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O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ? (XIV)

É amigos … está chegando ao fim … este é o penúltimo texto da série … 🙁

Os que acompanham o “Como o Zé ganha na Bolsa ?” mais de perto devem ter percebido um hiato entre o último post e esse. Afinal esta é uma série semanal, não é mesmo ? Mas o atraso teve um “bom” motivo: Estava em dúvida se o que vou falar hoje deveria ser detalhado, nos mínimos detalhes, ou se deveria apresentar literalmente o que eu faço. Por quê ? Porque hoje falarei sobre opções. Quem venceu ? Acredito que vocês. 😉

Não irei detalhar o que são as opções, como elas funcionam, pra que servem … o assunto é extenso, é complexo ( ou você acha que elas dão tanto dinheiro à toa ? ) e tenho a certeza de que deixaria algo de fora. Portanto, para que a “lição” de hoje seja entendida completamente, solicito a todos que façam a leitura de um dos seguintes livros: Investindo no Mercado de Opções e Opções: do Tradicional ao Exótico. São dois ótimos livros, bem completos e valem cada centavo. LEIAM ! 🙂

Como eu uso as opções ?

De várias maneiras: opções à seco, venda coberta, venda coberta com rolagem.

Cada uma destas operações tem uma particularidade ( uso em determinados momentos ), depende do que o mercado está apresentado para mim, depende do que ele está me oferecendo. As duas primeiras podem ser feitas tanto para o curto e o longo prazo, já a rolagem é visando mais o longo prazo.

1- Opções à seco

A forma mais conhecida de se operar com opções, e infelizmente a mais perigosa … não importa se for na compra ou na venda, a oportunidade de lucros é fantástica, e claro que junto vem a chance de perda.

Opero tanto na compra quanto na venda, sempre com lotes pequenos, normalmente 5.000 ou 10.000 opções. Por quê ? Para ter maior controle sobre o stop. Quando uso o lote de 5.000 a cada R$ 0,10 o bolo aumenta ou diminui R$ 500,00, no de 10.000 R$ 1.000,00. E tenha a certeza de que não usar stop com opções é o primeiro passo – e normalmente o final – para perder todo o dinheiro aplicado …

Costumo operar somente com opções da Vale e da Petro, normalmente as ATM por andarem “juntas” com as ações. Escolhi estas por operar no curto prazo, normalmente intraday. Se fosse operar visando o longo, seria diferente. 🙂

É aqui que a alavancagem das opções fala mais alto, afinal posso ganhar “a mesma coisa” usando R$ 5.000,00 ao invés de R$ 200.000,00 … qual será que vale mais a pena ? 😉

2- Venda coberta

Começou a se tornar uma operação mais popular nos últimos tempos, com as PF montando suas carteiras de longo prazo. Elas são um “extra”, pois se bem operado você consegue aumentar – e muito – o rendimento de sua carteira, incluindo um mínimo de risco extra.

As estratégias para essa forma de operação são muitas. Alguns investidores lançam a ATM no 1º dia do exercício, se forem exercidos recompram o que o dinheiro permitir e já vendem a próxima série. Outros preferem lançar as OTM, o mais distantes possível. Se está R$ 40,00 lançam a 44 ou 46, torcendo para que não chegue lá – ao menos naquele exercício.

Outros – onde me incluo – fazem o lançamento quando houver uma sinalização gráfica. Vão operando conforme as ondas permitem … vendem quando há o sinal de venda, e recompram no sinal inverso. Claro que ainda existem os que têm um ganho pré estabelecido como alvo, chegando lá zeram a posição e aguardam novo sinal de venda.

O risco nesse tipo de operação é pequeno, ainda mais para quem realmente deseja ter uma carteira e carregar no longo prazo. O maior risco é somente no caso de acontecer uma disparada nas cotações … mas de qualquer forma é um risco pequeno.

3- Venda coberta com rolagem

Essa já é famosa aqui no site. 🙂

Quem ainda não leu o texto “Renda Fixa com opções” ? Se for o seu caso, leia agora mesmo. (hehehe)

A operação é praticamente a apresentada no item 2, só que ao invés de zerar a posição vendida ( ou deixar ela virar pó ) você rola a posição para o mês seguinte. Ideal para momentos onde o mercado – ou a ação – encontra-se de lado. Claro que você não tem como prever como estará daqui a alguns meses … mas você me entendeu. 😉

Caso seja impossível fazer a rolagem, ou o valor da rolagem estiver muito baixo, é só deixar que te exerçam ! Isso normalmente só acontecerá quando as cotações tiverem subido bastante … digamos, você montado na 40 e as cotações na região dos 46 … mas como você poderá ler no texto indicado, fiz durante um bom tempo e deu tudo certo.

Viu … nada demais …

Estas são as 3 formas que costumo usar as opções. Tenho usado bastante, praticamente não opero mais ações “sozinhas”. E o melhor, posso usar duas dessas operações em conjunto sem problemas … por exemplo, lanço opções cobertas – ou com rolagem – e com o dinheiro obtido faço operações a seco. Sim, é meio contraditório … vender aqui e comprar lá … mas acredite, é possível.

Além dessas 3 formas existem muitas outras, muitas mesmo ( nos dois livros indicados existem mais detalhes sobre elas ), mas infelizmente a grande maioria se deixa levar pela forma mais arriscada – e claro a de maior alavancagem, que são as operações à seco. Mas nada que uma pitadinha de Educação Financeira não possa mudar. 😉

Abraços ! E acompanhem semanalmente a série. Aconselho a todos que assinem o Feed RSS e o Twitter, pois desta forma serão sempre avisados quando um novo texto for publicado.

Outros textos desta série:

Um resumão de tudo o que já passei

Não sabendo de nada, segui os outros …

A minha escolha: Análise Gráfica !

STOP !!

Um estranho no ninho

Suportes e Resistências

Candlestick

Volume

Médias Móveis

Fibonacci

IFR

Bollinger Bands

Alavancagem