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Prepare-se: mudanças na poupança e na renda fixa para breve !

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

É … voltaram a falar sobre o assunto “mudanças no rendimento da caderneta de poupança” … Mas também não é a toa, muita gente do mercado já prevê a SELIC em 9% no final do ano, e nessa faixa de retorno a poupança se torna muito competitiva. (até mesmo ganhando de muitos fundos, CDBs, títulos do tesouro …)

Sugiro que você dê uma olhada nesse “pedaço” do Clube para entender tudo o que foi dito nos últimos anos sobre a poupança. Não está lembrado ? O tema “mudança na poupança” já esteve em alta, em 2009, quando a SELIC estava em 8,75% ao ano. Nesta faixa os títulos públicos começariam a perder a atratividade e a migração para a poupança seria grande.

Alguns motivos impediram a mudança: 2010 era ano de eleição presidencial, e alguém imagina que ele correriam o risco de serem taxados como o (des)governo que mexeu no dinheiro do povo que estava na poupança ? (até hoje, e para todo o sempre, o Collor será lembrado por isso …)

Para a salvação da lavoura a taxa SELIC precisou ser aumentada e a ideia de mudar os rendimentos da caderneta de poupança foram deixados para trás. Até hoje …

Porque o rendimento dela precisa ser alterado ? Porque se permanecer como está a taxa SELIC dificilmente ficará abaixo dos 9% ao ano … é preciso que o rendimento da poupança seja menor para que os títulos públicos federais permaneçam atraentes para os investidores, senão como é que o governo faz para rolar a dívida ? ;)

Precisa ser mudado e ponto final. Mas será que arcarão com o alto custo político dessa decisão ? Tenho lá minhas dúvidas …

A outra notícia diz respeito a provável alteração das faixas de tributação dos investimentos em renda fixa. A intenção é mudar o IR dos investimentos de curto prazo, para evitar o “vai e vem” dos “especuladores” … Claro que a mudança seria o aumento da faixa de dedução para os investimentos de prazos mais curtos …

Agora … se querem mesmo incentivar que o povo deixe o curto prazo “para trás”, que diminua então a tributação dos prazos mais longos … criando uma faixa que tenha um IR de somente 10%, por exemplo. Ah … isso não pode neh ? Diminuir a carga tributária é “proibido” …

Bom … o ministro Mantega acabou de dizer que isso não existe, não estou falando sobre nada disso. (acabou mesmo, foi há poucos minutos) Ahãm … senta lá Cláudia. ;)

Onde há fumaça há fogo. Pode ter certeza. :D

E se eu – finalmente – escrevesse o meu livro … ?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Uma das minhas resoluções de 2011não concluídas - que ainda martela minha cabeça é a que se refere a criação de um livro. A ideia já habita minha mente há tempos … mas não sei se por falta de tempo – justificativa dos “fracos” – ou de preparação propriamente dita – a matéria que mais me complicava a vida na época de escola era a redação, no vestibular a nota mínima era 3, tirei 3,5 (e ainda assim passei para a primeira turma, hehehe) – ele ainda não saiu do papel. Melhor … nem no papel ele está, existe somente a ideia mesmo …

Mas o desejo permanece, uma hora ele sai. :)

Para ir adiantando as coisas resolvi fazer uma pesquisa que me dará as orientações sobre a publicação propriamente dita, vendo os itens da pesquisa abaixo você entenderá. Solicito aos amigos que participem, pois do resultado dela dependerá uma futura publicação “real” by Zé da Silva. ;)

Qual a "mídia" a ser usada ?

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Sobre o valor do livro, se fosse digital, você estaria disposto a pagar:

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Sobre o "tamanho" do livro:

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Muito obrigado pela sua contribuição !! :D

Ah ! E claro, sinta-se livre para usar o espaço dos comentários para dar suas sugestões ou alguma outra informação que considere interessante. ;)

Livros ||| Financiamentos de longo prazo

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

DOP = Dinheiro de Outras Pessoas, esse é um dos pilares do conceito de Independência Financeira passado por Robert Kiyosaki. É usando o DOP que RK consegue fazer o que faz com os seus investimentos em imóveis, é usando o dinheiro dos outros (através de dívidas boas) que Kiyosaki compra seus imóveis para aluguel e cria um Fluxo de Caixa constante para o seu bolso.

Mas ele mora nos EUA, a Meca do crédito barato e fácil … :(

Aqui no Brasil as coisas não são tão fáceis como lá, muito menos tão baratas (em termos do custo do capital do empréstimo/financiamento) … não é mesmo ? Sim, definitivamente as coisas lá são muito diferentes das encontradas aqui. Mas … as coisas vêm mudando ! :D

O problema maior é: como fazemos para chegar no crédito “barato e fácil” existente aqui no país ? (barato é jeito de falar amigos … comparando com o custo do crédito nos EUA e na Europa então …)

É justamente essa a proposta do livro “Financiamentos de longo prazo” (Campus/Elsevier, 2011): mostrar como conquistar linhas de crédito que oferecem taxas de juros – dentro da nossa realidade – a um custo baixo. Um verdadeiro sonho para qualquer empreendedor, não é mesmo ? ;)

O livro faz exatamente o que promete: apresenta um roteiro de como conseguir a liberação de financiamento junto ao BNDES, IFC, FINEP e outras instituições. Mostra o que é necessário para conseguir a linha de crédito, quais tipos de projetos são permitidos para “concorrer” ao capital disponível, o que fazer, como fazer, onde fazer. O autor é da área, portanto é uma literal troca de experiências ! (e tem jeito melhor de se aprender do que assim ? hehehe)

São quase 150 páginas que realmente detalham o processo de obtenção de crédito, em linguagem simples, sem nhem nhem nhem. :)

Mas … não é “perfeito”. Senti a falta de um exemplo real (com todos os detalhes necessários para o processo …) de solicitação do financiamento. São dados exemplos, mas não um “mastigadinho”, sabe ? Ao menos eu havia ficado com a impressão de que encontraria isso durante a leitura … :(

Tirando isso o livro é um ótimo guia, detalhando os meandros da obtenção de crédito em instituições que consideramos “inatingíveis”, sabe ? Que por sinal deixaram de ser tão “inatingíveis” assim após a leitura. ;)

Recomendo !! :D

Nota do Site:

4 Moedas

Financiamentos de longo prazo
Paulo Gurgel Valente

Editora: Campus Elsevier
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 160
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Livros ||| A próxima grande depressão

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Se você alguma vez achou que minhas análises têm um tom mais baixista leia este livro e veja o quão “belo” é o cenário que eu traço. Em “A próxima grande depressão” (Campus/Elsevier, 2011) temos a nítida impressão de que o apocalipse está próximo (#2012Feelings ?) e que seremos arrastados pela destruição que se aproxima. 8O

Sério … eu que sou urso assumido (ei, nada de pensar besteira, urso no sentido de operar mais na ponta da venda do que na da compra, ok ?) fiquei com um pé atrás com as previsões feitas no livro. Coisa para enlouquecer quem vai precisar da grana que está na bolsa – e que esteja amargando prejuízo – nos próximos anos …

O pior ? O autor usa dados que realmente fazem sentido, que não parecem ter sido escolhidos ao acaso, que – aparentemente – são verdadeiros e que o caminho da bolsa pelos próximos anos já está traçado. Claro … a amplitude do movimento apontado por ele pode estar errada, mas a direção das cotações parece não estar.

Quer se assustar ? Para Harry Dent o índice Dow Jones chegará perto dos 4.000 pontos !! (para lhe situar ele se encontra hoje, 26/01/12, na faixa dos 12.750 !!) E então, já juntou seu queixo ?

Tudo graças aos ciclos

Como disse, a previsão de Dent parece fazer sentido. Para chegar a tal catástrofe ele faz uso de diversos ciclos (já conhecidos e estudados …) que “coincidentemente” apresentam o seu ponto de inflexão justamente “agora”. Quando um ciclo chega ao fim o mercado em que ele “atua” acaba sentindo o peso da exaustão do movimento, do fim da procura.

Ciclo das commodities (30 anos); Ciclo de nova economia (80 anos); Ciclo demográfico;  Ciclo de tecnologia …

Por exemplo, o ciclo demográfico “rege” o ciclo de gastos da população. No momento estamos chegando no ápice da geração Baby Boom (já citado no livro “Profecias do Pai Rico“), com isso o ciclo das moradias sofre alteração, bem como o de gastos “como um todo”.

Fica difícil para que eu entre em maiores detalhes … pois são quase 350 páginas que explicam justamente isso, tentar resumir provavelmente só atrapalharia a compreensão do conceito …

E será que ele vai acertar ?

Ah ! Esse é um ponto importante a ser abordado … O livro foi escrito em 2008, justo quando as coisas pegavam fogo na crise do subprime.

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Livros ||| Chega de babaquice !

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Você é um babaca ? Tem certeza ?

Meio deselegante eu começar o comentário de um livro falando dessa maneira … não é mesmo ? Ok … vou reformular a pergunta: Por obséquio, você é um babaca ?

8O

Se a resposta foi “não”, seja bem vindo ! (mas por via das dúvidas, faça o teste abaixo …)

Este é um assunto que não costuma ser abordado, imagine em um site de Educação Financeira … ou em um livro voltado ao meio empresarial, ou então em um artigo na Harvard Business Review. Consegue imaginar isso ? Pois esta foi a origem deste livro. “Chega de babaquice !” (Campus/Elsevier, 2007) tenta, além de discutir o tema, nos ajudar a identificar os babacas que nos cercam, apresentando formas de como lidar com eles, e o melhor de tudo: (se possível …) nos livrarmos deles!

Socorro !! Estou cercado por babacas !

Não temos como negar, estamos cercados de babacas. Na verdade todos nós temos o nosso momento “babaca perfeito” … Ou vai dizer que você nunca deu um piti numa fila, num balcão de atendimento ? (claro, será considerado babaca se foi sem motivo !)

Estamos mais acostumados a falar sobre os babacas que fazem parte de nossa vida pessoal, mas e no lado “trabalho” da coisa … Costuma falar com isso sobre alguém ? De que forma sua empresa lida com eles ? Fazem parte do staff ? Ou já são barrados antes mesmo de serem contratados ? Acredite, muitas empresas gostam de ter os babacas em sua em sua folha de pagamentos … muitos os consideram como peças fundamentais do sucesso, afinal o seu jeito “querido” de ser (muitas vezes são verdadeiros carrascos …) ajuda a fazer com que o empreendimento ande de maneira muito mais rentável do que sem eles. Muitas vezes os babacas se destacam entre os funcionários, especialmente no quesito vendas.

Mas qual é o custo desse alto desempenho ? Será que não está conquistado às custas dos outros funcionários ? Será que o desempenho do negócio como um todo não está sendo prejudicado por causa desse … babaca ?

Os babacas são inconvenientes, se metem onde não são chamados, falam mais do que deviam (acham que são os maiorais, só porque possuem o “dom” de falar tudo o que pensam, tudo o que lhes vêm a mente … ahã … faz de conta), acham que todos devem aceitar numa boa as suas brincadeiras (de mau gosto em sua maioria), ou então cederem ao seu “poder de conquista”. (que em muitas vezes poderiam ser classificadas como assédio sexual)

Assim são os babacas: acham que estão arrombando a boca do balão, mas na verdade não nada … vivem em seu próprio mundinho e por isso são reis. (afinal, sem ninguém por perto – de verdade – são os maiorais … são, na maioria das vezes, sozinhos)

Babacas, babacas, babacas … o que seria do mundo sem eles ? Um paraíso ? Não sei … ao menos um lugar mais tranquilo eu tenho a certeza que sim. :)

Como disse, muitas vezes eles se destacam. Quem um exemplo ? Citado por muitas e muitas pessoas? Steve Jobs ! Ele é considerado por muitos como sendo o “pai dos babacas”, exemplo perfeito de tudo o que um babaca precisa ter para ser considerado como tal. Quem conhece a história do gênio sabe que não estou mentindo. Quem trabalhou com ele então … (deve ter pesadelos até hoje …)

Como identificar um babaca ?

Algumas ações comuns dos babacas no dia-a-dia:

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Livros ||| Paul Allen: O homem por trás do mito

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Definir Paul Allen em apenas uma palavra ? Diversificação. :)

Pensou que falaria alguma coisa relacionada à tecnologia, à Microsoft ? Não não, Paul Allen é um diversificador nato. E um baita de um sortudo, hehehe. ;)

Uma biografia bem interessante, mostrando da infância até a atualidade, sua dedicação aos estudos, à programação, sua paixão pelo futuro. Uma figura bem diferente daquela retratada – e muito bem lembrada no livro – no filme “Piratas do Vale do Silício“, onde aparentemente era um mero coadjuvante …

Em “Paul Allen: O homem por trás do mito” (Campus/Elsevier, 2011) fiquei com a nítida impressão de que muito do sucesso da Microsoft se deve a ele, e não somente à Bill Gates (retratado por muitos como o único ser pensante da empresa, tanto em termos de programação como na figura de vendedor das ideias). Não há como negar a forte veia empreendedora de Bill Gates, que volta e meia briga pela primeira colocação na lista dos mais ricos do mundo da Forbes, mas se não tivessem todo um sistema que funcionasse redondinho, não seria a empresa que é. (ou seria que foi ?)

Por que falei sobre diversificação ?

Falei por causa da vida “pós MS” de Allen, que passa por diversas áreas. Quer ver ? Ele é um dos envolvidos no projeto vencedor do “X Prize”, que premiou a primeira nave particular que atingisse a órbita terrestre, voltasse e repetisse a tarefa após poucos dias. Ele é proprietário de um time de basquete e um de futebol americano. Além de ser investidor de dezenas (para não dizer centenas) de empresas no ápice da bolha.com. Ganhou dinheiro em algumas … perdeu em outras …

Mas aparentemente a diversificação não fica somente no lado “investidor” da coisa, Paul Allen é envolvido em muitos projetos voltados ao bem maior, à comunidade como um todo. Tem um parque/museu voltado ao meio musical (uma de suas paixões). Também tem envolvimento com um projeto que pretende mapear o cérebro humano (de todas as formas possíveis …)

Acho que esse tipo de diversificação eu concordo … hehehe. (não entendeu ?)
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Livros ||| Winston Churchill CEO

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Um ótimo livro sobre a vida e a história de Winston Churchill. Eu gosto muito de história, de uma maneira geral, nada muito específico, e esta leitura serviu para me trazer mais alguns elementos sobre a Segunda Guerra, sobre a figura do Primeiro Ministro Inglês.

Reparou que só estou falando do lado histórico do livro, correto ? Pois então … estou falando disso pois foi a parte que consegui identificar. Sério ! Não consegui separar muita coisa que fosse relacionada ao lado “CEO” do negócio … Ou estou cego, ou muito lesado das ideias. :)

Claro, muito destaque foi dado às decisões que precisavam ser tomadas por Churchill, mas nada assim … muito chamativo.

O livro é dividido em 25 capítulos, e em cada um temos uma “lição” voltada aos líderes. Entendeu o subtítulo ? ;)

Alguns exemplos:

A liderança eficaz e autêntica nunca é uma questão de impor ideias e ideais a um grupo de pessoas, mas sim de vincular ideias, ideais, valores e metas aos membros do empreendimento e às realidades do ambiente no qual o empreendimento existe e opera. Permita que esse vínculo se rompa e você abdica da liderança em qualquer sentido da palavra.

“Olhe antes de pular”, diz o velho ditado; mas algumas vezes é melhor apenas pular. Apesar de a reflexão criar situações hipotéticas, ela também produz problemas imaginários e dessa maneira nem sempre melhora as decisões, muito menos as facilita. A ação, em comparação com a reflexão, tende a esclarecer o presente e definir o futuro, reduzindo o número de suas escolhas e levando a decisões rápidas e seguras que lhe proporcionam a oportunidade de ser visto como uma pessoa de determinação ousada e visão autoconfiante. Apesar dos riscos, agir na hora certa pode permitir que você se defina, não apenas dramaticamente, mas antes que os outros o façam por você. Nunca se permita ficar preso no calabouço das ideias alheias.

Como disse, um livro bem legal sobre uma figura pública, sobre um período da história mundial, mas … eu sinceramente não consegui ver muita coisa de “diferente” nas “lições” destacadas. Não sei se isso aconteceu por eu considerar coisas “normais”, ou eu que não consegui enxergar do outro lado do espelho, vai saber.

Nota do Site:

3 Moedas

Winston Churchill CEO
Alan Axelrod

Editora: Campus Elsevier
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 280
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Concordo e assino embaixo !

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Algumas pessoas me perguntam porquê criei o Clube, outras desconfiam dos motivos que me levaram a criá-lo … (acredite, tem gente que encara dessa forma …)

Ao iniciar a leitura do “O Poder da Educação Financeira” (Campus/Elsevier, 2011), de Robert Kiyosaki, sou presenteado com uma mensagem do autor, que serve para expressar os meus sentimentos sobre a criação e as coisas que escrevo aqui no Clube:

Não é legal

Pensei muito sobre compartilhar com vocês nosso sucesso financeiro, especialmente em tempos como estes. Sei que milhões de pessoas perderam seus empregos, suas casas e seus negócios. Sei também que, na maioria das situações, não é legal falar sobre o próprio sucesso financeiro. Gabar-se nunca é legal, especialmente sobre dinheiro.

Ainda assim, decidi escrever sobre os investimentos na vida real. Quero que você entenda como conquistamos nossa educação financeira, como usamos essa educação e porque ela é uma vantagem injusta, especialmente em uma economia em declínio. Escrevo não para me gabar. Escrevo para encorajar as pessoas a aprender, estudar, praticar e, possivelmente, ver o mundo de modo diferente. Em 2011, há muito dinheiro no mundo. Existem trilhões de dólares à procura de um lar, porque os governos do mundo estão imprimindo trilhões em dinheiro falso ou moeda fiduciária, como se diz. Os governos não querem que o mundo entre em depressão – assim, imprimem mais dinheiro de mentira. É por isso que os preços do ouro e da prata sobem e os poupadores se tornam perdedores.

O problema é que esse dinheiro falso está nas mãos de apenas algumas pessoas. Assim, os ricos ficam mais ricos e os pobres e a classe média ficam cada vez mais pobres, a economia piora e o problema só aumenta.

De acordo com o censo americano (US Census Bureau), a pobreza na América aumentou para quase 15% da população em setembro de 2010. Isso significa que mais de 4 milhões de pessoas migraram da classe média para a pobreza, como Donald Trump e eu previmos em nosso livro Nós queremos que você fique rico. Isso é perigoso. Isso não é saudável.

Correndo o risco de soar arrogante, decidi escrever este livro sobre investimentos na vida real. Acredito que não é legal saber algo e não compartilhar. Isso seria ganancioso. Escrevo porque acredito que precisamos de educação financeira verdadeira antes de a economia mundial poder realmente se recuperar. Em última análise, escrevo porque acredito que é melhor ensinar as pessoas a pescar do que lhes dar peixes.

Robert Kiyosaki

Obrigado a todos os amigos que me brindam diariamente com sua presença por estas bandas e que, acima de tudo, compreendem meus motivos e usam o que aqui é publicado em seu benefício. ;)

Abraços ! :D

Você sabe com quem está falando ?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Como você já deve saber, minha leitura atual fala sobre babacas. Mais especificamente sobre as consequências de você ter um babaca em sua empresa, como evitar a contração de um babaca e, o mais importante, como não se tornar um babaca.

Agora me diga, existe atitude mais digna de um babaca do que a situação onde o sujeito vira para você e diz: “Você sabe com quem está falando ?“. Pois bem, se você é como eu e não suporta esse tipo de “gente” (entre aspas pois não sei se podem ser realmente classificados dessa maneira …), fica aqui a dica de um vídeo que nos auxilia no tratamento a ser dado a eles.

Duas notícias para ficarmos, no mínimo, preocupados …

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Leia as duas notícias abaixo e tire suas próprias conclusões. Depois use o espaço para comentários para iniciarmos a discussão.

Aversão ao risco leva Alemanha a pagar yield negativo pela 1ª vez

Frankfurt, 9 – A Alemanha pagou hoje, pela primeira vez na história, um yield negativo aos investidores num leilão primário de dívida, ressaltando o apelo da dívida alemã como porto seguro em meio à crise de dívida na Europa.

Em contraste, os yields pagos pelas notas do Tesouro da França no leilão de hoje subiram em relação ao leilão anterior, indicando que os investidores estão mais desconfortáveis com a dívida francesa diante dos temores crescentes de que a segunda maior economia da zona do euro possa perder seu rating AAA em breve.

Enquanto isso, os yields dos bônus da Itália e Espanha registravam queda após o recente sell-off dos títulos desses países, mas traders ainda manifestavam cautela antes da venda de bônus prevista para o fim desta semana e que poderá ser um teste para o apetite dos investidores pela dívida das economias da periferia.

A Alemanha se juntou hoje à Suíça e à Holanda ao registrar yields negativos no seu leilão de dívida. A lista de ativos considerados seguros está encolhendo e os investidores estão tão nervosos com a perda potencial de capital que estão dispostos a pagar uma taxa de juro apenas para proteger seus recursos nos poucos ativos ainda percebidos como seguros, como os Bunds do Tesouro alemão.

O Bundesbank, que é responsável pela condução dos leilões de dívida federal da Alemanha, vendeu 3,9 bilhões de euros em T-Bills com prazo de seis meses a um yield médio de -0,0122%, abaixo da taxa de 0,0005% paga no leilão anterior com prazo semelhante, em 5 de dezembro passado. A oferta de 4 bilhões de euros em T-Bills de seis meses teve demanda total de 7,08 bilhões de euros pelos investidores.

“O yield negativo reflete a precificação no mercado secundário, indicando forte demanda pelos títulos alemães, que são considerados os ativos mais seguros na atual situação de elevada incerteza”, disse o estrategista Giuseppe Maraffino, do Barclays Capital. No mercado secundário, os yields dos Bunds com prazo de um ano tornaram-se negativos hoje pela primeira vez desde 30 de novembro de 2011, com a aversão ao risco alimentando a compra de dívida alemã pelos investidores.

Desde um desastroso leilão de Bunds de 10 anos, em novembro de 2011, quando a dívida alemã refletiu os temores na Europa pagando yields mais elevados, os bônus da Alemanha vêm registrando uma boa performance, com os yields em alguns vencimentos sendo negociados perto dos menores níveis já registrados.

Serasa Experian: Inadimplência do consumidor cresceu 21,5% em 2011

São Paulo, 10 – A inadimplência do consumidor brasileiro cresceu 21,5% em 2011 na comparação com 2010, informou hoje a Serasa Experian. Esse é o maior nível de aumento da inadimplência desde 2002, quando o Indicador de Inadimplência do Consumidor cresceu 24,7% em relação a 2001.

Considerando-se apenas o desempenho em dezembro, a alta da inadimplência foi de 13,1% em relação a um ano antes, mas houve queda de 2,5% na comparação com novembro.

Em nota divulgada à imprensa, a Serasa Experian atribui a ampliação da inadimplência em 2011 ao aumento da inflação, que reduziu o rendimento do trabalhador, e aos juros elevados mantidos durante a maior parte do ano passado e que reduziram a capacidade de pagamento das dívidas pelo consumidor. “Cabe destacar que o acúmulo de dívidas, de médio e longo prazos, vem desde 2010, ano em que as condições de crédito e do orçamento do consumidor foram mais favoráveis do que em 2011″, afirma a entidade.

No resultado de dezembro ante novembro, a maior contribuição para a queda de 2,5% veio das dívidas com bancos, que caíram 2% – esse tipo de dívida corresponde a 49,3% do peso do indicador. O valor médio das dívidas com bancos nos 12 meses de 2011 foi de R$ 1.302,12, redução de 0,7% ante o mesmo período de 2010.

A maior queda em dezembro ante novembro foi verificada nos protestos, que encolheram 11,5%. O valor médio dos títulos protestados, no entanto, cresceu 16% em 2011 na comparação com 2010 e atingiu o valor de R$ 1.372,86.

O valor médio das dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços) em 2011 ficou em R$ 320,63, queda de 17,3% na comparação com 2010. Os cheques sem fundo, por sua vez, apresentaram aumento de 8,4% sobre 2010, atingindo o valor médio de R$ 1.359,19. Na comparação de dezembro ante novembro, dívidas não bancárias e cheques sem fundo tiveram queda de, respectivamente, 1,2% e 8,3%.

E então, foi bom para você ? 8O