Arquivo da Categoria ‘Como o Zé ganha na Bolsa ?’

O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ? (XVI)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tema de hoje: Gráfico de livro. Conhece o termo ? Chamamos gráfico de livro aquele gráfico que, de tão “perfeito”, serviria para ilustrar, em um livro, determinado indicador. Ou como no caso de hoje: um conjunto deles. :)

Você que já acompanhou toda a série …

Sim, você mesmo ! Acompanhou todos os textos da série “Como o Zé ganha na Bolsa ?” e ficou com aquela dúvida tradicional: “e como juntamos tudo o que você disse ?” ? É o seu caso ? Pois bem … o gráfico que postarei hoje, da PETR4 é ideal para ilustrar justamente o tipo de coisa que fico esperando acontecer. Fico esperando semanas, meses … para a formação de uma situação semelhante a que temos hoje.

*** ATENÇÃO !!! O post não tem nenhuma intenção de ser uma sugestão operacional !!! Servirá somente como ilustração de meu método. Ok ? ***

Normalmente temos um ou outro indicador sugerindo determinada operação, dificilmente temos um momento onde todos (ou a maioria deles) apontam juntos para determinada direção. Se estou falando que hoje é dia de gráfico de livro penso que você já esteja imaginando o que vem pela frente … correto ? :D

Dê uma olhada no gráfico abaixo, do fechamento de ontem do gráfico diário da PETR4:

Uma beleza de gráfico, hein ? Preste atenção a todos os detalhes existentes nele. Agora olhe para os indicadores que falei que uso em meu método:

1 – Suportes e Resistências

Como pode ser visto acima, as cotações vêm tentando romper uma região de suporte, localizada na faixa dos R$21,25 ~ R$21,30. Já foram algumas tentativas … mas nenhuma com exito até agora. O rompimento desse suporte será o provável gatilho – o STOP – para muitos investidores …

2 – Médias Móveis

Consegue ver o quão próximas as 3 médias (3, 8 e 20) estão ? Está vendo que a configuração começa a se aproximar cada vez mais de uma agulhada ?

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O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ? (XV)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Muita gente vem me pedindo para detalhar o meu atual método de investimento em bolsa, outros me perguntam como venho me saindo com a queda que toma conta do mercado desde o ano passado, outros me perguntam “se sou tão sabido, porque não vendi minhas ações no ano passado, e deixei a grana na renda fixa para recomprar quando a alta voltar”. Quem sabe eu consigo responder a essas (e outras) perguntas com o post de hoje. ;)

Antes de mais nada: O que eu tenho feito

Para começar “direito” preciso explicar de que forma venho operando nos últimos meses (que logo mais poderei chamar de anos).

No início de 2010 tomei uma decisão, decidi que a partir daquele momento eu montaria uma carteira de ações, voltada ao longo prazo, e que para “garantir” uma rentabilidade superior venderia opções dela, de forma semi coberta. Venho dando preferência para as ATM, pois são as mais gordas das três.

A venda aconteceria em momentos chave, ocasiões onde a análise dos gráficos da PETR4 (e claro das condições gerais do mercado, com o apoio dos gráficos do índice futuro e do ibovespa) me mostrassem uma sinalização “clara” de venda, adotando os itens (ferramentas e indicadores) que apresentei em posts anteriores da série “Como o Zé ganha na Bolsa ?“. Como disse, a venda preferencialmente aconteceria na ATM, mas dependendo das condições gerais do mercado ela poderia acontecer na ITM ou nas OTM também. (ITM se a coisa estivesse para derreter, de verdade; e OTM caso o medo fosse grande e a queda não fosse tão garantida assim)

Claro que a garantia de acerto não existe, a indicação de venda nos gráficos só me apresenta uma probabilidade maior de queda … só isso. Portanto tenho que ter meu Plano B em mãos caso as coisas não saiam conforme o esperado … Na verdade tenho dois: ou eu simplesmente aciono o stop da operação, recomprando o que vendi, ou então rolo a posição para a série seguinte, mantendo o strike. (tudo depende da situação Macro)

Todo e qualquer dinheiro ganho com as operações, bem como o que vier via dividendos e JCP será destinado à compra de mais PETR4. Afinal de contas quero ver o bolo crescer para ficar mais legal a cada mês. ;)

Resumo da Ópera: compro PETR4, para “não vender”, e lanço opções dela.

Ah ! Esqueci de falar o porquê do “semi coberta”, semi porque lanço 2x minha posição. Se eu tenho 10.000 PETR4 lanço 20.000 PETRx??. Se tenho 20.000 lanço 40.000 PETRx??. Uso uma alavancagem de 2x o meu capital.

Como vêm sendo os dois últimos anos ?

Sendo que comecei com essa estratégia em 2010, já posso quase apresentar um histórico de 2 anos da estratégia. Sendo que para ajudar, foram dois anos de queda. (e é literalmente para ajudar …)

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Compra de Volatilidade: o meu 3º teste

quarta-feira, 20 de julho de 2011

E ao que tudo indica – ao menos por enquanto … – o último. Ou não. :)

Como você já sabe resolvi testar uma operação específica com opções, a Compra de Volatilidade, ou Boi. Essa operação possibilita obter ganhos em momentos de alta, sem precisar colocar dinheiro próprio na montagem dela. O prejuízo é limitado, e somente neste caso é que temos que colocar dinheiro. A operação é montada com dinheiro do mercado, coisa boa não ? Além disso é uma operação alavancada, dando certo o resultado pode ser bem interessante … ;)

Dê uma olhada no e no teste, que deram “errado” mas acabaram gerando lucro. O engraçado é que no 3º teste também aconteceu a mesma coisa, deu errado mas deu lucro.

Na montagem deste 3º teste fiz uma alavancagem de 1:6 com 5.000 PETRG23 e 30.000 PETRG25, com uma sobra de caixa de R$ 250,00. Abaixo de R$ 23,00 eu saia no 0×0 – ou melhor, lucro de R$ 250,00 que foi a sobra – com ponto máximo de prejuízo em R$ 25,00. (se no 18 de julho a PETR4 estivesse em R$ 25,00 o prejuízo teria sido de R$ 10.000,00)

Fiz a mesma coisa que havia feito no 2º teste, quando vi que a G25 não influenciaria mais o resultado (pois dificilmente a cotação chegaria naquela região) mudei para a G26, com apenas 5.000 opções, que serviam única e exclusivamente para manter a operação travada. Com isso “faturei” R$ 900,00 – que junto aos R$ 250,00 iniciais serviriam para abater o prejuízo que me parecia quase certo dessa vez. Prejuízo “grande”.

Mas o mercado veio, e veio com força. Mataram a G24 e nos últimos instantes (nos últimos dias do exercício) mataram a G23, foi uma bela briga, deu gosto de ver. Resumindo, a operação que deu errado me gerou pouco mais de R$ 1.000,00. :D

Conclusões …

Agora, depois de 3 testes, quais são as conclusões que consigo tirar desta operação ? Que ela não presta ? Que não funcionou ? Que o mercado não ajudou ? Que eu errei ? …

Dizer que a operação não presta é a resposta que a grande maioria escolhe, afinal ela “não deu certo” (mesmo tendo dado lucro …). Em nenhum dos 3 testes o resultado esperado pelo uso da alavancagem se fez presente. Mas operação, coitada, não fez nada de errado, ela apenas foi usada num momento onde um movimento de alta era esperado, e ele infelizmente não veio. Não foi a operação que deu errada, foi o momento em que ela foi usada que não foi o correto.

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O fechamento do 2º teste na Compra de Volatilidade

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Você que acompanha o Clube do Pai Rico e especialmente a forma com que ganho dinheiro na bolsa já deve saber que nos últimos 2 meses venho me dedicando a uma nova estratégia operacional, a ser incluída no meu “Pacote de Estratégias”. A bola da vez é a Compra de Volatilidade, que me ajudaria a ganhar um extra nos repiques de alta. (afinal minha estratégia me dá dinheiro nos momentos de correção …)

Se ainda não viu nada, dê uma olhada nos post abaixo:

- Compra de Volatilidade: o meu 1º teste

- Compra de Volatilidade: o meu 2º teste

Hoje venho dar satisfações sobre o encerramento do segundo teste, que ocorreu na última segunda feira, dia 20 com o vencimento de opções. (o encerramento do primeiro teste pode ser visto aqui)

É … não deu …

Mais um teste … e mais uma vez o “mercado não ajudou”. Infelizmente o papel não subiu conforme eu esperava, fazer o quê ? Na verdade ele subiu um pouco logo após a montagem da operação, que chegou a ficar positiva em quase R$ 1.000,00 (sendo que o prejuízo máximo era de pouco menos de R$ 6.000,00), mas o “cavalo” aqui achava que a alta seria um pouco maior. Bobeou dançou mermão ! :)

Mas no momento em que montei a operação (que foi F24:F25) tinha a “sensação” de que o vencimento seria 8 ou 80, ou seria acima dos R$ 26 ou abaixo dos R$ 24, fazendo com que a operação não ficasse na zona de prejuízo. O que realmente acabou acontecendo, só que no lado que menos me ajudava … :(

Como a montagem foi feita com uma pequena sobra, de R$ 185,00 esse foi o meu lucro “primário”. Digo isso porque num determinado momento, ao ver que as coisas não seriam tão boas para o lado da alta fiz uma troca: vendi as 11.000 F25 e comprei 5.000 F27. Por que fiz isso ? Como disse “vi” que a subida seria complicada, que dificilmente o papel chegaria em R$ 26, com isso a função das F25 na operação deixou de existir, elas apenas consumiriam meu capital, não trariam resultado positivo à operação. (deixaram de ter função pro lucro, mas me traziam proteção … com elas o prejuízo máximo era de R$ 1,13 para cada opção vendida, sem elas o prejuízo era infinito …)

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Compra de Volatilidade: o meu 2º teste

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Como os testes não podem parar, na última sexta feira montei meu 2º boi. Ainda em fase de aprendizado como havia dito, portanto um pequeno, para que não sofra caso o nível de perdas seja máximo. ;)

Lembra que o 1º teste foi feito com um boi super alavancado, e que o meu teste seguinte seria feito com um mais comportado ? Além de comportado ele é um super seguro ! Super seguro mesmo. Por quê ? Vamos lá !

A compra de volatilidade que montei na última sexta feira foi em Petrobras, claro. Os indicadores, tanto no diário quanto no intraday, estão bem baixos, indicando que em breve uma recuperação nas cotações esteja a caminho. Um sinal claro de reversão ainda não foi dado, mas resolvi montar na sexta por um fator muito importante: a divulgação do resultado do 1 trimestre de 2011. Se o povo se animar pode dar certo … se não for tão animador assim … sem problemas !

O boi foi montado com F24:F25, com isso a minha perda máxima é de R$ 1.130,00 para cada 1.000 opções vendidas – o boi anterior era de R$ 2.000,00 para cada 1.000 vendidas. Portanto se der errado, a perda máxima será bem menor do que a do anterior – que me trouxe um resultado positivo direto de R$ 400,00, mesmo indo na direção errada. Mantive a operação de 5.000 opções vendidas, com uma proporção de 1:2,2. Vendi 5.000 F24 e comprei 11.000 F25, com uma sobra de caixa de R$ 185. (se o mercado desabar eu terei R$ 185 de lucro; se ele subir, mas não o suficiente para trazer lucro para a operação, eu tenho R$ 185 para abater do prejuízo)

Montei sem um sinal de confirmação ?

Foi … Primeiro por causa dos indicadores no chinelo, segundo por causa da divulgação do resultado, e em terceiro porque o meu valor 0×0 é exatamente onde estávamos na sexta, R$ 23,58. Isso, abaixo de R$ 23,58 eu não perco nada – na verdade ganho os R$ 185,00. Então digamos que a operação se mostrou muito vantajosa, pois o meu “stop” estava literalmente no ponto onde a operação foi montada.

Se vai dar certo ? Não tenho como saber … mas a lição de casa está sendo feita, as operações de teste estão sendo montadas, uma hora poderei dizer: “os bois estão no pasto”, ou então “viraram lenda …” ;)

Se der certo, dá para ganhar uma bela grana com uma alta “leve”. Não tanto quanto o anterior poderia proporcionar … mas ele precisava de uma alta bem mais forte. Preferi fazer um teste mais conservador desta vez.

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Compra de Volatilidade: o meu 1º teste

terça-feira, 3 de maio de 2011

Está lembrado do post “Minhas 11 resoluções para o Ano Novo !“, onde fiz uma lista das coisas que faria em 2011 ? Lembra que entre os itens existia um “6- Estudar/Aplicar da operação com opções “Boi”” ? Pois bem, na semana passada montei a minha primeira operação de compra de volatilidade. :)

O que é a compra de volatilidade ?

Como você já sabe, minha estratégia operacional se baseia na venda de opções – protegida pela minha carteira de ações – para aproveitar os momentos onde o mercado escorrega. O maior problema desta estratégia é que enquanto o mercado só subir (sem dar sinal de queda) eu não posso fazer nada, não posso aproveitar a onda. Ou melhor … até aproveito, pois as ações que tenho em carteira se valorizarão, mas isso não permite que eu compre mais ações, concorda ? ;)

Quando vendo, o dinheiro que ganho é reaplicado em minha carteira, compro mais ações. Quando sobe, fico só olhando, vendo a caravana passar …

Uma forma de aproveitar os momentos de alta, “sem precisar colocar grana” na operação é através da compra de volatilidade. Essa operação tenta usar a diferença que existe entre duas opções de strikes diferentes, de uma mesma série e da mesma ação, para ganhar com a alta. Muitos a chamam de “boi”. (é … as operações/estratégias com opções muitas vezes têm nomes de animais …)

Um exemplo clássico, e padrão, de boi é a venda de uma opção para comprar duas opções da série seguinte. (duas ou mais …)

A cada centavo que o papel subir, as opções também subirão, 1 centavo na que você vendeu e 2 na que você comprou … com isso você ganha 1 centavo. Claro que a coisa não é bem assim, as opções não acompanharão a cotação do papel “centavo a centavo”, existe uma certa inércia no preço da opção, dependendo de qual série você escolheu. Digamos que a ação esteja R$ 26, e que você escolheu montar o boi com a venda da E24 e com a compra da E26. Uma montagem dessas poderá te proporcionar um boi maior do que 1:2, hoje seria uma operação 1:2,5. Por serem opções ITM elas quase andarão “centavo a centavo”. Cada centavo que o papel andar, será um centavo que as duas opções andarão.

Mas você também pode “avacalhar” e alavancar bastante a operação. Se ao invés da E24:E26 você tivesse usado a montagem E26:E28 teria uma alavancagem muito maior. Com o fechamento de ontem seria uma montagem 1:17 !! Portanto, se a ação realmente subir, você tem a chance de ganhar muito mais.

Qual a diferença da montagem E24:E26 para a E26:E28 ?

Além da alavancagem, a segunda é quase 7x maior do que a primeira, a diferença é a sua expectativa de alta. Se você imagina que será uma alta simples, a primeira é melhor. Se acha que será uma mais forte e mais rápida, a segunda é fantástica. A diferença fundamental é essa, o cenário de alta que vem pela frente. Claro que você não tem como imaginar o que pode vir pela frente … mas dependendo das condições do mercado e de seus indicadores você pode ter pistas do que vem pela frente …

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3 formas de se ganhar dinheiro com Venda Coberta de Opções

terça-feira, 1 de março de 2011

Tenho visto muitos de vocês com algumas dúvidas em relação as formas de ganhar dinheiro com a Venda Coberta de Opções e em especial, de que forma eu uso o lançamento coberto para ganhar dinheiro na bolsa. Portanto, mais um post da série “Como o Zé ganha na Bolsa ?“. ;)

Conheço e uso três formas de lançamento coberto de opções para rentabilizar minha carteira de ações voltada ao longo prazo, elas são: lançamento visando rolar a posição, lançamento de opções OTM e lançamento de ATM para aproveitar as flutuações do mercado.

Antes de mais nada, se não está muito familiarizado com os termos ITM, ATM e OTM, dê uma olhada neste post. Quase uma aula de pré vestibular, hehehe. ;)

E claro, não custa nada lembrar que esta é a forma que eu opero, a forma que escolhi para ganhar dinheiro. Existem muitas outras, tantas quantas for possível se imaginar. Mas estas foram as que escolhi e não tenho do que reclamar. :D

1- Rolando a posição vendida

Esta foi a minha primeira experiência com a venda coberta de opções, minha porta de entrada, e garanto que fui muito bem acolhido.

Quando uma pessoa toma a decisão de usar sua carteira para cobrir a venda de opções visando a rolagem ela escolheu ganhar uma renda mensal de sua carteira, quase tornando-a uma “renda fixa”. Porém, em contrapartida, a pessoa abre mão – muitas vezes – do ganho de longo prazo fornecido pela valorização de suas ações. Digamos que ela abre mão do futuro incerto do aumento das cotações e prol da “garantia” de um retorno mensal de nível médio.

Como apresentado no post ” ‘Renda Fixa’ com opções “, onde apresento o meu diário operacional com este tipo de operação, é esperado um retorno de aproximadamente 2% ao mês para a carteira que usa a rolagem como forma de rentabilização. Usei a rolagem durante 9 meses e obtive um retorno mensal médio de 2,4% – um bom resultado na minha opinião …

A carteira ganhou 2,4% ao mês mas abriu mão da possível valorização das ações contidas nela. Por coincidência eu sai com a carteira no zero a zero, vendi as ações pelo mesmo preço que comprei, mas embolsei o lucro mensal. Se não tivesse usado a rolagem para rentabiliza-la, teria saído sem lucro algum da operação.

Uma dúvida muito comum sobre o uso da rolagem é no caso de forte aumento das cotações. O que aconteceria ?

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O que eu acho da estratégia Buy & Hold

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Antes de mais nada, para quem não está familiarizado com o termo, Buy & Hold (B&H) nada mais é do que “comprar e segurar” ações para sua carteira de investimento. Esse é o significado ao pé da letra do termo, o problema é que ele tem sido interpretado por muitos como “comprar e esquecer” …

Como vocês puderam ler aqui no Clube, ontem publicamos um ótimo artigo do Fábio Portela tratando exatamente sobre esse tema: Quer ganhar dinheiro com ações ? Aprenda a perder dinheiro !, onde o autor apresenta o seu ponto de vista em relação ao mercado de ações, demonstrando matematicamente as vantagens de se investir em ações no longo prazo, comprando sempre, não se importando com as oscilações nas cotações. Mais B&H impossível. :)

Após ler o texto muitos visitantes perguntaram sobre o meu posicionamento em relação à estratégia apresentada, portanto vamos lá, mãos à obra ! (e mais um texto para o “Como o Zé ganha na Bolsa?:) )

Buy & Hold é uma boa ?

Infelizmente a minha experiência com a estratégia é praticamente nula … desde que comecei a investir em bolsa dei preferência às estratégias de curto prazo, justamente para fugir do fator de risco “tempo”. Acredite se quiser, estatisticamente falando a pessoa que investe num prazo muito amplo acaba incluindo um risco extra ao investimento. (e sim, investir no longo prazo diminui o risco da carteira em bolsa, e isso é sério … mistérios …)

Invisto em bolsa há quase 15 anos, e somente agora é que começo a dar meus primeiros passos no “Reino do B&H”, e mesmo assim não é um buy & hold xiita. Na minha opinião esse tipo de comportamento já não serve mais no mercado atual.

O B&H xiita é aquela pessoa que literalmente compra e esquece. É aquele investidor que costuma dizer: “estou comprando estas ações para os meus netos”. Ela simplesmente compra a ação da empresa “x” por toda a vida, sempre que pode compra mais, sempre que é feita uma distribuição de dividendos o dinheiro é reaplicado. Exatamente como foi mostrado no texto do Fábio. É o B&H purista, que adotou essa estratégia por que dá certo, porque muitos foram os investidores que fizeram fortuna usando-a. E é justamente por isso que tenho medo, porque deu certo. Quem garante que continuará dando ?

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O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ? (XIV)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

É amigos … está chegando ao fim … este é o penúltimo texto da série … :(

Os que acompanham o “Como o Zé ganha na Bolsa ?” mais de perto devem ter percebido um hiato entre o último post e esse. Afinal esta é uma série semanal, não é mesmo ? Mas o atraso teve um “bom” motivo: Estava em dúvida se o que vou falar hoje deveria ser detalhado, nos mínimos detalhes, ou se deveria apresentar literalmente o que eu faço. Por quê ? Porque hoje falarei sobre opções. Quem venceu ? Acredito que vocês. ;)

Não irei detalhar o que são as opções, como elas funcionam, pra que servem … o assunto é extenso, é complexo ( ou você acha que elas dão tanto dinheiro à toa ? ) e tenho a certeza de que deixaria algo de fora. Portanto, para que a “lição” de hoje seja entendida completamente, solicito a todos que façam a leitura de um dos seguintes livros: Investindo no Mercado de Opções e Opções: do Tradicional ao Exótico. São dois ótimos livros, bem completos e valem cada centavo. LEIAM ! :)

Como eu uso as opções ?

De várias maneiras: opções à seco, venda coberta, venda coberta com rolagem.

Cada uma destas operações tem uma particularidade ( uso em determinados momentos ), depende do que o mercado está apresentado para mim, depende do que ele está me oferecendo. As duas primeiras podem ser feitas tanto para o curto e o longo prazo, já a rolagem é visando mais o longo prazo.

1- Opções à seco

A forma mais conhecida de se operar com opções, e infelizmente a mais perigosa … não importa se for na compra ou na venda, a oportunidade de lucros é fantástica, e claro que junto vem a chance de perda.

Opero tanto na compra quanto na venda, sempre com lotes pequenos, normalmente 5.000 ou 10.000 opções. Por quê ? Para ter maior controle sobre o stop. Quando uso o lote de 5.000 a cada R$ 0,10 o bolo aumenta ou diminui R$ 500,00, no de 10.000 R$ 1.000,00. E tenha a certeza de que não usar stop com opções é o primeiro passo – e normalmente o final – para perder todo o dinheiro aplicado …

Costumo operar somente com opções da Vale e da Petro, normalmente as ATM por andarem “juntas” com as ações. Escolhi estas por operar no curto prazo, normalmente intraday. Se fosse operar visando o longo, seria diferente. :)

É aqui que a alavancagem das opções fala mais alto, afinal posso ganhar “a mesma coisa” usando R$ 5.000,00 ao invés de R$ 200.000,00 … qual será que vale mais a pena ? ;)

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O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ? (XIII)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Como eu havia dito no último post desta série, os textos envolvendo a apresentação das ferramentas gráficas que uso em minhas análises acabaram, o restante da série – que já está quase acabando … – focará outros pontos que envolvem minhas operações.

No texto de hoje: Alavancagem !

Mas, o que é alavancagem ?

O termo alavancagem significa resumidamente “fazer mais com menos”. Pode ser uma alavancagem operacional, onde você conta com a mão de obra de outras pessoas para realizar a tarefa em menos tempo, podendo desta forma produzir mais, ou uma alavancagem financeira, onde com uma quantia x de dinheiro pode realizar operações que envolvem n vezes x.

Na operacional pudemos ver há algumas décadas uma re-alavancagem, usando robôs no lugar de trabalhadores. O que fez com que a produção fosse aumentada e o tempo necessário fosse diminuído. Mas não é esse o tipo que nos interessa hoje, a mais importante para nós é a financeira. O que você acha de poder realizar investimentos de milhões de reais com apenas poucos milhares ? ( tá … estou exagerando um pouco … mas nem tanto quanto você imagina que eu esteja )

A alavancagem financeira é permitida de diversas formas, dentre elas o empréstimo, pois você trabalha hoje com o dinheiro dos outros pagando no futuro, e de preferência em parcelas suaves … mas essa ainda não é a forma de alavancagem que “usarei” hoje. ;)

A alavancagem em bolsa

Até hoje fiz uso desta ferramenta de investimento em dois tipos de operação: Aluguel de ações e Opções. ( ainda existe uma terceira possibilidade, que é a operação a termo, mas sobre isso não vou falar pois nunca usei )

- ” Aluguel de ações como alavancagem, como assim ? “. Simples ! Já viu o valor necessário para se deixar de margem para este tipo de operação ? Normalmente gira em torno de 15% do valor que lhe foi emprestado … portanto “se você somar 2+2” verá que é possível se alugar uma posição maior do poderia operar no caso de uma compra. Correto ? ( para refrescar a memória em relação a operações de aluguel, mais especificamente a operação de venda de ações alugadas )

Já para opções a alavancagem é “mais clara”, afinal você poderá operar com lotes muitas vezes superior ao que poderia se fosse operar ações, por causa da natureza delas. Não vou aprofundar muito o lado explicativo das opções pois este será o assunto do post da semana que vem, hehehe. Um detalhe, a operação com opções possibilita uma alavancagem nas duas pontas, tanto para operações de compra quanto para as de venda.

O problema é que a alavancagem funciona tanto para o “bem” quanto para o “mal”. Afinal, você estará operando com lotes muito maiores do que poderia, correto ? No caso de sua operação dar certo … que maravilha … mas e se der errado ? O prejuízo virá na mesma proporção ! E é ai que mora o perigo …

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