Clube do Pai Rico
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Fiz uma venda de Opções e tive lucro. Quando pagarei o Imposto de Renda ?

Pergunta:

Olá. Fiz uma operação de venda coberta em maio/20. Comprei PETR4 e lancei a mesma qtd de opções com vencimento em junho. Sendo assim ao final de junho preciso pagar imposto? Ou apenas ao final de julho, já que o vencimento da opção é junho?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Gabriel ? 🙂

Uma dúvida bem comum ! Motivo: as pessoas não estão acostumadas a fazer operações de venda. 😉

Normalmente, como a operação padrão é de compra, é a (re)venda que marca o fim da operação. É quando você vende que gera o fator de encerramento da venda e o fato gerador de cálculo para o IR. Mas, numa operação de venda, é o contrário !

Quando você lança uma Opção (quando você vende uma Opção que não tem) é a (re)compra que marca o fim da operação. Mas quando lançamos, e carregamos a venda até o vencimento, não existe essa recompra … Correto ?

Não, não existe. Mas para as Opções, o vencimento marca o fim da vida dela, e com isso o fato gerador de IR. 🙂

Portanto, se você fez uma venda coberta de Opções no mês de maio, com vencimento em junho, o Imposto de Renda referente a esta operação deverá ser calculado para que o pagamento ocorra apenas em julho. (lembra ? O pagamento ocorre até o último dia útil do mês seguinte ao fechamento do mês)

Outro detalhe … Precisarás fazer um levantamento das outras operações que ocorreram no mês de junto, para saber se o IR realmente precisará ser pago em julho. Pode ser que você tenha um crédito para ser compensado, ou alguma outra operação de junho cause um prejuízo que cancele o lucro obtido nesta venda coberta …

De novo: no lançamento de Opções, é a recompra da Opção vendida que marca o encerramento da operação. Se não houver a recompra, e você levar para o pó, é a data do vencimento daquela Opção que marca a data de encerramento da operação. 😉

ps: neste mesmo exemplo, se você tivesse recomprado a Opção ainda no mês de maio, a operação teria sido encerrada e entraria para as contas de maio, com o pagamento em junho. 🙂

Espero ter ajudado ! 😀

Abraços !

Como anda o sell in may and go away em 2020 ? (maio)

Pronto: +8,57% para o mês de maio. “Viu, sell in may and go away é balela !!”

É, isso foi o que eu mais vi sendo dito lá no Twitter nos últimos dias da semana passada. Muita gente decretando a falha do evento de calendário, com apenas o primeiro passo dele tendo ocorrido. Sim, apenas o primeiro ! A “regra” do sell in may diz que é para sair em maio e voltar apenas em outubro. É isso que é levado em consideração nas estatísticas.

O que acontece, é que nos últimos muitos anos, maio foi um mês de queda para o Ibovespa. Com isso, muita gente “confundiu” as coisas e decretou que o sell in may é apenas o mês de maio e ponto final. Ano passado, e agora 2020, marcaram pontos negativos para a regra do mês de maio isolado …

Ainda é MUITO cedo para se falar qualquer coisa. Como eu disse, o acompanhamento termina apenas em outubro. Mas a galera se empolgou com essa puxada de maio para comemorar, antecipadamente, o velório da estratégia.

Ok, pode ser que confirme … Mas ainda não é possível dizer que morreu.

Bom, vamos dar uma olhada nas condições do mercado ?

Lembrando que o nosso ponto de partida é na marca de 80.506 pontos.

IFR relativamente esticado. Além disso, estamos bem próximos do objetivo do pivot de alta, na região dos 90 mil pontos. Será que vamos lá na mosca, ou só a proximidade já foi o suficiente ?

No semanal o IFR está alto, mas ainda não “esticado”. O que mais me chama a atenção no gráfico semanal é o fato de termos superado a média de 200 períodos (200 semanas) … Isso não é pouca coisa não …

Para você ter uma ideia, estávamos acima dela desde meados de 2016 … Perdemos com o Corona, e agora estamos fazendo a primeira tentativa de ficar acima dela. O que é algo perfeitamente natural. Mas lembra que eu gosto de ver um teste, antes de acreditar no rompimento ? Então … vamos ver se isso acontecerá, ou se vai simplesmente passar direto.

Não … isso não costuma acontecer.

Já no mensal não temos muitas pistas … Vemos apenas a recuperação da forte queda. 😀

Ficaremos de olho para ver se quem decretou a morte do sell in may (antecipadamente) acertou, ou se apenas comemorou antes da hora … 😉

Uma dúvida interessante sobre o lançamento “coberto” de PUT

Pergunta:

Boa tarde Zé, estou com uma dúvida sobre lançamento coberto de ações, será que você poderia me ajudar?

Imaginemos:

Cenário 1

A cotação da PETR4 está R$ 4,70
A opção PETRB26 R$ 0,05 (strike R$ 6,00)
Se eu lançar 1K, eu recebo o premio de R$ 50,00

Se no dia do vencimento a cotação da PETR4 for inferior a R$ 6,00 a opção vira pó e eu ficarei com os R$ 50,00 e continuo com PETR4 na carteira.

Se no dia do vencimento a cotação da PETR4 for superior a R$ 6,00 eu serei exercido e ficarei com os R$ 50,00 + 6K.

Até ai tudo bem!
Minha grande dúvida é:
Como ficaria essa operação se eu fizer o lançamento coberto em uma opção de venda?

Cenário 2

A cotação da PETR4 está R$ 4,70
A opção PETRN26 R$ 1,35 (strike R$ 6,00)

Se eu lançar 1K, como ficaria a operação até o dia do vencimento caso seja exercido e caso não seja exercido?

Resposta:

Bom dia Ricardo,

Comecemos pelo princípio: para a Bolsa não existe a figura do lançamento coberto de PUT. Todo e qualquer lançamento de PUT é considerado como sendo descoberto (ou travado). Portanto você precisará deixar ativos na margem, garantindo a operação. Claro, neste momento você poderá usar todos os ativos que são aceitos pela Bolsa: dinheiro, CDB, ações, entre outros. Sim, você poderá tornar este lançamento descoberto num “coberto” por suas ações. Mas antes de mais nada … Tome muito cuidado com isso ! Falei sobre este problema no post “Venda de opções (CALL e PUT) cobertas por ações“, onde abro os olhos de que adota esta estratégia.

A leitura e compreensão do que é dito no post é de fundamental importância para quem deseja usar suas ações como garantia em suas operações. E o problema ganha novas proporções em situações de queda como a que enfrentamos atualmente. Muitos são os clientes que estão precisando se desfazer de suas carteiras para efetuar o encerramento das vendas de PUT que acabaram dando errado …

Dito isto, vamos prosseguir. 🙂

Perfeito, o cenário 1 é exatamente este apresentado por você. Dá certo, você embolsa o valor obtido com a venda da CALL e segue com usas PETR4 encarteiradas. Dá errado, você embolsa o valor obtido com a venda da CALL, entrega suas PETR4 e recebe por elas R$6.000,00.

Já no cenário 2, como funciona ?

Você receberá R$1.350,00 pelo lançamento de 1.000 PETRN26. A partir deste momento você assume o compromisso de comprar 1.000 PETR4 no dia do exercício (pois as PUT são opções do tipo Europeu, todas) por R$6,00 cada, totalizando R$6.000,00, caso a cotação de PETR4 for inferior a R$6,00.

Portanto, você consegue sair com o prêmio da venda das PETRN26 se PETR4 estiver acima de R$6,00 no dia do exercício. Abaixo disso você será exercido e precisará comprar as ações. Como ? Você precisará vender as suas 1.000 PETR4 para gerar o dinheiro necessário para tal. Não custa lembrar que existem prazos, tanto para pagamento quanto para recebimento do dinheiro … Então, a data limite para a venda das ações é no próprio dia do vencimento de opções. Você receberá o dinheiro na quinta-feira (assumindo que o dia daquele exercício caiu na tradicional 3ª segunda-feira do mês) e no mesmo dia irá desembolsá-lo para quitar sua dívida originada no exercício da venda da PUT.

E aqui é que mora um outro perigo, além do que falei do post indicado: e se naquele dia a PETR4 estiver valendo R$5,00 ? Você conseguirá obter apenas R$5.000,00 dos R$6.000,00 necessários … 😯

Sim, você precisará “encontrar” o dinheiro que falta para arcar com o compromisso assumido na venda.

Por isso é que é tão importante, especialmente para quem está começando, realizar as vendas de PUT “cobertas” apenas por dinheiro. Você tem o dinheiro livre (esteja ele em espécie ou na forma de um CDB) ? Então pode vender o equivalente em PUT que aquele dinheiro pode comprar no caso de exercício. Se está querendo usar suas ações como garantia de suas operações com opções, dê prioridade às vendas de CALL. Deixe para usá-las com a venda de PUT somente quando já estiver mais habitado com o procedimento.

Mas cá entre nós … Se você puder evitar esta forma de venda “coberta”, evite. Quer vender PUT ? Dinheiro na mão. Quer vender CALL ? Ação na carteira. 😉

O stress “deixa de existir” e o lucro ainda será interessante. 😀

Espero ter lhe ajudado !

Abraços ! 🙂

Livros ||| Todo amador confunde preço e valor

Muitas são as histórias que cercam as vidas dos que se tornaram bem-sucedidos ao adotar as estratégias de valor no mercado acionário. Você provavelmente conheça muitas delas.

Valor, sim … pois tudo tem um determinado valor, muitas vezes diferente do que o mercado oferece ou dá por ele. Algumas vezes o valor de uma determinada ação é maior do que o preço adotado pelo mercado, noutras é o contrário que acontece. Quem consegue reconhecer o verdadeiro valor das coisas (das ações, empresas, títulos, etc) acaba tendo uma enorme vantagem sobre os demais participantes do “jogo”.

Como bem diz o título, preço e valor são coisas completamente diferentes. Estamos acostumados a ver dezenas, centenas, milhares de ofertas (e agora não me refiro somente ao mercado acionário) onde o produto em questão apresenta um preço muito diferente do verdadeiro valor daquilo que nos é oferecido. Roupas, comida, serviços, a lista é literalmente infinita … paga quem quer, ou quem não sabe o que aquilo realmente vale.

No livro “Todo amador confunde preço e valor” (Livros de Safra, 2012) somos apresentados a uma série de investidores de sucesso que deram preferência a métodos que levam em consideração a determinação do real valor (ou uma tentativa de se aproximar dele) de uma ação, tentando deixar de lado o preço dela, que na maioria das vezes é baseado somente no lado emocional do mercado.

Grandes nomes

Ben Graham, Walter Schloss, Peter Lynch, Warren Buffett, Jim Rogers, Philip Carret e Sir John Templeton são algumas das figuras lendárias do mercado de ações. Pessoas que saíram do anonimato ao conseguir atingir retornos muito superiores à média durante um longo período de tempo. O que têm em comum ? Todos deram preferência por métodos operacionais que levam em consideração o real valor das coisas.

Não, não é por ter visto uma ação cair de quase R$25,00, e que agora está sendo oferecida por poucos centavos, que ela se torna uma alternativa de investimento mais atraente. Não é por termos visto ela sendo ofertada com quase 99% de desconto em relação ao seu preço mais alto que temos uma boa oportunidade em nossa frente. O preço pode estar com 99% de desconto … mas ela já chegou perto do seu real valor ?

Este e outros exemplos servem para ilustrar a diferença de preço e valor. Não é porque algo está sendo oferecido “quase que de graça” que ele se torna uma boa oportunidade.

Uma das partes mais interessantes deste livro, que apresenta um breve histórico das lendas citadas acima, é que temos breves e profundas pinceladas sobre o método operacional adotado por eles. Não, não será lendo este livro que você se tornará uma fera no método, mas será uma ótima apresentação a ele. Isso sem contar com o ilustre comitê de boas-vindas que lhe fará companhia … 😉

Um livro muito interessante em suas 300 páginas, com histórias pessoais e profissionais de verdadeiros exemplos a serem seguidos, além de conceitos e informações que te ajudarão a conhecer um pouco mais (e melhor) o assunto.

Sim, sou grafista convicto e apaixonado pela minha “escola”, mas isso não me impede de aprender um pouco do que torna determinados investidores tão especiais e tão diferentes da grande maioria. Se é bom, por que não usar ? 😀

Leitura mais do que indicada !

Todo amador confunde preço e valor

Nota do Site:
5 Moedas

Todo amador confunde preço e valor
Álvaro Vargas Llosa

Editora: Livros de Safra
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 302
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Qual é o real risco atrelado a uma compra de Opções ?

Pergunta:

Comprei duas opções da VALE, pois tinha entendido que só perderia o que eu coloquei na operação.

Comprei VALEE572(16k) a R$0,03 e vendi a R$0,04, e comprei VALEQ30(5k) a R$0,04 e estou tentando vender mais caro, atualmente coloquei a R$0,08.

Porém depois que vi alguns vídeos de Stragle, fiquei bastante assustado pois entendi que posso estar arriscando 5.000 x R$30,00.

É isso mesmo? Estou arriscando R$150.000,00?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Raphael ? 🙂

Não. Pode ficar tranquilo. 😉

Sempre que você trabalha na compra de uma Opção, você está adquirindo um DIREITO de alguma coisa. Quando compra uma CALL, está comprando o direito de comprar uma ação. Quando compra uma PUT, está comprando o direito de vender uma ação. Sugiro dares uma olhada no post: “O que é uma CALL ? O que é uma PUT ?

A sua compra de VALEE572 te dava direito a comprar 16.000 VALE3, no dia do vencimento, por R$56,02.

A tua compra de VALEQ30 te dá o direito de vender 5.000 VALE3, no dia do vencimento, por R$30,02.

Em ambos os casos, você tem um direito. Você só exerce se quiser e se isso se mostrar válido … 😉

Para entender um pouco melhor esse mecanismo das Opções, indico a leitura de dois textos já publicado aqui no Clube:

– Como funciona o exercício de opções ?
– O que acontece no dia do exercício das Opções ?

Então, não, você não está arriscando R$150 mil. 🙂

No caso da VALEQ30, tens em risco apenas R$200. No da VALEE572, tinhas R$480.

Agora, sobre a tua posição remanescente, sabes que o vencimento dela ocorrerá no próximo dia 18. Não é mesmo ? Restam apenas 3 pregões para ela deixar de existir … 😉

Espero ter te ajudado ! 😀

O tema te interessa ? Você tem vontade de investir com Opções ? Te convido a conhecer o Double PUT Double CALL, o meu curso de Opções ! Será um prazer lhe ajudar neste processo de aprendizado !! 😀

Abraços !!