Clube do Pai Rico

Solicite o seu agora mesmo!

Capital Externo na Bolsa

Dia 25 de setembro de 2015:
Entrada de R$ 8,918 milhões

Acumulado do mês de setembro de 2015 (até o dia 25):
– R$ 196,319 milhões

No ano de 2015, o saldo está positivo em de R$ 17,462 bilhões.

Pergunte ao Pai Rico ||| 385

Pergunta:

Bom dia,

Tenho acompanhado o blog a algum tempo, porém nunca tive confiança para aplicar na bolsa. Até alguns dias atrás tinha meu colchão de segurança, que foi utilizado para dar entrada em um apartamento, o qual adquiri para investimento futuro. Estou refazendo o meu colchão, tenho também algum valor aplicado em Títulos Públicos prefixados. Porém quero começar a aplicar na bolsa e gostaria de indicação de alguns livros para iniciantes.

Resposta:

Bom dia Fernando,

Eu sei que este não é o ponto principal da sua dúvida … Mas eu não podia deixar de falar de uma parte do teu relato que acabou chamando, muito, a minha atenção: “usei meu colchão de segurança para dar entrada em um apartamento, para investimento“. 🙁

O colchão de segurança deve ser usado apenas em casos de emergência ! Por mais que uma oportunidade de investido, imperdível, surja em sua frente, o dinheiro dele não pode ser usado para isso … Para este tipo de situação, você deve usar o dinheiro de seus investimentos. 😉

Pense no seguinte cenário: você usa o dinheiro do seu colchão para dar a entrada num imóvel. 2 meses depois disso, acontece um problema na empresa em que você trabalha e eles cortam parte da equipe. Você faz parte do grupo.

Como fará agora ? Em 2 meses você não teve tempo suficiente para reconstruir seu colchão. Eu sei que você terá direito ao FGTS, a valores em caráter de “reparação” pela demissão, etc etc etc. Mas o que acontece se ficar um período mais prolongado sem encontrar um emprego ? O que me leva a uma pergunta: terá mesmo direito ao FGTS ? Se tivesse, poderia tê-lo usado na compra do imóvel, não ? (se é que não usou, hehehe)

A finalidade do colchão de segurança é justamente essa: trazer segurança ! Infelizmente o uso para “aproveitar oportunidades imperdíveis” é mais comum do que deveria. E para piorar: são poucos os que conseguem recompô-lo “direito” depois de usá-lo.

Não estou rogando uma praga para você. Não estou te dando um puxão de orelha. Estou apenas chamando a sua atenção – e a de todos os outros que leem esse texto – para um erro comum que pode trazer bastante dor de cabeça.

Ao menos você tem alguma reserva aplicada no Tesouro Direto, em títulos prefixados. 🙂

Por que não usou este dinheiro e não o do colchão ?

É tudo dinheiro do mesmo jeito, eu sei. Mas o fator psicologia fala mais alto neste exemplo. Se você me disser: “Não usei o TD justamente por causa do lado renda variável do prefixado. Usei meu colchão, que será refeito o mais rápido possível. Caso venha a precisar da grana para uma emergência, vou usando o prefixado aos poucos, até a situação normalizar.“, eu prometo que olho o teu caso de um jeito um pouco diferente. 😀

Eu indico que você leia outros posts onde abordei o tema colchão de segurança. É um tema importante e merece um reforço:

Formando o seu colchão de segurança
Colchão de Segurança – Quem precisa de um ?
Devo quitar minhas dívidas ou formar meu colchão de segurança ?
Usar títulos do Tesouro Direto para o colchão de segurança é válido ?

Agora vamos à sua pergunta ? Ufa ! 🙂

Tem dois livros que eu gosto bastante, e que sempre que me perguntam “Tem alguma indicação para quem está começando ?” os indico: Investindo com InteligênciaO Mercado de Ações em 25 Episódios.

Mas lembre-se: só está liberado para investir em bolsa quem já tem o seu colchão de segurança formado … 😉

Espero ter lhe ajudado ! 😀

Abraços !

Aluguel de ações

O estudo acompanhará o desempenho da ITUB4, BBDC4, PETR4 e da VALE5 – carros chefe do Ibovespa. Esta informação poderá ser usada tanto por quem opera na ponta de compra quanto para quem opera na ponta de venda … 😉

Este é um dado que acompanho diariamente, serve para que eu veja o “peso” extra que existe sobre estas ações. Normalmente – veja bem, normalmente … – um aumento na posição alugada pode significar um movimento de queda no papel. E o contrário também é verdadeiro, uma cobertura pode significar um movimento de alta.

Vamos lá !

Comentário: É … fechamos abaixo dos 44.000 pontos. Veremos os 43.000 antes de qualquer possível reação ?

Parece que o imã dos 43k foi ativado e estamos nos dirigindo para lá, sem “controle” algum da situação. Na verdade eu não sei porque coloquei controle entre aspas … Porque a coisa está feia de verdade e o controle é virtualmente zero.

Lembra na semana passada, quando o BC nos encheu de esperanças, dizendo que usaria as reservas internacionais para estancar a sangria do dólar, blá blá blá ? O mercado se assustou, saiu de R$4,24 para R$3,88 em “poucas horas” (de negociação, hehehe), e nos deu a impressão que poderíamos respirar aliviados. Mera ilusão … 🙁

Na própria sexta vimos os R$3,88 ficando para trás. E para reforçar, ontem vimos mais uma arrancada: R$4,08. É … esperança no Brasil só no Criança Esperança mesmo …

Sério. Ou o BC chega esmurrando a mesa de negociações, hoje ou amanhã, ou veremos a cotação escalar até os R$4,50 muito em breve. O Tombini foi lá, falou que apertaria o botão de ativação do arsenal nuclear, trucando o jogo. O adversário foi lá e pediu 6 ! Tombini agora está naquela de que ou é blefe ou é verdade … E não é do adversário que estou falando !

Ibovespa diário 28092015

Vamos ver … Ontem foi o 8º pregão seguido de queda depois daquele doji “lindo” lá no topo. Será que há chances de vermos o “8 to 10 new price low” ? O pregão de quinta-feira passada descaracterizaria um pouco o padrão, mas com aquela sombra toda ? Vai saber …

* Por favor: leiam algum livro sobre candlestick !!

A coisa está feia e nem mais o “tá barato em dólar para os gringos” está colando. Até quando ? Até onde ? 43.000 pontos ? 🙂

Capital Externo na Bolsa

Dia 24 de setembro de 2015:
Saída de R$ 395,261 milhões

Acumulado do mês de setembro de 2015 (até o dia 24):
– R$ 205,237 milhões

No ano de 2015, o saldo está positivo em de R$ 17,453 bilhões.

Zé, por que CDB ao invés de Tesouro Direto ?

Há alguns dias, publiquei um post onde falava sobre a minha atual carteira de investimentos. Várias dúvidas foram surgindo, e na medida do possível fui tentando saná-las. 🙂

Mas uma em especial chamou a atenção e por isso estou escrevendo este post: “Zé, por que você usa um CDB ao invés de investir no Tesouro Direto que paga mais ?” Uma pergunta válida, e que mostra que tem bastante gente ligada nas coisas. 😉

O CDB rende menos do que um título do Tesouro Direto

Este é o principal motivo para a dúvida de muitos existir. Se rende menos, eu não estaria perdendo dinheiro (ou deixando de ganhar, você escolhe a melhor maneira de encarar o fato) ao dar preferência ao CDB ?

E eu te respondo: Sim, estou deixando uma parte do rendimento para trás por causa disso. Simples, sem enrolação, sem mentiras. Mas com uma justificativa que fará com que você entenda o porquê disso: eu preciso que seja assim.

“Mas como assim precisa ? Você precisa perder dinheiro ?”. Não, o que eu preciso é de certas características que somente um CDB poderá me fornecer neste caso. Por exemplo: liquidez diária.

Lembre-se que o CDB está sendo usado como garantia em minhas operações de venda com opções. Ele está lá “preso” na bolsa, para ser usado a qualquer momento, caso a operação precise ser encerrada. Leu ali “a qualquer momento” … ? Se é pra isso, eu não posso usar uma ferramenta de investimento como o Tesouro Direto

Primeiro porque corro o risco de estar em uma janela de negociação (você reparou quantas vezes os negócios com os títulos foram interrompidos na semana passada ?). Graças à altíssima volatilidade dos títulos (a escalada do dólar e a perda da credibilidade fez com que os juros pagos pelos títulos também saltasse), os negócios foram interrompidos praticamente todos os dias. E se eu preciso resgatar algum título para honrar alguma operação ? Ok, teoricamente eu precisaria fazer isso somente no “dia do vencimento” … Mas e se acontecer lá também ? Eu não posso me dar ao luxo de correr esse risco.

Segundo por causa do lado “renda variável” do Tesouro Direto. Como já falei em outra ocasião (leia o post “Usar títulos do Tesouro Direto para o colchão de segurança é válido ?” para entender isso melhor), você só tem a garantia de receber de volta o que investiu, mais juros, se ficar com o título até o dia de seu vencimento. Se precisar resgatar antecipadamente ficará a merce das condições e flutuações do mercado. Na semana passada (quinta-feira, para ser mais exato), vimos um contrato futuro de juros bater em 17% ao ano, para em seguida mergulhar para 16% a.a. … Já pensou se ocorresse o mesmo com o título que você está querendo negociar ? (ok, a velocidade não seria a mesma …)

“Mas pelo menos é de um banco ‘pequeno, né ?”

Além disso a diferença não é tããão absurda assim. Os CDBs que estou usando atualmente me oferecem um retorno de 99% do CDI para alguns, e 100% para outros. Poderia conseguir um retorno mais elevado se fosse para um banco “menor” ? Sim, poderia … Mas abriria mão de algo que tenho ao usar os do meu banco: velocidade. Como a agência fica aqui perto de casa, e a minha gerente é a melhor gerente que já vi até hoje em um banco (olha, já tive muitas experiências …), consigo resolver muita coisa com a velocidade que uma emergência exige. Seja na hora de vincular o CDB à margem, ou de resgatá-lo.

Poderia ter o mesmo em um banco “menos”, com atendimento 100% online ? Talvez … Mas, mais uma vez, preferi não arriscar.

Se o problema é esse, por que não deixar em dinheiro vivo ?

Sim, se você quer ter total tranquilidade sobre a sua margem, tanto para as chamadas, quanto para os resgates (em caso de exercício), você deveria deixar tudo em dinheiro vivo. 100% cash …

O problema é que eu “não posso” abrir mão de 1% ao mês (que é praticamente o valor que a grana rende atualmente no CDB) por causa desse excesso de segurança. O uso do CDB já me dá a segurança – e a tranquilidade – necessária para os procedimentos que envolvem a margem de garantia. Seria um preciosismo muito grande da minha parte, e que traria uma perda considerável de receita à minha estratégia.

Margem de Garantia ≠ Tesouro Direto

Ao menos para mim, é impossível pensar no uso de títulos do Tesouro Direto como margem em operações de venda de opções. (ou de ações alugadas, se for o seu caso)

O risco de surgir algum erro, justo na hora em que você irá precisar do dinheiro, existe e é considerável. Não vejo justificativa de correr esse risco por causa de 15%, 20% de retorno extra, na parte que envolve a parcela de renda fixa da estratégia. Não se esqueça que (teoricamente) ela é a menor parte do rendimento da estratégia como um todo. 😉

Se você consegue usar o Tesouro Direto nesta situação, parabéns ! Você é ninja ! 😀

(Mas que tal repensar isso ? Leve em consideração o que eu falei … Já havia pensado nisso ?)