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Livros ||| Como saber se um negócio é bom (antes de fazer negócio)

Releia atentamente o título deste livro, qual será a primeira ideia que lhe vem à cabeça ? “Como saber se um negócio é bom (antes de fazer negócio)”, é voltado ao Mercado de Ações ou ao Empreendedorismo ? Sim, dependendo de sua preferência poderá encarar como sendo de qualquer um dos dois temas, mas este em específico é destinado aos empreendedores. 🙂

Mas como bom chato que sou, amante do mercado acionário, ficava fazendo mil e uma ligações com a compra das benditas ações destas empresas reais, hehehe. 😉

Como saber se você não estará entrando numa fria ?

Ao comprarmos um negócio já existente, temos que estar conscientes de que podemos estar fazendo a “maior besteira de nossas vidas”, enquanto insistimos em acreditar que é justamente o contrário. Muitas vezes as pessoas dão preferência pela compra de uma empresa já formada, com histórico de clientes e negócios, para que alguns passos – os primeiros, e na maioria dos casos os principais – possam ser pulados. Afinal tempo é dinheiro !

Mas e se você acabar comprando gato por lebre, como ficará ? Saber o que olhar, como olhar, quando olhar, é item fundamental na hora de decidir se o negócio almejado é realmente interessante. Se aquilo que você imaginar acontecer “por trás do balcão” é a realidade do negócio que está sendo ofertado, ou não.

O livro, a meu ver, serve perfeitamente como guia para quem deseja se aventurar por estes mares. Será uma tarefa difícil, mas com o auxílio do que foi apresentado poderá atingir o objetivo desejado.

Por exemplo: o que perguntar ao vendedor da empresa em questão ? Só saber o quanto gera não é o suficiente … Existem muitas outras coisas que precisam ser vistas e sabidas pelo interessado na compra. Os motivos da venda, se a empresa tem ou não problemas, se tem dívidas, quem são seus fornecedores, seus clientes, como é a região onde a empresa atua … E esteja preparado para que as respostas não sejam totalmente verdadeiras. Afinal … na maioria dos casos quem deseja vender uma empresa tem algum motivo para isso. Pode ser um problema entre os sócios (com linhas de pensamento diferentes entre si), pode ser por motivo de “mudança de cidade”, aposentadoria, queda no faturamento, em resumo são muitos.

Fazer um trabalho de detive particular é muitas vezes sugerido nestes casos. Perguntar na vizinhança o que acham da empresa, o que acham do serviço por ela prestado, ver como se comportam seus futuros clientes, ver se eles continuarão sendo seus clientes (afinal a desistência deles pode ser um dos motivos da venda da empresa …). Até mesmo tentar descobrir se o vendedor, que usa como justificativa para a venda a mudança de cidade, realmente mudará de cidade. (se estiver mentindo neste ponto pode ter certeza que há algo de errado com a empresa …)

Não, comprar uma empresa já constituída não se resume somente à análise dos balancetes, ao estudo dos números apresentados, aos resultados obtidos no passado. Por quê ? Porque você estará comprando essa empresa de olho no desempenho futuro dela. Do que adianta ter um resultado exemplar nos últimos 10 anos se as projeções mostram que daqui para a frente não será a mesma coisa ? (analisando o mercado de atuação da empresa você poderá ter uma ideia disso)

Números, números e mais números !

Claro, saiba que isso será uma das tarefas mais importantes na hora de decidir – ou não – pela compra. A análise dos números passados servirá como informação primordial na sua tomada de decisão. Mas não serão os números (isolados) que tomarão esta decisão por você.

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Livros ||| Em Frente !

Sou admirador dos produtos e da forma de trabalho (e consequentemente da empresa) da Starbucks. Tudo me agrada, a qualidade do que é oferecido, a forma com que é oferecido, a forma de tratamento que os atendentes te oferecem … Sou um fã, um baba ovo. 🙂

falei isso uma vez, e na última viagem que fiz aos EUA uma passada diária (ao menos) era obrigatória. Já havia também comentado um outro livro que falava sobre a empresa, sendo que havia sido publicado antes de conhecer seus serviços. Mas “Em Frente !” (Campus/Elsevier, 2011) traz uma nova abordagem. Nele temos o ponto de vista de Howard Schultz, ex-CEO/CEO/de volta CEO/pra sempre CEO da Starbucks.

O livro mostra a luta para trazer a empresa de novo ao topo, do que foi feito para fazer com que o termo Starbucks voltasse a significar “experiência única”, além é claro de “lugar de um ótimo café”. A criação de novos produtos – com alguns que deram certo e outros que foram um fracasso -, as mudanças em termos administrativos, as demissões em massa, as mudanças no dia a dia da empresa.

Um sinal de alerta

Uma das passagens mais interessantes – ao menos na minha opinião … – foi ver que os resultados da empresa começaram a apresentar os problemas que a economia americana viria a enfrentar pouco tempo à frente. Queda nas vendas e no valor delas foram um sinal claro de que algo estava acontecendo, sendo que ninguém “acreditava” nisso.

Ver que a empresa se dedicou em “crescer, crescer e crescer“, deixando de lado outros pontos que tornavam a Starbucks um sinônimo de experiência excepcional, serve de alerta para muitos que pensam em coisa parecida. Não importando a área de atuação …

Você consegue imaginar uma empresa, do porte da Starbucks, fechando suas portas em um dia normal, uma terça-feira, durante o horário comercial, apenas para treinar sua equipe ? Consegue imaginar 7.100 lojas nos EUA fechadas, com aproximadamente 135.000 pessoas sendo treinadas para melhorar a qualidade do café servido ? (as lojas simplesmente fecharam suas portas, pediram para que os clientes se retirassem e iniciaram o treinamento – através de DVD) Coisa de doido não ? Mas foi o que fizeram …

Cortando na própria carne

Ver o relato do CEO no momento de demitir seus funcionários, sendo que nos últimos anos a empresa somente sabia o que era contratar, foi incrível. Claro que a aceitação foi difícil … ainda mais que não foram somente cortes de vagas, mas fechamento de lojas também.

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Livros ||| Você Investidor

Este é mais um livro que pretende trazer o tema investimentos à realidade da população brasileira. Com linguagem simples, que será compreendida por qualquer pessoa que tentar lê-lo. Leitura simples e leve, muitas vezes até me pareceu um pouco superficial demais … mas para quem está em busca de um livro introdutório, com o bê-á-bá, pode acabar sendo uma boa escolha.

O autor passa por diversos temas dentro do assunto finanças pessoais, apresentando até mesmo alguns detalhes (básicos) sobre determinados investimentos: poupança, renda fixa, tesouro direto, imóveis, ações, previdência privada …

Não sei se a culpa é minha, por ter iniciado a leitura esperando uma coisa e quando terminei encontrei outra. Não, o livro não é ruim, mas ele é superficial. (acho que já falei isso, não é mesmo ?)

Por exemplo, o capítulo sobre imóveis (ou setor imobiliário como ele prefere se referir) … se ele não estivesse no livro não faria muita diferença. Na verdade, não faria diferença alguma …

Uma frase que faz valer a pena

Mas acredito que você esteja lembrado do meu conceito de que se eu encontrar uma frase, uma palavra, uma informação, uma ideia, que realmente seja interessante, terá feito valer a pena ler qualquer livro, assistir qualquer palestra. Às vezes perdemos horas em palestras entediantes, mas basta que o “cara lá da frente” diga uma frase importante, com conteúdo novo, uma informação desconhecida, que fará valer a pena. Para um livro vale a mesma coisa.

Em “Você, Investidor !” o autor toca num ponto que é verdade, e que por sinal eu nunca havia pensado antes.

Todos costumam usar como justificativa principal para o alto índice de deseducação financeira da população o longo período inflacionário que tivemos até 1994. Correto ? Mas … você já parou para pensar qual seria a justificativa (ou uma delas) para o povo menosprezar a criação de poupança ? (não me refiro ao veículo poupança, mas sim a acumulação de determinado capital para emergências, que coincidentemente acaba sendo depositado – normalmente – na caderneta de poupança)

Vai … pense um pouco … Lembre-se de um fato ocorrido há aproximadamente 20 anos que poderia criar tamanho pavor na população em relação ao termo “poupança”. Fernando Collor de Melo, Zélia Cardoso de Mello. Pronto ! O trauma com o confisco da poupança pode ter sido (e foi !) tão grande que marcou toda uma geração, que criou uma imagem, uma lembrança, tão apavorante que ficou marcado …

Consegue imaginar quanto tempo será preciso para apagar tal memória de nossas mentes ? 🙁

Para comprovar isso, facilmente, basta vermos que os mais jovens têm tido muito mais facilidade de criar poupança do que a geração anterior, que foi a que sentiu na pele (literalmente) o congelamento de suas contas.

Vale a pena a leitura ?

Bom … é … só se você está realmente começando, mas bem no começo mesmo. (coisa do tipo: nunca leu nada sobre o assunto, nunca visitou um site de Educação Financeira) Pois o seu conteúdo é realmente básico, superficial.

Peço desculpas de antemão ao autor (caso ele leia essa resenha …), mas preciso apresentar a minha impressão do livro aos leitores do site. Eles confiam no que eu digo e querem a minha real opinião.

 

Nota do Site:

2 Moedas

Você, Investidor !
Flávio Barcelos Diehl

Editora: Novatec
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 168
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Livros ||| Obrigado pela informação que você NÃO me deu !

Seja sincero, o que vem à sua mente ao ler o título desse livro ? É muito provável que pense numa pessoa que costuma “regular” as informações que passa para os outros, aquela que prefere guardar o segredo (afinal conhecimento e informação é poder) para si sem dividir com mais ninguém. Correto ? É, eu também pensei nisso …

Mas me enganei, o livro “Obrigado pela informação que você NÃO me deu” (Campus/Elsevier, 2007) aborda justamente o outro lado da moeda. Fala sobre as pessoas que falam, falam, falam, enrolam, falam, enrolam mais um pouco … até que … chega no ponto que deveriam ter chegado com “um pouco de atraso”. Ou melhor, às vezes chegam, pois existem casos onde a pessoa demora tanto, dá tantas voltas, que a pessoa com quem ela conversa acaba desistindo do papo e dá o assunto por encerrado. Quando se trata de um papo entre amigos “não há tanto problema” – se bem que eu não suporto quem demore “horas” para falar algo que levaria poucos segundos … mas tudo bem -, mas e quando é um superior seu, no seu emprego ? Ou então um cliente que está participando de uma apresentação e depende do que for dito ali para fechar negócio ? Muda um pouco, não é mesmo ? 😉

Sempre – sim SEMPRE – fui adepto da teoria do “vá direto ao ponto !”, como você já deve ter percebido aqui no site. Muitos dos meus textos acabam sendo mais curtos do que o da concorrência (hehehe) por eu achar que a enrolação não leva a lugar algum. Na maioria das vezes só faz com que a pessoa que está participando da “conversa” perca seu (valioso) tempo. Existe alguém que não concorde com a frase “Tempo é dinheiro !” ?

Mas por que fazem isso ?

Muitos o fazem por gostarem de falar, pura e simplesmente isso. Falam, falam, falam … até não poder mais. Se for um assunto que lhes agrade então … Sai de baixo !! 🙂

Outros adotam a mesma postura, de falar mais do que deviam, para mostrar o quanto conhecem do assunto, o quanto dominam determinado tema, ou no pior dos casos, o quanto se dedicaram para preparar aquilo que estão falando, o quanto se esforçaram para entenderem (ou decorarem, você escolhe) sobre determinada coisa. Conhece alguém desse tipo ? Aquela pessoa que precisa mostrar/dizer o quanto se dedica, e para isso faz com que o assunto se alongue um “pouco” demais ?

Uma das coisas que mais gostei no livro foi o fato de que muitas passagens abordadas pelo autor se tratam de casos reais (ele presta consultoria nessa área, de apresentações), então existem exemplos de todos os tipos. Já imaginou alguém que está fazendo uma apresentação para conquistar um sim de um cliente e consegue isso nos primeiros minutos de apresentação ? E se esta mesma pessoa, nesta apresentação, para mostrar o quanto se dedicou àquela apresentação continuasse a falar e por causa disso acaba perdendo o negócio ? (o cliente pode ter pensado melhor … pode ter ouvido/visto algum detalhe que lhe fez desistir …) Quem mandou falar demais ? 😀

Um livro que vale a pena ser lido !

Gosto muito desse tipo de livro, que traz informações e conhecimentos que podem ser usados por toda a nossa vida, em todas as áreas que desejarmos. No trabalho, em casa, com os amigos …

De leitura fácil, rápida e agradável, este é um livro de leitura obrigatória para todos aqueles que prezam por usa formação como pessoa.

Tenha uma boa leitura !

Nota do Site:
5 Moedas

Obrigado pela informação que você NÃO me deu !
Normann Kestenbaum

Editora: Campus Elsevier
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 160
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Livros ||| O preço inteligente

Há algum tempo li um livro que mudou – e muito – a minha forma de pensar sobre a oferta de produtos e serviços: “Free: Grátis: O futuro dos preços“. Um conceito revolucionário me era apresentado (e em alguns casos onde já era visto, explicado), e ideias mil passaram pela cabeça. Imaginei que aquilo era o ápice do negócio, a melhor forma existente – e por quê não a mais inteligente ? – de se “cobrar” por algo. É tão bom quando vemos que nos enganamos nestes casos … 😀

O grátis “era” a forma mais inteligente, e diferentes, de cobrança ! Em “O preço inteligente” (Campus/Elsevier, 2011) vemos que o grátis é apenas uma das formas inteligentes de se fazer dinheiro, e que agradam muito os consumidores. Apresentarei apenas algumas das possibilidades, para não estragar a experiência que você terá ao ler esse livro. Entendeu ? Esse livro PRECISA ser lido. Ok ?

Pague o quanto quiser

Parece loucura, mas dizer ao cliente que aquele produto/serviço não tem um preço definido – podendo ser até mesmo de graça -, quem dirá o quanto quer pagar é ele mesmo, é uma ótima forma de ganhar dinheiro. Já imaginou você ter um restaurante, ou lançar um disco (um álbum de músicas …), ou um livro, sem definir o quanto vale aquilo, sem um preço pré-definido ? Acredite … muita gente imaginou, e o melhor: implementou essa ideia em seu empreendimento. E por mais incrível que possa parecer está ganhando dinheiro com isso.

O caso mais famoso foi o da banda Radiohead, que adotou a estratégia para o lançamento do álbum “In Rainbows“. As músicas eram oferecidas através da internet, para download, e os interessados é que determinavam o quanto pagariam por isso. Agora quer ficar perplexo ? A banda ganhou mais com as vendas digitais desse álbum do que ganhou com o trabalho anterior, onde o disco era tradicional – mídia física -, e tinha um preço tabelado. 🙂

Pague o quanto quiser – Mas eu posso não aceitar …

Como uma variante do método anterior, o “pague quanto quiser … mas pode ser que eu não aceite” trouxe de volta ao vendedor o controle sobre suas vendas. O cliente teria o “aparente” controle sobre o valor de compra, mas como havia a possibilidade de corte da oferta, pelo vendedor, a possibilidade do grátis não existia. Na verdade o preço mínimo era aquele que o vendedor estava disposto a oferecer, porém os compradores que fizessem uma oferta superior ao valor mínimo teriam a – falsa – impressão de que eram eles que estavam determinando o preço.

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