Clube do Pai Rico
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Vamos ao Desafio de 2016 ?

E chegou a hora ! Você está pronto para começar o Desafio de 2016 ? 😀

Está lembrado que em 2015 tivemos nossa primeira edição ? Conseguiu atingir o objetivo ? Chegou perto ? Passou com folga ? Foi tranquilo ? Ajudou ? Como foi um ano difícil para grande parte da população, a proposta serviu feito uma luva com a situação … 😉

Vamos para o Desafio 2016 ?

Assim como foi em 2015, este ano a proposta do Desafio é que você consiga enxugar seu orçamento. Economizando em gastos simples e do dia a dia, que possam lhe ajudar a encontrar o dinheiro necessário para montar seu Colchão de Segurança e iniciar seus investimentos.

Priorizamos a realidade, tentamos fazer uma proposta que possa ser viável para todos os que decidirem aceitar o nosso Desafio. cada um dentro da sua realidade, sem fórmulas mágicas (que da forma que são projetadas chegam na reta final impedindo que muitos cumpram as metas propostas …) e condizente com a realidade de cada participante.

A nossa proposta é muito simples: você precisa economizar 1% do que ganha mensalmente, incrementando esta reserva em 1 pp a cada mês que passar. Traduzindo em português claro e simples: você deverá economizar um percentual do seu ganho mensal equivalente ao mês corrente. Para janeiro, 1%. Para fevereiro, 2%. Para março, 3%. E assim sucessivamente, até dezembro com seus 12% de economia.

Você vai economizando um pouco a cada mês que passa, vai aprendendo a conhecer melhor seu orçamento e descobrindo pequenas brechas em seus gastos que podem estar drenando uma parte considerável de seu capital. Para conseguir enxergar com mais clareza a situação dos gastos, sugiro que você adote alguma ferramenta que te auxilie com o controle do Fluxo de Caixa.

Com o passar do tempo você verá que não existe mágica alguma. Que pequenos ajustes em seu orçamento lhe possibilitarão atingir a meta proposta para Desafio, mês a mês. Coisas que muitas vezes nos passam desapercebidas, mas que dão uma bela mordida em sua carteira. Economia com seu serviço de TV à cabo, Telefonia e Internet; ou então cortando seus gastos bancários (acabando com as taxas); economizando na conta de energia elétrica (uma das grandes vilãs do IPCA de 2015) … Você analisará seu Fluxo de Caixa e verá os itens que poderá cortar. Em alguns casos alguns precisam ser enxugados, mas acabamos nos acostumando com a situação e os gastos vão corroendo nosso orçamento sem percebemos.

Para ajudar no acompanhamento

Da mesma forma que fiz ano passado, estou disponibilizando uma planilha simples (BEM simples), que lhe auxiliará no controle dos números. Ajudando-o a enxergar os objetivos mensais de acordo com mês que você estiver.

Você verá que encontrar pontos de corte é uma coisa mais simples do que costumamos imaginar. A inércia, muitas vezes, nos cria bolsões de gasto em nossos orçamentos que costumam comer parte do nosso dinheiro sem necessidade alguma. Puro comodismo, sabe ?

Mas lembre-se: a ideia por trás do Desafio é a de criar um capital, antes indisponível, para que você possa montar seu colchão de segurança (ou recompô-lo) e dar início aos seus investimentos. Neste momento não é para pegar este dinheiro livre e encontrar outra finalidade “de primordial importância” no seu orçamento. 😉

Tentarei ajudá-los com propostas de economia. Sempre priorizando gastos simples que ao serem cortados não representem um problema em sua rotina. Cortes que gerarão economia, passarão desapercebidos e que você pensará “poxa, eu gastava com isso e não tinha benefício algum”. Ao menos esta será a minha intenção. 😀

Para os que acham que estes valores propostos representam um valor pequeno, e que o benefício que ele poderá vir a proporcionar é irrisório … Quem conseguir atingir a meta final (crescendo 1pp a cada mês do ano), terá economizado 78% de seu salário mensal ! Isso mesmo, você terá conseguido acumular e destinar aos seus investimentos quase que um salário inteiro. Seria você se pagando um 14º salário, ou algo próximo a isso. 😉

A ideia é que este também seja um processo colaborativo, com você publicando seus resultados mensais nos posts do Desafio (nos que darei as dicas, por exemplo). Você poderá mostrar aos outros onde cortou, quem sabe a mesma dica não sirva para quem estiver lendo o seu comentário naquele momento ?

Para lhe ajudar ainda mais, existe uma categoria aqui no site que apresenta somente dicas de economia doméstica. Justamente o que precisamos neste momento. 🙂

Pois bem: mãos à obra !!!

Zé, como foi que você atingiu a sua Independência Financeira ?

Pergunta:

Carlos,

Bom dia. Primeiramente parabéns! Você mudou sua vida financeira. Isso é fantástico!

Eu li em 2015 o livro. Vários socos na boca do estômago amigo. Decidi como você fazer algo por mim mesmo. Mudar a maneira de lidar com o dinheiro, eliminar minhas crenças limitantes. Buscar minha independência financeira.

Eu queria saber de você. Após ler o livro, para chegar à sua IF, você tomou quais atitudes? Trocou de trabalho? Diminuiu o padrão de vida? O que foi fundamental para você nesse período chegar à sua IF? Você era casado? Tinha filhos? Já possuía um patrimônio?

Eu sou casado e tenho um filho. A missão de poupar e investir nessa fase da vida é dificílima. Outro agravante: minha esposa não pensa financeiramente como eu. Então tenho a missão de mostrar a ela a importância de se trabalhar, poupar e investir.

Enfim, gostaria de saber um pouco sobre como você conseguiu. Muito obrigado e um abraço.

Resposta:

Bom dia Douglas,

É um pouco complicado conseguir detalhar absolutamente tudo o que fiz para chegar onde cheguei … Principalmente porque, desde que me entendo por gente, venho me educando financeiramente, venho obtendo orientação para encontrar a melhor trilha nesse aspecto da vida. 🙂

Sim, desde pequeno me interesso por finanças. Com isso, a leitura do “Pai Rico Pai Pobre” acabou não sendo um “transformador” propriamente dito, mas sim um “caramba, tem mais gente que pensa coisas parecidas com as que eu penso !“. Sabe ? Foi transformador no sentido de que me senti mais livre para abordar o assunto com outras pessoas. Até então pouco me arriscava a trocar algumas ideias com meus amigos a esse respeito. 😉

Como venho trilhando este caminho desde jovem, as atitudes necessárias vieram sendo tomadas desde sempre. Reservar parte do que ganhava para os investimentos (seja na mesada, presentes de aniversário, Natal, ou de trabalhos que realizava), sempre tinha uma parte (se não fosse tudo, hehehe) que ia para a minha caderneta de poupança. Depois disso, quando mais velho, migrei dela para a Bolsa e de lá nunca mais sai. 😀

Deixei de fazer muita coisa que poderia ter feito, quando mais jovem, por causa deste propósito: ser financeiramente independente quando mais velho. Mas não muito velho …

Chegar onde cheguei (patrimônio), foi porque eu tinha uma renda relativamente boa (longe de ser considerada alta), através da distribuição de lucros da empresa em que era sócio; fazia com que sobrasse boa parte desta renda; e investia o capital acumulado na Bolsa, com rendimentos considerados bem elevados. Nunca recebi nenhuma bolada (de herança, de presente do pai, etc). Foi um processo “lento” e gradual.

Fiquei solteiro até 2009, sem filhos até o final de 2012. Então tive algum tempo de sobra de caixa mais elevada para dedicar aos meus investimentos. Desde o início eu sabia que precisava me dedicar aos estudos, desenvolvendo um método operacional que me proporcionasse um rendimento superior à média. Desta forma o bolo cresceria mais rápido, e o rendimento obtido mensalmente com ele seria capaz de manter o meu orçamento em ordem.

Tudo foi uma questão de chegar num valor que pudesse me proporcionar o que precisava. Ou melhor … seria somente isso, se não fosse o fato de que a minha empresa é uma empresa familiar. Você provavelmente deve imaginar a pressão que existe para que você “não abra mão de tudo aquilo” …

Concordo contigo que o momento em que temos filhos (especialmente se houver meninas entre eles, hehehe) é complicado para termos algum dinheiro sobrando no final do mês. 😉

Os gastos parecem surgir do nada, por mais que você seja controlado e que haja um planejamento do orçamento da família. Em contrapartida, o incentivo que estas pequenas criaturas criam em nós é impressionante. Você ganha uma força extra para ir em busca do que for preciso para atingir os objetivos. Não é ? 🙂

Como disse, tive a sorte de começar cedo. Por isso que insisto tanto para que as pessoas aproveitem o início da jornada para se dedicar um pouco mais. Não que seja impossível de chegar lá ao começar mais velho, mas os mais jovens levam uma boa vantagem nessa corrida. 😀

Sobre ter alguém do seu lado, que não pensa da mesma forma que você … Não é assim em relação a inúmeras coisas ? Temos que lidar com esse tipo de “batalha” diariamente em diversos fronts, é assim que os relacionamentos são. A parte boa é que graças a um ponto de vista diferente, você pode enxergar coisas que não vê normalmente. Isso ajuda a aperfeiçoarmos os planos, tentando atender um pouco dos desejos de cada um. Nem 8, nem 80 … Algo mais próximo do meio do caminho acaba sendo mais interessante.

Espero ter lhe ajudado ! 🙂

Abraços !

Por que o brasileiro é tão mal-educado financeiramente falando ?

mao no quadro-negro pq

Não, você pode ficar tranquilo que esse texto não irá se tornar um textão atacando o sistema educacional brasileiro. Até mesmo porque o principal, em se tratando de Educação Financeira, dificilmente será fornecido nas escolas: quem molda o perfil financeiro de uma pessoa, normalmente, são os pais dela. Sim. Grande parte daquilo que somos, daquilo que fazemos, em relação ao dinheiro, vem da observação de como agem nossos pais. (mas cá entre nós … não é assim com grande parte de tudo que fazemos/somos ?)

Claro, a partir do momento que uma criança (e os adultos também, por que não ?) começa a receber uma dose maciça de conhecimento e conteúdo em uma sala de aula, as coisas podem começar a mudar. Mas o reflexo da atitude dos pais, em relação ao dinheiro, está lá. Aquilo que for aprendido poderá, ou não, mudar o relacionamento daquela criança com o mundo das finanças. Muitas vezes a educação (ou neste caso, a falta dela) de casa é algo tão forte que suas raízes prendem a criança ao mesmo destino dos pais, não importando as “interferências” externas.

A reeducação é algo difícil de ser implementada. Veja uma pessoa que precisa adotar uma nova dieta para perder peso, e para tanto tenta se reeducar em relação à forma que se alimenta. Os hábitos são tão fortes que são poucos os que conseguem mudar a forma que se alimentam. Coisa parecida acontece em relação ao dinheiro … Acredite você ou não. 🙁

Onde tudo começou ?

Mas então, qual seria o real motivo para o brasileiro ser tão mal-educado financeiramente falando ? Se você respondeu “por causa da inflação” acertou. Sim. A inflação é um dos principais componentes deste nosso problema … Foram tantos e tantos anos de inflação alta, que as pessoas acabaram incorporando ao seu dia-a-dia a única forma de lidar com ela.

Qual ? Gastar seu dinheiro, o mais rápido possível, para evitar que ele perdesse valor. Exatamente: gastando tudo aquilo que você recebe, na hora em que recebe, você está se “livrando” de uma das principais consequências da inflação, que é a perda de poder de compra do dinheiro que tem em mãos.

Pense da seguinte forma: a inflação atual é de cerca de 30% ao mês. Ao receber o seu salário, você tem duas alternativas: ou gasta tudo ou gasta somente o que precisa e o restante economiza. O problema é que aquilo que você economizar dificilmente será ajustado corretamente e conseguirá vencer a inflação. Seu dinheiro vai sendo corroído por ela e no final de um período mais longo ele terá perdido grande parte do seu valor.

É … A inflação “beneficia” aqueles que gastam tudo o que têm e “penaliza” aqueles que poupam.

Portanto a atitude de grande parte da população era justamente essa: recebeu o salário ? Corra para o supermercado para fazer o rancho do mês. Garanta o poder de compra do seu dinheiro naquele momento. Não deixe nada para o dragão.

E foram anos e anos e anos com este cenário …

Mas tudo mudou … Por que a Educação Financeira não ?

Em 1994 tivemos o surgimento do real. Em 1º de julho daquele ano surgia a moeda que nos fez “esquecer” do dragão da inflação por algum tempo. Só para você ter uma ideia, nos primeiros 6 meses de 1994, até a entrada do real, a inflação acumulada era de 815,60% !!! No mês de julho ela caiu para 6,08% !! 😯

Aos poucos ela foi caindo mais e mais, até que tivéssemos índices anuais que ficavam abaixo disso.

Infelizmente nos últimos anos temos visto o dragão acordando, mas ainda muito distante do que tínhamos no passado. Por que então as coisas, em relação à Educação Financeira, não mudaram ?

“Simples” ! Nos primeiros anos após a derrubada da inflação, tínhamos um pouco de inércia atuando. Foram tantos anos adotando a mesma estratégia: usar tudo para não perder, que seria preciso um pouco mais de tempo para nos reeducarmos. Porém … quando este tempo já havia passado … surge uma política de estado que atrapalharia esta mudança.

–  “Crédito fácil para todos !! Comprem tudo e mais um pouco !!

Sim … Quando as coisas começariam a andar nos eixos, quando veríamos o poder de “não gastar tudo na mesma hora” surgindo … vem o Governo Federal e cria inúmeros incentivos para que a população use o seu dinheiro. O seu e aquele que não tem, através da obtenção de crédito.

Quando as vantagens dos períodos de baixa inflação começariam a incentivar as pessoas a pouparem, o consumo das famílias foi incentivado e, mais uma vez, a poupança (não a caderneta, neste caso me refiro ao ato de guardar algum dinheiro propriamente dito) foi boicotada.

Infelizmente … 🙁

Mais uma vez os planos são adiados

Infelizmente vemos que o incentivo à poupança, em detrimento ao consumo imediato, foi abandonado. Ela que é uma das pedras fundamentais para a Educação Financeira de um povo, foi mais uma vez deixada em segundo plano.

Quando as experiências do passado começariam a ficar apenas no passado, e uma nova geração começaria a se acostumar com uma nova realidade, uma que incentiva e traz benefícios aos que poupam, surge alguém para adiar esta mudança tão importante. Não que o consumo não seja importante. É ele que move a economia de um país. Mas o consumo desenfreado, como vimos nos últimos anos, só atrapalha num plano de longo prazo.

Um plano onde a população tem pleno poder de decisão sobre o seu dinheiro. Onde a população tem noção do poder de suas reservas e da tranquilidade que elas podem proporcionar. Uma época onde há consumo, mas controlado, respeitando as condições de cada um.

É … Parece que o Brasil só terá uma população plenamente educada (financeiramente) no futuro. 🙁

Bem … eu ao menos espero que isso aconteça no futuro. 🙂

A poupança teve em 2015 o maior volume de recursos sacados da história

E os dados que vínhamos acompanhando durante todo o ano de 2015 se confirmaram no final do ano. É oficial: 2015 entra para a história como sendo o ano onde a poupança apresentou a maior saída líquida de recursos. O valor é impressionante: R$53,5 bilhões

O que estaria por trás disso ? A crise ? A Educação Financeira ? O medo?

Vamos analisar ? 😉

A culpa é da crise

2015 foi um ano difícil. Daqueles que gostaríamos de esquecer. Praticamente todas as áreas que forem analisadas mostrarão resultados decepcionantes. Não é a hora de apontarmos culpados ou de tentarmos encontrar soluções … O que queremos é apenas encontrar algum paralelo disso com a saída da poupança. Certo ?

Desemprego. Inflação. As coisas ficando mais difíceis a cada dia … Isso reflete, na maioria das vezes, onde ? No bolso … 🙁

Sei que são poucos que têm um colchão de segurança, pleno, formado. Mas quem não tem, normalmente tem uma pequena reserva guardada na caderneta de poupança. Por menor que seja … Lembremos que ela é o “investimento” mais usado pela população brasileira. Os motivos são os mais variados, e já falamos sobre isso inúmeras vezes. Está lembrado que até mesmo indicamos o uso da poupança em algumas situações ?

São “apenas” 135 milhões de cadernetas espalhadas pelo país … “Só”. Confesso estranha este número. Afinal isso atinge quase 70% da população (sim, sei que muita gente tem mais de uma, para propósitos diferentes – ex: uma pra viagens, outra pro carro, etc etc), e sabemos que a parcela das pessoas que têm algum capital disponível para aplicar nela está bem longe disso.

Voltando. A coisa aperta, o que você faz ? Vai lá e saca aquele recurso que estava destinado para emergências. Afinal de contas esta é uma emergência. Você precisa recompor seu poder de compra de alguma forma. Sim, primeiro realizamos cortes no orçamento doméstico, mas chega um ponto onde isso não é mais possível e você precisa de outra fonte de recursos para tapar os buracos.

Pronto: a pessoa se dirige ao banco para sacar o que precisa (ou pode) para aliviar as coisas.

A população está mais educada, financeiramente falando

2015 foi caracterizado pelo “despertar”, de certa parcela da população, para o fato de que a poupança é um péssimo negócio. Que deixar seu dinheiro “aplicado” nela é sinônimo de perda. O rendimento dela é menor do que a inflação e, como você sabe, o dragão não perdoa.

Muitos foram o que retiraram dinheiro de suas cadernetas para migrarem para outras oportunidades. A mais alardeada foi o Tesouro Direto e seus benefícios reais, como títulos que te protegem da inflação e ainda garante um ótimo resultado anual. (tivemos títulos pagando IPCA + 7,5% durante o ano)

Eu juro que gostaria de dizer que este é o principal motivo para o péssimo resultado apresentado … Mas confesso que é muito difícil de acreditar que este seja realmente o principal motivo. 🙁

Você imagina quantas contas existam no Tesouro Direto ? Apenas 600 mil … (praticamente o mesmo número de pessoas que investem em ações) Uma parcela muito pequena da população … Ok, anda impede que seja uma parcela do “topo da pirâmide” … Mas isso – na minha opinião – não explicaria a história toda.

Um dia, quem sabe, poderemos dizer isso. Mas acho que ainda não é o momento …

O medo do confisco

No começo do ano um boato surgiu com força em todos os cantos: o governo federal realizaria um confisco da poupança. Adotariam a estratégia usada por Collor, para tentar segurar a inflação.

Sim, muita gente se preocupou com esta possibilidade. Muita gente mesmo … Muitos foram os que sacaram seus recursos e partiram em busca de outra oportunidade de investimento. Não foram pela desvantagem que a poupança apresenta, mas sim por medo de “perder” o que tinham ali.

Sério ! O boato foi forte. Vi gerentes de bancos estatais e confirmando a possibilidade e tirando seu dinheiro. Não sei se fizeram isso numa tentativa de influenciar seus clientes para retirar o dinheiro da poupança, migrando-o para alguma outra oferta (de preferência que ajudasse a atingir suas metas …), ou se foi realmente por medo do confisco.

Não consigo imaginar uma reprise daquilo acontecendo. A experiência foi ruim e muitos creditam parte do processo de impeachment de Collor a isso. Estando a Dilma com a corda no pescoço, ousaria ela adotar estratégia tão controversa ? Duvido …

Mas alguma coisa deixou a poupança por isso …

Resumindo

Então, com 3 possíveis causas apontadas digo: a saída líquida de capital se deve ao conjunto das coisas. Um pouco de cada. Não existe um motivo único e exclusivo.

Agora, surpreendentemente, em dezembro, tivemos uma entrada líquida de quase R$5 bilhões. 😯

Motivo para reacender as chamas da esperança ? Isso seria um sinal de que ao menos a saída estancou um pouco ? (do bolsa da população) Ou de que a galera segurou os gastos no final do ano e conseguiu destinar parte do 13º para ela ?

Quem sabe o dado referente a janeiro/16 nos ajudará a entender um pouco melhor essa informação ? 😉