Clube do Pai Rico
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Como declarar lucros e prejuízos obtidos em Bolsa ?

Pergunta:

Bacana suas informações, só estou com uma dúvida no seguinte.

Ano passado tive vários meses de prejuízo (ações e Day-trade), poucos com lucro ( que foram compensados pelos prejuízos). Na hora do preenchimento mês a mês, eu declaro apenas o prejuízo do mês ou vou somando com os prejuízos dos meses anteriores?

Resposta:

Bom dia Filipe,

Essa parte da declaração anual de rendimentos, onde fazemos a apresentação dos resultados obtidos em Bolsa, é bem simples. Fique tranquilo. 🙂

E quando falo simples, é simples mesmo. A única coisa que você precisará fazer é informar à Receita, de forma mensal, os resultados obtidos nas diferentes modalidades e produtos.

Lembra que você deve separar “operações comuns” de “daytrades“. Correto ? Isso já é o padrão utilizado no cálculo mensal que acaba resultando no DARF. Para a declaração anual, a única diferença é que você precisará apresentar estes dados por “produtos”. Como assim “produtos” ? Ações, Opções, Futuros … isso. 😉

Na imagem abaixo, que encontrei no Blog d’Uó! (valeu !), dá para ver isso melhor:

Consegue ver que tem os campos destinados às informações sobre Ações (Mercado à Vista), Opções (Mercado Opções), Futuros (Mercado Futuro) ? Neles é possível vermos que existem duas colunas: “Operações comuns” e “Daytrade“. Correto ?

Pois então … A única coisa que você precisará fazer é escolher o mês desejado (nas abas dos meses), o tipo do Mercado/Ativo, se foi uma operação comum ou um daytrade, e informar o resultado obtido naquela “modalidade”. O resultado daquele mês.

Você me perguntou se precisaria somar os resultados dos meses anteriores. Não, não é preciso. O próprio aplicativo da receita fará isso por você. Ele somará os lucros e prejuízos de cada modalidade/mercado/ativo e apresentará o resultado anual em um resumo bem direitinho. 😉

A sua única tarefa, nesse momento, é informar o dado mensal.

Espero ter lhe ajudado ! 🙂

Abraços !

Straddle para a semana (que vem) tumultuada em Petrobras ?

Como não poderia deixar de ser, começam a surgir leitores interessados na montagem de um Straddle (ou um strangle) em PETR4 para a semana que vem. Por que semana que vem ? Simples: teremos a divulgação dos resultados de 2017 e “acaba” o prazo para a discussão com o governo em torno da cessão onerosa.

Dois eventos fortes e que têm poder explosivo junto às cotações dela.

Mas não paramos por ai … Junte a eles o fato de que semana que vem é a última semana de vida das opções das séries C e O e voilà !!

É … o que tem poder explosivo é amplificado em algumas vezes pela “coincidência”. Como você já sabe, ou ao menos já deveria saber, a última semana de um vencimento de opções é onde encontramos as opções saindo do spa. É o momento em que elas estão mais magras e “toda a gordura que tinham” (por conta do theta) foi embora.

É na última semana do vencimento onde encontramos as opções com os menores valores de VE e graças a isso vemos uma verdadeira caça aos bilhetes de loteria (como são chamadas as opções de poucos centavos que podem explodir em alta) pelos investidores.

Portanto, a montagem de um Straddle é amplamente beneficiada naquela semana. Com a divulgação do balanço e a divulgação de uma notícia tão aguardada quanto a da cessão onerosa … BUUUMMMM !!

Mas … nem tudo são flores.

Todos sabem que na semana que vem será divulgado o resultado e a definição sobre a cessão onerosa … E isso traz muita dúvida entre os participantes do mercado. E o que é mesmo que a dúvida faz em relação ao preço das opções ?

Junte a ela a forte volatilidade que temos visto nos últimos dias e teremos um encontro da Fat Family ! É … as opções estão gordinhas gordinhas !! (se gostaria de entender melhor essa dinâmica, indico que você dê uma olhada aqui)

Será que valerá a pena montarmos um Straddle para a semana que vem ? Será que valerá montar um Straddle na semana que vem ? É … a dúvida nos ronda.

Que tal realizarmos o mesmo exercício que fizemos para o dia 24 de janeiro e o julgamento do mullalá ?

Serão 3 simulações, com 3 possibilidades e alvos diferentes. Quem sabe já consigamos chegar a alguma conclusão neste momento. 😉

#1 – ATM

PETRC22 | PETRO22 (63¢ | 72¢)

3% na ATM do momento ? Restando apenas 8 pregões para o vencimento ? …

EU acho que estão um pouco gordas demais …

Poderia se beneficiar de uma alta mais forte ? Sim … poderia. Se subir 5% a C22 estaria valendo R$1 no dia do vencimento e isso e a D22 zero e teríamos prejuízo. 7,5%, C22 R$1,5 e D22 zero e teríamos lucro.

#2 – levemente OTM

PETRC225 | PETRO215 (48¢ | 45¢)

Aqui temos um strangle de leve … apenas R$0,50 de distância.

Se virmos uma alta até R$23,50 já teríamos algum lucro com a operação, afinal de contas a C225 valeria R$1. Pouco mais de 5% de alta em relação à cotação atual.

#3 – OTM

PETRC23 | PETRO21 (29¢ |32¢)

Quase empata com a simulação anterior em termos de “quanto precisa subir para ter lucro”. Indo nos R$23,60 a operação ficaria no “zero a zero”. Mas tem como vantagem um menor custo para montarmos …

Sinceramente ? Nenhuma das 3 alternativas me empolgou. 🙁

Se olharmos com carinho, veremos que o custo para montarmos as operações acima ficou muito parecido com o custo das operações propostas para o dia 24 de janeiro. Só que existe uma grande diferença entre elas … Naquela ocasião estávamos na primeira semana do vencimento … Restavam 4 semanas inteiras pela frente, e tínhamos a gordura proporcional a esse período todo.

Desta vez temos apenas mais 1 semana para o fim do exercício … Consequentemente, a gordura das opções deveria ser MUITO menor.

Comparando o Straddle “puro”, a operação pro dia 24 custaria R$1,40. Para a semana que vem, R$1,35 !! 😯

É praticamente a mesma coisa com MUITO menos tempo de vida. Mas também … como dito no início, temos uma série de eventos ocorrendo e isso influência diretamente o preço das opções.

Eu, hoje, não vejo muita vantagem em montar um Straddle. A não ser que vejamos uma alta DAQUELAS ! Coisa superior a 10%, sabe ?

O que poderia ser feito ? Aguardar mais alguns dias … afinal de contas o resultado sai no dia 15 e o “prazo final” para a cessão onerosa parece ser o dia 13. Quem sabe até lá tenhamos um “emagrecimento” das opções e isso melhore o cenário que temos no momento.

HOJE eu não consigo enxergar a vantagem que julgo ser necessária para montar uma operação baseada nessa estratégia.

E claro … isso é apenas o que EU acho da situação que está criada. É o que EU penso sobre os números que estão na tela. É o que EU faria … Pode ser que para você uma das 3 alternativas já se mostre vantajosa. 😉

Estou desesperado, não sei mais o que fazer !!

Eu não poderia falar sobre outra coisa no dia de hoje … A queda que temos visto na Bolsa e em bitcoin (por mais que elas não me agradem …) vem tirando o sono de muita gente. É hora de uma palavra de conforto e de uma mão amiga. 🙂

Depois de um looooongo período de alta, começamos a ver o mercado em queda. Uma queda aguardada por algumas pessoas, desejada por outras, uma queda pura e simples.

Muita gente acreditava – erroneamente – que o mercado entraria em uma fase onde somente a alta seria vista. Nada de correções, nada de solavancos, uma correçãozinha aqui ou ali, durante o próprio pregão. Nada além disso. O problema é que isso não é o normal, não faz parte da natureza dos mercados financeiros.

Períodos de alta e de baixa se alternam, oportunidades surgem a todo momento. Mas o “novo normal” prometia algo diferente, prometia algo nunca antes visto na história deste país planeta universo.

A bitcoin chegou a bater $20 mil em meados de dezembro. De lá pra cá só se fez cair … Ok Ok Ok … Tivemos um período de alívio logo nos primeiros dias de janeiro. Mas em seguida, o mergulho foi grande. De $20k, batemos os $6k no dia de ontem. 😯

Queda de 70% em aproximadamente 2 meses. “Novo Normal” dizem eles … “HOOOOLD” é a palavra de ordem.

Na Bolsa o desespero vem crescendo. O Dow Jones ontem apresentou a maior queda de sua história … A maior queda em pontos de sua história. Aquele processo de correção, há tempos aguardado, estava represado, e na hora que veio … veio com vontade.

Como não poderia deixar de ser, o evento americano contamina os outros mercados mundiais. “O rabo segue o cachorro” é uma das frases que melhor ilustraria tal movimentação. Ásia, Europa, Emergentes … todos sentindo os efeitos da queda. Uns com maior intensidade, outros resistindo um pouco mais. Mas todos caindo …

Uma queda absurda, já chamada por algumas pessoas por “crash relâmpago“. Uma queda … de … -1,51%. É … Essa é a queda do Dow Jones em 2018. 🙄

Nada impede que seja apenas o começo de um grande sell-off, mas por enquanto é apenas uma correção. E uma correção saudável.

Por exemplo, aqui no Brasil, a queda que vimos nos últimos dias ainda não foi suficiente para virmos abaixo do nível pré dia 24. Isso mesmo … Ainda estamos acima do ponto de partida da puxada pós julgamento do mullalá.

É queda ? É. É forte ? É. Mas é apenas uma queda.

O seu desespero talvez tenha um motivo …

Se você está desesperado com a situação, isso provavelmente esteja ocorrendo por um simples motivo: você não tem um Plano em mãos. Você não tem uma estratégia traçada. Você vinha operando da forma mais … básica de todas. Você vinha comprando e torcendo. Você vinha comprando o que os outros indicavam, sem ter a mínima ideia do motivo para estarem indicando. Você compra, quase que de olhos fechados, e comemora a valorização.

É assim que você vem operando ? Se é … precisa URGENTEMENTE mudar. Precisa de um método, de uma estratégia de investimento. Você precisa saber porquê está comprando. Você precisa saber o que está comprando. Mas acima de tudo: você precisa saber o que deverá fazer caso aquilo que fez começar a dar errado.

Sim, aquele papo de sempre. Você precisa ter um Plano B !! Você precisa entrar em uma operação já sabendo como proceder caso as coisas andem na direção contrária à imaginada.

Você compra ações para uma carteira de longo prazo, e cada nova queda é apenas uma nova oportunidade de compra, uma chance de aumentar a carteira com base nas promoções que surgirão ? Então é isso que você deve fazer. Deve comprar mais …

Você compra ações para realizar trades mais curtos, tirando proveito das oscilações ? Então já deve entrar nesta operação sabendo qual será o ponto de saída caso tudo dê errado. O bom e velho STOP de guerra.

No Double PUT Double CALL, minha estratégia de investimento que usa Opções, o destaque ao plano de saída em caso de erro é total. O STOP é um dos pilares (e na minha opinião, um diferencial) do método.

No Minha 1x na Bolsa, onde ensino como você deve começar a investir na Bolsa, insisto na necessidade deste Plano B. Quer seja num ponto específico – a perda de um suporte, por exemplo – ou em termos financeiros – uma perda máxima de R$500,00, por exemplo.

Ter um Plano B traçado ANTES do início da operação, se possível adotando um método padronizado para todas as suas operações, é item obrigatório para todo aquele que deseja ser bem-sucedido em Bolsa. E olha que quem está falando isso é alguém que ignorou isso por um bom tempo e que perdeu MUITO dinheiro por isso … (o método Double PUT Double CALL surgiu justamente por conta desse erro e a necessidade de ter uma estratégia que evitasse que o evento se repetisse)

Não, não é depois do estrago que você vai traçar um plano de saída … é ANTES ! Você já entra nas suas operações sabendo que vai perder uma quantia x de dinheiro. Se as coisas derem certo, ai sim você não perde e ainda ganha.

Se você está desesperado nesse momento, respire fundo. Tente se acalmar. Veja onde errou, no que errou, porquê errou. O que poderia ter feito de diferente. O que fará de diferente nas próximas operações. Não é por causa deste erro que você vai jogar tudo pro alto e abandonar o mercado.

Calma.

Se errou, e não sabe onde errou, vá em busca de orientação e conhecimento. Este será o seu melhor investimento nesse momento.

Calma. O mercado é isso … Altas e Baixas … essa é a natureza dele.

Mas acima de tudo: saiba o motivo de entrar em um determinado ativo. E antes disso, saiba onde vai sair caso TUDO dê errado …

Ok ? 😉

Operação de taxa pode chamar margem do investidor?

Pergunta:

Como funciona no caso de eu comprar por exemplo 500 ações cuja liquidação é d+ 3 e logo após fazer a venda de 500 opções dessa mesma ação liquidação em D + 1? Como acontece a chamada de Margem dessa operação? Se é que acontece?

Resposta:

Bom dia Matheus,

Uma das operações mais tradicionais quando se pensa em Opções é a venda coberta de Opções. Ou a operação de “taxa” como muitos gostam de chamar. 🙂

A operação nada mais é do que a compra de uma determinada quantidade de ações, para que em seguida seja feita a venda da mesma quantidade de Opções do ativo, em um determinado strike e data de vencimento. Neste caso a Opção a ser vendida é a CALL, a opção de compra. 😉

Como a operação funciona ? Digamos que você compre 1.000 PETR4 por R$20,00 e que esteja pensando em rentabilizar essa carteira com a venda de Opções. Neste momento você precisará tomar uma decisão importante: vai querer “garantir” o exercício, ou somente obter o rendimento da operação ? (como você já sabe, a palavra garantia não combina muito com o investimento em ações …)

A melhor forma de se “garantir” o exercício é através da venda de Opções ITM (dentro do dinheiro). Desta forma, mesmo se a ação corrigir um pouco em relação ao ponto atual, a sua operação será concluída se a queda mantiver o preço da ação acima do strike da opção que foi vendida.

Se a ideia é manter a ação em carteira, mas embolsar o valor obtido com a venda, a escolha de uma OTM (fora do dinheiro) pode ser a melhor alternativa. Mesmo se a cotação da ação subir, você mantém a ação em sua posse. Claro … desde que a alta leve a ação para uma cotação abaixo do strike da opção que você vendeu.

Se a ideia é obter o máximo rendimento, não importando o desfecho (se você manterá ou não a ação em seu poder no final do exercício), você pode escolher vender uma ATM (no dinheiro). É nela que obtemos o maior rendimento de todos para a venda coberta.

Esse seria o “resumo resumido” da operação. Quando vender, por que vender, como vender, qual opção vender … tudo isso necessita de uma base teórica com a plena compreensão do que é uma opção e como ela funciona. Se tiver interesse, apresento isso da forma mais simples e prática possível no Double PUT Double CALL, o meu curso de Opções. Te convido a conhecê-lo. 😉

Mas voltando à tua dúvida, é possível haver chamada de margem em uma operação de venda coberta de CALL ? Sim, é. Vou explicar o motivo. 🙂

A operação de venda coberta não chama margem, pois ela é feita diretamente pela ação que cobre aquela venda. Não há cobrança de margem pela operação … mas existe a possibilidade de chamada de margem em um momento específico dela: a hora da montagem.

Como você bem lembrou, a ação só cairá em sua carteira em D+3, enquanto a opção em D+1. Isso vale para a custódia da ação/opção, bem como o financeiro da operação.

Ao comprar uma ação hoje, ela só estará na sua carteira em 3 dias, ou seja … na quinta-feira. Pois bem … consegue enxergar a possibilidade de uma “janela” ? Sim, isso é possível de acontecer. 🙁

Ao comprar hoje, e vendendo em seguida (no mesmo dia) você estaria vendendo uma opção “coberta” sem ter a ação em sua carteira. Algumas corretoras até mesmo proíbem que seus clientes efetuem a venda de uma opção antes que a ação esteja realmente na carteira deles. Ou seja … algumas corretoras só permitem que você realize a venda da opção em “D+3”.

Mas isso não é padrão. 🙂

Não é padrão porque existe a possibilidade da corretora informar na hora da compra que aquela ação deverá ser destinada à carteira de margem, pois servirá como cobertura para uma venda futura de opções. Por exemplo, na corretora que uso eu sempre informo na hora em que compro uma ação, que servirá como cobertura em uma venda coberta de opções, que ela deverá ser direcionada à carteira de cobertura (a carteira 27). Eu opero através de telefone, via mesa de operações. 😉

Já no caso de operações via homebroker, sugiro que você verifique junto à sua corretora qual a forma que eles atuam. Algumas já fazem tudo de forma automática, outras pedem que você informe. E outras, como disse, “prendem” a venda da opção até o momento em que a ação estiver na carteira do cliente.

Qual será a margem chamada neste caso ? A mesma que vimos sendo apresentada no post “Quero operar com opções, quanto preciso ter de margem ?“. 🙂

Importante lembrar que se houver a cobrança por causa desse “intervalo”, ela será devolvida em seguida, na hora em que a ação estiver na carteira. 😉

Espero ter lhe ajudado ! 😀

Abraços !

Uma alternativa mais barata ao Straddle ?

Pergunta:

Olá, Zé.

Estava pensando na estratégia straddle. Não seria mais barato comprar uma quantidade menor de call ao invés de comprar call e put? No fim a perda maxima seria o preço do call, mas o custo da operação seria menor. Pensando em utilizar uma menor porcentagem do capital. Acho que somente pode testar pq tem os dados do seu straddle.

Abçs,

Resposta:

Bom dia Ralph,

Acredito que esteja ocorrendo alguma confusão em relação ao funcionamento do Straddle e sua finalidade. Mas vamos retomar o assunto e acabar com as possíveis dúvidas de uma vez por todas. 😉

O Straddle tem um comportamento específico, ele é montado em determinadas situações onde não existe a certeza de para onde o papel vai, apenas que ele vai. Ou traduzindo: não sabemos se a ação vai subir ou cair, apenas de que ela vai apresentar uma variação na cotação.

Não é uma operação que visa um alvo específico, tanto em termos de distância a ser percorrida, bem como a direção que será tomada.

Ela é indicada para momentos específicos (ao menos é desta forma que eu faço uso dela, hehehe), como: divulgação de resultados trimestrais, eleições, julgamentos de ex-presidentes que passaram a mão no patrimônio público … Ou seja, momentos onde é 8 ou 80. Que tanto pode ser para cima ou para baixo.

O último você acompanhou, foi o do julgamento do mullalá. O resultado dele foi sensacional: 20,41% ! Se ainda não leu o post onde apresento o ocorrido em detalhes, veja aqui.

Mas por que isso ocorre ?

O motivo para o Straddle poder tirar proveito de ambas as direções é simples: você faz a compra de uma opção do tipo CALL e outra do tipo PUT. A CALL se valoriza com a alta da ação subjacente, enquanto a PUT se valoriza com a queda dela. Graças às características básicas das opções, o movimento traz consequências diferentes para cada uma das opções. Em caso de alta a CALL sobe mais do que a PUT cai. Em caso de queda a PUT sobe mais do que a CALL cai.

Neste post eu explico o Straddle de forma mais detalhada. 😉

Portanto a ideia com esse tipo de operação é poder tirar proveito da direção que vier, e não mirar em uma específica.

Voltado à sua dúvida …

Se fizermos o que você sugeriu, comprando apenas uma menor quantidade de CALL, ao invés de CALL e PUT, estaríamos direcionando a operação única e exclusivamente para uma direção. Estaríamos mirando e objetivando somente a alta do papel.

Sim, o valor gasto seria menor. Seria menor pois não precisaríamos comprar a PUT e ainda teríamos comprado uma menor quantidade de CALL. Mas dessa forma o lucro com a operação surgiria apenas no caso de vermos a ação mãe subindo. E subindo com força …

Se ao invés da alta tivéssemos visto uma queda da ação, a operação que você sugeriu se tornaria um prejuízo. Como você bem lembro, um prejuízo limitado ao valor gasto com a aquisição das CALL. 🙂

Já o Straddle padrão, caso tivéssemos tido uma queda, ao invés da alta galopante que vimos, também teria apresentado lucro ! Na mesma intensidade ? Não sei … Pode ser que sim … Pode ser que não … Mas também teria sido lucrativa. 😉

A única forma da operação não sair lucrativa é no caso de vermos um movimento muito fraco para qualquer uma das direções. Se fosse uma pequena alta, uma pequena queda, ou a estabilidade propriamente dita, o Straddle apresentaria um prejuízo com o “emagrecimento” das opções adquiridas.

Seguindo a tua sugestão, de que forma poderíamos montar uma operação com estas características – tirando proveito de ambas as possíveis direções – sem gastar “muito” ?

Existem duas possibilidades:

#1 – Você compraria uma menor quantidade de opções CALL e PUT

Se não quer arriscar muito, compre 500 opções ao invés de 1.000 de cada. Diminuindo a quantidade de opções adquiridas você diminuiria o capital investido e consequentemente o tamanho do possível rombo.

Claro que dessa forma diminuiria também o possível retorno a ser obtido com a operação … 😉

#2 – Ao invés de um Straddle monte um Strangle

A diferença entre as duas é uma só: straddle usa opções ATM, enquanto o strangle usa OTM. Simples assim. 😀

Desta forma o seu custo para montar a operação é menor do que o da operação padrão, mas em contrapartida precisa que o movimento visto seja de maior intensidade para que o “mesmo” resultado seja obtido.

No caso do dia 24 eu dei preferência para o strangle. 🙂

Motivo ? As opções ATM estavam obesas e isso, além de encarecer a operação, tornaria o resultado duvidoso … No post onde apresento o resultado da operação detalho isso direitinho. 😉

Portanto … a tua sugestão de operação não apresentaria as características necessárias para que pudéssemos tirar proveito da ocasião em sua plenitude. Ela objetivaria uma direção específica e tiraria a principal função do straddle que é a de se aproveitar de ambas possíveis direções.

Aproveito para te fazer um convite: conheça o Double PUT Double CALL, o curso onde apresento a minha estratégia operacional (straddle incluído !) e te ensino a usar as Opções de forma segura e que venha a te possibilitar um retorno recorrente.

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !