tenho uma aplicação em tesouro direto com juros semestrais, e em LCI ou precisaria de uma aplicação que rende se juros ao mês.

Senão pago à vista um ano adiantado do meu bolso o aluguel e aguardo vir o montante no semestre.

Ou terei de comprar outra casa com esse valor.

Resposta:

Bom dia Vinícius,

Caramba ! Só fico imaginando quão barulhentos eles são a ponto de você decidir vender a casa e se mudar para uma outra !! 😯

Sobre o teu questionamento: sim ! Você pode vender seu imóvel, aplicar o valor obtido na negociação num investimento de renda fixa e passar a viver de aluguel em um imóvel que tenha um custo mensal de R$1.000,00. Esta é a “beleza” de um momento onde temos valores desequilibrados para os alugueis.

Consegue perceber que R$1.000,00 equivalem a apenas 0,3% do valor do valor da venda ? Pois então … Aqui em Floripa (ao menos aqui …) os alugueis vêm girando em torno de 0,25%~0,3% do valor do imóvel. Então é bem provável que você consiga encontrar um de padrão semelhante ao seu. Até pouco tempo atrás esse valor era mais próximo dos 0,5% do valor do imóvel. 😉

Onde obter os 0,3% ao mês ?

Em praticamente todo e qualquer investimento de renda fixa. 😀

Com a taxa de juros nos 14% ao ano, qualquer investimento que proporcione perto de 100% do CDI (para os que pagam IR) – ou 85% no caso dos isentos (LCI, LCA), te proporcionará o rendimento necessário para atender a essa exigência.

O problema é que você corre o risco de ver o seu capital começar a ser “dilapidado” pela inflação … 🙁

Enquanto a SELIC está na faixa dos 14%, tudo muito bem. Obrigado. O problema é quando ela começar a se aproximar dos 10% … Ou menos.

Continue lendo …

Como funciona a portabilidade para previdência privada ?

Pergunta:

Tenho Brasilprev, porém não estou gostando nada da rentabilidade, queria trocar para Icatu e Previdência assert verde, o que faço??

Resposta:

Bom dia,

Solicite a portabilidade do seu plano de previdência privada ! 🙂

Sim, simples e rápido. 😉

Claro … você precisará tomar algumas precauções e respeitar algumas normas que regem esse tipo de mudança. Mas fique tranquilo, não é nada de outro mundo.

A mais importante de todas é: se você tem um PGBL, só poderá migrar para um outro PGBL. Se tem um VGBL, só para outro VGBL. Você pode “transitar” entre instituições, porém o segmento da previdência precisa ser o mesmo.

Ok … você até poderia escolher migrar de PGBL para um VGBL (e vice versa), mas para isso precisaria proceder da forma tradicional: sacar a grana da previdência privada – pagando o IR proporcional ao plano e o período da aplicação – e abrir uma nova previdência em outro lugar. A portabilidade só serve para “mudanças entre iguais” justamente para permitir que o usuário possa mudar de prestador de serviço quando não se sentir satisfeito. Seja por causa das taxas cobradas pelo atual prestador, ou por conta da rentabilidade gerada.

Um dos pontos mais interessantes é que você pode mudar quantas vezes quiser, desde que respeitado o prazo mínimo de 60 dias de permanência. Após esse prazo você está livre para uma nova mudança.

O mais comum é mudar por causa das taxas cobradas. Uma das que mais incomoda os usuários é a amada taxa de carregamento, cobrada por algumas instituições e por outras não. Se o que não vem lhe agradando é somente a rentabilidade em si, você pode solicitar uma portabilidade interna, que nada mais é do que a mudança entre planos da própria instituição que já lhe fornece o serviço.

A grande vantagem da portabilidade externa, a que você muda para uma nova instituição e que parece ser a que mais lhe interessa, é que você está totalmente isento da incidência do Imposto de Renda e da cobrança da taxa de carregamento no plano de destino. 🙂

Continue lendo …

É um bom negócio abrir uma factoring ?

Pergunta:

Abrir uma empresa Factoring, é um bom negócio?

 

Resposta:

Bom dia Cesar,

Se eu acho que abrir uma empresa de factoring é um bom negócio ? Olha … vamos pensar juntos e olhar pelo lado da necessidade do serviço e da oportunidade de negócio ? 😉

Como é bem sabido por todos, o Brasil enfrenta uma grave deficiência na área do crédito praticamente desde sempre. Seja por conta das altas taxas de juros aplicadas por quem oferece as linhas de crédito, ou por causa da “mão fechada” na hora de escolher quem pode ou não pode obter crédito.

É um item de extrema necessidade para qualquer país que deseja (e precisa !) crescer. E como sabemos … não é algo que tenhamos no Brasil. Não ao menos do jeito que gostaríamos que fosse. Não do jeito que precisamos que seja. 🙁

Em muitas situações, conseguir uma linha de crédito é tão difícil quanto ganhar na loteria.

Ok … existem linhas oferecidas por órgãos estatais (leia este livro que pode lhe ajudar com isso) e que deveriam ser de fácil acesso para todos. Mas, que nas mãos do povo lá de cima, acaba sendo usado como ferramenta política. Somente os amigos do rei conseguem acesso. Ou então, através de formas não tão corretas …

Mas voltemos à factoring. A área de atuação deste tipo de negócio não é justamente esse ? Oferecer crédito para empresas que precisam dele ? Se existe uma deficiência no mercado, não seria uma boa oportunidade de negócio ? BINGO ! 😉

Sim, eu acredito que seja uma boa oportunidade. Claro, como toda oportunidade, tem seus riscos. Cabe ao interessado analisar o mercado onde pretende atuar (a região), os potenciais clientes, as formas conhecidas de se proteger contra os golpes que costumam ser aplicados, etc etc etc.

Continue lendo …

Pago minhas dívidas ou uso o dinheiro para investir ?

Pergunta:

Olá,
tenho 26 anos e depois de 5 anos morando sozinha e ganhando bem voltei a morar com meus pais pois fiquei desempregada e as dívidas só foram se acumulando, já que não investi em nada nesse período.

Hoje trabalho no comercio, ganho 1000,00 reais por mês, e separei 200,00 reais esse mês, mas não sei onde investir. Tenho uma divida no banco de +ou- 8000,00, uso esse dinheiro para pagar a divida ou invisto? E qual a melhor forma de aplicar esse valor? (ou um pouco mais, visto que ainda não fiz grandes cortes no meu orçamento).

Desde já obrigada pelo excelente blog e por todo conhecimento que podemos tirar dele.

Resposta:

Bom dia Loirys,

Situação complicada, e que vejo se tornando muito frequente nos últimos tempos. 🙁

A situação está bem apertada para muita gente, e o caminho de volta para a casa dos pais acaba sendo uma das alternativas mais “tranquilas” e seguras a se escolher. O motivo do “tranquila” nem precisa de muita explicação, não é mesmo ? 😉

Uma dúvida MUITO importante a sua. Quitar parte da dívida ou investir … Para muitos a resposta é imediata. Para outros é preciso um pouco de reflexão. A resposta instantânea é: abata a dívida !

Por que abater a dívida ? Simples: a taxa de juros atrelada a ela (ou elas) é, na grande maioria das vezes, muito superior a de qualquer tipo de investimento que esteja disponível para nós investidores comuns. Portanto, se você não usar esse dinheiro que sobrou para quitar parte dela, verá o valor da dívida aumentar e aumentar.

– “Ah, mas pelo menos estarei investindo … e meu dinheiro também crescerá !“. Sim, crescerá. O problema é que crescerá num ritmo MUITO mais lento que o da dívida. Não existe muita lógica nisso …

Continue lendo …