Clube do Pai Rico
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Investir em BrasilPrev é uma boa ?

Pergunta:

Olá Zé, boa noite! Fiz recentemente um BrasilPrev para o meu filho, o que você acha sobre esse tipo de “investimento”?

Resposta:

Bom dia Gabriela,

Antes de qualquer coisa: parabéns ! Você está proporcionando uma coisa que poucas crianças têm acesso. A oportunidade que seu filho está tendo lhe trará uma incrível vantagem no futuro. Se isso vier junto de Educação Financeira então … 😉

Para localizar melhor as coisas, a pergunta da Gabriela foi publicada na forma de comentário no post “Como juntar dinheiro para o meu filho até ele completar 21 anos ?“. Sugiro a todos que leiam. 🙂

O que eu acho da previdência privada do Banco do Brasil ? O que eu acho do BrasilPrev ?

Olha … Acima de tudo isso é um investimento. 😀

Pode não ser o melhor … O que mais me agrada … O que oferece o melhor retorno … Mas é um investimento. E só por isso já é algo bom.

Mas … É, não é um dos que mais me agrada. 🙁

São casos específicos que me fariam usar uma previdência privada. Praticamente só no caso de uma “complementação” por parte do empregador. Em alguns casos ele “dobra” o valor que você aportar mensalmente (até um determinado limite), em outros até um pouco mais. E como não podemos reclamar de “dinheiro de graça” … 😉

O problema é que é basicamente esse único caso que me faria pensar em aportar em um PP. Não vejo grandes vantagens na modalidade.

Dando uma olhada na rentabilidade deles, reforço a minha posição.

O retorno é bem baixo (comparando com seus semelhantes) e você poderia tê-lo superado, facilmente, se investisse diretamente. Na compra de títulos do Tesouro, para a renda fixa, ou em ETFs, para o multimercado. As taxas das previdências privadas – na minha opinião – matam o investimento …

Muitas vezes escolhemos esse tipo de investimento por uma sugestão do banco/gerente, ou por conta da facilidade de investimento proporcionada por ele. Com o rendimento oferecido, consegue entender o motivo para ser tão “fácil” ? 🙄

O problema é que o investimento direto, 100% administrado por você, poderia ser tão simples quanto e com o mesmo nível de risco apresentado por uma PP como o BrasilPrev. Mas na maioria das vezes as pessoas não sabem disso. (e algumas fazem questão de não querer saber)

Eu te respondo na forma de pergunta: o que te levou a escolher esse tipo de investimento ? Qual foi a vantagem que você enxergou que te fez preferir ele às outras alternativas ?

Gostaria de te ouvir antes de darmos continuidade ao papo. 😀

Abraços !

O Tesouro Direto é protegido pelo FGC ?

Pergunta:

Ze, os investimentos feitos no Tesouro Direto estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito?

Em caso afirmativo, o que acontece quando os investimentos no TD atingem 250.000 reais? Posso contratar outra financeira para fazer custódia de mais papéis que compro no TD, para assim, evitar ultrapassar o limite do fundo garantidor de crédito em uma instituição?

Resposta:

Bom dia Jackson,

Não, o investimento em Tesouro Direto não é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A única garantia que temos em relação ao dinheiro aplicado no TD é realmente a promessa de que o governo federal vai honrar com seu compromisso … Em teoria esse é a “maior garantia” que um investimento pode ter. 😉

Falei sobre isso em um vídeo publicado no canal do Clube no youtube:

 

Digamos que se o governo não honrar seus pagamentos é porquê a coisa está feia e provavelmente o FGC também não daria conta de restituir todos os seus participantes. Então … seria uma garantia acima da garantia. 🙂

É … se houvesse uma quebradeira generalizada, mas generalizada mesmo, o FGC não teria recursos suficientes para entregar a grana da galera … 😯

Então, mesmo não tendo acesso ao Fundo Garantidor de Crédito, o investimento no Tesouro Direto é tão seguro quanto o de um investimento protegido por ele. 😀

“Ah, e se a corretora onde eu comprei o título quebrar, o que acontece ?”

Nada. 🙂

Da mesma forma que acontece com as ações, a custódia dos títulos do TD é feita pela Bolsa, através da CBLC. Se a corretora que você usou para comprar o título quebrar, você só precisará abrir uma conta em outra corretora e transferir sua “custódia” para ela.

Espero ter te ajudado. 😉

Abraços !

Posso exercer uma opção sem ter o dinheiro na minha conta ?

Pergunta:

Tenho uma dúvida, eu posso exercer sem ter o dinheiro na minha conta?

Por exemplo comprei as opções, no dia do vencimento não tenho dinheiro na conta, posso exercer o direito de compra mesmo assim?

Resposta:

Bom dia Fabio,

Uma daquelas perguntas em que a resposta infelizmente será “depende” … 🙁

Sim … depende de como a sua corretora atua.

Existem duas possibilidades:

#1 Sua corretora permite você operar mesmo sem ter o dinheiro em conta

Neste caso a permissão pode ocorrer por você ter “lastro” junto à corretora (na forma de outras ações em carteira, por exemplo), ou por conta das regras de funcionamento dela.

Em algumas corretoras, ao operarmos através do homebroker, é apresentado um “limite” operacional que excede o valor ($$) disponível em conta. Ele é baseado em sua carteira de ações e outros ativos custodiados nela.

Esse limite pode servir apenas para operações do tipo daytrade ou até mesmo para operações normais.

Já outras corretoras, normalmente onde o investidor opera através da mesa, via telefone, o limite “não existe”. Como a quitação da compra ocorre em D+3, o débito ocorrerá somente naquele momento. Sendo assim, algumas corretoras exigem que você tenha o dinheiro na conta somente naquele momento, no dia do débito propriamente dito.

#2 Sua corretora só permite que você opere dentro do capital disponível em conta

Se esta for a forma com que a sua corretora trabalha, pode ser que a ordem de seguir adiante com o exercício daquela CALL em seu poder não seja possível.

Como disse antes, existe um limite operacional que é apresentado na página do seu homebroker. Em muitos casos esse limite se baseia somente no dinheiro ($$) disponível na sua conta corrente dentro dela.

Se existe saldo, você pode exercer sua opção. Se não existe, não. Simples e direto assim.

Cada caso é um caso

A minha sugestão é: entre em contato com a sua corretora e pergunte de que forma ele procedem para esse caso específico.

Na corretora que uso, preciso ter o dinheiro na conta somente no D+3. Com isso eu poderia comprar a ação através do exercício da CALL mesmo sem ter o dinheiro disponível na conta naquele momento. Um dos muitos motivos para eu usar a corretora do meu banco. 😉

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !

Um Straddle com vendas ?

Pergunta:

Boa noite. Conheci seu site agora. Gostaria de tirar uma dúvida: na straddle, se eu tenho 1k de petr4, não seria melhor vender 1k de put e 1k de call e ir rolando conforme o lado que a ação vai?

Resposta:

Bom dia Francisco,

Antes de dizer se essa seria, ou não, uma melhor operação, preciso dizer que acima de tudo ela não seria um Straddle. 🙂

O Straddle é caracterizado pela compra das opções, CALL e PUT, com strike igual ao da atual cotação da ação mãe. Também existe uma variação dele, que é o strangle, onde compramos opções OTM, equidistantes da atual cotação da ação. (se estiver R$20, compramos uma PUT de R$18 e uma CALL de R$22, por exemplo)

Para montarmos a operação precisamos de dinheiro na conta, pois ela envolve a compra das opções. Impossibilitando o uso de outro tipo de garantia para a montagem da operação.

Pois bem, a tua sugestão é usarmos as PETR4 que estariam na carteira para cobrir e garantir as vendas das duas opções, uma CALL e uma PUT.

Pensando apenas no cenário que nos levou à montagem do Straddle, a operação que você sugeriu poderia ser arriscada se não fosse acompanhada de alguns itens de proteção.

Motivo ? A venda de CALL tem risco ilimitado, pois a ação poderia subir “indefinidamente” e o valor da CALL acompanharia. Sendo a venda sugerida uma venda coberta pelas PETR4, este risco estaria controlado. Se explodir, você entrega a ação e pronto. Embolsa o lucro da venda da PUT e a operação finalizada com sucesso.

Mas … e se cair ?

Se cair, a venda da CALL lhe traz lucro e você passa a ficar de olho (ou seria refém ?) da venda da PUT. Afinal a venda da PUT tem como garantia as PETR4 que agora valem menos do que valiam no momento em que você montou a operação. Se você vender as ações, o valor obtido pode não ser suficiente para garantir o exercício …

Se você ficar rolando e rolando e rolando a PUT, na expectativa de uma reversão, pode ser que o valor da ação continue caindo e com isso o valor disponível para a margem (através dela) vai caindo junto. O problema ? O valor da PUT aumenta com a queda e a chamada de margem também.

Pode dar certo ? Pode … mas o risco de ver isso acontecer, e as complicações resultantes, acabam não justificando. Ao menos na minha opinião … 😉

Lembra que falei que estávamos pensando apenas no cenário que te levaria à montagem de um Straddle. Correto ? Ele seria o de forte movimentação para um dos lados. Mas … e se tivermos uma calmaria ?

BINGO ! Se existe a expectativa de não termos uma movimentação, ou até mesmo um movimento mais calmo, a tua ideia teria grandes chances de funcionar. 🙂

O problema é: na minha opinião a incomodação decorrente de uma venda de PUT coberta por ações, no caso de erro, não justificaria a operação. Gosto de vender CALL com ações e PUT com dinheiro para a margem. 😀

Sobre esse problema específico de erro na venda da PUT, falei isso há algum tempo:

– Venda de PUT “com problemas” …
– Venda de PUT “com problemas” … 2

Além disso, sugiro também a leitura do post “Venda de opções (CALL e PUT) cobertas por ações” para ver um pouco mais sobre o lançamento coberto por ações. (de CALL e PUT)

Se tiver interesse, te convido a conhecer o Double PUT Double CALL, meu curso sobre Opções onde falo sobre tudo isso que abordamos aqui no post. Tudo de forma detalhada e calmamente explicada. 😉

Espero ter te ajudado ! 🙂

Abraços !

Posso usar títulos como garantia para o lançamento de opções PUT ?

Pergunta:

Zé, se eu deposito títulos como garantia para o lançamento de opções (PUT) esses títulos ficam bloqueados para resgate. Se na ocasião do exercício eu preciso do dinheiro que está nos títulos para cobrir a compra como faço para liquida-los sem sofrer chamada de margem financeira nem ficar inadimplente com a B3?

Resposta:

Bom dia Daniel, tudo certo ? 🙂

Um dos temas mais importantes (a meu ver) quando o tema “margem de garantia” entra em discussão. 😉

Vou interpretar a tua pergunta de uma forma mais generalizada, que me permite apontar os motivos que me levam a escolher o uso de um CDB para a minha margem. Ok ?

Como funciona a margem para o caso de sermos exercidos em uma PUT ? O exercício em si ocorre na segunda-feira, dia do vencimento (pois as PUT são padronizadas como europeias aqui no Brasil), ocorrendo o pagamento somente em D+3, a quinta-feira seguinte.

Até lá, a sua margem permanecerá presa junto à Bolsa. Seja ela em dinheiro, ações, Tesouro Direto, CDB … A liberação da margem ocorrerá somente no final da tarde de quinta, perto das 17h. Neste momento você poderá usar o que estiver na margem para quitar o débito.

Se for em dinheiro, sem problema algum. Mas se for um título do Tesouro Direto ou um CDB ? O prazo de resgate do TD é D+1 … O que significaria dinheiro na conta somente na sexta-feira. Já o CDB pode ter “de tudo” … D+0, D+1 ou até mais do que isso. O que fazer ?

Eu uso o CDB pois ele tem como prazo de resgate o D+0 (e lembrando: não são todos que têm essa característica), e isso me permite honrar o exercício sem ficar inadimplente na Bolsa. 🙂

Sei que algumas corretoras permitem o uso do Tesouro Direto para ser usado como margem. A maioria me respondeu, quando fiz uma pesquisa junto a elas para criar parte do conteúdo do Double PUT Double CALL, que permitiam … Mas que em caso de ser exercido o investidor precisaria “arranjar” o dinheiro necessário para quitar o débito do exercício, pois a liberação do TD ocorreria somente após isso.

Em suma: permitiam usar o TD, mas se for exercido o risco (em relação à grana necessária para pagar pelo exercício) fica por tua conta. Use o título do Tesouro Direto para suas operações, normalmente. Mas não chegue a precisar dele para concluir um exercício. Mais ou menos nessa linha. 😉

Sei também que existem algumas (poucas) corretoras que dizem permitir que o título preso na margem (pois é esse o termo usado: a sua margem fica presa, te impossibilitando de fazer qualquer coisa com ela) seja usado para honrar o exercício. Ao tentar obter mais detalhes sobre como faziam isso, pois não era um padrão entre as corretoras, não responderam. Apenas disseram que faziam e ponto final.

Portanto, sinceramente ? Eu te sugiro usar dinheiro vivo ou CDB (D+0 !!) como margem em seus lançamentos de PUT. Essa é a orientação que passo aos alunos do Double PUT Double CALL por ser a forma com que atuo, a forma com que invisto e que me traz a segurança necessária para seguir usando a estratégia. 🙂

Pode ser que a tua corretora seja uma das que permitiriam o uso de títulos do Tesouro Direto sem nenhum problema em relação a esse “descasamento” financeiro. Mas eu não sei se o risco de dar algum problema … Prefiro usar o meu bom e velho CDB D+0, que rende praticamente a mesma coisa que o Tesouro SELIC, e ter a certeza de que na hora que precisar resgatá-lo para pagar pelo exercício da PUT terei o dinheiro na conta para tal. 😉

Converse com a sua corretora e veja como você poderia fazer a troca de Tesouro Direto para CDB, se eles permitem que isso seja feito de alguma forma. E até mesmo se a sua corretora permite que um CDB seja usado como garantia. Lá no Double PUT Double CALL existe uma tabela com as corretoras que permitem e as que não permitem. (dizendo o que aceitam e o que não aceitam como garantia)

Só não corra o risco de ficar inadimplente com a B3 !! 😀

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !