Clube do Pai Rico
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Quando devo pagar o Imposto de Renda de uma operação com Opções ?

Pergunta:

Ola!

Parabéns pelo conteúdo.

A DARF em opções tenho que emitir no mês subsequente considerando o final do exercício certo?!
Ex: Exercício em Agosto, emite DARF em Setembro

Resposta:

Opa ! Tudo certo Franthesco ? 🙂

A regra é clara, e permanece sendo a mesma ! 😉

O pagamento do Imposto de Renda sobre o lucro obtido em operações com Opções, ocorrerá até o último dia útil do mês subsequente ao fechamento da operação.

Como o exemplo usado por ti, se a operação foi encerrada em agosto, a emissão, e pagamento, do DARF, deve ocorrer até o último dia útil do mês de setembro.

Sim, o encerramento de uma operação, e o seu vencimento, podem acontecer em momentos diferentes. 😉

Pense num lançamento ocorrido em julho, por R$1, em Opções da série H. O vencimento desta Opção ocorrerá em agosto. Correto ?

Leia: Quem é o lançador de Opções ?

Pois bem, agora pense que você fez o lançamento no dia 15 de julho. Passados alguns dias, a ação caiu e a Opção acompanhou a queda, te permitindo encerrar a operação por R$0,50. Isso no dia 23 de julho. Você obteve um lucro de 50¢, com uma Opção da série H (que tem o seu vencimento no mês de agosto), dentro do mês de julho. (começou dia 15 e encerrou no dia 23)

E como a regra aponta para o pagamento, tendo como referência o encerramento da operação, você deverá emitir e pagar o DARF até o último dia útil do mês de agosto. 🙂

Agora, um outro exemplo, seria o mesmo lançamento, no dia 15 de julho, recebendo o mesmo prêmio de R$1, mas ao invés de encerrar a operação, você a deixou ir até o seu vencimento e ela virou pó.

Com isso, a operação iniciada em julho, foi encerrada no mês de agosto. Com isso, a emissão e pagamento do DARF deverão ocorrer até o último dia útil do mês seguinte ao do encerramento da operação, que é setembro.

A operação é a mesma, a única diferença (além do lucro obtido com elas) é o momento do seu encerramento. 😉

Portanto, você só precisa se lembrar disso: o pagamento do Imposto de Renda sobre o lucro obtido em uma operação ocorre no mês seguinte ao encerramento da operação.

Espero ter te ajudado ! 😀

Abraços !

Eu preciso ter uma ação em carteira para poder comprar sua PUT ?

Pergunta:

Para eu comprar uma opção de venda (PUT) eu obrigatoriamente devo ter essa ação na minha carteira? Caso contrário, não consigo entender como ganharia vendendo uma ação que não tenho. 🙂

Resposta:

Opa ! Tudo certo Alcino ? 🙂

Não, você não precisa. 😉

Existem 2 formas de ganhar com essa operação de compra de PUT:

#1 – Com a revenda da PUT valorizada

Sim, você compra a PUT, esperando que ela se valorize, para em seguida revender. Lembrando que ela irá se valorizar conforme o ativo ligado a ela, caia.

É uma operação análoga à da compra de CALL. A diferença é que a CALL se valoriza conforme o ativo a ela ligado, sobe. Essa é uma operação que a maioria já está acostumada, especialmente por ela se comportar de forma bem parecida com a de uma compra de ações. 😉

Então, você poderá simplesmente comprar a PUT, acreditando na queda do ativo “mãe”, na expectativa de revender por um preço mais elevado.

#2 – Exercendo a PUT

Outra maneira é através do exercício da PUT que você tem em mãos. Que é a sua dúvida. 😉

Ao exercer uma PUT, fazemos isso por existir “justificativa” para tal. E qual seria essa justificativa ? O ativo “mãe” estar sendo negociado, no dia do vencimento, por um preço inferior ao do strike da PUT que você está comprado. 😀

Ao exercer a PUT, nós iremos vender a ação ligada a ela. Correto ? Mas como fazer isso se não temos ela em carteira ?

Simples: você vai vender a ação através do exercício … e entregará à pessoa que foi exercida uma ação que comprará, em seguida, diretamente no mercado !! 😉

Lembra que você exerceu a PUT por causa da cotação da ação estar sendo negociada abaixo do strike da sua PUT ? Pois então …

Para exemplificar: você comprou uma PUT de strike R$22. Chega o dia do vencimento dela, a ação “mãe” está sendo negociada por R$19,50. Com isso existe a justificativa para que você exerça esta Opção. Correto ? (como falei antes, a cotação da ação precisa estar sendo negociada por um preço inferior ao do strike, no dia do vencimento)

Ao exercer essa PUT, a pessoa que foi exercida, te comprará a ação pelo strike dela, pelos R$22. Você receberá R$22 para cada Opção que exerceu. Como não tem a ação para entregar a ela, irá no mercado comprar a mesma por R$19,50, que é o preço que está sendo negociada naquele momento.

Se você recebeu R$22 pela venda das ações, e as comprou por R$19,50 no mercado, ganhou R$2,50 !! 😀

Então, você não precisa ter a ação na carteira para comprar a PUT, pois poderá revender ela com valorização, ou exercer (se houver condições para tal), e comprar diretamente no mercado – depois do evento do exercício – por um preço abaixo do recebido no exercício, para ter o que entregar. 😉

Espero ter te ajudado !! 😀

Abraços !

“Tem como a pessoa perder mais dinheiro do que possui, com Opções ?”

Pergunta:

Uma dúvida… tem como a pessoa ficar com saldo negativo em opções!? De um exemplo por gentileza! Já ouvi falar que pessoas perderam tudo e ainda ficaram devendo muito dinheiro pra corretora em opções? Acontece?

Resposta:

Opa ! Tudo certo Rafael ? 🙂

Tem sim … é o risco que sempre falamos, sobre operar de forma alavancada em Opções. E sim, isso é possível de acontecer tanto nas operações de compra, quanto nas de venda … (sendo mais comum nas operações de venda descoberta e alavancada)

Mas Zé, como que é possível de perder mais dinheiro do que usou na compra da Opção ! Isso é impossível …

Sim, seria se a pessoa usasse apenas o dinheiro disponível na conta, para efetuar a compra. Já viu como operam os que fazem daytrade ? Sim … BEM alavancados.

Então, para quem opera normalmente na compra de Opções, o limite máximo de perda é o valor usado na compra delas. Se tem R$1 mil, e usou os R$1 mil nesta compra, o máxima que poderá perder, caso tudo dê errado, são os próprios R$1 mil. Agora, quem tem os R$1 mil, e opera alavancado, como se fossem R$10 mil, por exemplo, e essa Opção vira pó por conta de algum evento inesperado (e sim … pode acontecer, mesmo sendo raro), a pessoa termina o dia devendo R$9 mil. Correto ?

Caso raro … até mesmo porque a maioria das pessoas que atua no daytrade tem o costume de usar STOP e – em teoria – ele impediria isso de ocorrer. 😉

O mesmo problema pode ocorrer com quem opera na venda alavancada, e descoberta, de Opções. A ação pode fazer um movimento mais forte e isso levar a cotação da Opção acima do preço onde as perdas seriam comportadas pelo bolso daquela pessoa.

Agora … isso não ocorre apenas com as Opções !! Isso pode acontecer tanto com quem faz daytrade com ações, futuros e Opções. Operar alavancado traz um risco extra às suas operações.

Ainda existe uma outra possibilidade de vermos alguém perdendo mais dinheiro do que realmente tem. E neste caso, com Opções. Mais especificamente na venda de Opções.

Existem 3 formas de se lançar uma Opção (não sabe o que é um lançamento de Opções ? Leia este post):

Coberta: que é quando a pessoa faz um lançamento de CALL e possui a ação em carteira, na mesma quantidade das Opções que foram vendidas;

Travada: que é quando a pessoa faz um lançamento de CALL ou PUT, dentro de alguma “estrutura”. Ela vende uma Opção mas compra outra (ou outras) em um determinado strike, ou vencimento, diferente da Opção vendida;

Descoberta: que é quando a pessoa faz um lançamento sem ter as ações em carteira para honrar o exercício das Opções, caso isso ocorra.

Na venda coberta, não há risco de perda para o investidor. Já que ele apenas entregará as ações caso venha a ser exercido. Na venda travada, a perda máxima é limitada justamente pela estrutura montada. (podes conhecer um pouco melhor a operação neste post: “Opera com travas ? Abra o olho …“) Portanto, não existe a possibilidade de perder mais do que se determina perder …

Já na venda descoberta …

Para entender melhor o risco da venda descoberta, dê uma olhada no post: “Quais os riscos de trabalhar com a venda descoberta de Opções CALL ?

Mas, como pudemos ver, o principal motivo para a possibilidade de se perder mais do que se possui na corretora, não é o fato de se trabalhar com Opções … O grande problema é a alavancagem exagerada. Seja com ações, Opções, Futuros … Basta usar as coisas do jeito certo, com as ferramentas de proteção adequadas, que você consegue evitar que isso aconteça. 😉

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !

Qual é o melhor dia para rolar a posição com opções ?

Pergunta:

Zé,

Qual é o melhor dia para rolar a posição com opções?

Resposta:

Bom dia Isabela,

Opa, uma pergunta sobre a estratégia de renda fixa com opções ! 🙂

Vocês não imaginam quantas vezes fui atacado por defender esta ferramenta (tanto como forma de rentabilizar uma carteira, quanto forma de se proteger – ao menos adiar – de um prejuízo). Que eu estava mentindo, que não é assim que as coisas funcionam, etc etc etc. Sempre respondi de uma forma: O que mostra que isso funciona é a minha conta bancária. 😉

A rolagem é possível de ser utilizada tanto para CALLs, quanto para PUTs. Infelizmente nas PUTs, graças à sua falta de liquidez, não podemos carregar a operação por tanto tempo quanto nas CALLs. Basta cair um pouco mais para que o investidor seja obrigado a tomar alguma atitude. (seja zerando a operação ou adotando certos mecanismos de proteção – leia mais aqui e aqui)

Mas voltando à sua questão em específico: quando é o melhor momento de rolar uma posição de venda em opções ? A resposta teórica, ideal, seria: um pregão antes – próximo ao final dele – do exercício, com a ação “mãe” no valor exato do strike. É nesta situação em que você conseguirá obter o valor máximo da rolagem. Mas isso é contar um pouco demais com a sorte, hehehe. 😉

O ideal é que você consiga se segurar até o momento mais próximo do dia do vencimento que seja possível. Se tiver conhecimentos de análise gráfica, use isso em conjunto com o calendário. Se o strike da sua opção está próximo do valor de mercado da ação, faltando poucos dias para o exercício, e surge uma sinalização de alta, talvez seja interessante que você role sua posição neste momento. Se a alta se confirmar, a gordura tenderá a diminuir, e os poucos dias de vida desta opção acabarão não trazendo vantagem alguma.

Uma prática muito comum é adotar um valor médio (obtido da observação constante) de rolagem. Chegando ali, você rola “sem se importar” com a possível mudança dele. Seja para mais … Seja para menos …

Claro, fazendo isso você poderá deixar passar algum ganho, mas conseguirá atingir um ganho médio já imaginado.

Eu venho fazendo o que falei acima: tento integrar a análise gráfica com o acompanhamento do resultado. Se vejo que a possibilidade de me aproximar do retorno máximo, faço isso. Se não, faço a rolagem do jeito que estiver, sempre tentando levar ao menos até a última semana do exercício.

Mas de uma coisa você pode ter certeza: dificilmente conseguirá obter rentabilidade máxima (ou próxima dela) todos os meses. Em todo esse tempo que uso e acompanho a estratégia, foram poucas as vezes que vi isso acontecendo.

Espero ter lhe ajudado ! 🙂

Abraços !

Como manter o lucro de uma trava de alta com PUT ?

Pergunta:

Boa noite amigo… Me tire uma dúvida por gentileza. Montei uma operação de trava de alta com PUT e obtive um crédito de 200 reais imediatos. Gostaria de saber quando posso desmontar essa trava para manter esse lucro… Devo aguardar até o exercício? Grato.

Resposta:

Opa ! Tudo certo Cleiton ? 🙂

A operação de trava de alta com PUT, que prefiro chamar simplesmente de venda travada de PUT (pois é literalmente isso, hehehe), é caracterizada pela venda de uma PUT, com a compra de uma outra de strike inferior. Com isso a operação gera um crédito para quem a monta, tendo o prejuízo máximo e a chamada de margem limitados ao tamanho da operação, e o lucro ao valor recebido na montagem.

Um exemplo da operação seria a venda de 1.000 PETRU210, com a compra de 1.000 PETRU183. A primeira tem como strike os R$21,03, enquanto a segunda os R$20,78. Como a diferença entre as duas é de 25¢, e estamos montando a operação com 1.000 Opções em cada ponta, a perda máxima com a operação, seria de R$250, bem como sua chamada de margem. Já o ganho da operação, seria definido no momento da montagem da operação. PETRU210 sendo negociada a 43¢, enquanto a PETRU183 a 37¢, nos traria um prêmio de 6¢. (venda de U210, recebe 43¢ por Opção vendida, enquanto a compra de U183 nos custaria 37¢ por Opção comprada, restando 6¢ no bolso)

Como montaríamos com 1.000 Opções, receberíamos R$60 para montar essa operação. Sim, um retorno de 24% sobre o valor destinado (e em risco) na operação.

Dadas as características desta operação, a região de lucro máximo estaria com a ação acima dos R$21,03 no dia do vencimento, no dia 21 de setembro. As duas Opções teriam virado pó e o lucro (os 6¢) seriam integralmente embolsados.

Sabendo disso, retornamos à sua pergunta. 😉

Para que você consiga manter 100% do prêmio recebido na operação, precisará que a PUT de strike mais alto vire pó. E sim … isso tende a acontecer apenas no vencimento dela. Claro … Se ocorrer um movimento MUITO forte, que faça a ação subir muito, poderás encontrar a PUT de strike mais elevado valendo 1¢ antes disso. Mas ao zerar por 1¢, não manterias 100% do prêmio recebido na montagem. Isso só aconteceria com ela virando pó …

Sim, você pode encerrar esta operação a qualquer momento. Poderia desmontar com ela te gerando 5¢, 4¢, 3¢, 2¢ e 1¢ … Bastaria fazer a recompra da PUT que vendeu e a revenda da comprada, por um spread menor do que o obtido na hora em que a operação foi criada. 🙂

Mas para manter 100% do valor recebido no momento em que montou a operação, precisaria aguardar que as duas virassem pó. 😉

Espero ter te ajudado. 🙂

Abraços !